Diogo Álvares de Brito

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D. Diogo Álvares de Brito (? - Évora, 5 de Maio de 1424) foi um bispo de Évora (1406-1415) e arcebispo de Lisboa (1415-1422).

Era D. prior da colegiada de Guimarães, quando foi eleito para bispo de Évora (1406). Em 1415, sendo ainda vivo o arcebispo de Lisboa João Esteves de Azambuja, foi nomeado arcebispo de Lisboa pelo Antipapa João XXIII (o Papa de Pisa, na altura, tido como legítimo); como se demorasse na emissão das bulas, porém, o cabido não lhe quis dar posse, sendo causa de vários conflitos na diocese.

D. João I, por isso mesmo, escreveu em 1422 ao cabido da Sé, ordenando aos cónegos que não obedecessem ao arcebispo, passando o cabido a governar temporal e espirtualmente a arquidiocese. O arcebispo D. Diogo recorreu então à autoridade do pontífice Martinho V, que escreveu, numa carta dirigida ao rei e ao herdeiro, D. Duarte, para que reinstalassem D. Diogo no governo da diocese. A súplica do Papa, porém, não foi ouvida, tendo o arcebispo recolhido-se a Évora, onde viria a falecer, desgostosamente, dois anos mais tarde, em 5 de Maio de 1424. Jaz numa sepultura sem nome, na Sé de Évora.

Precedido por
Martinho
Brasão episcopal
Bispo de Évora

1406 - 1415
Sucedido por
Álvaro Afonso
Precedido por
João Afonso
Esteves de Azambuja
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo de Lisboa

1415 - 1422
Sucedido por
Pedro de Noronha
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