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Diogo da Costa Ferreira

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Diogo da Costa Ferreira com a Ministra da Administração Interna, Margarida Blasco (2024)

Diogo da Costa Ferreira (Enxara do Bispo, 14 de Março) é um criador e artista multidisciplinar português, sendo compositor, escritor, professor, investigador e diretor de projetos.

Biografia

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Natural de Enxara do Bispo, concelho de Mafra, iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música D. Dinis, em Odivelas, tendo frequentado os Cursos de Trombone e de Formação Musical.

Estudou Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, dedicando-se particularmente à Estética e Filosofia da Arte.

Diplomou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, tendo sido aluno de Carlos Marecos, Carlos Caires, Sérgio Azevedo, António Pinho Vargas, João Madureira, entre outros.

Frequentou o Programa Avançado em Gestão do Património Cultural na Católica Porto Business School, o Mestrado em Estética e Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa.

É pós-graduado em Desenvolvimento Comunitário pelo ISCTE-IUL, com particular foco em metodologias de intervenção para o desenvolvimento e em concepção e avaliação de projectos.

Estudou, também, Psicanálise no Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (São Paulo, Brasil), sob a coordenação do filósofo Željko Loparić e da psicanalista Elsa Oliveira Dias.[1]

É doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento pela Universidade de Lisboa.[2]

É membro e investigador do CESEM - Centro de Estudos em Música (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa | Escola Superior de Música de Lisboa).[3]

É Vice-Presidente da CODEM - Colectivo de Defesa dos Direitos da Música Escrita.[4]

As suas obras musicais têm sido apresentadas no Teatro Nacional de São Carlos, do Teatro de São Luiz, no Teatro Thalia, no Teatro Helena Sá e Costa, no Teatro-Estúdio Mário Viegas, no Auditório Vianna da Motta, no Festival Música Viva, no Festival OperaFest, entre muitos outros locais.[5][6][7][6][8][9]

Tem dedicado a sua investigação e prática artística às problemáticas e desafios da saúde mental, da cidadania e da sustentabilidade, procurando assumir uma abordagem transdisciplinar inclusiva e abrangente.

O seu catálogo inclui música de câmara, música sinfónica, música coral, música para teatro e ópera.

Em 2018, estreou, no Teatro Thalia, sob a sua direcção musical, a sua ópera Multidão, com a encenação de Luís Madureira.[10][11]

Em 2020, estreou, no Festival OperaFest, a sua ópera Esta Ítaca que não encontro, com a encenação de António Pires e a direcção musical de Rita Castro Blanco (Ensemble mpmp).[12][13][14][15]

Em 2021, estreou sua ópera multimédia Paramos ou Morremos, criada para o Quarteto Contratempus.[16]

Em 2024, estreou a sua ópera-ensaio és a madrugada pura e sem ruína, com a encenação de Alexandre Lyra Leite e direcção musical de Carlos Marecos, assim como a sua ópera-monodrama Há que ser rio. [17]

A sua obra écho de la penseé venceu o International Composition Award for the Six Historic Organs of Mafra 2021, tendo sido apresentada na Basílica do Palácio Nacional de Mafra e executada nos Seis Órgãos Históricos sob a direcção de João Vaz.[18][19]

A sua ópera-monodrama Há que ser rio foi agraciada no Prémio MUSA 2023, tendo sido estreada no Festival Música Viva 2024. [20]

As suas obras são editada pelo Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa (MIC), do qual é membro.[21]

Dedicando-se especialmente à poesia e à literatura infantil, publicou nove obras literárias que se encontram divididas em três colecções:[22]


1. Cadernos experimentais da infância

  • Sem mundo (ISBN: 978-989-6365-51-6)
  • Lisboa insurgente (ISBN: 978-989-6971-82-3)
  • À procura da palavra (ISBN: 978-989-697-281-3)
  • Excelso amor perpétuo (ISBN: 978-989-697-281-3)


2. Cadernos de pedagogia ontológica

  • Se fosse um pássaro (ISBN: 978-989-51-4278-1)
  • A Penélope tem utopias na barriga (ISBN: 978-989-33-0217-0)
  • Dizer o medo (ISBN: 978-989-53020-0-0)
  • Amanhecer (ISBN: 978-989-53020-1-7)


3. Cadernos de babilónia

  • Ínvio (ISBN: 978-989-20-7879-3)

Ensaio

  • Conseguir Ser - Arte e Cidadania [Prefácio de Paulo Pires do Vale] (ISBN: 978-989-33-3422-5)

Intervenção Comunitária e Educação Artística

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Nos últimos anos, privilegiando a arte, a cultura e o pensamento crítico como meios de intervenção fundamentais, tem vindo a conceber e a coordenar diversos projectos de intervenção social e comunitária particularmente dirigidos a comunidades socialmente vulneráveis, nomeadamente projectos dedicados à promoção da participação cívica e à capacitação para a cidadania activa, aos processos de empowerment e à inclusão sócio-comunitária.[23][24]

Foi orador convidado da World Family Summit 2019 (United Nations), cimeira mundial dedicada ao desenvolvimento global e à Agenda 2030 da ONU, tendo apresentado uma reflexão sobre modelos de intervenção para o desenvolvimento global sustentável em contextos comunitários, a partir dos resultados do programa por si dirigido e implementado na cidade de Lisboa nos anos anteriores. [23]

Tem dirigido diversos projectos e programas de educação e mediação artísticas, assim como projectos participativos em contextos comunitários e educativos. Destacam-se a concepção e coordenação de projectos de entidades públicas em cooperação com o Plano Nacional das Artes.

Concebeu e dirige o Programa Nacional "Missão: Mudar o Mundo" (Plano Nacional das Artes e Polícia de Segurança Pública), programa nacional de educação artística para a cidadania. [25]

Políticas Culturais e Gestão Estratégica

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Tem desenvolvido investigação na área das políticas públicas para a área da Cultura, especializando-se em estratégia e instrumentos de gestão estratégica. Interessa-se particularmente por abordagens integradas e multidimensionais na gestão dos territórios. [26]

Debruça-se, também, sobre questões associadas à democracia cultural, aos direitos culturais, à territorialização e aos processos de governança partilhada.

Tem vindo a dedicar-se à gestão e direção de programas e iniciativas intersectoriais que cruzam cultura, educação e desenvolvimento territorial.

Referências

  1. ↑ Biografia de Diogo da Costa Ferreira. Bolsa das Artes (Centro Nacional de Cultura). Consultado a 15 de Janeiro de 2021.
  2. ↑ «Biografia - Diogo da Costa Ferreira»
  3. ↑ CESEM. «Membros CESEM». CESEM - Centro de Estudos em Música. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
  4. ↑ Confederação Musical Portuguesa, CMP (18 de Julho de 2026). «CODEM - Fundação e Tomada de posse dos órgãos sociais»
  5. ↑ . Concerto Teatro Helena Sá e Costa (IPP). Consultado a 2 de Dezembro de 2021.
  6. 1 2 . Peças Frescas São Luiz (Teatro São Luiz). Consultado a 7 de Dezembro de 2021.
  7. ↑ . Festival Música Viva (Miso Music). Consultado a 12 de Dezembro de 2021.
  8. ↑ . Semana da Composição (Escola Superior de Música de Lisboa). Consultado a 13 de Dezembro de 2021.
  9. ↑ . Concerto RTP Antena 2 (RTP). Consultado a 15 de Dezembro de 2021.
  10. ↑ . Estreia absoluta de ópera peculiar (Notícias ao Minuto). Consultado a 30 de Dezembro de 2021.
  11. ↑ . Folha de Sala - Ópera Multidão (Secretaria-Geral da Educação). Consultado a 3 de Dezembro de 2021.
  12. ↑ . Maratona Ópera XXI (Coolture). Consultado a 21 de Dezembro de 2021.
  13. ↑ . Festival Opera Fest 2020 (Direcção-Geral das Artes). Consultado a 22 de Dezembro de 2021.
  14. ↑ . Programa da Maratona Ópera XXI (Opera Fest Lisboa). Consultado a 28 de Dezembro de 2021.
  15. ↑ . I Maratona Ópera XXI (Revista Time Out). Consultado a 6 de Dezembro de 2021.
  16. ↑ . Paramos ou Morremos - Ópera (Quarteto Contratempus). Consultado a 18 de Dezembro de 2021.
  17. ↑ «Ópera-ensaio»
  18. ↑ . Prémio Internacional de Composição - Órgãos do Palácio Nacional de Mafra 2021 (CMM). Consultado a 19 de Dezembro de 2021.
  19. ↑ . Prémio Internacional de Composição (Ericeira Magazine). Consultado a 19 de Dezembro de 2021.
  20. ↑ «Prémio MUSA 2023»
  21. ↑ . Diogo da Costa Ferreira (Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa). Consultado a 16 de Dezembro de 2021.
  22. ↑ . Diogo da Costa Ferreira (WOOK). Consultado a 9 de Dezembro de 2021.
  23. 1 2 . World Family Summit 2019 - Conferences and Keynote Speakers (World Family Organization - United Nations). Consultado a 12 de Dezembro de 2021.
  24. ↑ . Projecto Fábrica de Cidadãos (Junta de Freguesia de Santo António). Consultado a 10 de Dezembro de 2021.
  25. ↑ «Missão: Mudar o Mundo». Cópia arquivada em 10 de março de 2026
  26. ↑ Costa Ferreira, Diogo (15 de Fevereiro de 2026). «Políticas Culturais Locais: É preciso uma nova visão estratégica para o(s) território(s)». OBSERVADOR
  27. ↑ . Compositor ganha Prémio Jovens Criadores (Jornal das Caldas). Consultado a 19 de Dezembro de 2021.
  28. ↑ . Compositor com atelier no Cadaval ganha Prémio Jovens Criadores (Jornal Mais Oeste). Consultado a 17 de Dezembro de 2021.
  29. ↑ . Entrega de Prémios no Dia Mundial da Música (Jornal de Mafra). Consultado a 18 de Dezembro de 2021.
  30. ↑ «Prémio MUSA 2023 - Diogo da Costa Ferreira». Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026