Dois Irmãos (minissérie)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Dois Irmãos
Informação geral
Formato Minissérie
Gênero Drama
Romance
Criador(es) Luiz Fernando Carvalho
Baseado em Dois Irmãos de Milton Hatoum[1]
Desenvolvedor(es) Maria Camargo
País de origem Brasil Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Luiz Fernando Carvalho
Roteirista(s) Maria Camargo
Narrador(es) Irandhir Santos como Nael
Elenco Cauã Reymond
Eliane Giardini
Antônio Fagundes
Bruna Caram
Irandhir Santos
Bárbara Evans
Localização Itacoatiara[2]
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 920 de janeiro de 2017
N.º de episódios 10

Dois Irmãos é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 9 a 20 de janeiro de 2017[3]. Baseada no romance homônimo de Milton Hatoum[4], teve roteiro escrito por Maria Camargo e direção geral e artística de Luiz Fernando Carvalho.[5][6][7]

A minissérie foi considerada pela crítica como uma contribuição de qualidade para a televisão brasileira,[8] graças ao estilo teatral e poético[9][10] que o diretor Luiz Fernando Carvalho imprimiu na adaptação da história que se passa em Manaus.[11]

Faz parte do Projeto Quadrante, iniciado em 2007 com a exibição das minisséries A Pedra do Reino e Capitu, no ano seguinte, e que pretende levar a literatura brasileira para a TV.[12] Marca a estreia do escritor Milton Hatoum na televisão[13][14][15] e, segundo a editora Companhia das Letras, contribuiu para que as vendas do livro aumentassem cerca de 500%.[16]

Produção[editar | editar código-fonte]

O diretor Luiz Fernando Carvalho iniciou os desenhos de produção e a busca por locações em Manaus e Belém em abril de 2013, ao mesmo tempo em que estava envolvido com a produção de Meu Pedacinho de Chão.[17]

As gravações foram realizadas entre os meses de fevereiro e junho de 2015, nos municípios de Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru e Manaus.[2][18][19] Teve direção de fotografia de Alexandre Fructuoso, figurinos de Thanara Schönardie, cenografia Danielly Ramos e Juliana Carneiro, produção de Arte de Marco Cortez e Myriam Mendes.

Contou com a participação especial do ator libanês Mounir Maasri, que também foi o responsável pela prosódia do elenco.[20] Entre os atores revelados pela produção, estão Matheus Abreu (Omar e Yaqub na adolescência), a índia Zahy Guajajara (índia Domingas) e a cantora Bruna Caram (Rânia na fase adulta). Emílio Orciollo Netto e Ary Fontoura fizeram aula de canto para a minissérie, enquanto que Maria Fernanda Cândido teve de usar uma prótese nasal para ficar parecida com Carmem Verônica.[21][22] A qualidade de atuação de todos os atores foi destacada pela críticas e também nas redes sociais, alcançando os Trending Topics mundial e Brasil durante toda a série: Eliane Giardini[23][24] e Juliana Paes como Zana;[25] Antonio Fagundes e Antonio Calloni como Halim; e Cauã Reymond[26] e Matheus Abreu como os gêmeos Omar e Yaqub.[27]

O trabalho de preparação de atores do diretor Luiz Fernando Carvalho resultou num método que foi registrado no livro “O processo de criação dos atores de Dois Irmãos”, do fotógrafo Leandro Pagliaro.[28][29]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Wagner Moura foi cogitado para interpretar os gêmeos Omar e Yaqub, mas a diferença na agenda da produção com o ator, que se preparava para as filmagens de Narcos, impossibilitou a escalação. Cauã Reymond entrou em seu lugar.[30][31] Letícia Sabatella interpretaria Rânia, mas diante de outros compromissos, Bruna Caram ficou com a personagem.[32][33] Juliana Paes deveria interpretar Lívia, porém foi remanejada para o papel de Zana e Bárbara Evans ficou com a personagem.[34][35]

Uma das prioridades da produção era que o papel de Domingas fosse interpretado por uma índia de verdade. Silvia Nobre Waiãpi, nascida no Parque Indígena do Tumucumaque, Amapá, que fala fluentemente o tupi-guarani e atuou em outras produções, foi escolhida para o papel.[36] Vivianne Pasmanter, que teve uma atuação elogiada por Milton Hatoum, ao viver a índia Domingas no teatro em 2008, foi convidada na minissérie para uma participação especial como Irmã Damasceno, religiosa que recolhe e negocia a índia Domingas (seu papel no teatro) ainda criança, para adoção.[37]

Exibição[editar | editar código-fonte]

As filmagens foram realizadas em 2015, mas a pedido da Rede Globo, o diretor Luiz Fernando Carvalho assumiu as gravações da novela Velho Chico antes de terminar a edição de Dois Irmãos, que foi exibida em janeiro de 2017. [38] Antes da exibição na TV, capítulos da trama foram disponibilizados na internet, na plataforma Globo Play.[39].

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história gira em torno de dois irmãos gêmeos idênticos, Omar e Yaqub, que têm personalidades conflitantes desde pequenos, e suas relações com a mãe (Zana), o pai (Halim) e a irmã (Rânia). Moram na casa da família a empregada Domingas e seu filho, Nael. O menino é quem narra, após trinta anos, os dramas que testemunhou calado. Do seu canto, ele vê entes da família de origem libanesa terem desejos incestuosos[40] e se entregarem à vingança, à paixão desmesurada, em uma Manaus em transformação.


Ambientada em Manaus, entre as décadas de 1920 e 1980, a trama narra a trajetória de uma família libanesa, através de Nael, filho da índia Domingas, focando na relação conflituosa dos gêmeos Omar e Yaqub. Halim é apaixonado por Zana, mas por medo de deixar de ter momentos felizes com a amada, tem dificuldade em querer ter filhos, ao contrário da esposa, que almeja ao menos três. O nascimento dos gêmeos muda a relação familiar, em razão da mãe ter uma predileção pelo filho mais novo, Omar, quando este nasce com problemas respiratórios. Algum tempo depois, nasce Rânia, que virá comandar os negócios da família, mas vive à sombra dos irmãos. Os conflitos entre os gêmeos se acentuam com a chegada de Lívia, que os atrai, fazendo com que Omar corte o rosto do irmão, ao flagrar Yaqub beijando a moça. Halim decide enviar os irmãos ao Líbano, em meio a Segunda Guerra Mundial, mas ao chegar no porto, Zana não consegue soltar a mão de Omar, por quem adquiriu um amor desmedido. Yaqub viaja sozinho, mas sua volta traz consequências inimagináveis.[41]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Fase 1 Fase 2 Fase 3
Enrico Rocha Matheus Abreu Cauã Reymond Omar
Lorenzo Rocha Yaqub[42][43]
Gabriella Mustafá Juliana Paes Eliane Giardini Zana[44]
Bruno Anacleto Antônio Calloni Antônio Fagundes Halim[44]
Raphaela Miguel Letícia Almeida Bruna Caram Rânia[45][46]
Sandra Paramirim Zahy Guajajara Silvia Nobre Domingas[47]
Theo Kasper Ryan Soares Irandhir Santos Nael[1]
Monique Bourscheid Bárbara Evans Lívia[48][49]
Emílio Orciollo Netto
Ary Fontoura Abelardo Reinoso[50]
Maria Fernanda Cândido
Carmem Verônica Estelita Reinoso[51][52]
Michel Melamed Antenor Laval[53]
Mariana Nolasco Yasmin Garcez Victória Blat Nahda[53]
Sura Zakia Giulia Nadruz Mabel Cezar Zahia[53]
Munir Kanaan
Isaac Bardavid Abbas[53]
Camila Silva Pau Mulato[54]
Sammer Othman
Jitman Vibranovski Cid Tannus[53]
Grzegorz Mielec Bolislau[53]
Zeferino Kuaray
Júlio Adrião Adamor Perna de Sapo[53]
Mounir Maasri Galib[53]
Sami Bordokan
Sami Bordokan Talib[53]
Adryano Matianellu Raoni[55]
Vivianne Pasmanter Irmã Damasceno[37]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Data de transmissão SEG TER QUA QUI SEX
9/01 a 13/01/2017 21,5[56] 19,8[57] 20,8[58] 22,1[59] 19,0[60]
16/01 a 20/01/2017 20,8[61] 22,0[62] 21,1[63] 20,4[64] 20,9[65]
  • Em 2017, cada ponto representa 70.500 domicílios em São Paulo.

Recepção[editar | editar código-fonte]

"Dois Irmãos, sua mais recente obra, transcriação para o audiovisual, a partir do roteiro de Maria Camargo, do romance homônimo de Milton Hatoum, pode ser desde já compreendida como uma arqueologia da memória, das ruínas, dos vestígios de palavras e imagens, sonhos e promessas, que se acumularam ao longo do século 20 no Brasil"

— Ilana Feldman, pesquisadora[7], Revista Bravo

Pontos relevantes de inovação da linguagem de Luiz Fernando Carvalho foram destacados pela crítica: a relação entre literatura e a transposição em imagens[66], fotografia, enquadramentos, linguagem poética e trilha sonora, que incluiu hits de várias décadas para contextualizar o período em que se passava a minissérie.[67] Além disso, o diretor inaugurou, na TV, o diálogo entre as cenas de ficção e imagens de arquivo da História do Brasil como narrativa memorialista e social, com a pesquisa de material histórico de Raquel Couto.[68]

De acordo com o crítico Maurício Stycer, em artigo publicado na Folha de S.Paulo sobre os investimentos do Netflix no Brasil, a minissérie teve uma qualidade espantosa para quem tem acesso apenas à TV aberta no Brasil.[69]

Henrique Haddefinir, em sua crítica para o Omelete publicou um comentário neutro, elogiando o visual, a direção e o elenco da minissérie, mas criticando o roteiro: "A fotografia é ostensivamente marcada, afetada, e busca significados em absolutamente todos os ângulos. (...) A atuação de Juliana Paes é impressionante, inegavelmente. Todo o elenco é nivelado para cima, como não poderia deixar de ser numa produção de Luiz Fernando Carvalho. (...) A evolução das minisséries globais (...) têm ido numa direção bastante parecida. Debruçam-se em uma identidade visual muito forte e negligenciam premeditadamente o roteiro, porque subentende-se que belo e bom estão vibrando numa mesma onda."[70]

Para Luiz Zanin, a minissérie falou sobre o Brasil e sua utopia frustrada de nação multiétnica, sensual e feliz: "Um fino biscoito oferecido ao público, e que vai deixar saudades".[71]

O crítico Carlos Alberto de Mattos escreveu que foi visto em Dois Irmãos "não um espelho realista, mas uma representação exuberante, uma saga mítica, uma obra de arte".[72][73][74][75]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref
2017 Troféu APCA Melhor Série Maria Camargo Indicado
Melhor Diretor Luiz Fernando Carvalho Venceu
Melhor Atriz Juliana Paes Venceu

Referências

  1. a b Natalia Castro (9 de dezembro de 2016). «Milton Hatoum, autor do romance 'Dois irmãos', debate a adaptação para a TV». O Globo. Revista da TV. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  2. a b «Juliana Paes e Cauã Reymond gravam série 'Dois irmãos' no Amazonas». Extra. 2 de fevereiro de 2015. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  3. Sergio Mota (23 de janeiro de 2017). «Análise: a fantástica experiência de Luiz Fernando Carvalho em 'Dois Irmãos'». Estadão. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  4. Carlos Helí de Almeida (13 de março de 2015). «O Norte de Milton Hatoum agora é pop». O Globo. Consultado em 24 de fevereiro de 2016 
  5. André Santana (21 de janeiro de 2017). «Intensa e inquietante, Dois Irmãos fisga o público, a crítica e prova que não é preciso ritmo frenético para fazer sucesso». Observatório de Televisão. Consultado em 20 de abril de 2017 
  6. Vera Ceccarello (12 de janeiro de 2017). «Luiz Fernando Carvalho conseguiu transformar a prosa de Hatoum em poesia». OperaMundi. Consultado em 20 de abril de 2017 
  7. a b Ilana Feldman (21 de janeiro de 2017). «Dois Irmãos: arqueologia da memória, alegoria da destruição». Revista Bravo. Consultado em 12 de abril de 2017. Dois Irmãos, sua mais recente obra, transcriação para o audiovisual, a partir do roteiro de Maria Camargo, do romance homônimo de Milton Hatoum, pode ser desde já compreendida como uma arqueologia da memória, das ruínas, dos vestígios de palavras e imagens, sonhos e promessas, que se acumularam ao longo do século 20 no Brasil 
  8. Patrícia Kogut (8 de janeiro de 2017). «"Dois Irmãos" é um trabalho para ser louvado, uma grande contribuição de Carvalho para a televisão brasileira». O Globo. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  9. Meire Kusumoto (9 de janeiro de 2017). «Carvalho volta a exibir seu estilo teatral, sensível e poético na adaptação». Veja. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  10. Edianez Parente (13 de janeiro de 2017). «A teatralidade que faz de 'Dois Irmãos' uma obra prima da televisão». Huffington Post. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  11. Luiz Carlos Merten (9 de janeiro de 2017). «Luiz Fernando Carvalho transpõe cuidadosamente para a TV a saga de 'Dois Irmãos'». Estadão. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  12. Lígia Mesquita (14 de janeiro de 2017). «Há um rebaixamento cultural, diz diretor Luiz Fernando Carvalho». Folha de S. Paulo. Consultado em 4 de maio de 2017 
  13. Monalisa Marques (13 de março de 2017). «Duas adaptações para Dois Irmãos: Entrevista com Milton Hatoum». Literasutra. Consultado em 20 de abril de 2017 
  14. Ubiratan Brasil (6 de dezembro de 2016). «Milton Hatoum descreve seu espanto com a minissérie 'Dois Irmãos', que estreia em janeiro». Estadão. Consultado em 4 de maio de 2017 
  15. Rita Cipriano (4 de novembro de 2017). «Milton Hatoum: "O Brasil é o romance da desilusão"». Observador. Consultado em 20 de novembro de 2017. Milton Hatoum: "O Luiz Fernando Carvalho é um dos grandes diretores brasileiros. Dirigiu a adaptação de Lavoura Arcaica, do Raduan Nassar, e novelas importantes. A linguagem dele é muito inovadora. Não é aquele pastelão, aquele soap opera previsível. Ele trabalha com uma linguagem muito criativa e pensa em tudo — nos figurinos, na luz, em cada detalhe. É impressionante." 
  16. «"Dois Irmãos": minissérie aumenta vendas do livro em mais de 500%». iG. 18 de janeiro de 2017. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  17. Patrícia Kogut (24 de abril de 2013). «Luiz Fernando Carvalho prepara série baseada em livro de Milton Hatoum». O Globo. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  18. Lígia Mesquita; Leonardo Azzali (18 de junho de 2015). «Globo está prestes a encerrar gravações de "Dois Irmãos"». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de março de 2017 
  19. «Cauã Reymond e Juliana Paes gravam cenas de 'Dois Irmãos' em Manaus e no interior do AM». Acritica.com. 23 de janeiro de 2015. Consultado em 9 de março de 2017 
  20. Leonardo Cases (18 de janeiro de 2017). «Mounir Maasri, ator: 'A imitação é a profissão mais velha do mundo'». O Globo. Consultado em 2 de maio de 2017 
  21. Patrícia Kogut (25 de dezembro de 2014). «Emilio Orciollo e Ary Fontoura: aulas de canto para série». O Globo. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  22. Carla Bittencourt (6 de dezembro de 2016). «Maria Fernanda Cândido usa prótese no nariz em 'Dois irmãos'». Extra. Telinha. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  23. Zean Bravo (12 de janeiro de 2017). «"A gente precisa deixar o ego em casa", diz Eliani Giardini sobre Dois Irmãos». OGlobo. Consultado em 4 de maio de 2017 
  24. Maurício Stycer (23 de janeiro de 2017). «"Se tivesse final feliz, 'Dois Irmãos' não seria romance, mas autoajuda"». UOL. Consultado em 23 de fevereiro de 2017. Ela (Eliane Giardini) teve a coragem de abandonar o medo, a vaidade, todas essas besteiras, e mergulhou numa zona de risco muito delicada. E me emocionou muito"(Luiz Fernando Carvalho) 
  25. «Com choro e nudez, Juliana Paes rouba a cena em 'Dois irmãos'». UOL. 10 de janeiro de 2017. Consultado em 2 de maio de 2017 
  26. Zean Bravo (8 de janeiro de 2017). «Cauã Reymond fala sua entrega para viver os gêmeos de "Dois Irmãos"». OGlobo. Consultado em 4 de maio de 2017 
  27. «Quem são os jovens atores de 'Dois Irmãos'?». Veja. 10 de janeiro de 2017. Consultado em 4 de maio de 2017 
  28. Roger Lerina (12 de janeiro de 2017). «"Dois Irmãos": livro registra cenas da preparação do elenco da minissérie». Folha de S.Paulo. Consultado em 12 de abril de 2017 
  29. Ubiratan Brasil (9 de janeiro de 2017). «Fotógrafo registra o intenso processo de ensaio da série 'Dois Irmãos'». O Estado de S. Paulo. Consultado em 12 de abril de 2017 
  30. Patrícia Kogut (15 de julho de 2014). «'Dois irmãos': testes começam em setembro; Wagner Moura é dúvida». O Globo. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  31. Patrícia Kogut (12 de janeiro de 2017). «Nota 10 para a escalação de Dois Irmãos». O Globo. Consultado em 14 de abril de 2017 
  32. Florença Mazza (17 de outubro de 2014). «Calloni e Sabatella serão pai e filha em 'Dois irmãos'». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  33. Patrícia Kogut (7 de janeiro de 2015). «Cláudia Abreu cria série sobre medos para o Gloob». O Globo. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  34. Regina Rito (1º de outubro de 2014). «Juliana Paes será disputada por Cauã Reymond na telinha». O Dia. Consultado em 9 de março de 2017 
  35. «Bárbara Evans será par e fará cenas quentes com Cauã Reymond em 'Dois Irmãos'». PurePeople. 19 de janeiro de 2015. Consultado em 9 de março de 2017 
  36. Marcelle Carvalho (8 de janeiro de 2015). «Índia é escolhida para papel em 'Dois irmãos'». Extra. Telinha. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  37. a b Carla Bittencourt (12 de dezembro de 2016). «Vivianne Pasmanter vai ser uma freira em 'Dois irmãos'». Telinha. Extra. Consultado em 9 de março de 2017 
  38. Lígia Mesquita (27 de janeiro de 2016). «Minissérie 'Dois Irmãos', com Cauã Reymond, é adiada para 2017». F5 - Televisão. Consultado em 8 de março de 2017 
  39. Cristina Padiglione (6 de janeiro de 2017). «Com 3 episódios já no ar pela Globoplay, Dois Irmãos vale cada segundo». Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  40. «Bruna Caram diz que relação de incesto em "Dois Irmãos" será sutil: "apenas desejo"». Sítio da Rádio Jovem Pan FM. 11 de janeiro de 2017. Consultado em 20 de janeiro de 2017 
  41. «'Dois Irmãos': conheça a história da nova minissérie da Globo». Gshow. 25 de novembro de 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  42. Anna Luiza Santiago (2 de setembro de 2015). «Ator que será Cauã Reymond jovem comenta semelhança». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  43. Flávia Muniz (13 de dezembro de 2016). «Cauã Reymond sonhou com o papel em 'Dois irmãos' e se diverte em cenas de sexo». Extra. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  44. a b Patrícia Kogut (3 de fevereiro de 2015). «Luiz Fernando Carvalho prepara a minissérie 'Dois irmãos'». O Globo. Revista da TV. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  45. Rafaela Santos (8 de janeiro de 2015). «Letícia Almeida fala da semelhança com Juliana Paes». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  46. João Kér (29 de abril de 2015). «Prestes a estrelar a minissérie "Dois Irmãos", Bruna Caram diz: "O moralismo atual me entristece"». Heloísa Tolipan. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  47. Giselle de Almeida (19 de abril de 2015). «Índia escalada para "Dois Irmãos" fala sobre cenas intensas: "Uma loucura"». UOL TV e Famosos. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  48. Anna Luiza Santiago (30 de agosto de 2015). «Modelo de 13 anos estreia como atriz em série da Globo». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  49. Rafaela Santos (30 de novembro de 2016). «Bárbara Evans fala da estreia na TV e de cenas com Cauã Reymond». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  50. Florença Mazza (12 de novembro de 2014). «Marcos Veras apresenta projeto de talk-show à Globo». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 14 de dezembro de 2016. Veja o subtítulo Mais um no time. 
  51. Flávio Ricco (10 de fevereiro de 2015). «Júlio Casares assume novas funções na direção da Record». UOL TV e Famosos. Consultado em 14 de dezembro de 2016. Veja o subtítulo Nova série. 
  52. Patrícia Kogut (8 de janeiro de 2015). «M. Fernanda Cândido e Carmem Verônica se preparam para série». O Globo. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  53. a b c d e f g h i «Elenco de 'Dois Irmãos': Conheça os atores da nova minissérie». Gshow. 16 de dezembro de 2016. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  54. Rafaela Santos (4 de julho de 2015). «Rainha de bateria fala de estreia na TV e cenas com Cauã Reymond». O Globo. Patrícia Kogut. Consultado em 14 de dezembro de 2016 
  55. «'Dois Irmãos': entenda os conflitos da indígena Domingas». tv 
  56. Redação (10 de janeiro de 2017). «Sem Ana Maria Braga, Mais Você perde duas vezes para a Record». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  57. Redação (11 de janeiro de 2017). «Reprisada pela terceira vez, A Escrava Isaura mantém ibope da Record». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  58. Redação (12 de janeiro de 2017). «Com 'morte' de mocinho, Sol Nascente tem o melhor ibope desde a estreia». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  59. Redação (13 de janeiro de 2017). «A Lei do Amor tem melhor ibope desde tragédia da Chapecoense». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  60. Redação (16 de janeiro de 2017). «Desenhos do SBT batem Encontro, e Chaves ameaça o Vídeo Show». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  61. Redação (17 de janeiro de 2017). «Após cinco meses, jornal local volta a ser a maior audiência da Globo». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  62. Redação (18 de janeiro de 2017). «Record tem dia histórico e lidera no Ibope durante mais de três horas». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  63. Redação (19 de janeiro de 2017). «Globo usa participantes de BBB para alavancar ibope da tarde». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  64. Redação (20 de janeiro de 2017). «A Lei do Amor supera 30 pontos pela primeira vez desde a estreia». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  65. Redação (23 de janeiro de 2017). «Considerada 'difícil', Dois Irmãos surpreende e vai bem no Ibope». Notícias da TV. Consultado em 8 de março de 2017 
  66. Almir de Freitas (18 de janeiro de 2017). «A Linguagem como Sonho». Revista Bravo!. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  67. Rodrigo Fonseca (13 de janeiro de 2017). «'Dois Irmãos' é a versão amazônica de Caim e Abel». Estadão. Consultado em 20 de abril de 2017. Pontuada por frases quase filosóficas sobre a fala por vezes gaga do Tempo (outro muso de Carvalho), a versão de Maria Camargo para o romance de Hatoum deixa transbordante para o olhar quase teológico do aclamado diretor uma dimensão bíblica de fraternidade em fúria, cindida na ponta da faca do ressentimento 
  68. Vanessa Scalei (12 de janeiro de 2017). «Dois Irmãos: Uma minissérie para assistir com muita atenção». Zero Hora. Consultado em 4 de maio de 2017 
  69. Maurício Stycer (21 de janeiro de 2017). «"Dois Irmãos" é de uma qualidade espantosa para quem tem acesso apenas à TV aberta no Brasil». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  70. Henrique Haddefinir (7 de janeiro de 2017). «Dois Irmãos - Nova minissérie da Globo estreia com imagens belíssimas sob uma direção impecável». Omelete. Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  71. Luiz Zanin (21 de janeiro de 2017). «O Som e a Fúria de Dois Irmãos». Estadão. Consultado em 20 de abril de 2017. Uma história bem contada fala de si mesma e também de outras coisas. Esta nos falou do Brasil, de sua utopia frustrada de nação multiétnica, sensual e feliz. Um fino biscoito oferecido ao público, e que vai deixar saudades 
  72. Carlos Alberto Mattos (9 de janeiro de 2017). «Arquétipos e epifanias em Dois Irmãos». Rastros de Carmattos. Consultado em 20 de abril de 2017 
  73. Nilston Xavier (9 de janeiro de 2017). «'Dois Irmãos' transmite em belas imagens um crescente clima de tragédia». UOL. Consultado em 20 de abril de 2017. (A minissérie) tem a assinatura de Luiz Fernando Carvalho, o que – já sabemos – significa esmero na estética, fotografia, tomadas, trilha sonora e direção de atores.(...) Quem conhece a obra de Luiz Fernando Carvalho sabe que cada produção sua é única, mesmo dentro de seu estilo característico de direção 
  74. Christiane Passafaro Guzzi (13 de janeiro de 2017). «A 'lavoura amazonense' de Luiz Fernando Carvalho». Revista Caju. Consultado em 20 de abril de 2017. O que parece diferenciar Carvalho é o estabelecimento de um estudo aprofundado da obra, da crítica, da tradição, e, principalmente, das reverberações que a produção dos escritores selecionados produzem no cenário ficcional 
  75. Juliana Domingos de Lima (12 de janeiro de 2017). «'Dois irmãos' é sobre o colapso de uma família. Mas também de um projeto de país». Nexo Jornal. Consultado em 20 de abril de 2017. "A adaptação de “Dois irmãos”, na verdade uma transposição ou transcrição para o audiovisual, (...) oferece ao espectador brasileiro a possibilidade de alguns encontros fundamentais: encontro com cinquenta anos de história do país (...); com uma enorme diversidade humana e cultural (...); com uma forma expressiva que investe na sensibilidade e inteligência do espectador (...); por fim, o encontro com um projeto de país, que se insinuava durante a Belle Époque amazônica, mas cuja promessa de futuro é posta abaixo pela ditadura civil-militar e sua ideia destrutiva de “progresso”. (...) É importante perceber que, enquanto a literatura brasileira ganha relevância e contundência ao migrar para a TV, a própria TV ganha também enorme prestígio artístico ao valorizar um produto literário nacional, ainda mais sob a marca e o estilo barroco, marcado pelo acúmulo de elementos e alta intensidade, do Luiz Fernando Carvalho" (Ilana Feldman) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]