Direita judaica

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O termo direita judaica faz referência aos judeus que apoiam ou se identificam com as políticas de direita ou causas conservadoras. A direita judaica não é uma designação de significado único. A sua aplicação varia desde a defesa da moral religiosa até o apoio à política conservadora.

Moral Judaica e conservadorismo[editar | editar código-fonte]

De acordo com um levantamento feito pelo Pew Research Center, a maioria dos judeus ortodoxos dos Estados Unidos se identificam como conservadores, muito embora haja uma pluralidade maior entre os judeus ortodoxos modernos.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Na Grã-Bretanha, Harold Soref foi membro do Conservative Monday Club grande opositor do comunismo. Na Alemanha, o desertor Lev Nussimbaum hostilizou duramente o socialismo e o comunismo, favorecendo o monarquismo e se convertendo ao islamismo.

Sionismo revisionista, Sionismo Religioso e a direita de Israel[editar | editar código-fonte]

A facção mais nacionalista do sionismo, o Sionismo Revisionista, contou com membros de direita. Um dos seus ideólogos, Abba Ahimeir, foi influenciado por Oswald Spengler. Isto refletiu nas políticas de direita de Israel, que são nacionalistas e, em alguns casos expansionista. Yisrael Beiteinu provavelmente sofreu influência dessa corrente de pensamento.
Outros partidos de direita em Israel têm uma orientação mais religiosa e são influenciados pelo Sionismo religioso. O partido Jewish National Front afirma que o "Torá de Israel é a principal fonte de moralidade humana", embora esteja aberto a outras ideologias seculares. Além desses partidos, a coligação da União Nacional de Israel agrupa o partido do sionismo revisionista.[2][3]

Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Benjamin Disraeli, primeiro conde de Beaconsfield é um dos nomes mais conhecidos na história conservadora britânica e, embora não pertencesse à religião judaica (era anglicano), era etnicamente judeu e orgulhoso de sua condição.
No período do thatcherismo, o Partido Conservador cortejou a comunidade judaica britânica. O então rabino-chefe, Immanuel Jakobovits, era um aliado próximo de Margaret Thatcher e alguns membros do gabinete de Thatcher eram judeus, como Keith Joseph, Leon Brittan, Malcolm Rifkind e Nigel Lawson.
Durante os anos 2000, Michael Howard, de origem judaica, foi eleito o líder do Partido Conservador.
David Cameron, ex-líder do Partido Conservador (2005 a 2016), e primeiro ministro britânico (2010 a 2016) tem origem judaica.
Boris Johnson, ex- prefeito de Londres (2008 a 2016).

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Vários filósofos e políticos judeus foram importantes para a história do direito americano. Frank Meyer foi co-fundador da revista National Review e conhecido pela concepção do fusionismo - que misturava libertarianismo com o conservadorismo. Ralph de Toledano também escreveu para National Review e para a The American Conservative. Irving Kristol, visto como o fundador do neoconservadorismo também era judeu. Pensadores do anarcocapitalismo como Murray Rothbard também foram judeus influentes nos movimentos de direita.
O esforço do grupo de intelectuais judeus de Nova Iorque, que, nos anos 1960, tornaram-se uma importante força intelectual que entrou na batalha cultural a fim de criar alternativas ao pensamento produzido no clima da contracultura, gerou uma onda de produção acadêmica e de debate público de tal mona que provocou significativas mudanças no panorama cultural e político norte-americano, a ponto de entrar para o governo nos anos 1980 com Ronald Reagan.[4]
Na década de 1980, os judeus de direita passaram a se organizar melhor. Em 1985, a Coligação Judaica-Republicana foi formada. A plataforma política da coligação discute pautas como o terrorismo, segurança nacional, as Relações entre Estados Unidos e Israel, a política dos EUA sobre o Oriente Médio, imigração, políticas energéticas, educação, ações afirmativas, liberdade religiosa, adoção, criminalidade, impostos, reforma da segurança social, assistência médica, reforma da previdência social e reforma do sistema de governo.[5]

Políticos[editar | editar código-fonte]

Políticos judeus de nível Federal[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 1 de outubro de 2013 Pew Research survey of American Jews, Chapter 6 "Social and Political Views"
  2. Hazit site
  3. Hazit
  4. Bueno, José Luiz (2011). Gertrude Himmelfarb - Modernidade, Iluminismo e as virtudes sociais. [S.l.]: É Realizações. p. 55. ISBN 978-85-8033-222-3 
  5. RJC Platform