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Dipeptídeo

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Um dipeptídeo (ou dipéptido) é um composto orgânico derivado de dois aminoácidos. Os aminoácidos constituintes podem ser iguais ou diferentes. Quando diferentes, dois isômeros do dipeptídeo são possíveis, dependendo da sequência. Vários dipeptídeos são fisiologicamente importantes, e alguns são fisiológicos e comercialmente significativos. Um dipeptídeo bem conhecido é o aspartame, um adoçante artificial.[1]

Glicilglicina é o dipeptídeo mais simples.

Dipeptídeos são sólidos brancos. Muitos são muito mais solúveis em água do que os aminoácidos originais.[1] Por exemplo, o dipeptídeo Ala-Gln tem a solubilidade de 586 g/L, mais de 10x a solubilidade de Gln (35 g/L). Dipeptídeos também podem apresentar diferentes estabilidades, e.g. com relação à hidrólise. Gln não resiste aos procedimentos de esterilização, enquanto este dipeptídeo não. Como os dipeptídeos são propensos à hidrólise, a alta solubilidade é explorada em infusões, i.e. para fornecer nutrição.[2]

Aspartame é produzido comercialmente como um adoçante artificial.

Valor comercial

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Cerca de seis dipeptídeos são de interesse comercial.[1]

Outros dipeptídeos

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Produção

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Dipeptídeos sintéticos

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Os dipeptídeos são produzidos pelo acoplamento de aminoácidos. O grupo amino de um aminoácido é tornado não nucleofílico (P em eq) e o grupo ácido carboxílico do segundo aminoácido é desativado como seu éster metílico. Os dois aminoácidos modificados são então combinados na presença de um agente de acoplamento, que facilita a formação da ligação amida.

RCH(NHP)CO2H + R'CH(NH2)CO2CH3RCH(NHP)C(O)NH(CHR')CO2CH3 + H2O

Após essa reação de acoplamento, o grupo protetor da amina P e o éster são convertidos na amina livre e no ácido carboxílico, respectivamente.[3]

Para muitos aminoácidos, os grupos funcionais auxiliares são protegido. A condensação da amina e do ácido carboxílico para formar a ligação peptídica geralmente emprega agentes de acoplamento para ativar o ácido carboxílico.[4]

A síntese de peptídeos de azlactona de Bergmann é uma síntese orgânica clássica para a preparação de dipeptídeos.[1]

Biosíntese

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Dipeptídeos são produzidos de polipeptídeos pela ação da enzima hidrolase dipeptidil peptidase.[5] As proteínas alimentares são digeridas em dipeptídeos e aminoácidos, sendo que os dipeptídeos são absorvidos mais rapidamente do que os aminoácidos, porque sua absorção envolve um mecanismo distinto. Os dipeptídeos ativam as células G encontradas no estômago para secretar gastrina.

Referências

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  1. 1 2 3 4 Yagasaki, M; Hashimoto, S (novembro 2008). «Synthesis and application of dipeptides; current status and perspectives». Applied Microbiology and Biotechnology. 81 (1): 13–22. PMID 18795289. doi:10.1007/s00253-008-1590-3
  2. 1 2 Fürst, P; Pogan, K; Stehle, P (1997). «Glutamine dipeptides in clinical nutrition». Nutrition. 13 (7-8): 731–7. PMID 9263278. doi:10.1016/S0899-9007(97)83035-3
  3. Subirós-Funosas, AE; Albericio, F (2013). «Low-epimerization Peptide Bond Formation with Oxyma Pure: Preparation of Z-L-Phg-Val-OMe». Organic Syntheses. 90. 306 páginas. doi:10.15227/orgsyn.090.0306
  4. Suppo, JS; de Figueiredo, RM; Campagne, JM (2015). «Dipeptide Syntheses via Activated α-Aminoesters». Organic Syntheses. 92: 296–308. doi:10.15227/orgsyn.092.0296Acessível livremente
  5. Steane, R. «Hydrolysis of a dipeptide». BioTopics. Consultado em 28 julho 2014