Djan Madruga

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Djan Madruga
Djan Madruga 2015
Swimming pictogram.svg Natação Swimming pictogram.svg
Nome completo Djan Garrido Madruga
Nascimento 7 de dezembro de 1958 (58 anos)
Santos,  São Paulo
Nacionalidade brasileira
Compleição Peso: 69 kg Altura: 1,81m
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Moscou 1980 4x200 metros livre
Jogos Pan-Americanos
Prata San Juan 1979 400 metros livre
Prata San Juan 1979 1500 metros livre
Prata San Juan 1979 4x200 metros livre
Prata Caracas 1983 4x100 metros livre
Prata Caracas 1983 4x200 metros livre
Bronze Cidade do México 1975 400 m livre
Bronze Cidade do México 1975 1500 m livre
Bronze Cidade do México 1975 4x200 m livre
Bronze San Juan 1979 200 metros livre
Bronze San Juan 1979 200 metros costas
Bronze San Juan 1979 4x100 metros livre
Universíada
Ouro Cidade do México 1979 400 metros medley
Prata Cidade do México 1979 200 metros costas
Prata Bucareste 1981 400 metros livre
Prata Bucareste 1981 200 metros costas
Bronze Bucareste 1981 200 metros livre
Bronze Bucareste 1981 4x100 metros livre
Bronze Bucareste 1981 4x200 metros livre
Bronze Bucareste 1981 4x100 metros medley

Djan Garrido Madruga (Santos, 7 de dezembro de 1958) é um nadador brasileiro.

Formado e  mestrado em educação física pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos onde estudou entre 1977 e 1984.

Nasceu em Santos, no estado de São Paulo porém, desde muito cedo, morou no Rio de Janeiro.[1]

Trajetória esportiva[editar | editar código-fonte]

Prodígio precoce, Djan Madruga foi um dos maiores nadadores da história do Brasil, e talvez o mais versátil. Começou a nadar aos seis anos, em 1964, após quase morrer afogado na praia de Copacabana,[1] sendo por isso matriculado pelos seus pais na escola de natação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Urca. Lá seu talento foi logo identificado e encaminhado ao Botafogo,[1] onde iniciou nas competições federadas do Rio de Janeiro, já se destacando com várias vitórias nas divisões de base. Após um período de estagnação, transferiu-se para o Fluminense com 13 anos, em 1971.[1]

A partir de março de 1974, com 15 anos de idade recém-feitos, passou a dominar as provas de fundo no continente. Em agosto de 1974, depois de uma competição em Ottawa, no Canadá, ele se tornou o recordista sul-americano dos 400 metros, 800 metros e 1500 metros livre. Em abril de 1975, quebrou a barreira dos 16 minutos nos 1500 metros, na Copa Latina em Las Palmas. Aos 16 anos já era recordista sul-americano dos 200 metros, 400 metros, 800 metros e 1500 metros livre. É o único nadador brasileiro a deter recordes simultâneos em todas as distâncias do nado livre dos 100 aos 1500 metros, feito ocorrido em 1979.[2]

Chegou a cinco finais de Jogos Olímpicos: nos Jogos Olímpicos de Verão de 1976 em Montreal, ficou em quarto lugar nos 400 metros livre (3m57s18) e nos 1500 metros livre (15m19s84); nos Jogos Olímpicos de Verão de 1980 em Moscou, ficou em quarto lugar nos 400 metros livres (3m54s15), quinto lugar nos 400 metros medley (4m26s81) e ganhou a medalha de bronze no revezamento 4 x 200 metros livre (7m29s30), ao lado de Jorge Fernandes, Marcus Mattioli e Cyro Delgado.[3][1]

Nas eliminatórias dos 400 metros livre em Montreal 1976, Djan Madruga foi o primeiro brasileiro a bater um recorde olímpico na natação, sendo o primeiro nadador do mundo a baixar de 4 minutos na referida prova em Olimpíadas, com o tempo de 3m59s62.[1]

Djan Madruga foi o primeiro sul-americano a fazer os 1500 metros livre abaixo de 16 minutos (em 1975), os 800 metros livre abaixo de 8 minutos (em 1980) e os 400 metros livre abaixo de 4 minutos (em 1976) [2] Seu recorde sul-americano mais duradouro foi o dos 800 metros livre, que ele bateu em 1980, com a marca de 7m59s85, fazendo um dos melhores tempos da história da prova à época. Vladimir Salnikov, que era o recordista mundial, havia feito 7m56s49 em 1979, o primeiro tempo abaixo de 8 minutos.

Seu recorde sul-americano dos 1500 metros livre só veio a ser quebrado quase 20 anos depois, por Luiz Lima, em 1995, e o dos 800 metros livre durou 29 anos, e só foi quebrado por Luiz Rogério Arapiraca em 2009; vale ressaltar que Luiz quebrou o recorde com um traje tecnológico para natação, o maiô jaked. Assim, Djan lançou um desafio: quem bater seu recorde sul-americano de 7m59s85 nos 800 metros livre usando uma simples sunga como ele fez terá uma recompensa de cinco mil dólares.

Ao longo da carreira, também obteve onze medalhas em três Jogos Pan-Americanos diferentes.[1][4][5][6]

Participou de duas Universíades, e em todas ganhou medalhas.[1] Seu maior feito em Universíade foi ter ganho a medalha de ouro nos 400 metros medley, em 1979.[2] Além disso, ganhou mais três medalhas de prata e quatro de bronze.[7][1]

Djan encerrou sua participação internacional na seleção brasileira de natação após dez anos, na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, competindo nos revezamentos 4 x 100 e 4 x 200 livre; nessa época nadava pelo pelo Minas Tênis Clube. Sua última competição oficial no Brasil foi pelo Vasco da Gama, no Troféu Brasil de 1986, onde conquistou uma medalha de ouro em revezamento. Foi até hoje o maior vencedor do Troféu Brasil de Natação, competição em que ganhou 50 medalhas de ouro.

Djan também foi triatleta profissional[1] entre 1983 e 1987, conquistando os títulos de bicampeão brasileiro de média distância, vice-campeão profissional dos Estados Unidos na distância olímpica, e campeão do Triathlon Internacional de Sendai, no Japão. Também completou o Ironman do Havaí em 1984, onde bateu o recorde da etapa de natação (3,8 km), terminando em 126º entre 1500 competidores.

Em 1990 voltou a nadar como máster e ganhou, desde então, onze campeonatos mundiais da FINA, estabelecendo quatro recordes mundiais. Conquistou onze medalhas de ouro nos Jogos Mundiais Master realizados em Toronto (2005), Sydney (2009) , Turim (2013) e Auckland (2017). Já ganhou seis vezes a Travessia dos Fortes, e várias vezes o Desafio Rei do Mar na sua faixa etária. Seu último recorde mundial máster foi estabelecido em 2013, no revezamento 4x200 metros livre 200 +.

Atividades após a aposentadoria da natação[editar | editar código-fonte]

Profissionalmente iniciou sua carreira em 1977, com a ajuda do empresário Antonio Carlos de Almeida Braga, da Atlântica Boavista de Seguros, depois na Bradesco Seguros. Djan repete, sempre quando perguntado sobre esse inicio, que deve muito ao seu patrono "Braguinha", que ajudou demais os maiores atletas da sua geração, incluindo ele e seu irmão Roger Madruga, que também foi um grande fundista, finalista em campeonato mundial (Guayaquil 1982). Djan criou depois, em 1985, a sua própria empresa, denominada Djan Madruga Empreendimentos (DME), uma agência de marketing esportivo e publicidade que, desde aquela época até o ano 2000, realizou mais de 200 ações e eventos em todo o Brasil, para 65 empresas patrocinadoras e investidoras.

Em 1998 fundou a Academia Djan Madruga,[1] no Rio de Janeiro, um moderno centro esportivo contendo três piscinas, sendo uma semi-olímpica para adolescentes e adultos, e duas menores para bebês e crianças. Na parte térrea da academia existem salas de musculação, ginástica, ioga, dança, lutas e bike indoor. Ela já foi ranqueada pela revista Veja como uma das 20 melhores academia do Rio de Janeiro, e considerada a melhor do seu bairro na época.

Em 2001, mudou o foco da DME para terceirizar parques aquáticos de clubes e academias, passando a administrar várias piscinas no Rio de Janeiro, tendo somado nelas mais de 2.000 alunos ativos. Em 2004 ganhou a concorrência para a administração esportiva do clube e academia da Michelin, onde ministrou atividades para 800 funcionários até 2012. Realizou durante nove anos um trabalho corporativo para a C&A, onde montou uma academia e um projeto de ginástica laboral para 400 funcionários.

Djan Madruga também participou de várias atividades públicas e institucionais. Na década de 1980 foi fundador e diretor da Federação de Triathlon do RJ, presidente da União Nacional dos Nadadores e coordenador geral de esportes do Estado do Rio de Janeiro. Na década de 1990 foi diretor de marketing da Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Turisrio), quando participou da organização da ECO-92; entre 1998 e 2002 foi vice-presidente, durante duas gestões, da Associação Comercial e Industrial do Recreio dos Bandeirantes; em 1999 foi fundador da Associação Brasileira de Academias e seu presidente por duas gestões, entre 2003 e 2005.

Em 2007 foi nomeado secretário nacional de esportes de alto rendimento do Ministério do Esporte, onde cuidou até 2009 de vários programas esportivos,[1] incluindo o Bolsa Atleta, que na sua gestão foi ampliado de 850 para 3.200 bolsistas. No Governo Federal criou e implementou, em 2007, o projeto “Militar Campeão”, que até hoje recruta os melhores atletas do Brasil para servirem nas Forças Armadas Brasileiras, onde podem continuar treinando e competindo pelas suas confederações, agora com remuneração profissional. Representou o Governo Federal na vitoriosa campanha para trazer a Olimpíada de 2016 para o Rio de Janeiro, ajudando no planejamento e em apresentações feitas na Suíça e na Turquia, para presidentes e delegados dos comitês olímpicos internacionais.

Depois das três Olimpíadas em que participou como atleta, esteve em missão oficial pelo Ministério do Esporte na Olimpíada e na Paraolimpíada de 2008 em Pequim; depois trabalhou na Olimpíada de 2012 em Londres, na transmissão ao vivo da natação pelo canal web do portal Terra. Com essa experiência em televisão, foi responsável pelo planejamento e implantação da TVBCDA em 2012, sendo também comentarista e narrador de 12 transmissões ao vivo de campeonatos brasileiros de natação de base, até junho de 2014.

Djan atua desde 2012 na CBDA-Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, cuidando do programa de bolsas de estudo da entidade, em parceria com a Universidade Estácio de Sá em projeto que ele mesmo criou e implementou visando capacitar atletas , preparando-os para ingressarem na vida profissional após sua carreira esportiva.

Em 2014 trouxe para para o Brasil o curso de capacitação de treinadores de natação da ASCA - American Swimming Coaches Association tendo realizado anualmente clinicas de graduação de profissionais nos níveis 1 a 3 de treinador e natação internacional, com isso mais de 120 técnicos brasileiros se capacitaram com o que há de mais avançado na natação norte-americana.

Em 2015 foi nomeado integrante da Comissão Nacional de Atletas, uma entidade ligada ao Conselho Nacional do Esporte (CNE), colegiado vinculado ao Ministério do Esporte para trabalho voluntário e não remunerado. Permaneceu por 2 anos no grupo que tinha como principal objetivo debater e propor políticas públicas, além de funcionar como principal interlocutor entre atletas e governo federal.

EM 2016 atuou nos Jogos Olímpicos do Rio como comentarista pelo canal FOX SPORTS nas transmissões ao vivo da natação, maratonas aquáticas e triathlon.

Nesse ano iniciou e liderou campanha para trazer os Jogos Pan-americanos Master de 2020 para o Rio de Janeiro envolvendo os 3 níveis de governo federal, estadual e municipal bem como a industria hoteleira através da ABIH-RJ. A vitória se deu no dia 3 de abril de 2017 em Aarhus na Dinamarca onde a IMGA, International Master games Association nomeou a cidade do Rio de Janeiro, sede dos Pan-american Master Games 2020.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l Olimpianos - Atletas Olímpicos Brasileiros: DJAN MADRUGA Acessado em 10 de fevereiro de 2017
  2. a b c «Principais títulos de Djan Madruga». Djan Madruga-Site Oficial. 2012. Consultado em 29 de abril de 2012 
  3. Perfil no Sports Reference
  4. Medalhas no Pan de 1975
  5. Medalhas no Pan de 1979
  6. Medalhas no Pan de 1983
  7. «HISTÓRIA DAS MEDALHAS DO BRASIL NAS UNIVERSÍADES». Best Swimming. 13 de agosto de 2007. Consultado em 9 de março de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]