Dispositivo intrauterino

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Dispositivo intrauterino
Um DIU antes de ser colocado no útero.
Informação
Tipo intrauterino
Primeiro uso 1909-1929
Taxas de gravidez (primeiro ano)
Uso perfeito 0.6 %
Uso típico 0.8 %
Utilização
Duração do efeito 5-12+ anos
Reversibilidade Imediata
Notas Verificar a posição do barbante após cada menstruação
Intervalo clínico Anualmente
Vantagens e desvantagens
Proteção contra DST Não
Desvantagens na menstruação Podem ser mais abundantes e dolorosas
Benefícios Não-necessidade de realizar uma ação diária.
Contracepção de emergência se inserido em 5 dias
Riscos Pequeno risco temporário de doença inflamatória pélvica nos primeiros 20 dias após a sua inserção

Um dispositivo intrauterino (DIU) é um dispositivo anticoncepcional que é inserido no útero, por um médico. O seu mecanismo de ação depende da interferência com a migração dos espermatozoides, com o transporte do óvulo e com a fertilização. Ele impede o processo de nidação, em que o óvulo fecundado se fixa no endométrio. Pode estimular ainda uma reação inflamatória no útero, que também é contraceptiva. Pode ter diversos formatos, e alguns dispositivos libertam hormonas para aumentar sua eficácia, logo que possa excluir uma gravidez.

É eficaz durante 3 a 5 anos (variável). Deve ser sempre vigiado pelo médico e embora não seja comum, pode ser aplicado a mulheres que nunca tenham tido filhos. É um método muito seguro, mas pode ter alguns efeitos secundários, pois pode agravar as dores menstruais, provocar períodos menstruais muito abundantes e pode, por vezes, facilitar o aparecimento de infecções intrauterinas.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

As mulheres que recorrem a este método podem contar com uma grande eficácia contraceptiva, sem que tenham que associar a contracepção a qualquer gesto diário.

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

  • Possibilidade de aumentar o fluxo menstrual e as dores durante o período menstrual.
  • O DIU não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
  • Com o uso prolongado do DIU, pode ocorrer diminuição ou mesmo cessação do fluxo menstrual
  • Em casos raros, pode interferir com o ato sexual, causando dores.
  • Pode também causar cólicas e sangramentos independentes do período menstrual.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

As divergências em torno do DIU se dão devido a concepção do momento de início de gravidez, o que não é um consenso entre especialistas.

Alguns especialistas e principalmente religiosos, enquadram o DIU como método abortivo, uma vez que consideram como uma nova vida o momento logo após a fecundação, quando o espermatozoide se encontra com o óvulo. O DIU atua irritando a parede do útero, produzindo um muco impedindo que o embrião (óvulo já fecundado) seja aderido a sua parede.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde bem como o código legislativo brasileiro consideram como gravidez apenas a partir do momento que o embrião gruda na parede uterina. Sendo assim, o DIU para alguns especialistas não é considerado abortivo, e legalizado no Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]