Dispraxia

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Dispraxia, é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. O termo dispraxia verbal do desenvolvimento refere-se a uma dificuldade da fala distinta da dispraxia, tratada neste artigo

.

O termo dispraxia provém do grego "dys", que significa dificuldade e "praxia", que significa fazer, agir. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, trata-se de um comprometimento acentuado da coordenação motora que interfere significativamente nas atividades da vida diária e no rendimento escolar. Pode ser definida também como um comprometimento importante na organização motora ampla e fina, que pode inclusive comprometer a articulação e a fala. Apresentam-se como uma dificuldade de organizar e planejar os movimentos intencionalmente, ou na sequência correta[1] .

É a chamada "síndrome do desastrado". Seus sintomas são a falta de coordenação motora, falta de percepção de três dimensões e equilibrio. A criança "dispráxica" tem uma falta de organização do movimento. É possível confundir-se, às vezes, com a debilidade motora, pelo qual é necessário um bom diagnóstico. Diferencia-se de outras condições que alteram a coordenação motora por não haver lesão neurológica[1] .

As áreas que sofrem mais alterações são as do esquema corporal e a orientação temporo-espacial. Em alguns casos a linguagem não é afetada, a criança com dispraxia apresenta fracasso escolar, pois a escrita é a área mais comprometida.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

A criança dispráxica apresenta mais dificuldades em escadas, aprende a usar o banheiro mais lentamente que seus pares, tem dificuldades no manuseio de quebra-cabeças, vestir-se e usar talheres nas refeições, tende a colidir ou esbarrar em objetos. Pode apresentar dificuldades na localização espacial, como encontrar o caminho em prédios grandes. Na escola, apresenta dificuldades na escrita, como segurar o lápis ou posicionar as letras, planejamento do desenho e em atividades físicas. A fluência na escrita é difícil para estas crianças. Atividades de higiene podem ser difíceis, bem como vestir-se, abotoar e desabotoar, o que impacta na organização da aparência pessoal. Meninas têm dificuldades na aplicação de maquiagem. Na vida social, a falta de coordenação motora pode inibir a criança de participar de brincadeiras com seus pares e a participação em jogos de equipe[1] .

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas da dispraxia não estão bem estabelecidas. Atribui-se a falhas nas conexões neuronais, o que gera a lentificação do processamento cerebral das informações. Caso estas alterações afetem a integração sensorial dos diferentes sentidos corporais, o planejamento motor pode ser afetado[1] .

Intervenções[editar | editar código-fonte]

O ideal é a abordagem multidisciplinar, que envolve fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e psicólogo educacional. Exercícios físicos específicos podem auxiliar o desenvolvimento da consciência corporal e o planejamento das tarefas motoras. Abordagens multissensoriais auxiliam o aprendizado da escrita. Técnicas comportamentais podem ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais, sobretudo a comunicação não verbal[1] .

Crianças com dispraxia podem aprender a digitar com destreza e rapidez, assim, com o uso do computador, o fracasso escolar pode ser superado, considerando que a parte cognitiva não é afetada.

Existem experiências em andamento que jogos com a tecnologia kinect possam ajudar muito, pois em alguns casos, a falta de progresso pode estar mais relacionada com a baixa auto-estima e o receio de exposição ao fracasso, assim, o treinamento com esses equipamentos tem trazido algum resultado.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e Farrell, M., 2008. Dislexia e outras dificuldades de aprendizagem específicas. Editora Artmed