Diogo Castor de Mattos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Diogo Castor de Mattos
Nascimento 18 de junho de 1986 (33 anos)
Curitiba, Paraná
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Ocupação Procurador do Ministério Público Federal e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Principais trabalhos Investigador da Operação Lava Jato
Prémios Global Investigations Review 2015

Diogo Castor de Mattos (18 de junho de 1986) é um Procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) que ganhou notoriedade por integrar a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato, em Curitiba.[1]. Ingressou na composição inicial da força-tarefa da Lava Jato em abril de 2014, na época com 27 anos, sendo o mais jovem procurador do grupo. Foi professor de direito penal na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).[2] É filho do procurador de Justiça Delivar Tadeu de Mattos, falecido em 2007.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em família de classe média, Diogo Castor de Mattos estudou no Colégio Marista Santa Maria, depois no Colégio Dom Bosco em Curitiba. É graduado em Direito em 2009 pela PUCPR.[2] Em 2009, foi estagiário do procurador Deltan Dallagnol, que em abril de 2014 o convidaria para integrar a equipe inicial da Operação Lava Jato, sendo o mais jovem do grupo.[4] Ingressou na carreira pública em junho de 2011, aos 24 anos, tomando posse como procurador federal da Advocacia Geral da União (AGU).[5]

Em julho de 2012, foi empossado promotor de justiça do Ministério Público do Paraná.[6] Diogo Castor de Mattos, ao discursar em nome dos empossados, lembrou que o país tem 16 milhões de pessoas vivendo na miséria, e é justamente essa fatia de brasileiros que mais depende do Ministério Público para mudar sua realidade. Homenageou ainda seu pai, o procurador de Justica Delivar Tadeu de Mattos, falecido em 2007[6]

Em 18 de fevereiro de 2013 tomou posse como procurador da República, cargo que exerce até os dias atuais.[7]

Em 2014, foi representante do Brasil no Encontro Mundial de Peritos em tipologias de lavagem de dinheiro promovido pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI).[8]

Desde 2015, é Mestre em Função Política do Direito pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).[2]

Antes de se tornar procurador do Ministério Público Federal, concurso que passou duas vezes, passou por diversas promotorias do Ministério Público Estadual e trabalhou no município de União da Vitória defendendo o Ibama e o INSS como procurador federal da AGU.[5]

É especializado em investigar crime organizado com curso na Itália. Crime Organizado. Università degli Studi di Roma Tor Vergata, UNIROMA, Itália.[8]

Juntamente com o procurador Deltan Dallagnol, foi o idealizador dos projetos de leis que ficaram conhecidos com as Dez Medidas Contra a Corrupção do MPF. A ideia surgiu numa conversa em um supermercado próximo à sede da Procuradoria da República de Curitiba, em setembro de 2014.[9] Mesmo contando com o apoio de mais de duas milhões de assinaturas, o pacote que visava o aprimoramento do combate à corrupção no país foi completamente desfigurado pela Câmara dos Deputados na madrugada do dia 29 de novembro de 2016.[10]

Em meio a polêmicas envolvendo críticas do procurador a ministros do STF[11], Diogo Castor anunciou o seu desligamento da Operação Lava Jato em 5/4/2019 [12].

Em depoimento após sua prisão, o hacker Walter Delgatti Neto, responsável pela invasão do celulares de autoridades, afirmou que repassou ao jornalista Glenn Greenwald o conteúdo de conversas de telegram do procurador Diogo Castor. O hacker afirmou ainda que o afastamento de Castor da investigação estaria relacionado ao financiamento de uma campanha publicitária de apoio à Lava Jato. A versão não foi confirmada pelo procurador e pela Força Tarefa da Lava Jato[1].


________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Premiações[editar | editar código-fonte]

Em 24 de setembro de 2015, Diogo Castor foi um dos procuradores premiados pelo Global Investigations Review (GIR). O GIR é um portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, foram reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.[13]

Em 1º de junho de 2016, Diogo Castor, juntamente com os demais procuradores da força-tarefa, foi premiado na sede da Justiça Federal, durante a abertura do 1.º Fórum Nacional de Administração e Gestão Estratégica da Justiça Federal (Fonage), o Prêmio Ajufe: Boas Práticas de Gestão para a Eficiência da Justiça Federal.[14]

Em 3 de dezembro de 2016, Diogo Castor, juntamente com os demais procuradores da força-tarefa, recebeu o Prêmio Anticorrupção de 2016 da Transparência Internacional, uma das principais ONGs que atuam no combate à corrupção.[15]

Referências

  1. «Equipe de investigação do Ministério Público Federal». Lava Jato. Ministério Público Federal. Consultado em 19 de julho de 2016 
  2. a b c «Lava Jato: Diogo vê PR como "Estado extremamente corrupto"». Aroldo Moura. Consultado em 19 de julho de 2016 
  3. «Sem título». Senado Federal. Consultado em 19 de julho de 2016 
  4. Haroldo Mura Haygert. «Diogo, da Lava Jato, vê corrupção ilimitada». Revistas ideais. Consultado em 28 de julho de 2016 
  5. a b Daniel Haidar (11 de janeiro de 2015). «Em nove meses, força-tarefa da Lava Jato fez 88 réus». VEJA. Consultado em 19 de julho de 2016 
  6. a b «POSSE - Dois novos promotores substitutos integram o MP-PR». Ministério Público do Estado do Paraná. 11 de julho de 2012. Consultado em 19 de julho de 2016 
  7. «Página 59 • Seção 2 • 18/02/2013 • DOU». Jusbrasil. Consultado em 28 de julho de 2016 
  8. a b «Diogo Castor de Mattos». Escavador. Consultado em 19 de julho de 2016 
  9. Militão, Eduardo (27 de dezembro de 2016). «Pacote das Dez Medidas contra a Corrupção começou num supermercado». Correio Braziliense. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  10. Calgaro, Fernando (30 de novembro de 2016). «Câmara retira seis propostas do MPF e desfigura pacote anticorrupção». Portal G1. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  11. https://veja.abril.com.br/blog/maquiavel/procurador-que-enfureceu-o-stf-pede-para-deixar-a-lava-jato/
  12. https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/04/06/procurador-diogo-castor-pede-desligamento-da-forca-tarefa-da-lava-jato.ghtml
  13. «Força-tarefa do MPF na Lava Jato ganha prêmio internacional de investigação». Ministério Público Federal. 25 de setembro de 2015. Consultado em 19 de julho de 2016. Arquivado do original em 1 de outubro de 2015 
  14. MPF, MPF (2 de junho de 2016). «Força Tarefa recebe prêmio da AJUFE». MPF. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  15. Uol, Uol (3 de dezembro de 2016). «Força-tarefa da Lava Jato vence prêmio anticorrupção da Transparência Internacional Comente». Uol. Consultado em 12 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]