Ir para o conteúdo

Dira Paes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dira Paes
Paes em 2015, apresentando-se no 26° Prêmio da Música Brasileira.
Nome completoEcleidira Maria Fonseca Paes
Pseudônimo(s)Dira Paes
Nascimento
30 de junho de 1969 (56 anos)[1]

ResidênciaRio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileira
Etniacabocla
Alma materUNIRIO
Ocupação
Período de atividade1985–presente
PrêmiosVer lista

Ecleidira Maria "Dira" Fonseca Paes (Abaetetuba, 30 de junho de 1969), é uma atriz e apresentadora brasileira.[2] Artista versátil, tornou-se conhecida nacionalmente por seus papéis cômicos e dramáticos no cinema e televisão.[3][4] Paes recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira, incluindo três Prêmios Grande Otelo, dois Prêmios APCA, três Prêmios Guarani e dois Prêmios Qualidade Brasil. Seu desempenho no cinema a fez ser ganhadora de cinco estatuetas do Festival de Brasília e quatro no Festival de Gramado, os dois festivais mais tradicionais do cinema brasileiro.[5]

Graduada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira em 1985 antes mesmo de sua formação em uma participação no filme britânico The Emerald Forest no papel da indígena Kachiri.[6] Em 1987 atuou em seu primeiro filme nacional, Ele, o Boto, como Corina. É uma das atrizes mais premiadas do cinema brasileiro. Em 1996 teve seu primeira papel como protagonista, atuando como a cangaceira Dadá no filme Corisco e Dadá.[7] Por sua performance dramática, recebeu muitos elogios e adquiriu sua primeira de seis indicações ao Prêmio Guarani de Cinema. Em 1997 esteve no elenco do filme histórico Anahy de las misiones, que lhe rendeu seu primeiro Prêmio APCA, um dos mais tradicionais prêmios do Brasil. Em 2001 protagonizou o filme O Casamento de Louise, como a doméstica Luiza. Pela atuação cômica, foi novamente indicada ao Prêmio Guarani e recebeu sua primeira de treze indicações da Academia Brasileira de Cinema ao Grande Otelo, dessa vez como Melhor Atriz.[5]

Paes, ao longo de mais de três décadas de carreira, também se popularizou por outros trabalhos na cinema. Conquistou ainda indicações ao Grande Otelo por suas atuações nos filmes Amarelo Manga (2002), Noite de São João (2003), 2 Filhos de Francisco(2005), Mulheres do Brasil (2006), Baixio das Bestas (2007), A Festa da Menina Morta (2008), Estamos Juntos (2011) e Sudoeste (2012).[5] Em 2013, por sua atuação no filme À Beira do Caminho, foi premiada como Melhor Atriz pela Academia, após nove nomeações, além de ter vencido o Prêmio Guarani de melhor atriz coadjuvante pela terceira vez. Ela voltou a receber elogios por seu desempenho nos filmes Órfãos do Eldorado (2015), Redemoinho (2016) e Divino Amor (2020), recebendo indicações ao Grande Otelo de Melhor Atriz por todos eles. Em 2021 se destacou como a sonhadora Rita no filme dramático Veneza, dirigido por Miguel Falabella, pelo qual ela venceu seu segundo troféu Grande Otelo de Melhor Atriz. Em 2022 estreou nos cinemas o filme biográfico Pureza, onde ela dá vida a protagonista que luta por salvar trabalhadores em condições análogas a escravidão, incluindo seu próprio filho.[8]

Na televisão, Dira começou a trabalhar nas novelas em 1990 atuando em Araponga, da TV Globo. Entretanto, ganhou maior destaque em 1995 na novela Irmãos Coragem, onde atuou como a indígena Potira.[9] Entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, ela atuou em minisséries, como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998), Chiquinha Gonzaga (1999) e Um Só Coração (2004). Mas foi em 2004 que se consolidou nacionalmente ao interpretar Solineuza no seriado A Diarista, exibido pela TV Globo entre 2004 e 2007. Por seu forte desempenho cômico, recebeu um Prêmio APCA de melhor atriz de humor. Em 2009 voltou a atuar em novela como a perua Norminha em Caminho das Índias, personagem que a popularizou mais ainda no país.[10] Recebeu inúmeros prêmios por esse trabalho, como o Prêmio Qualidade Brasil, Prêmio Extra e Melhores do Ano. Em seguida, passou a se destacar em papéis mais dramáticos nas novelas, como a costureira Marta em Ti Ti Ti (2010), a dona de casa Celeste em Fina Estampa (2011) e a batalhadora Lucimar em Salve Jorge (2012).[9] Em 2014 protagonizou a minissérie Amores Roubados.[9] Desde 2015, é uma das principais mobilizadoras do Criança Esperança. Esteve ainda no elenco principal das novelas Velho Chico (2016), Verão 90 (2019) e Pantanal (2022).[6] Em 2025, se destaca em Três Graças como Lígia Maria das Graças, mãe da protagonista Gerluce.

Início da vida

[editar | editar código]

Nascida em Abaetetuba, no interior do estado do Pará, Ecleidira Maria é descendente de uma família de origem portuguesa com elementos indígenas e afro-brasileiros.[11] Seu pai, Edir Cardoso Paes, trabalhava como fiscal no Departamento de Estradas e Rodagens do Pará e sua mãe, Flor Paes, era costureira.[12][13] A atriz morou em Belém, capital do estado, com seus pais e seus sete irmãos, tendo uma infância simples com sua família.[14] Ainda na adolescência, realizou testes para uma produção britânica no cinema, sendo aprovada com apenas catorze anos para o elenco do filme A Floresta das Esmeraldas, produção de 1985 dirigida por John Boorman. A participação na produção a impulsionou a seguir na carreira artística.[12]

Mesmo com as dificuldades financeiras, ao terminar o ensino médio saiu do Pará e foi morar no Rio de Janeiro para realizar seus estudos de formação superior.[12] Foi aprovada no vestibular da UNIRIO onde graduou-se em Artes Cênicas.[15] Ela também estudou francês e realizou cursos de aperfeiçoamento de expressão corporal, focando em sua formação como atriz.[12] Paes chegou a cursar a graduação de Filosofia por dois anos, mas não finalizou o curso.[12] Estabelecida no Rio de Janeiro, passou a integrar o elenco de novas produções no cinema e na televisão.[12]

Começo no cinema e desafios iniciais (1985—1999)

[editar | editar código]

"Estou nua o tempo todo, com um tapa-sexo, mas com peitos e bunda de fora. Tinha 15 anos e fiz 16 no último dia de filmagem. Era uma menina e tenho isso como um registro do tempo em que ainda era virgem. Mas não foi difícil fazer, porque todo mundo era índio e ficava nu. Não era ótimo, mas foi bom para desinibir. Filmar era muito divertido. Eu ainda tinha muitas regalias, por ser nova. Foi um início principesco, assim como um conto de fadas."

— Paes, sobre sua experiência de estreia no cinema em entrevista à Rolling Stone Brasil.

Paes sempre teve o sonho de trabalhar com arte dramática, mas tinha poucos recursos para conseguir se formar na área de atuação.[12] Sua trajetória começou a mudar ao se inscrever na seleção de uma produção britânica dirigida pelo cineasta John Boorman, que estava à procura de uma jovem brasileira para um papel no filme que seria gravado no Brasil. Ela foi aprovada e convidada a integrar o elenco do filme The Emerald Forest, exibido em 1985, realizando sua estreia como atriz já em uma produção internacional. Em meio às 500 candidatas para o papel, destacou-se por responder o diretor em inglês e por seu biotipo específico.[16] Ao mudar-se para o Rio de Janeiro, foi aprovada em novos testes e integrou o elenco da minissérie Carne de Sol, na TV Band, em 1986,[17] e também foi escalada para o filme Ele, o Boto (1987), interpretando a jovem Corina que desaparece após se encantada pelo boto, interpretado por Carlos Alberto Ricceli. Este trabalho lhe rendeu o primeiro prêmio como Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Cinema e TV de Natal, e ela descreve como a primeira vez que se sentiu atriz.[18]

Em 1990, fez sua estreia em telenovelas da TV Globo em Araponga, trama exibida no extinto horário das 22h, interpretando Ana Maria, jovem ingênua e meiga que acredita cegamente nas mentiras que o namorado Tuca (Taumaturgo Ferreira) lhe conta.[19] Esteve ainda no elenco de algumas produções no cinema, como Corpo em Delito (1990)[20] e O Filme da Minha Vida (1991).[21] No início da década de 1990, com a extinção da Embrafilme, principal produtora de filmes nacionais, e sem contrato fixo com alguma emissora de televisão, Dira voltou a excursionar no teatro. A partir de 1992, viajou o Brasil ao longo de três anos com a peça Capitães da Areia, de Jorge Amado, dirigida por Roberto Bomtempo.[12]

Somente com a retomada do cinema brasileiro, em meados de 1995, voltou a atuar nas telas com destaque em diversos filmes. Ela protagonizou o drama Corisco & Dadá, dirigido por Rosemberg Cariry, ao lado do ator Chico Díaz, onde interpretavam o real casal de cangaceiros Dadá e Corisco, respectivamente. Baseado nos acontecimentos reais, o filme acompanha a história desde o rapto de Dadá até sua integração no bando.[22] O filme é considerado o grande destaque inicial da carreira de Dira, a elevando ao posto de Melhor Atriz em diversos festivais, mais notavelmente o Festival de Brasília,[23] e também a fez ser indicada pela primeira vez ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz.[24] Com presença no cinema, surgiu o convite de Luiz Fernando Carvalho para testes na novela Irmãos Coragem (1995). Aprovada, foi escalada para interpretar a índia Potira, uma das principais personagens da trama. Ela é filha adotiva de Sebastião (Orlando Vieira) e Sinhana (Laura Cardoso), sendo irmã de criação dos irmãos Coragem.[25][26]

Em 1997, interpreta a bela Luna no filme dramático Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, sendo filha da andarilha Anahy (Araci Esteves) que, ao lado da mães e dos três irmãos, caminham durante a Guerra dos Farrapos , saqueando os mortos e negociando os achados com os soldados sobreviventes.[27] Amplamente elogiada por sua performance, voltou a ser premiada no Festival de Brasília, desta vez como Melhor Atriz Coadjuvante,[28] e também recebeu pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o título de Melhor Atriz Coadjuvante no Cinema.[29] Em 1998, participa da minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos, no papel de Celeste, uma jovem que após ter uma desilusão amorosa com Vadinho (Edson Celulari) envolve-se com outra mulher.[30]

Em 1999, interpreta a emprega Vitalina na minissérie Chiquinha Gonzaga, escrita por Lauro César Muniz, personagem que se envolve com o patrão, João Gualberto (Caio Junqueira), após se apaixonarem, tornando-se nora de Chiquinha Gonzaga (Regina Duarte).[31] No mesmo ano, retorna às telenovelas em Força de um Desejo, de Gilberto Braga, exibida no horário das seis da TV Globo. Na trama histórica, sua personagem é uma moça de origem indígena e com personalidade rústica, que sonha com uma vida melhor e acaba sendo amante do vilão Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria).[32] Concluiu esta década no cinema atuando em Lendas Amazônicas e em Castro Alves - Retrato Falado do Poeta.[33][34]

Reconhecimento nacional (2000—2009)

[editar | editar código]
Paes em evento no teatro, em 2009.

Após certo período de dedicação à televisão, Dira retornou aos palcos do teatro com a peça O Avarento (2000), de Molière, com direção de Amir Haddad,[12] e gravou o filme O Casamento de Louise (2001), comédia romântica na qual novamente interpreta uma empregada doméstica, Luzia, que por acaso se torna interesse amoroso do maestro sueco Helstrom (Mark Hopkins) após ele ser convidado pela dona da casa, a violinista Louise (Sílvia Buarque), para um almoço com intuito de conquistá-lo.[35] No filme, sua personagem foi destacada pela crítica e a atuação foi premiada em festivais de cinema, além de receber sua primeira de inúmeras indicações da Academia Brasileira de Cinema ao Grande Otelo de Melhor Atriz.[36] Trabalhou com a Cia dos Atores na peça Meu Destino É Pecar (2002), de Nelson Rodrigues, peça com a qual viajou pelo país.[12]

Em 2002, retorna no cinema em um trabalho marcante com o cineasta Cláudio Assis no premiado filme Amarelo Manga, obra que retrata um cenário caótico de moradores do Centro de Recife. Sua personagem, Kika, é uma mulher evangélica extremamente religiosa que se desafia após descobrir uma traição do marido.[37] Repercutindo positivamente na crítica cinematográfica, foi condecorada com prêmios de Melhor Atriz no Cine Ceará e recebeu um prêmio especial do júri do Festival de Brasília.[38] No ano seguinte, alcança o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado pelo filme Noite de São João, de Sérgio Silva.[39]

Participou do especial de fim de ano da TV Globo intitulado A Diarista, em 2003, que viria a se tornar um seriado fixo na programação da emissora em 2004.[40] Com o desenvolvimento da série, sua personagem, Solineuza, passou a integrar o elenco principal e logo se tornou popular no país inteiro.[40] A performance como a pouco inteligente e ingênua Solineuza, a melhor amiga e vizinha de Marinete (Cláudia Rodrigues), é uma das mais lembradas de sua carreira no imaginário popular e tornou conhecida como uma atriz versátil, destacando-se na comédia.[41] Dira permaneceu no elenco do seriado até sua última temporada, em 2007, recebendo elogios ao longo dos anos, assim como o Prêmio APCA de Melhor Humorista.[42][43] Enquanto esteve presente no seriado, realizou outros trabalhos na televisão, como na minissérie Um Só Coração (2004)[44] e na apresentação do programa Brasil Feito à Mão (2005–2007), do canal de televisão por assinatura GNT.[45]

Enquanto fazia sucesso na televisão com a comédia, Dira destacava-se no cinema por performances dramáticas. Esteve no elenco do filme Meu Tio Matou um Cara (2004)[46] e protagonizou Celeste & Estrela (2005).[47] Em 2005, interpretou Helena Camargo, a mãe da dupla Zezé di Camargo e Luciano, na cinebiografia Dois Filhos de Francisco, com direção de Breno Silveira, que narrava a história da carreira e da vida da dupla que se tornaria um sucesso na música sertaneja.[48] Notavelmente, por este trabalho, recebeu o Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante[49] e o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz de Cinema.[50] Em 2006, interpretou a prostituta Bela no polêmico filme Baixio das Bestas, em uma nova parceria com Cláudio Assis, que chocou o público pelas cenas intensas e realistas de violência.[51] Sua intensa performance lhe garantiu a quarta estatueta no Festival de Brasília[52] e a segunda vitória consecutiva no Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante.[53] Paes também atuou em comédias de destaque, como Mulheres do Brasil (2006),[54] A Grande Família: O Filme (2007)[55] e Ó Paí, Ó (2007).[56]

Em 2008, foi dirigida por Matheus Nachtergaele no filme dramático A Festa da Menina Morta, no papel de Diana,[57] e, no ano seguinte, popularizou-se ainda mais no papel de Norminha na telenovela Caminho das Índias, de Glória Perez, caindo nas graças do público. Com apelo cômico, sua personagem se destacou pelo nada convencional casamento com Abel (Anderson Müller), a quem dopava com leite sonífero para sair com outros homens na noite.[58][59] Paes foi considera a atriz coadjuvante do ano na televisão brasileira, ganhando os prêmios mais importantes, como o Melhores do Ano,[60] Prêmio Contigo! de TV,[61] Prêmio Extra[62] e seu segundo Prêmio Qualidade Brasil.[63]

Atriz consagrada (2010—2019)

[editar | editar código]
Dira na entrega a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho 2014 no TST.

Consolidada no cinema e na televisão, tornou-se uma atriz requisitada para personagens diversos em sua carreira. Em 2010, foi escalada para a telenovela Ti Ti Ti, interpretando a humilde costureira Marta Moura, que teve um relacionamento com o estilista André Spina (Alexandre Borges), ajudando-o a costurar suas primeiras peças, mas foi abandonada por ele para se envolver com uma mulher rica. Ela torna-se melhor amiga de Ariclenes (Murilo Benício), o principal rival de André, e vira um motivo de disputa amorosa.[64] Estrelou os curtas-metragens Matinta[65] e Os Ribeirinhos do Asfalto,[66] em 2010, sendo que este último lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz em Curta-metragem pelo Festival de Gramado.[67]

Em 2011, viveu Celeste, na novela Fina Estampa de Aguinaldo Silva. Sua personagem era uma mulher sofredora que vivia apanhando do marido Baltazar (Alexandre Nero), posteriormente criando coragem para enfrentá-lo.[68][68] No cinema, deu vida a Leonora em Estamos Juntos e Conceição em Sudoeste.[69][70] Em 2012, protagonizou o episódio "A Doméstica de Vitória" da série As Brasileiras como a empregada Cleonice, e no mesmo ano esteve em Salve Jorge interpretando a batalhadora Lucimar na novela de Glória Perez.[71] Na trama, sua personagem vive o drama de reencontrar sua filha, Morena (Nanda Costa), após ela ser vítima de tráfico humano e levada para a Turquia.[72]

Retorna aos cinemas em participações em filmes, como a comédia E Aí... Comeu? (2012)[73] e o dramas À Beira do Caminho (2012),[74] saindo-se vencedora do Grande Otelo de Melhor Atriz após nove indicações,[75] Os Amigos (2013),[76] Encantados (2014) e O Segredo dos Diamantes (2014). Retorna à televisão após um período afastada com duas obras importantes: interpreta a rica Celeste na minissérie Amores Roubados, uma das mulheres seduzidas pelo galanteador Leandro (Cauã Reymond),[77] e vive a investigadora Rosa Nolasco no remake de O Rebu (2014), que junto com o delegado Nuno Pedroso (Marcos Palmeira) tratam do caso do assassinato na festa que é o principal cenário da telenovela.[78] Em 2015, vira mobilizadora e apresentadora do Criança Esperança[79] e faz uma participação como ela mesma em Babilônia, última novela do autor Gilberto Braga.[80]

Retornou ao horário nobre da TV Globo atuando na novela Velho Chico, de Benedito Ruy Barbosa, em 2016, interpretando a professora Beatriz, mulher de origem humilde que conseguiu realizar seus estudos, fazendo parte de um triângulo amoroso com os personagens de Irandhir Santos e Lee Taylor.[81] Em 2017, foi uma ex-prostituta em Redemoinho, filme dirigido por José Luiz Villamarim, deu voz original a policial Janine no filme de animação brasileiro Lino - O Filme: Uma Aventura de Sete Vidas, além de participar do curta Beyond The Gate / Além do Portão.[82][83][84] A partir de 2018, passou a integrar o quadro de comentaristas da exibição da premiação do Oscar na TV Globo, ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão.[85]

Em 2019, protagoniza o filme de ficção científica Divino Amor, dirigido por Gabriel Mascaro, que conta a história de uma mulher profundamente religiosa e funcionária de um cartório que utiliza sua posição no trabalho para tentar salvar casais que chegam para se divorciar, ambientado no futuro distópico do Brasil, no ano de 2027. No entanto, uma crise em seu próprio casamento a põe em confronto com seus pensamentos.[86] Na televisão, integra o elenco da telenovela Verão 90, interpretando a batalhadora Janaína Guerreiro, mãe dos meninos João (Rafael Vitti) e Jerônimo (Jesuíta Barbosa), que integram o elenco do grupo musical infantil Patotinha Mágica ao lado de Manu (Isabelle Drummond) a contra gosto da mãe.[87] Ela é rival da mãe de Manu, Lidiane Pantera (Cláudia Raia), uma ex-atriz de pornochanchada deslumbrada.[88]

Estreia como diretora e projetos recentes (2020—presente)

[editar | editar código]
Paes no evento "Juntos contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo contemporâneo", em 2022.

A atriz fez uma participação especial na série As Five, em 2020, no Globoplay, interpretando a empresária Alice Guimarães, mulher que se envolve com a jovem Lica, uma das protagonistas interpretadas por Manoela Aliperti.[89] Em 2021, é dirigida por Miguel Falabella no filme Veneza, ambientado em um bordel no interior do país, cujo a dona Gringa (Carmen Maura) tem o desejo de reencontrar o único amor de sua vida em seus últimos dias de vida. Ela interpreta uma das integrantes do bordel que fazem um plano mágico para realizar o sonho dela.[90] Dira tornou-se duas vencedora do Grande Otelo de Melhor Atriz por este filme.[91]

Em 2022 estreia o drama biográfico Pureza nos cinemas trazendo ela como a protagonista-título. No papel de Pureza Lopes Loyola, o filme retrata a verdadeira história de uma mãe que sai em busca do filho após ele desaparecer em um garimpo. Ela se emprega em uma fazenda arriscando a própria vida em busca de informações para desmanchar o esquema de trabalho escravo.[92] Foi premiada internacionalmente por seu desempenho, como no Seattle Latino Film Festival, e fez história ao receber o terceiro Grande Otelo de Melhor Atriz em sua carreira.[93] Voltou a receber atenção na televisão participando da nova versão da telenovela Pantanal, exibida pela TV Globo em 2022, produção responsável por aumentar a audiência no horário nobre.[94] Sua personagem na trama é Filó, empregada da fazenda de Zé Leôncio (Marcos Palmeira), por quem nutre um amor, apesar de não ser a esposa oficial dele por ele nunca ter se divorciado de seu primeiro casamento com Madeleine (Karine Teles).[95]

Apresentou o programa Falas da Terra[96] e reviveu a personagem Solineuza na série Encantado's, em 2025,[97] e também retornou aos cinemas com o filme Manas, de Marianna Brennand, ambientado na Ilha do Marajó, no Pará, acompanhando uma garota de 13 anos que decide romper com o ciclo de violência que cerca sua família e as mulheres ao seu redor.[98] Paes fez sua estreia como diretora de cinema no longa-metragem Pasárgada, lançado em 2025, o qual também protagoniza. Ela interpreta a dúbia Irene, uma bióloga solitária e misteriosa, que parte em uma viagem de pesquisa numa floresta remota com objetivo encontrar uma espécie rara de pássaro. Na verdade, ela trabalha para o tráfico internacional de animais e sofre pressões constantes do chefe.[99]

Estrelou a série de comédia Pablo & Luisão, no Globoplay, criada por Paulo Vieira e inspirada nas histórias vividas pelo pai do humorista e pelo melhor amigo dele. Sua personagem é a Conceição, mãe de Paulo.[100] Paes retornou às telenovelas sendo uma das protagonistas de Três Graças, do autor Aguinaldo Silva, interpretando Lígia. A novela gira em torno de Lígia, sua filha Gerluce (Sophie Charlotte) e sua neta Joélly (Alana Cabral), três mulheres de diferentes gerações da mesma família, cujas vidas são marcadas por um ponto em comum: todas enfrentaram uma gravidez na adolescência e tiveram que criar seus filhos sem a presença paterna.[101]

Ativismo e vida pessoal

[editar | editar código]
Dira Paes em 2009.

A atriz foi casada duas vezes. Começou a namorar seu primeiro marido, o roteirista Gustavo Fernandez, no fim dos anos 1980, assim que veio morar no Rio de Janeiro. Foram viver juntos em 1996. Em 1999, Dira e o marido compraram um terreno no bairro da Barra da Tijuca para construir casa e viver juntos. Em 2003, começaram a construir a casa em que pretendiam morar, onde planejavam fazer um sítio, mas o casamento terminou em 2005. Após a separação, Dira ficou com a casa.[102]

Em 2006, já vivendo em seu sítio, começou a namorar o assistente de câmera Pablo Baião, nove anos mais novo. No início de 2007, após um ano de namoro, Pablo foi morar na casa da atriz. Em setembro do mesmo ano, Dira, sem planejar, descobriu estar grávida de seu primeiro filho: A atriz sempre adiou a maternidade em prol da carreira, pensando em começar a ter filhos somente aos quarenta.

A gravidez de Dira foi complicada, tendo tido placenta prévia e risco de parto prematuro, por causa de sua idade, grávida pela primeira vez aos 38 anos, necessitando de repouso absoluto. Apesar disto, contava com apoio da família, do marido e de seu sogro, que era seu ultrassonografista.[103] Em 24 de abril de 2008, Dira Paes deu à luz através de cesariana, no Rio de Janeiro, em um parto prematuro de 7 meses, seu primeiro filho, Inácio Paes Baião. Após o nascimento do menino, Dira passou a querer ter mais filhos, pois sempre sonhou em ter uma família grande. Por mais de um ano, o casal tentou ter outro filho. Realizando tratamento de fertilização, chegou a engravidar duas vezes, em 2009 e em 2010, mas sofreu dois abortos espontâneos, por coincidência, com nove semanas em ambas as gestações.

Em 2012, a atriz voltou a realizar tratamentos hormonais e fertilização, onde, em 24 de outubro de 2015, nasceu, também de cesariana no Rio de Janeiro, seu segundo filho, Martim Paes Baião.[104][105] É torcedora do Botafogo de Futebol e Regatas, o qual começou a acompanhar por conta do pai, Edir. [106]

Outras atividades

[editar | editar código]

É uma das dirigentes do Movimento Humanos Direitos desde 2003.[107] Representando-a, recebeu em 11 de agosto de 2014 a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho concedido pelo Tribunal Superior do Trabalho.[108]

Ano Título Papel
1992 Capitães da Areia
1997 O Capataz de Salema Luzia
2000 O Avarento Mariana
2002 Meu Destino é Pecar
2010 Caderno de Memórias Mulher
2014 A Caligrafia de Dona Sofia Dona Sofia

Filmografia

[editar | editar código]

Televisão

[editar | editar código]
Ano Título Personagem Notas
1986 Carne de Sol Karine
1990 Araponga Ana Maria (Nininha)
1995 Irmãos Coragem Potira
1998 Dona Flor e Seus Dois Maridos Celeste
1999 Chiquinha Gonzaga Vitalina
Força de Um Desejo Palmira
2003 A Diarista Solineuza de Souza (Pôia) / Sônia Neiva Especial de fim de ano
2004–2007
2004 Um Só Coração Magnólia Cavalcanti
2005–2007 Brasil Feito à Mão Apresentadora[109]
2007 A Grande Família Deise[110] Episódio: "Eles Só Pensam Naquilo"
2008 Casos e Acasos Gisele Episódio: "O Encontro, O Assédio e O Convite"
2009 Caminho das Índias Norma Almeida (Norminha)
Chico e Amigos Nair Especial de fim de ano
Zorra Total Ela mesma / Norma Almeida (Norminha)[111] Episódio: "12 de setembro"
Casseta & Planeta, Urgente! Norma Almeida (Norminha)[112] Episódio: "15 de setembro"
2010 Ti Ti Ti Marta Moura
2011 Fina Estampa Celeste Souza Fonseca
2012 As Brasileiras Cleonice Episódio: "A Doméstica de Vitória"
Salve Jorge Lucimar Ribeiro
2014 Amores Roubados Celeste Cavalcanti
O Rebu Detetive Rosa Nolasco
2015 Babilônia Ela mesma[113] Episódios: "18–21 de julho"
2015–2019 Criança Esperança Apresentadora
2016 Velho Chico Beatriz Raposeiro dos Anjos[114]
2017 Segredos de Justiça Advogada Episódio: "Mas eu Amo Aquele Homem"
2018 Tá no Ar: a TV na TV Ela mesma[115] Episódio: "20 de fevereiro"
2018–2025 Oscar Comentarista[85]
2019 Verão 90 Janaína Guerreiro
2020 As Five Alice Guimarães[116][89] Episódio: "2"
2022 Pantanal Filomena Aparecida (Filó)[117][118]
Relatos do Front − A Outra Face do Cartão Postal Narradora[119]
2025 Falas da Terra Apresentadora[96] Homenagem ao dia dos Povos Indígenas
Show 60 Anos Solineuza da Silva (Pôia) Especial dos 60 Anos da Globo[97]
Encantado's Episódio: "#VidasSolteirasImportam"
2025–2026 Pablo & Luisão Dona Conceição Vieira da Silva (Ceição)[120]
Três Graças Lígia Maria das Graças[121]
2026 Globo de Ouro Comentarista
Ano Filme Personagem Nota
1985 The Emerald Forest Kachiri
1987 Ele, o Boto Corina
Au Bout du Rouleau
1990 Corpo em Delito
1991 O Filme da Minha Vida Alvarina
1994 Obra do Destino
1996 Corisco & Dadá Dadá
1997 Anahy de las Misiones Luna
1998 Lendas Amazônicas
1999 Castro Alves - Retrato Falado do Poeta Leonidia
2000 Cronicamente Inviável Amanda
Vida e Obra de Ramiro Miguez
Estado de Alerta Luiza Curta-metragem
2001 O Casamento de Louise Luiza[122]
2002 Amarelo Manga Kika
Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio Lua Cambará
2003 Noite de São João Joana
2004 Meu Tio Matou um Cara Cleia
2005 Celeste & Estrela Celeste Espírito Santo
Incuráveis Mulher Curta-metragem
2 Filhos de Francisco Helena Siqueira de Camargo
2006 Baixio das Bestas Bela
Mulheres do Brasil Júlia
2007 Ó Paí, Ó Psilene
A Grande Família - O Filme Marina
2008 A Festa da Menina Morta Diana
2010 Ribeirinhos do Asfalto Rosa Curta-metragem
Matinta Walkíria / Matinta
2011 Até a Vista
Estamos Juntos Leonora
Sudoeste Conceição
2012 E Aí... Comeu? Leila
À Beira do Caminho Rosa
2013 Os Amigos Majú
2014 Encantados Cotinha
O Segredo dos Diamantes mãe de Ângelo
2015 Órfãos do Eldorado Florita
Mulheres no Poder Senadora Maria Pilar
2017 Redemoinho Toninha
Lino - O Filme: Uma Aventura de Sete Vidas Janine Voz original
Beyond The Gate / Além do Portão Cecilia Curta-metragem
2018 Idade da Água Narradora Documentário
2019 Divino Amor Joana
2021 Veneza Rita
Mise en Scène: a Artesania do Artista Ela mesma[123] Documentário
2022 Pureza Dona Pureza Lopes Loyola
2023 Ó Paí, Ó 2 Psilene
2024 Pasárgada Dra. Irene B. Fonseca[124] Também diretora[124]
2025 Manas Aretha[125]
2026 Agentes Muito Especiais Onça[126]
Sedução Maria Rita[127]

Prêmios e indicações

[editar | editar código]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. «Dira Paes - Memória». globo.com. Consultado em 9 de agosto de 2021 
  2. «Dira Paes - Memória». globo.com. Consultado em 9 de agosto de 2021 
  3. «Perfil completo – Dira Paes – Memória». Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  4. «Versatilidade de Dira Paes e estreia como diretora». O Liberal. Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  5. a b c «Dira Paes – Papo de Cinema». Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  6. a b Digital, CARAS (20 de julho de 2022). «Dira Paes compartilha cena emocionante de 'Pantanal' e celebra 'Dia do Amigo': Quem também ama esse trio junto?». Revista CARAS. Consultado em 13 de agosto de 2022 
  7. «Além de Pureza, Dira Paes fala dos papéis nos novos filmes - ESHOJE». 23 de julho de 2018. Consultado em 13 de agosto de 2022 
  8. «Dira Paes ganha quinto prêmio de melhor atriz pelo filme 'Pureza'». O Liberal. Consultado em 13 de agosto de 2022 
  9. a b c «Dira Paes completa 47 anos com papéis inesquecíveis na carreira; relembre!». tv. Consultado em 13 de agosto de 2022 
  10. Redação (31 de março de 2010). «Dira Paes: 'Solineuza teve seu tempo'». Revista CARAS. Consultado em 13 de agosto de 2022 
  11. Univision. «Dira é só um apelido: nome inteiro da atriz é bem mais complicado e longo». Univision (em espanhol). Consultado em 30 de novembro de 2023 
  12. a b c d e f g h i j «Dira Paes». memoriaglobo. 29 de outubro de 2021. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  13. SBP (7 de agosto de 2008). «Dira Paes recebe homenagem em Belém do Pará». SBP. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  14. Cano, Ana Júlia (1 de outubro de 2018). «Dira Paes revela suas opiniões sobre a nação». 29HORAS. Consultado em 13 de setembro de 2023 
  15. Dira Paes diz que mergulhou no universo da polícia para Rebu. Por Anna Bittencourt. Terra, 12 de setembro de 2014.
  16. Fuscaldo, Christina (22 de setembro de 2008). «Dira Paes: cinema, TV e ativismo». Rolling Stone Brasil. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  17. Xavier, Nilson. «Carne de Sol». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  18. «Dira Paes relembra início de carreira e mudança para o Rio de Janeiro aos 17 anos: '40 anos de recordações'». Marie Claire. 3 de abril de 2025. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  19. Xavier, Nilson. «Araponga». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  20. «Filmografia - Corpo em Delito». Cinemateca brasileira. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  21. «Filmografia - O Filme da Minha Vida». Cinemateca brasileira. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  22. Braga, Carol (18 de outubro de 2024). «Com versão restaurada, "Corisco e Dadá" volta aos cinemas». Culturadoria. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  23. Redação (11 de dezembro de 2020). «Divas do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro». Agência Brasília. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  24. «2º Prêmio Guarani :: Premiados de 1996 - Papo de Cinema». Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  25. Xavier, Nilson. «Irmãos Coragem (1995)». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  26. Secco, Duh (2 de janeiro de 2018). «Oito fatos sobre o remake de Irmãos Coragem que você, provavelmente, não sabia». TV História. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  27. «SEDUFSM - Dica cultural: historiador indica filme 'Anahy de las misiones'». SEDUFSM. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  28. «30º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1997)». www.metropoles.com. 18 de agosto de 2017. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  29. Londrina, Folha de (30 de março de 1998). «Melhores de 97 recebem prêmio APCA». Folha de Londrina. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  30. Xavier, Nilson. «Dona Flor e Seus Dois Maridos». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  31. Xavier, Nilson. «Chiquinha Gonzaga». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  32. Xavier, Nilson. «Força de um Desejo». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  33. «Filmografia - Lendas Amazônicas». Cinemateca brasileira. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  34. «Castro Alves - Retrato Falado do Poeta: Elenco, atores, equipe técnica, produção». AdoroCinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  35. «O Casamento de Louise é busca por príncipe encantado». www.terra.com.br. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  36. «Folha Online - Reuters - Grande Prêmio do Cinema Brasileiro acontece dia 12 no Rio - 04/09/2002». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  37. «"Amarelo Manga": chegou a vez do público». Estadão. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  38. «35º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2002)». www.metropoles.com. 16 de agosto de 2017. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  39. Disner, Elton. «2003». 54° Festival de Cinema de Gramado. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  40. a b Xavier, Nilson. «A Diarista». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  41. maisnovela. «Dira Paes resgata Solineuza, de 'A Diarista', em nova série da Globo; entenda». Terra. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  42. Ribeiro, Tânia (5 de dezembro de 2006). «Dira Paes aposta na permanência de A Diarista na Globo, em 2007». Ofuxico. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  43. «Em cerimônia bem humorada, APCA premia melhores de 2006». Estadão. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  44. «Ficha Técnica - Um Só Coração». Memória Globo. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  45. Soares, Augusto Lins (10 de maio de 2016). «Dira Paes: "Sempre tive o desejo de fazer uma casa sustentável"». Casa Vogue. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  46. «Meu Tio Matou um Cara: Elenco, atores, equipe técnica, produção». AdoroCinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  47. «Sessão Brasil exibe Celeste & Estrela com Dira Paes nesta segunda, dia 5». Rede Globo. 5 de julho de 2010. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  48. «"2 Filhos de Francisco" mistura popular e erudito; veja entrevista com Zezé di Camargo e Luciano, o diretor e atores do filme - 18/08/2005 - Reuters - Entretenimento». cinema.uol.com.br. Consultado em 29 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2005 
  49. «11° Prêmio Guarani :: Premiados de 2005 - Papo de Cinema». Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  50. Redação Associação Prêmio Qualidade Brasil (2005). «Indicados e Ganhadores do Prêmio Qualidade Brasil 2005». Associação Prêmio Qualidade Brasil. Consultado em 1 de julho de 2010 
  51. «'Baixio das Bestas' incomoda com retrato da decadência». O Globo. 10 de maio de 2007. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  52. «41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2008)». www.metropoles.com. 17 de agosto de 2017. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  53. «13º Prêmio Guarani :: Premiados de 2007 - Papo de Cinema». Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  54. «Mulheres do Brasil - Filme 2006». AdoroCinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  55. «'A Grande Família - O Filme' anima a Sessão da Tarde desta quinta, 17». Rede Globo. 11 de dezembro de 2015. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  56. Milani, Robledo. «Ó Paí, Ó». Papo de Cinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  57. «A festa da menina morta». Cine Nacional - TV Brasil. 11 de novembro de 2016. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  58. «Dira Paes revela: 'Guardei um sutiã da Norminha de recordação'». Bastidores. 14 de agosto de 2015. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  59. Digital, CARAS (3 de junho de 2022). «Dira Paes relembra a personagem 'Norminha' de Caminho das Índias». CARAS Brasil. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  60. «Domingão do Faustão – Faustão Melhores do Ano » Melhor atriz coadjuvante – Dira Paes » Arquivo». gshow.globo.com. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  61. redacaoterra. «Confira os vencedores do 12º Prêmio Contigo! de TV». Terra. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  62. «Elenco de 'Caminho das Índias ' comemora prêmio inédito». Extra Online. 24 de novembro de 2009. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  63. Redação (17 de novembro de 2009). «Juliana e Dira Paes brilham em premiação». CARAS Brasil. Consultado em 19 de novembro de 2025 
  64. Globo, Rede (3 de maio de 2021). «"Minha mãe foi minha inspiração para Marta", conta Dira Paes sobre sua personagem em 'Ti Ti Ti'». O Popular. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  65. «DVD do curta-metragem 'Matinta' é lançado em Belém». G1. 17 de dezembro de 2012. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  66. «Ribeirinhos do Asfalto». Porta Curtas. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  67. Borgo, Érico (14 de agosto de 2011). «Festival de Gramado 2011 | Os vencedores». Omelete. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  68. a b Redação Rede Globo (20 de julho de 2011). «Fina Estampa: Lília Cabral e Dira Paes vivem amigas e confidentes na trama». globo.com. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  69. «Leandra Leal brilha no premiado 'Estamos juntos'». G1. 2 de junho de 2011. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  70. «Sudoeste». Revista de Cinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  71. «Dira Paes será mulher sofredorá em Salve Jorge». Televisão UOL. Consultado em 5 de fevereiro de 2013 
  72. «Dira Paes define sua personagem em Salve, uma avó contemporânea». Rede Globo. Consultado em 25 de dezembro de 2012 [ligação inativa]
  73. «'E Aí, Comeu?' aborda "homem moderno"; veja vídeo exclusivo». Terra. 17 de abril de 2012. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  74. Machado, Lívia (10 de agosto de 2012). «Elenco de 'À beira do caminho' elogia e canta músicas de Roberto Carlos». G1. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  75. G1, Do; Paulo, em São (23 de outubro de 2013). «Grande Prêmio do Cinema Brasileiro anuncia finalistas e votação popular». Cinema. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  76. Moraes, Carol (21 de novembro de 2013). «Os Amigos, filme com Marco Ricca e Dira Paes, ganha nova data de estreia». Papo de Cinema. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  77. Rede Globo. «Amores Roubados: Dira Paes vive uma ricaça apaixonada pelo perigo». Consultado em 30 de dezembro de 2013 
  78. GShow (17 de junho de 2014). «Para viver policial, Dira Paes faz aula de tiro e reconhecimento de corpo». Extras - O Rebu. Consultado em 17 de junho de 2014 
  79. «Centro Experimental Floresta Ativa é selecionado pelo 'Criança Esperança'; anúncio foi feito pela atriz Dira Paes». G1. 5 de julho de 2019. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  80. «Dira Paes fará participação especial em Babilônia». Bastidores. 9 de julho de 2015. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  81. Xavier, Nilson. «Velho Chico». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  82. Carmelo, Bruno (9 de fevereiro de 2017). «Redemoinho: Dira Paes e Cássia Kis interpretam mulheres "que poderiam estar em qualquer interior do Brasil" (Exclusivo)». Terra. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  83. «Crítica: 'Lino - Uma aventura de sete vidas'». O Globo. 7 de setembro de 2017. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  84. «Depois de "Velho Chico", Dira Paes se prepara para curta americano no Pará». Glamurama. 17 de outubro de 2016. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  85. a b Ancelmo Góes (17 de fevereiro de 2019). «Dira Paes será comentarista do 'Oscar' na TV Globo». O Globo. Consultado em 23 de fevereiro de 2019 
  86. «'Divino Amor', de Gabriel Mascaro, é selecionado para competição do Festival de Sundance 2019». O Globo. 28 de novembro de 2018. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  87. Xavier, Nilson. «Verão 90». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  88. «Dira Paes está confirmada como rival de Claudia Raia, na novela 'Verão 90 Graus'». Purepeople. Consultado em 21 de julho de 2018 
  89. a b Redação (29 de novembro de 2020). «Dira Paes entrega detalhe de cena picante de As Five: 'Fluiu de maneira orgânica'». Notícias da TV. Consultado em 30 de novembro de 2020 
  90. «Carol Castro ganha Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no 47º Festival de Cinema de Gramado». gshow. 25 de agosto de 2019. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  91. «Marighella lidera indicações ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro». Omelete. 14 de abril de 2022. Consultado em 16 de junho de 2022 
  92. «Pureza: Filme conta heroica história da maranhense que lutou para livrar filho do trabalho escravo contemporâneo». G1. 19 de maio de 2022. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  93. «'Medida provisória' e 'Marte um' lideram indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro». O Globo. 23 de junho de 2023. Consultado em 18 de julho de 2023 
  94. REDAÇÃO (17 de agosto de 2022). «Com flagra de Tenório a Bruaca, Pantanal bate recorde de ibope; veja números». Notícias da TV. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  95. Xavier, Nilson. «Pantanal (2022)». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  96. a b «Dira Paes e Xamã comandam nova edição do programa». O Popular. 20 de Abril de 2025. Consultado em 21 de Abril de 2025 
  97. a b Redação (15 de abril de 2025). «Dira Paes surge caracterizada como Solineuza para especial de 60 anos da TV Globo». O Globo. Consultado em 29 de abril de 2025 
  98. Fiore, Matheus (6 de setembro de 2024). «Filme brasileiro Manas é premiado no Festival de Veneza». Omelete. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  99. «Pasárgada». gshow. 8 de agosto de 2024. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  100. «Com Dira Paes, 'Pablo & Luisão' tem data de estreia divulgada pelo Globoplay». O Liberal. 22 de abril de 2025. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  101. «Três Graças: entenda a trama da próxima novela das 9». gshow. 23 de julho de 2025. Consultado em 29 de janeiro de 2026 
  102. «Dira Paes abre sua casa ecologicamente correta». Caras. Uol. 4 de julho de 2007. Consultado em 20 de julho de 2016 
  103. Dira Paes e a maternidade: confissões de uma mãe de primeira viagem. Por Ana Paula Pontes. Crescer.
  104. Dira Paes dá à luz seu segundo filho, Martim: 'Mãe e filho estão ótimos'. Por Mariana Mastrangelo. Pure People, 27 de outubro de 2015.
  105. Aos 46 anos, Dira Paes dá à luz segundo filho, Martim. TV e Famosos, 26 de outubro de 2015.
  106. «Os torcedores famosos do Botafogo: cantores, atores, políticos, MCs e influencers | Goal.com Brasil». www.goal.com. 1 de novembro de 2024. Consultado em 21 de junho de 2025 
  107. «Movimento Humanos Direitos - Diretorias». Movimento Direitos Humanos 
  108. «TST homenageia José de Abreu, Chitãozinho e Xororó e Aloizio Mercadante». Conjur. 11 de agosto de 2014 
  109. «Sebrae lança vídeo 'Brasil Feito à Mão' no canal GNT». Easycoop. Consultado em 13 de fevereiro de 2016 
  110. «Dira Paes vai interpretar uma ex-namorada de Agostinho em 'A Grande Família'». O Globo. Consultado em 28 de fevereiro de 2024 
  111. «Dira Paes é a convidada especial de Alberto Roberto, no ar 12/09». Globo. Consultado em 13 de fevereiro de 2020 
  112. «Dira Paes e Rodrigo Lombardi participam do programa». Globo. Consultado em 13 de fevereiro de 2020 
  113. «Dira Paes fará participação especial em Babilônia». Bastidores. Consultado em 28 de junho de 2021 
  114. Maria Clara Lima (5 de fevereiro de 2016). «Elenco de "Velho Chico", veja os atores da próxima novela das nove!». Gshow - Bastidores. Consultado em 13 de fevereiro de 2016 
  115. Redação (23 de fevereiro de 2018). «Dira Paes é presa em cena do 'Tá no Ar': 'Me convidam para participar e até algema já coloquei'». Gshow. Consultado em 25 de fevereiro de 2018 
  116. Patrícia Kogut (13 de dezembro de 2019). «Dira Paes participará de 'As five', série do Globoplay». O Globo. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  117. Redação (24 de fevereiro de 2021). «DIRA PAES VIVERÁ A PERSONAGEM DE FILÓ NO REMAKE DE PANTANAL, SAIBA MAIS!». Estrelando. Consultado em 2 de março de 2021 
  118. Patrícia Kogut (10 de junho de 2021). «Dira Paes diz que pedirá bênção de Jussara Freire antes de 'Pantanal'». O Globo. Consultado em 4 de julho de 2021 
  119. «Canal Brasil lança a série Relatos do Front − A Outra Face do Cartão−Postal». Entretetizei. 26 de maio de 2022. Consultado em 25 de novembro de 2022 
  120. «'Pablo & Luisão' ganha data de estreia no Globoplay». O Globo. 21 de Abril de 2025. Consultado em 21 de Abril de 2025 
  121. «Dira Paes será protagonista da novela que vai marcar a volta de Aguinaldo Silva ao horário nobre». extra. 11 de março de 2025. Consultado em 12 de abril de 2025 
  122. Cinemateca Brasileira, O Casamento de Louise [em linha]
  123. «Doc brasileiro que concorre no Festival Independente de Cinema de Toronto estreia com exclusividade no Globoplay». Imprensa.Globo.com. 1 de setembro de 2021. Consultado em 15 de setembro de 2021 
  124. a b «Pasárgada». globofilmes. 8 de agosto de 2024. Consultado em 13 de agosto de 2024 
  125. «Manas». globofilmes. 19 de julho de 2024. Consultado em 18 de setembro de 2024 
  126. «Agentes Especiais». Globo Filmes. 9 de dezembro de 2024. Consultado em 20 de março de 2025 
  127. «Sedução». gshow. 18 de junho de 2025. Consultado em 16 de novembro de 2025 

Ligações externas

[editar | editar código]
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre Dira Paes:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons
Wikidata Base de dados no Wikidata