Dinossauros

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaDinossauros
Ocorrência: Triássico Médio-Recente 233.23–0 Ma
Em sentido horário, começando no canto superior esquerdo: pardal-doméstico (Passer domesticus), Triceratops horridus, Iguanodon bernissartensis, e Neovenator salerii.
Em sentido horário, começando no canto superior esquerdo: pardal-doméstico (Passer domesticus), Triceratops horridus, Iguanodon bernissartensis, e Neovenator salerii.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Dinosauriformes
Clado: Dinosauria
Owen, 1842
Subgrupos

Dinossauros ou dinossáurios[1] (do grego δεινός σαῦρος, deinos sauros,[2] que significa "lagarto terrível") constituem um grupo de diversos animais membros do clado Dinosauria.[3] Acredita-se que apareceram há pelo menos 233 milhões de anos[4], e que, por mais de 167 milhões de anos, foram o grupo animal dominante na Terra, num período geológico de tempo que vai desde o período Triássico até o final do período Cretáceo, há cerca de 66,5 milhões de anos, quando um evento catastrófico ocasionou a extinção em massa de quase todos os dinossauros, com exceção de algumas espécies emplumadas, as aves.

A hipótese mais aceita é de que o meteorito encontrado na cratera de Chicxulub, na Península de Iucatã,[5] foi o responsável pela extinção dos dinossauros, ao colidir com a Terra e originar uma grande explosão que carbonizou bilhões de animais instantaneamente, levantando também uma nuvem de poeira tão espessa que bloqueou a luz do sol e transformou o planeta em um local extremamente frio, em um evento meteorológico similar ao inverno nuclear, eliminando quase todas as espécies existentes de dinossauros.[6][7] Pouquíssimos dinossauros sobreviveram, e eram todos avianos e pequenos, e eram provavelmente terrestres, já que as florestas foram amplamente destruídas por incêndios após o impacto do meteoro, e somente aves que não dependiam de árvores para obter alimento e esconderijo poderiam ter sobrevivido.[8]

O registro fóssil indica que os dinossauros emplumados surgiram durante o período Jurássico, embora exista a possibilidade de que os primeiros dinossauros já possuíssem protopenas no período Triássico. Após o evento da extinção em massa, os únicos dinossauros que sobreviveram eram aves.[9][10][11]

Usando evidências fósseis, os paleontólogos identificaram mais de quinhentos diferentes gêneros e mais de mil diferentes espécies de dinossauros não-avianos, alguns sendo herbívoros, outros carnívoros, assim como havia também espécies bípedes e quadrúpedes. Muitas espécies possuíam estruturas como chifres ou cristas (triceratops), e alguns grupos chegarem a desenvolver modificações esqueléticas, como armaduras ósseas (anquilossauro) e velas dorsais (espinossauro). Estes animais variavam muito em tamanho e peso, com dinossauros terópodes não-avianos adultos medindo menos de quarenta centímetros (Epidexipteryx), enquanto os maiores saurópodes podiam chegar a uma altura de cerca de vinte metros (Argentinossauro).[12]

Embora a palavra dinossauro signifique "lagarto terrível", esses animais não eram lagartos ou mesmo répteis propriamente ditos, e sim ornitodiros, diferenciando-se dos répteis principalmente por suas patas eretas, pela postura, comportamento normalmente ativo e metabolismo aviano, incluindo o mantimento de uma temperatura constante.[13]

Durante a primeira metade do século XX, a maior parte da comunidade científica acreditava que os dinossauros eram lentos e pouco inteligentes, no entanto, a maioria das pesquisas realizadas desde a década de 1970 indicaram que estes animais eram ágeis, com elevado metabolismo e com numerosas adaptações para a interação social, com certos grupos, principalmente os terópodes. O primeiro dinossauro a ser descrito foi o megalossauro, em um trabalho publicado por William Buckland em 1824, apesar de que o naturalista Gideon Mantell já havia descoberto em 1822 o fóssil de um iguanodonte, mas somente publicou a descrição em 1825.[14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Reprodução artística mostrando Richard Owen, criador do termo Dinossauro.

O termo Dinosauria foi proposto em 1842 por Richard Owen para classificar os grandes esqueletos de animais extintos que haviam sido recém-descobertos no Reino Unido. A palavra, em latim, deriva do grego δεινός σαῦρος, que significa lagarto terrível, apesar desses animais serem ornitodiros, e, portanto, taxonomicamente distantes dos lagartos. O termo Dinosauria, em português, é adaptado como dinossauro.

Esses animais, assim como todos os demais seres vivos, existentes ou extintos, foram batizados de acordo com a nomenclatura binomial, promulgada por Carlos Lineu no século XVIII, que estabelecia que todos os animais deviam ser nomeados usando termos das línguas grega ou latina, como foi o caso do primeiro dinossauro catalogado, o megalossauro (que vem do grego μεγάλο σαύρος), que significa lagarto grande. No entanto, no decorrer dos anos, muitos dinossauros foram classificados com termos vindos de outros idiomas, como o Dilong, que vêm da língua chinesa, significando dragão imperador, e também o Mapusaurus, que vem da língua indígena mapuche, significando lagarto da terra.

Definição[editar | editar código-fonte]

Na taxonomia filogenética, dinossauros são geralmente definidos como o grupo consistindo em Neornithes, Megalosaurus, Iguanodon, Cetiosaurus, seu ancestral comum mais recente e todos os seus descendentes. Esses animais são tradicionalmente divididos em dois grupos: os ornitísquios (quadris de pássaro) e os saurísquios (quadris de lagarto), dependendo do formato da pélvis. Apesar do nome e do formato do quadril, as aves são saurísquios e não ornitísquios. A definição mais dp clado Dinosauria pode ser expressa como "Dinosauria = Ornithischia + Sauropodomorpha + Theropoda + Herrerasauridae".

Morfologicamente, os dinossauros são definidos como arcossauros, tendo a pélvis evoluída permitindo uma postura ereta. De fato, a postura ereta é o único fator que difere os ornitodiros como um todo de outros grupos descendentes dos arcossauros, como os crocodilos, que são considerados animais de postura semi-ereta. Essa característica também difere os dinossauros terrestres de espécies marinhas, como os plessiossauros. Outra característica é que os dinossauros não conseguiam estender suas línguas como lagartos. Em vez disso, suas línguas provavelmente estavam enraizadas no fundo de suas bocas de maneira semelhante aos jacarés.[15]

Cena da Formação Dinosaur Park durante o Cretáceo Superior. Da esquerda para a direita: Scolosaurus, Daspletosaurus e Brachylophosaurus
As aves são dinossauros terópodes.

Há um consenso quase universal entre os paleontólogos de que as aves são dinossauros terópodes. Na taxonomia tradicional, as aves foram considerados uma "classe" separada, que evoluiu a partir dos dinossauros. No entanto, a maioria dos paleontólogos modernos rejeita o estilo tradicional de classificação em favor da nomenclatura filogenética, que exige que todos os descendentes de um único ancestral comum devam ser incluídos em um grupo para que este grupo seja natural. As aves são, portanto, consideradas pela maioria dos cientistas modernos como dinossauros e os dinossauros, portanto, não se extinguiram. As aves são classificadas como pertencendo ao subgrupo Maniraptora, que são celurossauros, que são terópodes, que são saurísquios, que são dinossauros. Por serem terópodes, dinossauros como o Tyrannosaurus e o Spinosaurus são muito mais próximos das aves do que de ornitísquios como Triceratops e Stegosaurus ou de saurópodes como o Brontosaurus e o Diplodocus.

Evolução dos dinossauros[editar | editar código-fonte]

O Staurikosaurus é um dos mais antigos dinossauros conhecidos.

Os dinossauros divergiram dos seus antepassados Dinosauromorpha,[16][17][18] um clado dos arcossauros, em apenas alguns milhões de anos[19] há aproximadamente 230 milhões de anos durante o período Triássico, rudemente 20 milhões de anos depois que o evento de extinção do Permiano-Triássico apagou aproximadamente 95% de toda a vida na Terra. A datação de fósseis de um dos mais antigos dinossauros conhecidos, o Staurikosaurus, calcula a sua idade como 233 milhões de anos.[4] Os paleontólogos acreditam que dinossauros como este se parecem com o que se espera que o antepassado comum de todos os dinossauros seja; se isto for verdadeiro, os seus traços sugerem que os primeiros dinossauros fossem predadores pequenos, provavelmente bípedes. A descoberta de ornitodiros primitivos, parecido a um dinossauro foram animais como Marasuchus e Lagerpeton em camadas de rochas triássicas da Argentina apoia esta visão; a análise de fósseis recuperados sugere que esses animais fossem predadores.

As poucas primeiras linhas de dinossauros primitivos diversificados rapidamente pelo resto do período Triássico; as espécies de dinossauro rapidamente desenvolveram as características especializadas e a variedade de tamanhos. Durante o período da predominância dos dinossauros, que abrangeu os seguintes períodos Jurássico e Cretáceo, quase cada animal da terra conhecido eram maiores do que 1 metro de comprimento.

O Evento K-Pg, que ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos no fim do período Cretáceo, causou a extinção de todos os dinossauros, exceto da linhagem que já tinha constituído a origem dos primeiros pássaros. Outras espécies de diapsídeos relacionadas aos dinossauros também sobreviveram ao evento K-Pg.

O Eoraptor é um dos menores e mais antigos sauropodomorfos conhecidos. Apesar da aparência, este dinossauro não é um terópode.

Dinossauros mais antigos[editar | editar código-fonte]

Atualmente, os dinossauros mais antigos de que se tem conhecimento são da família Herrerasauridae, que inclui diversas espécies que viveram há mais de 230 milhões de anos, como Staurikosaurus pricei (233 milhões de anos atrás), Herrerasaurus ischigualastensis (231,4 milhões de anos atrás), e Sanjuansaurus gordilloi (231,4 milhões de anos atrás) e Chindesaurus bryansmalli (entre 235 e 228 milhões de anos atrás).

Alguns sauropodomorfos também possuem idades semelhantes, entre eles Pampadromaeus barberenai (233 milhões de anos atrás), Saturnalia tupiniquim (233 milhões de anos atrás), Panphagia protos (231 milhões de anos atrás), Eoraptor lunensis (entre 231 e 228 milhões de anos atrás[20]) e Buriolestes schultzi (entre 237 e 228 milhões de anos atrás).

Biologia[editar | editar código-fonte]

O conhecimento sobre os dinossauros é derivado de uma variedade de registros fósseis e não fósseis, incluindo ossos, fezes (quando fossilizadas são chamadas de coprólitos) e pegadas fossilizadas, Gastrólito e penas, impressões de pele, órgãos internos e tecidos moles.[21][22] Muitos campos de estudo contribuem para nossa compreensão sobre dinossauros, incluindo a física (especialmente a biomecânica), a química e a biologia, bem como as ciências da terra (da qual a paleontologia é uma sub-disciplina). Dois temas em particular têm sido de interesse nos estudo sobre os dinossauro: seu tamanho e seu comportamento.

Tamanho[editar | editar código-fonte]

Escala comparando os maiores dinossauros conhecidos de certos grupos: Shantungosaurus (Ornithopoda), Argentinosaurus (Sauropodomorpha), Spinosaurus (Theropoda), Stegosaurus (Thyreophora) e Triceratops (Marginocephalia).

A evidência atual sugere que o tamanho médio dos dinossauros variou no Triássico, Jurássico inferior, Jurássico Superior e no Cretáceo.[23] Os terópodes, quando classificadas por peso estimado em categorias baseadas na ordem de magnitude, têm na maioria das vezes kg 100-1000, enquanto predadores carnívoros do Holoceno tinham no máximo kg 10-100.[24] O modo de massas do corpo de dinossauro era entre uma e dez toneladas.[25] Isso contrasta fortemente com o tamanho do mamíferos no período Cenozoico, estimados pelo Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, Portugal, em cerca de 2 a 5 kg.[26]

Os saurópodes eram os maiores e mais pesados dos dinossauros. Durante grande parte da era dos dinossauros, os menores saurópodes eram maiores do que qualquer outra espécie em seu habitat. Em termos de ordem de magnitude, estes animais são maiores do que qualquer outra coisa que, desde então, caminhou pela Terra. Os mamíferos gigantes pré-históricos, como o Paraceratherium e o mamute-columbiano foram ínfimos diante dos saurópodes gigantes. Apenas um punhado de animais aquáticos modernos podem aproximar-se ou superá-los em tamanho - mais notavelmente a baleia-azul, que atinge até 173 000 kg e 30 metros (98 pés) de comprimento.[27] Existem várias vantagens seletivas propostas para o grande tamanho dos saurópodes, incluindo a proteção, a redução de predadores em potencial, o uso de energia e a longevidade, mas pode ser que a vantagem mais importante era dietética. Animais de grande porte são mais eficientes na digestão de pequenos animais, porque a comida passa mais tempo em seus sistemas digestivos. Isso também lhes permite subsistir com alimentos com menor valor nutritivo do que os animais menores. Restos de saurópodes são encontrados principalmente em formações rochosas, interpretadas como seca ou na época seca, e a capacidade de comer grandes quantidades de nutrientes de baixa procura teria sido vantajoso em tais ambientes.

Grupos de dinossauros[editar | editar código-fonte]

Estegossauros[editar | editar código-fonte]

Um Kentrosaurus sendo atacado por um Monolophosaurus.

A subordem Stegosauria recebeu esse nome por causa do estegossauro e agrupa dinossauros que possuem diversas características em comum, como, por exemplo: corpos gigantescos com cabeças pequenas, fileiras duplas de enormes placas ósseas dispostas de ambos os lados da coluna vertebral, esporões na cauda entre outros. Cada espécie se destacando pela forma, disposição das placas e ferrões e tamanho. Essas placas podem ter tido diversas funções mas não se sabe com certeza qual era sua função, algumas teorias dizem que elas serviam para aquecer o corpo como painéis solares, outras dizem que serviria para efeitos visuais para o acasalamento.

Durante o Cretáceo seus pescoços tornaram-se mais longos com o tempo e suas pequenas cabeças tornaram-se estreitas, capazes de morder seletivamente as melhores partes de cicas com seus bicos. Quando estes tipos de plantas diminuíram na diversidade, assim fizeram os estegossauros, que se tornaram extintos durante a primeira metade do período Cretáceo.

Anquilossauros[editar | editar código-fonte]

Edmontonia, um anquilossauro.

A subordem Ankylosauria recebeu este nome por causa do anquilossauro e formam um grupo de dinossauros caracterizados por possuírem armaduras corpóreas providas de grossos osteodermas. Alguns animais deste grupo possuíam caudas que terminavam em uma ponta grossa que poderia ser usada como arma. O corpo dos anquilossauros os transformava em excelentes armas de defesa sendo que em alguns casos até as pálpebras dos olhos eram "blindadas" por uma espécie de persiana óssea, em um combate eles ficariam de lado para o atacante e lhes ameaçariam com a cauda que poderia desferir uma pancada que intimidaria até os maiores predadores da Terra e, em caso de fuga, eles poderia acertar pancadas com facilidade em quem os tivessem perseguindo. Todos eles viveram durante o período Cretáceo e se extinguiram no evento KT.

Ornitópodes[editar | editar código-fonte]

Vários ornitópodes.

A subordem Ornithopoda é um grupo de dinossauros ornitísquios que começaram como pequenos herbívoros terrícolas, e cresceram em tamanho e número até tornarem-se os mais bem sucedidos herbívoros do Cretáceo em todo o mundo, dominando as paisagens da América do Norte.

Sua maior vantagem evolutiva era o desenvolvimento progressivo do aparelho mastigatório, rivalizando o dos modernos mamíferos como a vaca doméstica em sofisticação. Eles alcançaram seu ápice nos hadrossauros, antes de serem varridos pelo evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno junto com todos os outros dinossauros não-avianos.

Sua forma varia de pequenos bípedes de 1,3 metros, como Valdosaurus canaliculatus e Notohypsilophodon comodorensis até semi-quadrúpedes de 16 metros, como o Shantungosaurus giganteus.

Ceratopsídeos[editar | editar código-fonte]

Triceratops, o mais conhecido ceratopsídeo.

A subordem Ceratopsia (do latim "com chifre no rosto")[28] é um grupo de dinossauros marginocefalianos quadrúpedes e herbívoros, característicos do período Cretáceo. Os ceratopsianos, como são chamados os dinossauros pertencentes a essa ordem, viveram principalmente em regiões que actualmente são a Ásia e a América do Norte. Os primeiros membros do grupo Ceratopsia, como o psitacossauro, eram pequenos animais bípedes e sem estruturas elaboradas na cabeça. Membros posteriores, incluindo ceratopsídeos como Centrosaurus e Triceratops, tornaram-se quadrúpedes muito grandes e desenvolveram elaborados chifres faciais e cristas que se estendem ao longo do pescoço. Embora estes podem ter servido para proteger os pescoços vulneráveis dos predadores, eles podem também ter sido utilizados para a exposição, a termorregulação, músculos da mastigação ou alguma combinação dos anteriores.

Esses dinossauros variavam muito de tamanho e forma, indo de animais de 50 centímetros, como Yamaceratops dorngobiensis e Liaoceratops yanzigouensis, até gigantes de mais de 8 metros de comprimento, como Triceratops horridus e Eotriceratops xerinsularis.

O nome Ceratopsia que, como visto anteriormente, vem do latim "chifre no rosto" se deve ao fato de uma parte desses dinossauros possuírem um ou mais chifres na face, pois apesar do nome alguns como o Protoceratops, encontrado na Mongólia, não possuía chifre.

Paquicefalossauros[editar | editar código-fonte]

A subordem Pachycephalosauria (do grego "lagartos de cabeça espessa") é um grupo de dinossauros ornitópodos marginocefalianos bípedes e herbívoros que habitaram a Terra durante o período Cretáceo, onde atualmente estão as terras da América do Norte e da Ásia. A característica mais marcante destes animais era o topo do crânio, que possuía em alguns animais vários centímetros de espessura, podiam apresentar formato de domo ou ainda era adornada com espinhos (como o Stygimoloch). A função de tal característica incomum é desconhecida. Até recentemente especulava-se que os membros desta subordem utilizavam seus crânios em disputas territoriais ou por um parceiro sexual batendo suas cabeças uma contra as outras (tal qual fazem alguns antílopes). No entanto, estudos recentes apontaram que haveria grandes danos ao cérebro do animal, caso ele chocasse sua cabeça contra a de outro indivíduo, sugerindo que talvez seu crânio fosse utilizado para a defesa contra predadores ou as disputas por parceiros eram realizadas com golpes desferidos contra as laterais do rival (assim como as girafas o fazem). Todos os paquicefalossaurianos têm uma saliência na parte interior do crânio.

Sauropodomorfos[editar | editar código-fonte]

Um bando de Alamosaurus.

A subordem Sauropodomorpha foi um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios ou dinossauros com bacia de réptil. Os seus corpos eram geralmente enormes, com um pescoço muito comprido que terminava em uma cabeça muito pequena. A cauda, também muito comprida, junto com uma grande unha que a maioria dos saurópodes possuíam na pata dianteira, eram suas únicas armas de defesa, além de seu tamanho. Os saurópodes eram quadrúpedes herbívoros, com patas altas, retas como colunas, terminadas em pés dotados de dedos curtos e bastante parecidas com as dos elefantes. Sauropodomorfos mais primitivos, porém, eram bípedes, e alguns, como o Eoraptor e o Guaibasaurus eram carnívoros.

Muitos dos saurópodes não dispunham de mandíbulas e dentes apropriados para mastigar, de modo que engoliam grandes quantidades de matéria vegetal que, em seguida, eram "trituradas" no estômago por pedras ingeridas, chamadas gastrólitos, para facilitar a fermentação e a digestão do alimento.


O Plateosaurus, que viveu no Triássico e é um dos mais antigos sauropodomorfos herbívoros, mas não é um saurópode verdadeiro. Gêneros bem conhecidos de saurópodes Jurássicos incluem Brachiosaurus, Diplodocus, Apatosaurus e Brontosaurus. Saurópodes apareceram pela primeira vez no início do Período Jurássico, onde pouco se assemelhavam ao grupo estreitamente relacionado (e possivelmente ancestral) "Prosauropoda". Até o Jurássico (150 milhões de anos atrás), os saurópodes tinham se tornado comuns (especialmente os neossaurópodes). Até o Cretáceo Superior, esses grupos tinham sido principalmente substituídos pelos titanossauros, que tiveram uma distribuição quase global e incluíam espécies como o Alamosaurus e o Argentinosaurus. No entanto, como todos os outros dinossauros não-aviários, os titanossauros se extinguiram no evento KT. Restos fossilizados de saurópodes foram encontrados em todos os continentes, incluindo a Antártica.


Sua forma varia de pequenos bípedes carnívoros de 70 centímetros de comprimento, como o Agnosphitys cromhallensis, até gigantescos quadrúpedes herbívoros de mais de 30 metros de comprimento, como Supersaurus vivianae e Patagotitan mayorum. Não se sabe ainda qual foi o maior, mas é possível que o Amphicoelias fragillimus tenha o sido, supostamente atingindo 40-60 metros de comprimento, mas essas estatísticas são muito remotas, pois os únicos fósseis encontrados desta espécie estão perdidos há mais de cem anos.

Terópodes[editar | editar código-fonte]

Tarbosaurus, um dos maiores predadores do Cretáceo.

A subordem Theropoda foi um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios (ou do grupo Ornithoscelida, segundo outras classificações) que viveram a partir do final do Triássico até o presente, habitando todos os continentes. Desde o evento KT a 65 milhões de anos, os únicos sobreviventes deste grupo são os pássaros modernos.

Terópodes são um grupo diverso e grande de dinossauros caracterizados por serem exclusivamente bípedes, e normalmente eram carnívoros ou onívoros, embora existam exemplos herbívoros.

Terópodes apareceram no Triássico Superior (por volta de 230 milhões de anos atrás ou mais) e os terópodes não-avianos foram os predadores terrestres dominantes do início do Jurássico até a extinção em massa no final do Cretáceo (por volta de 66,5 milhões de anos atrás), quando a maioria das espécies do grupo foram extintas junto com o resto dos dinossauros não-avianos e grande quantidade de fauna e flora dessa época.

Sua forma varia de pequenos nectarívoros voadores de 6 centímetros de comprimento, como o Mellisuga helenae, até predadores gigantes de mais de 12 metros de comprimento, como o Spinosaurus aegyptiacus, Giganotosaurus carolinii, Carcharodontosaurus saharicus, Mapusaurus roseae ou o Tyrannosaurus rex. Sabe-se hoje que terópodes do clado Coelurosauria (como o Velociraptor mongoliensis e o Troodon formosus) possuíam penas. Não coincidentemente, este clado também inclui todas as aves, tanto extintas quanto atuais.

Changchengornis, uma ave primitiva.
Colibri-abelha (Mellisuga helenae), o menor dinossauro que já existiu.

Um estranho dinossauro foi descoberto na década de 1860 em calcários da Formação Solnhofen, no sul da Alemanha. Esse animal, notável pelas penas fossilizadas, foi conhecido como Archaeopteryx. Por muito tempo foi chamado de "primeira ave" (Urvogel, em alemão), embora talvez não seja o ancestral direto das aves atuais, embora seja certamente próximo destas, por fazer parte do clado Avialae. Tempos depois, na China, foram encontrados dinossauros não-avianos com penas entre eles Microraptor, Dilong e Sinosauropteryx. Mesmo antes da descoberta de penas em dinossauros não-avianos, já se sabia que estes não eram ectotérmicos como os répteis, mas ativos e homeotérmicos como as aves[29], além de serem ancestrais destas. Já se especulava também que alguns deles possuíssem penas[30], e as descobertas feitas no final da década de 1990 e durante o século XXI confirmaram esta hipótese. Hoje, as aves não são simplesmente consideradas descendentes dos dinossauros, mas sim dinossauros propriamente ditos.[31]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Taxonomia dos dinossauros

O clado Dinosauria é tradicionalmente subdivido em duas ordens de acordo com a estrutura do pélvis e algumas outras características anatômicas.

Saurischia.png
Ornithischia.png

Ordem Saurischia[editar | editar código-fonte]

†Ordem Ornithischia[editar | editar código-fonte]

Em 2017, foi proposta uma nova divisão do clado Dinosauria. Ao invés de Ornithischia e Saurischia, haveria Ornithoscelida (terópodes e ornitísquios) e Saurischia, que passaria a incluir apenas os sauropodomorfos e os herrerasaurídeos.[32]

Dinossauros em Portugal[editar | editar código-fonte]

Miragaia longicollum, um dinossauro ornitísquio descoberto em Portugal.

A maioria dos dinossauros em Portugal são do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica.[33] Inclui espécies como o Allosaurus europaeus, Draconyx loureiroi, Lourinhanosaurus antunesi, Miragaia longicollum, Torvosaurus, Ceratosaurus, entre outros. Também são conhecidas numerosas pegadas.[34]

Existem atualmente quase 600 espécies de aves em Portugal.

Dinossauros no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de dinossauros do Brasil

Cerca de 30 espécies de dinossauros não-avianos já foram descobertas no Brasil até agora, incluindo animais como Oxalaia quilombensis, Staurikosaurus pricei, Mirischia asymmetrica, Amazonsaurus maranhensis, Brasilotitan nemophagus, Irritator challengeri (mesmo que Angaturama limai) e Gondwanatitan faustoi. O maior dinossauro já encontrado no país é o Austroposeidon magnificus, de cerca de 25 metros de comprimento.[35]

Atualmente, existem mais de 1900 espécies conhecidas de aves no Brasil.[36]

Extinção dos dinossauros não-avianos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Extinção do Cretáceo-Paleogeno

Muitos supõem que há 65 milhões de anos houve uma extinção em massa de espécies animais e vegetais incluindo os dinossauros. Diversas teorias tentam explicar esse fato, mas a mais provável de todas, e até mesmo a mais famosa, é a de que um grande asteroide tenha caído na Terra[37][38] e levantado poeira suficiente na atmosfera para impedir que a luz do Sol alcançasse a superfície. Como consequência disso, muitas espécies vegetais que necessitam fazer fotossíntese para viver teriam morrido e, por fim, os dinossauros herbívoros. Sem os dinossauros herbívoros para comer, todos os carnívoros também acabam morrendo, marcando assim o fim da era dos dinossauros.

Apesar disso, existem pelo menos mais dez teorias que tentam explicar o motivo do desaparecimento dos dinossauros.

Evento de impacto[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cratera de Chicxulub
A cratera de Chicxulub na ponta da Península de Iucatã; o corpo celeste que formou esta cratera pode ter causado a extinção dos dinossauros.

A teoria de colisão de asteroide, que foi trazida a conhecimento mundial em 1980 por Walter Alvarez e colegas, liga a extinção em massa no fim do período Cretáceo a um impacto de bólido há aproximadamente 65,5 milhões de anos.

Alvarez propôs que um aumento súbito nos níveis de irídio, gravado ao redor do mundo na camada de rochas do período, era uma evidência direta de impacto. A maior parte das evidências sugere agora que um bólido de aproximadamente 5 a 15 km de largura colidiu nas proximidades da península de Iucatã, criando a cratera de Chicxulub, com aproximadamente 180 km de diâmetro, e provocando a extinção em massa.[39][40]

Os cientistas não estão certos se os dinossauros estavam prosperando ou em declínio antes do evento de impacto. Alguns cientistas propõem que o meteorito causou uma queda longa e anormal da temperatura atmosférica da Terra, enquanto outros afirmam que ela teria, ao contrário, criado uma onda de calor incomum. Embora a velocidade de extinção não possa ser deduzida somente a partir do registro fóssil, vários modelos sugerem que a extinção foi extremamente rápida. O consenso entre os cientistas que defendem esta teoria é que o impacto causou a extinção de forma direta (pelo calor do impacto do meteorito) e indiretamente (através de um resfriamento global mundial provocado pelo material ejetado pelo impacto refletindo a radiação térmica do sol).[41]

Em setembro de 2007, pesquisadores dos Estados Unidos, liderados por William Bottke do Southwest Research Institute em Boulder, Colorado, e cientistas checos usaram simulações de computador para identificar a provável origem do impacto de Chicxulub. Eles calcularam uma probabilidade de 90% de que um asteroide gigante chamado Baptistina, com cerca de 160 km de diâmetro, orbitando no cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter, foi atingido por um pequeno asteroide desconhecido com cerca de 55 km de diâmetro, há cerca de 160 milhões de anos. O impacto quebrou Baptistina, criando um agrupamento que é conhecido hoje como a família Baptistina. Os cálculos indicam que alguns dos fragmentos foram arremessados em órbitas cruzando a da Terra, um destes fragmentos sendo o meteorito de 10 km de largura que atingiu a península mexicana de Iucatã, há 65 milhões de anos, criando a cratera de Chicxulub.[42]

Uma explicação semelhante, mas mais controversa, propõe que "a passagem da [hipotética] estrela companheira do Sol, Nêmesis, através da nuvem de Oort, provocaria chuvas de cometas." Um ou mais desses cometas, em seguida, colidiram com a Terra aproximadamente ao mesmo tempo, causando a extinção em massa. Tal como acontece com o impacto de um asteroide, o resultado final deste bombardeio de cometas teria sido uma queda brusca na temperatura global, seguido por um período de frio prolongado.[43]

Basaltos de Decão[editar | editar código-fonte]

Antes de 2000, os argumentos de que os derrames basálticos de Decão causaram a extinção eram geralmente ligados à visão de que a extinção foi gradual, já que pensava-se que estes eventos de derrame basáltico começaram há cerca de 68 milhões de anos e duraram mais de 2 milhões de anos. No entanto, há indícios de que dois terços dos basaltos de Decão foram criados em apenas 1 milhão de anos, há cerca de 65,5 milhões de anos, e por isso estas erupções teriam causado uma extinção relativamente rápida, possivelmente em um período de milhares de anos, mas ainda mais longo do que seria esperado de um evento de impacto.[44][45]

Os derrames de Decão poderiam ter causado a extinção através de vários mecanismos, incluindo a liberação atmosférica de poeira e aerossóis sulfúricos, que podem ter bloqueado a luz solar e, consequentemente, reduzido a fotossíntese nas plantas. Além disso, o vulcanismo de Decão pode ter resultado em emissões de dióxido de carbono, o que teria aumentado o efeito estufa quando a poeira e os aerossóis citados anteriormente fossem eliminados da atmosfera.[45] Antes da extinção em massa dos dinossauros, a liberação de gases vulcânicos durante a formação dos basaltos de Decão "contribuiu para um aquecimento global, aparentemente maciço. Alguns dados apontam para um aumento médio de temperatura de 8 °C, no último meio milhão de anos antes do impacto [em Chicxulub].[44][45]

Nos anos em que a teoria dos basaltos de Decão estava ligada a uma extinção lenta, Luis Walter Alvarez (que morreu em 1988) respondia que os paleontólogos estavam sendo enganados por dados esparsos. Embora a sua afirmação não tenha sido inicialmente bem recebida, estudos intensivos em locais ricos em fósseis deram peso à sua afirmação. Eventualmente, a maioria dos paleontólogos começou a aceitar a ideia de que as extinções em massa no fim do período cretáceo foram na sua maioria, ou pelo menos em parte, causadas por um grande impacto na Terra. No entanto, mesmo Walter Alvarez reconhecia que houve outras mudanças importantes na Terra, mesmo antes do impacto, como uma queda no nível do mar e erupções vulcânicas maciças que produziram os basaltos de Decão na Índia, e estes podem ter contribuído para a extinção.[46]

Incapacidade de se adaptar[editar | editar código-fonte]

Lloyd et al. (2008) observou que, em meados do Cretáceo, plantas angiospermas floríferas se tornaram uma parte importante dos ecossistemas terrestres, que antes eram dominados por gimnospermas como as coníferas. Coprólitos — fezes fossilizadas — de dinossauros indicam que, enquanto alguns comiam angiospermas, a maioria dos dinossauros herbívoros comiam principalmente gimnospermas. A análise estatística feita por Lloyd et al. concluiu que, ao contrário de estudos anteriores, os dinossauros não se diversificaram muito no final do Cretáceo. Lloyd et al. sugeriu que o fracasso dos dinossauros em se diversificar, enquanto os ecossistemas estavam mudando, os condenou à extinção.[47]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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