Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira

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Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira (terceira assinatura). Acervo Arquivo Nacional

Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira (Curralinho, 2 de abril de 1847Paris, 15 de fevereiro de 1910) foi um herói da Guerra do Paraguai,General de Brigada, Deputado Federal , Ministro de Estado e engenheiro militar brasileiro.

De família baiana de recursos, seu pai era catedrático da Escola de Medicina de Salvador, entrou no exército como voluntário da pátria, praça, em 2 de fevereiro de 1865, quando estudante da Escola Central, do Rio de Janeiro, devido à guerra do Paraguai, de onde retornou, em 5 de fevereiro de 1870, como tenente. Serviu inicialmente na artilharia e, a seguir, na infantaria, em batalhão baiano. No exército, reformou-se como general-de-brigada.

Escreveu o livro "Reminiscências da Guerra do Paraguai", no qual revisava as provas quando morreu em Paris, onde se encontrava a serviço. O livro foi editado, na França, e meados de 1910, com reedição em 1929, terceira apresentação, em 1948, e quarta em 1980 pela Biblioteca do Exército.

Foi deputado na Assembléia Nacional Constituinte, de 1991, pela Bahia, tendo sido re-eleito por mais duas oportunidades,

No governo de Prudente de Morais foi ministro das Relações Exteriores (1 de setembro de 1896 a 15 de novembro de 1898), da Guerra (23 de novembro de 1896 a 4 de janeiro de 1897) e da Indústria, Viação e Obras Públicas (1 de outubro a 13 de novembro de 1897).

Tomou parte nos trabalhos que delimitaram as fronteiras brasileiras com a Guiana, Venezuela, Bolívia e Argentina.

O município catarinense de Dionísio Cerqueira é assim denominado em sua homenagem, pois pacificou os limites geográficos das fronteiras entre Brasil e Argentina, e celebrou o tratado arbitrado por Grover Cleveland, o qual ficou conhecido como a Questão de Palmas.

Casou-se com Antonietta Braga Torres, nascida em Sobral, filha do Brigadeiro Francisco Xavier Torres Junior com que teve a filha Dionísia e a neta: Maria Antonietta. Cunhado do senador Joaquim Antônio da Cruz, e do escritor Domingos Olímpio, que o assessorou na missão acima com quem colaborou no periódico "Os Annaes", que era editado até o início do século XX, no Rio de Janeiro. Tio de Eurico Cruz e, por afinidade, do senador Benjamim Liberato Barroso. Tio-avô de Benjamin Eurico Cruz.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Carlos Augusto de Carvalho
Ministro das Relações Exteriores
1896 — 1898
Sucedido por
Olinto de Magalhães
Precedido por
Bernardo Vasques
Ministro da Guerra do Brasil
1896 — 1897
Sucedido por
Francisco de Paula Argolo
Precedido por
Joaquim Duarte Murtinho
Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas
1897
Sucedido por
Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda