Dominação e submissão

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Casal D/s posando para uma foto.

Dominação e submissão (também abreviado como D/s ou D&s) é um dos três subgrupos do BDSM. Esse subgrupo é um conjunto de comportamentos, costumes e rituais onde um indivíduo cede o controle sobre ele a outro indivíduo em um contexto ou estilo de vida erótico, portanto, a pessoa que exerce o papel dominante recebe poder e autoridade sobre a pessoa que exerce o papel submisso.[1]

A dominação e submissão não requer contato físico e pode explorar somente elementos psicológicos e até mesmo ser conduzida via internet ou telefone.[2] Mas na maioria dos casos ela é intensamente física e pode estar envolvida com outros subgrupos do BDSM, como o sadomasoquismo, o bondage ou a disciplina.

Todas as relações D/s são consentidas por todas as pessoas envolvidas e seguem os princípios éticos do BDSM do são, seguro e consensual.[3]

O relacionamento D/s[editar | editar código-fonte]

As situações de dominação e submissão dentro de um relacionamento podem ocorrer somente durante as práticas sexuais ou podem estender-se para a vida cotidiana, dependendo da vontade dos praticantes.[4]

As pessoas em relacionamentos D/s podem estar envolvidas romanticamente umas com as outras ou não, podem ser monogâmicas ou não, podem haver práticas sexuais ou não, e tanto as pessoas dominantes quanto as pessoas submissas podem ser de qualquer gênero e orientação sexual.[2]

Dentro do espectro de dominação e submissão, há o D-type, que são as pessoas que estão no espectro dominante dentro do BDSM (dominador, mestre, dono, etc.), e o S-type, que são as pessoas que estão dentro do espectro submisso dentro do BDSM (submisso, escravo, propriedade, etc.).[5]

Além de dominantes e submissos, há também as pessoas que se identificam como switch, que é um termo utilizado dentro do D/s para descrever pessoas versáteis que possuem interesse em exercer o papel da dominação em alguns momentos e o papel da submissão em outros.[4]

Master/slave[editar | editar código-fonte]

Master/slave, mistress/slave, mestre(a)/escravo(a) ou M/s é uma variação do relacionamento D/s onde a pessoa dominante geralmente tem autoridade e influência sobre todos ou quase todos os aspectos da vida do submisso. A servidão e a obediência geralmente são os valores centrais de um relacionamento M/s.[6]

Esse tipo de relacionamento utiliza o termo "escravo" para representar um cenário onde o mestre é o proprietário e dono do corpo do escravo, que é visto como uma propriedade. O relacionamento M/s é um cenário estabelecido de forma consensual, sem relação nenhuma com a escravidão não-consensual histórica e da era moderna, que é proibida por lei. No BDSM, um escravo pode, a qualquer momento, retirar o consentimento, anulando efetivamente o relacionamento de mestre/escravo.[7]

Contratos[editar | editar código-fonte]

No BDSM, contrato é um termo utilizado para descrever um acordo formal, verbal ou escrito, sobre o consentimento de troca de poder. Os contratos de dominação e submissão são simplesmente uma maneira de definir a natureza e os limites do relacionamento.[8]

Uma relação de dominação e submissão pode ter qualquer duração, conforme a vontade das pessoas envolvidas, podendo variar de uma única atividade por algumas horas ou dias, até um contrato de dominação 24/7 sem data para terminar. Todas as práticas sexuais que podem ser realizadas, como elas podem realizadas, os acessórios que podem ser utilizados, as medidas de segurança, os limites e as vontades de cada um dos envolvidos, tudo dentro uma relação D/s ou M/s é combinado e negociado previamente entre os praticantes.[9]

Nomenclatura dos papeis[editar | editar código-fonte]

Nas relações de dominação e submissão, é comum haver alcunhas específicas para referir-se a pessoa que está no papel dominante ou submisso.[10]

Durante a atividade, a mulher dominante é comumente referida como dominadora, domme, mistress, rainha, senhora, mestra, dona, lady ou dominatrix, enquanto homem dominante é geralmente referido como dominador, master, sir, mestre ou lord. Termos como dom e top podem ser usados para ambos os gêneros.

Para as pessoas que estão no papel de submissão, é comum a utilização dos termos sub, servo, bottom, slave, escravo ou qualquer palavra pejorativa que visa degradar ou humilhar o submisso.

Apesar de dominatrix poder ser usado para se referir a qualquer mulher que está no papel dominante das práticas BDSM, esse é um termo mais comumente utilizado para se referir a mulheres dominantes que realizam serviço profissional pago de BDSM.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sexsmith, Sinclair (23 de maio de 2014). «Power Play: How to Use Power to Make Even Mundane Things Super Sexy». Kinkly (em inglês) 
  2. a b Diane, Tiffany (28 de outubro de 2018). «What it really means to be in a dominant/submissive relationship». The Daily Dot (em inglês) 
  3. «A beginner's guide to submission». Kinkly (em inglês). 24 de outubro de 2017 
  4. a b Barker, Meg-John (2 de junho de 2014). «Dominant and submissive relationships». Rewriting the Rules (em inglês) 
  5. Lupine, Evie (22 de dezembro de 2018). «Submissive, Slave, or Bottom: What's the Difference? [BDSM]». YouTube (em inglês) 
  6. «Glossary of Terms». Kink Mastery (em inglês) 
  7. Rinella, Jack; Bean, Joseph W. (2002). The compleat slave : creating and living an erotic dominant/submissive relationship (em inglês). Los Angeles: Daedalus Pub. Co. ISBN 978-1-881943-13-6 
  8. Makai, Michael (22 de setembro de 2013). Domination & Submission: The BDSM Relationhip Handbook (em inglês). [S.l.]: Createspace. pp. 162–171. ISBN 978-1492775973 
  9. «BDSM Total Power Exchange (TPE) Contract». BDSM Contracts (em inglês) 
  10. «Kinkly explains Dominance and Submission (D/s)». Kinkly (em inglês)