Domingo González Lucas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Domingo González Lucas
Nascimento 10 de junho de 1920
Madri
Morte 12 de abril de 1975 (54 anos)
Guaiaquil
Cidadania Espanha
Ocupação toureiro

Domingo González Lucas (Madrid, 10 de junho de 1920Guayaquil, Equador, 13 de outubro de 1975[1]) foi um matador de touros espanhol.

Filho de Domingo González Dominguín e irmão de Luis Miguel González Lucas Dominguín e de José González Lucas Pepe Dominguín, todos matadores de touros.

Tomou a alternativa em Madrid, tendo como padrinho Joaquin Rodriguez Ortega Cagancho e como testemunha Emiliano de la Casa García Morenito de Talavera, corria o ano de 1942, ocasião em que lidou o toiro Disciplo, de Domingo Ortega. Retirou-se em Toledo no dia 16 de setembro de 1948, numa corrida em que atuaram os seus irmãos, com toiros de Flores Albarrán. A sua carreira, embora breve, foi irregular, mas Domingo Dominguín deixou bem patente nas praças a sua inteligência e capacidade de interpretação dos movimentos dos touro, o que o levava a resolver bem as lides e, segundo os críticos, a suprir a sua falta de classe no toureio. Na sorte de matar, porém, era extremamente eficaz[2].

Foi desde sempre conhecida a militância de Domingo Dominguín no Partido Comunista de Espanha. O matador ficou conhecido por ajudar militantes do PCE a sair de Espanha, disfarçados de bandarilheiros, membros da sua quadrilha, e que por ter despendido avultadas quantias de dinheiro para sustentar as famílias dos presos políticos[3].

Depois de se retirar foi apoderado de Luis Miguel Dominguín e de António Ordoñez[4].

Exilado no Equador, a partir de onde apoiava os movimentos de esquerda em guerrilha na Venezuela, criou uma ganadaria chamada Aracataca e chegou a gerir a praça de touros de Quito. Encontrado morto num quarto de hotel, a sua morte está envolta em polémica, constando que se suicidou por um desgosto de amor[5].

Referências