Doces do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2017).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Frutas brasileiras, por Albert Eckhout durante o domínio holandês em Pernambuco.
O brigadeiro, oriundo de São Paulo, é um dos doces brasileiros mais populares.

Os doces do Brasil começaram a surgir ainda no período colonial, especialmente a partir do século XVIII com a instalação em larga escala dos engenhos de açúcar no país.[1][2]

As primeiras sobremesas legitimamente brasileiras foram as frutas tropicais, tais como manga e carambola, regadas a mel. A banana com laranja foi a principal sobremesa durante o início do período colonial; podendo-se destacar ainda, nesta época, a goiabada, a cajuada, a bananada, a cocada e o merengue, sendo popular também a banana assada ou frita com canela.

A partir do advento do açúcar, surgiu a calda e, com ela, as compotas de frutas que eram descascadas e cozidas pelos escravos.[2] Os holandeses, ao tempo da dominação, foram grandes apreciadores dos doces da Capitania de Pernambuco, particularmente das frutas cristalizadas, como se depreende da relação publicada por Hermann Wätjen, no seu hoje clássico O domínio colonial holandês no Brasil. Informa o autor que, por conta da Companhia, foram exportados para a Holanda 109 barriletes, em 1631, e 1261 libras, em 1637, de frutas cristalizadas, relacionando outros embarques do produto até o ano de 1647.

Os religiosos portugueses mantiveram as receitas à base de ovo que preparavam em seu país de origem, mas acrescentando ingredientes brasileiros.[2] Assim surgiram doces como quindim, papo de anjo, ambrosia, bom-bocado, manjar e pudim. A utilização dos ovos se dava devido ao fato de que Portugal foi o principal produtor da Europa entre os séculos XVIII e XIX.[1] Em cada região do país foram então se desenvolvendo receitas típicas de acordo com o alimento que era encontrado em abundância em cada lugar.[2] Assim, o hábito de se comer determinados tipos de doce passou a fazer parte dos costumes locais, fazendo das sobremesas parte importante da culinária brasileira.[2]

A culinária de Pernambuco se destaca pela chamada "doçaria pernambucana", ou seja, os doces desenvolvidos durante os períodos colonial e imperial nos seus engenhos de açúcar como o bolo de rolo, o bolo Souza Leão e a cartola.[3][4]

Nordeste[editar | editar código-fonte]

O bolo de rolo, ícone da doçaria pernambucana.

Polo da industria canavieira durante o período colonial, a Região Nordeste traz doces que variam entre feições portuguesas e africanas:

Centro-Oeste[editar | editar código-fonte]

Os doces sofrem varias influências, especialmente dos indígenas:

  • Doce de pequi: leva pequi, açúcar e leite;
  • Melado de tacho: mói-se cana, faz-se melado grosso e come-se com queijo polvilhado com farinha de mandioca;
  • Bala de café : feita com açúcar, café, leite, trigo e mel.

Norte[editar | editar código-fonte]

Embora rica gastronomicamente, não é famosa pelos seus doces, a maioria oriundos da culinária portuguesa. Podemos destacar, entretanto, os seguintes doces:

  • Bala de maná-cubiu com mangarataia: feita com uma fruta nativa da região, o maná cubiu, leva também gengibre (conhecido lá como mangarataia) e açúcar;
  • Doce de buriti: feito de buriti, açúcar e cravinho;
  • Doce de tapioca: preparado a partir da mistura de fécula de mandioca com coco ralado, entre outros ingredientes como chocolate, sorvete ou mel.[7] Também pode ser salgada, dependendo dos ingredientes acrescidos a seu recheio.[7]

Sudeste[editar | editar código-fonte]

Abrigando a mais famosa culinária do país, a mineira, a região sudeste é berço de alguns doces, como por exemplo:

  • Brigadeiro: feito de leite, ovos, manteiga, açúcar e chocolate;
  • Chuvisco: feito a partir de ovos, açúcar, farinha de trigo, manteiga e essência de baunilha;[8][9]
  • Paçoca de amendoim: preparado com amendoim, farinha de mandioca e açúcar;
  • Pé de moleque: feito com açúcar ou rapadura e fragmentos de amendoim torrado;
  • Doce de abóbora com coco: feito com abóbora, açúcar, cravo-da-índia, canela e coco‎.

Sul[editar | editar código-fonte]

Fortemente influenciados pelos imigrantes europeus, em especial os alemães e italianos:

  • Cuca gaúcha: leva trigo, açúcar, leite em pó, raspas de limão entre outros;
  • Doce de pinhão: feito com pinhão, bolacha maisena, manteiga e açúcar.

Doces brasileiros sem região de origem definida[editar | editar código-fonte]

Existem doces que, embora genuinamente brasileiros, não se sabe ao certo de que região do Brasil são oriundos:

Doces estrangeiros culturalmente associados ao Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Quindim: feito com gemas de ovos, açúcar, manteiga e coco ralado;
  • Rapadura: preparada a partir do caldo da cana após moagem, fervura, moldagem e secagem.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Dalla Bona, Fabiano. (1 de janeiro de 2011). "Bendito doce". Revista de História da Biblioteca Nacional. Acesso em 4 de janeiro de 2011.
  2. a b c d e "Doces do Brasil". Manequim. Acesso em 12 de junho de 2011
  3. «Via Brasil: Pernambuco, o paraíso dos doces». G1. Consultado em 13 de março de 2017 
  4. «Livro investiga a doçaria de Pernambuco». Jornal do Commercio. Consultado em 27 de junho de 2017 
  5. receita de baba-de-moça
  6. Receita de doce de caju
  7. a b Receita de tapioca
  8. Receita de chuvisco
  9. [1]
  10. História do Beijinho
  11. Receita de beijinho
  12. [2]