Dissociação (psicologia)

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Dissociação é um estado agudo de descompensação mental, no qual certos pensamentos, emoções, sensações e/ou memórias são ocultados, por serem muito chocantes para a mente consciente integrar.

História[editar | editar código-fonte]

O psiquiatra francês Pierre Janet (1859-1947) definiu o fenômeno da dissociação no seu livro L'Automatisme psychologique. Segundo ele, o papel deste mecanismo é defensivo, surgindo em resposta a um trauma psicológico. Apesar de considerar a dissociação como um mecanismo de defesa inicialmente efetivo, protegendo o indivíduo psicologicamente do impacto de eventos traumáticos, uma tendência habitual de dissociação pode ser um indício de uma psicopatologia mais profunda.

Nos últimos anos vem crescendo a atenção à dissociação como uma característica clínica, como auxiliar no diagnóstico de Desordem de Estresse Pós-traumático, e para pesquisa com Mapeamento Neural. A dissociação normalmente aparece na mídia em notícias relatando estresse pós-traumático de soldados que vão para guerra, vítimas de estupro que apresentam amnésia a detalhes, e em alguns julgamentos, onde se questiona até que ponto pode uma pessoa que tem Transtorno Dissociativo de Identidade ser responsável pelos seus atos.

Talvez a mais conhecida forma de desordem dissociativa é o Transtorno Dissociativo de Identidade, conhecido antigamente como Transtorno de múltiplas personalidades. Apesar desta ser a forma mais severa das desordens dissociativas, ela não é aceita por todos os profissionais de saúde mental como genuína.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O DSM-IV, da Associação Americana de Psiquiatria, considera alguns sintomas como despersonalização, desrealização e amnésia psicogênica sinais de desordens dissociativas. No entanto, observa-se na população em geral uma alta prevalência de experiências dissociativas, em que aproximadamente 60% a 65% dos pesquisados tiveram algum tipo de experiência dissociativa pelo menos uma vez.[1]

Dissociação psicoativa[editar | editar código-fonte]

Substâncias psicoativas podem, de vez em quando, induzir a um estado de dissociação temporátia. Entre as substâncias que tem propriedades dissociativas estão a ketamina, óxido nitroso, tiletamina, DXM, PCP, Salvinorina-A [carece de fontes?].

Ver também[editar | editar código-fonte]

References[editar | editar código-fonte]

  1. Waller, N., Putnam F., & Carlson, E. (1996). Types of dissociation and dissociative types: A taxometric analysis of dissociative experiences. Psychological Methods 1:3, 300-321. [1]