Domitila de Castro Canto e Melo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Marquesa de Santos redireciona para este artigo. Para a minissérie com Maitê Proença, veja Marquesa de Santos (minissérie).
Domitila de Castro
Marquesa de Santos
Marquesa de Santos em torno dos 68 anos de idade, ca. 1865
Cônjuge Felício Pinto Coelho de Mendonça
Rafael Tobias de Aguiar
Descendência
Francisca
Felício
João
Isabel Maria
Pedro de Alcântara
Maria Isabel
Maria Isabel II
Rafael Tobias
João Tobias
Antônio Francisco
Castro Brasílico
Gertrudes
Heitor
Nome completo
Domitila de Castro Canto e Melo
Pai João de Castro Canto e Melo
Mãe Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas
Nascimento 27 de dezembro de 1797
São Paulo, Flag Princes of Brazil.svg Brasil
Morte 3 de novembro de 1867 (69 anos)
São Paulo, Flag of Empire of Brazil (1822-1870).svg Brasil
Enterro Cemitério da Consolação, São Paulo
Religião Católica
Brasão

Domitila de Castro Canto e Mello,[1] Marquesa de Santos, (São Paulo, 27 de dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de novembro de 1867) foi uma nobre brasileira, célebre amante de Dom Pedro I, imperador do Brasil, que lhe conferiu o título nobiliárquico de marquesa em 12 de outubro de 1826.

Origem[editar | editar código-fonte]

Filha de João de Castro Canto e Melo, o primeiro visconde de Castro e de Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas, pertencia uma tradicional família paulista, era neta do coronel Carlos José Ribas, tetraneta de Simão de Toledo Piza, patriarca da família em São Paulo.

O brigadeiro João de Castro Canto e Melo nascera na ilha Terceira, nos Açores, em 1740 e morreria no Rio de Janeiro em 1826. Era filho de João Batista do Canto e Melo e de Isabel Ricketts, e descendia de Pedro Anes do Canto, da Ilha Terceira. Passou a Portugal, assentando praça de cadete aos 15 anos em 1 de janeiro de 1768, nomeado Porta Bandeira em 17 de outubro de 1773. Tinha 21 quando, em 1774, foi para o Rio de Janeiro e meses depois para São Paulo. Foi transferido para o regimento de linha de Infantaria de Santos, promovido a alferes em 1775 e a tenente no mesmo ano, a Ajudante em 1778; era Capitão em 1798, major no mesmo ano, em 1815 tenente-coronel. Mais tarde, depois dos amores da filha com o imperador, foi feito Gentil-Homem da Imperial Câmara e ainda recebeu o título nobiliárquico de visconde de Castro em 12 de outubro de 1825.

Eram irmãos de Domitila:

  1. João de Castro Canto e Melo, marechal-de-campo e gentil-homem da Imperial Câmara, que seria agraciado segundo visconde de Castro em 1827.
  2. José de Castro Canto e Melo, batizado em São Paulo em 17 de outubro de 1787, brigadeiro do exército brasileiro. Soldado aos cinco anos, em 1 de julho de 1792, porta-estandarte em 1801, alferes em 1807, Tenente efetivo em 1815, Comandante do esquadrão de cavalaria da Legião de São Paulo e no combate de Itupuraí, campanha de 1816. Capitão em 1818. Sargento-mor do Regimento de Cavalaria de 2.ª Linha da Vila de Curitiba, então Província de São Paulo, em 1824. Coronel do Estado-Maior do Exército em 1827. Teve licença para tratar da saúde em 1829. Brigadeiro reformado do Exército. Gentil Homem da Imperial Câmara, dela demitido em 1842. Era cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, 1824 e foi promovido a comendador na mesma ordem em 1827. Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro em 1827.
  3. Francisco de Castro Canto e Melo, gentil-homem da imperial câmara, major refor­mado do exército.
  4. Maria Benedita de Castro Canto e Melo, batizada em 18 de dezembro de 1792, que morreu em 5 de março de 1857. Casada com Boaventura Delfim Pereira, barão de Sorocaba, tornando-se baronesa consorte de Sorocaba. Deixou descendência ilegítima com D. Pedro I, o amante de sua irmã.
  5. Anna Candida de Castro Canto e Melo, natural de São Paulo, Província de São Paulo, casada com Carlos Maria de Oliva, Veador da Imperial Câmara e Coronel do Exército, nascido em Portugal.

Primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Em 13 de janeiro de 1813, Domitila, aos quinze anos de idade, casou-se com um oficial do segundo esquadrão do Corpo dos Dragões da cidade de Vila Rica, o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1789–1833), citado por diversos historiadores como um homem violento, que a espancava e violentava, e de quem se divorciou em 21 de maio de 1824.

Após o casamento em São Paulo, Felício e Domitila partiram para Vila Rica. Do casamento nasceram três filhos: Francisca Pinto Coelho de Mendonça e Castro, nascida em Vila Rica em 1813, Felício Pinto Coelho de Mendonça e Castro, nascido em Vila Rica em 20 de novembro de 1816 e João, nascido em São Paulo em 1818 e falecido na infância.

Devido aos maus tratos do marido, Domitila conseguiu junto a família em São Paulo autorização para retornar para a casa paterna com os seus filhos. Chegou de volta a São Paulo no final de 1816. Felício conseguiu transferência de seu posto no exército de Vila Rica para Santos e se estabeleceu em São Paulo, tentando se reconciliar com a esposa e em 1818 voltaram a viver juntos. Entretanto, dado a bebida e jogos de azar, não demorou para que Felício retornasse com seus velhos hábitos de espancamento e ameaças de morte à esposa. Na manhã de 6 de março de 1819, Felício surpreendeu Domitila junto a fonte de Santa Luiza e a esfaqueou duas vezes, uma facada pegou na coxa e a outra em sua barriga. Felício foi preso e elevado para Santos, junto ao seu quartel, de onde partiu para o Rio de Janeiro. Domitila ficou dois meses entre a vida e a morte. Ao se restabelecer teve que brigar juridicamente com o pai de Felício, que queria tomar os filhos do casal para educá-los em Minas Gerais. Domitila pediu a separação de Felício mas só a obteve cinco anos depois, quando já era amante do imperador. Os detratores de Domitila a acusariam depois de ter sido agredida porque traía Felício, quando na realidade, pela documentação e testemunhas no processo de divórcio, o alferes havia tentado matar a mulher para vender as terras que ambos, com a morte da mãe deste, haviam herdado em Minas Gerais.

Amante do imperador[editar | editar código-fonte]

Marquesa de Santos, em torno dos 29 anos de idade, ostentando a faixa da Ordem Real de Santa Isabel, c.1826

Em 1822, Domitila conheceu Dom Pedro de Alcântara (1798–1834) dias antes da proclamação da Independência do Brasil, em 29 de agosto de 1822. O Príncipe-Regente voltava de uma visita a Santos quando recebeu, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, duas correspondências (duas missivas da imperatriz Leopoldina e uma de José Bonifácio de Andrada e Silva) que o informavam sobre as decisões da Corte Portuguesa, em que Pedro deixava de ser Regente para apenas receber e acatar as ordens vindas de Lisboa. Indignado por essa "ingerência sobre seus atos como governante", e influenciado por auxiliares que defendiam a ruptura com as Cortes, especialmente por José Bonifácio, decidiu pela separação do reino de Portugal e Algarves.

Domitila não foi a única amante de D. Pedro, mas foi a mais importante e a que mais tempo se relacionou com ele. Antes mesmo de se casar com D. Leopoldina, o príncipe se envolvera com uma bailarina francesa, chamada Noémi Thierry, com quem teve um filho. Durante seu relacionamento com Domitila teve outros casos paralelos, como com a esposa do naturalista francês Aimé Bonpland, Adèle Bonpland. Outra francesa foi a modista Clemence Saisset, cujo marido tinha loja na Rua do Ouvidor. Clemence teve um filho com D. Pedro. Além das francesas a própria irmã de Domitila, Maria Bendita de Castro Pereira, Baronesa de Sorocaba, teve um filho com o imperador.

Em 1823 o imperador a instalou na rua Barão de Ubá, hoje bairro do Estácio, que foi a primeira residência de Domitila no Rio de Janeiro. Posteriormente em 1826 recebeu de presente a "Casa Amarela", como ficou conhecida sua mansão, no número 293 da atual avenida D. Pedro II, perto da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão - onde hoje funciona o Museu do Primeiro Reinado. Comprou a casa do Dr. Teodoro Ferreira de Aguiar e mandou contratar uma reforma em estilo neoclássico com o arquiteto Pedro José Pézerat. As pinturas murais internas são obra de Francisco Pedro do Amaral, os baixos-relevos internos e externos por Marc Ferrez e Zephérine Ferrez.

Domitila foi sendo elevada pelo amante aos poucos. Em 4 de abril de 1825 foi nomeada dama camarista da imperatriz d. Leopoldina, em 12 de outubro do mesmo ano foi feita viscondessa de Santos com grandeza e, em 12 de outubro de 1826,teve o título elevado a marquesa de Santos. Apesar de Domitila não ser natural dessa cidade, D. Pedro I, na tentativa de atacar os irmãos Andradas, nascidos em Santos, teria dado o título a amante. José Bonifácio, ao saber do fato em seu exílio na França, escreveu para o Conselheiro Drummond, seu amigo: "Quem sonharia que a michela (prostituta) Domitila seria viscondessa da pátria dos Andradas! Que insulto desmiolado!"[2]. A família de Domitila também recebeu diversas benesses imperiais: Os pais tornaram-se Viscondes de Castro, seu irmão Francisco feito ajudante de campo do Imperador e os demais receberam foros de fidalguia. O cunhado de Domitila, Boaventura Delfim Pereira, esposo de Maria Benedita, foi feito barão de Sorocaba.

Dom Pedro e Domitila romperam em 1829 devido as segundas núpcias de D. Pedro I com Amélia de Leuchtenberg. Ele procurava desde 1827 uma noiva nobre de sangue e seu relacionamento com Domitila e os sofrimentos causados a Leopoldina por este, eram vistos com horror pelas cortes europeias e várias princesas recusaram-se a casar-se com Pedro.

o embaixador da Áustria no Rio de Janeiro, barão Wenzel de Mareschal, escreveu a Viena a respeito do futuro casamento de d. Pedro e do banimento da favorita do imperador:"O Imperador D. Pedro acabou por se convencer de que a presença da Senhora de Santos seria sempre inoportuna e que uma simples mudança de residência não satisfaria ninguém; ele insistiu na venda de suas propriedades, o que segundo soube já foi providenciado e na sua partida para São Paulo em oito ou dez dias".

D. Pedro comprou as propriedade da marquesa no Rio de Janeiro por 240 contos (240 apólices da Divida Pública (da Caixa d Amortização) de 1 conto de réis), devolvendo a Domitila "em bilhetes de São Paulo" 14 contos de réis, dois contos pelo camarote com que a tinha presenteado, mesada de um conto de réis por mês posto à sua ordem, "ao par ou em bilhetes". A respeito do palacete, diz Mareschal: "Servirá à jovem Rainha e sua corte". Tratava-se de D. Maria da Glória, futura rainha D. Maria II de Portugal. Por isso ficaria depois conhecido como Palacete da Rainha, já que efetivamente D. Maria da Glória ali se instalou, embora por curto período. Mais tarde a casa foi comprada pelo barão de Mauá, e por volta de 1900 pelo médico Abel Parente, protagonista de um dos maiores escândalos do Rio, em 1910. Passou a ser Museu do Primeiro Reinado no final dos anos 1980 até 2011 quando foi desativado e começaram as obras de restauro e adequação do espaço para receber o Museu da Moda - Casa da Marquesa de Santos. Domitila mudou-se em 1826 e ali viveu até 1829.

Posteridade ilegítima[editar | editar código-fonte]

Nasceram-lhes cinco filhos:

Títulos[editar | editar código-fonte]

Em 4 de abril de 1825 é nomeada Dama Camarista da Imperatriz, recebe o título de viscondessa de Santos em 12 de outubro do mesmo ano. Em 12 de outubro de 1826 tem seu título elevado à marquesa de Santos. A referência a Santos era uma clara afronta aos irmãos Andradas, naturais dessa cidade e então exilados na França.

Domitila ainda recebe em 4 de abril de 1827 a Ordem de Santa Isabel de Portugal. As datas 4 de abril e 12 de outubro são referentes ao nascimento da rainha de Portugal, Dona Maria da Glória e de seu pai, d. Pedro I, respectivamente. Esses natalícios eram considerados dias de Grande Gala na corte do Rio de Janeiro, quando comendas, títulos e anistias eram distribuídas como parte das comemorações.

O segundo casamento[editar | editar código-fonte]

Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857), segundo marido da Marquesa de Santos

A marquesa conheceu o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (17941857), com quem se uniu em 1833 casando-se oficialmente na cidade de Sorocaba 14 de junho de 1842. Tobias de Aguiar, era um político e rico fazendeiro sorocabano. A base de sua fortuna era o comércio de muares, mas com o tempo acabou diversificando seus negócios com fazendas de açúcar, gado e criação de equinos. A pelagem tobiana foi criada por ele. Apelidado de "Reizinho de São Paulo", pela sua fortuna, exerceu o cargo de Presidente da Província de São Paulo por duas gestões e foi eleito deputado provincial por São Paulo. Concorreu duas vezes ao cargo de Senador do Império, mas nunca teve seu nome escolhido pelo imperador d. Pedro II. Em 1842, como um dos principais líderes da Revolução Liberal, após o seu casamento com a marquesa de Santos e eminente invasão de Sorocaba pelas tropas do então Barão de Caxias, futuro duque, fugiu para o sul onde foi preso. Levado para o Rio de Janeiro foi encarcerado na Fortaleza de Laje, localizada em uma rocha no meio da Baia da Guanabara. A marquesa de Santos, ao saber do sua prisão, partiu para a corte onde, por meio de um procurador, rogou ao imperador d. Pedro II que pudesse viver com o marido na Fortaleza da Laje para cuidar da saúde dele, o que foi concedido. Em 1844 Tobias de Aguiar foi anistiado e o casal retornou para São Paulo, onde foram recebidos com muita festa. Tobias de Aguiar faleceu a bordo do Vapor Piratininga em 7 de outubro de 1857 quando a caminho do Rio de Janeiro em busca de ajuda médica. Estava acompanhado pela marquesa de santos e um dos filhos do casal. O relacionamento entre Tobias e Domitila foi o mais longo da marquesa, durando 24 anos ao longo dos quais o casal teve seis filhos, sendo que 4 conseguiram chegar a idade adulta:

  • Rafael Tobias de Aguiar e Castro (1834 - 1891)
  • João Tobias de Aguiar e Castro (1835 - 1901)
  • Gertrudes de Aguiar e Castro (1837 - 1841)
  • Antônio Francisco de Aguiar e Castro (1838 - 1905)
  • Brasílico de Aguiar e Castro (1840 - 1891)
  • Heitor de Aguiar e Castro (1842 a 1846)

Solar da Marquesa de Santos[editar | editar código-fonte]

Solar da Marquesa de Santos, atual sede do Museu da Cidade de São Paulo.

Em seu retorno para São Paulo após o término de seu relacionamento com d. Pedro I, Domitila adquiriu em 1834 um vasto casarão na antiga Rua do Carmo, atual Rua Roberto Simonsen no centro da cidade. O primeiro proprietário do imóvel foi o Brigadeiro José Pinto de Morais Leme segundo documentação de 1802. Anteriormente, no local, haviam duas casas que foram reformadas e deram origem a uma edificação só. Domitila foi proprietária do Solar de 1834 até o seu falecimento em 1867.

O imóvel entrou para a crônica da cidade devido as festas dadas pela Marquesa de Santos. Em 1880, a casa foi colocada em leilão e foi adquirida pela Mitra Diocesana, que transformou o Solar no Palácio Episcopal. O Solar hoje pertence a Prefeitura da Cidade de São Paulo que tem nela instalado a sede o Museu da Cidade. A sua importância histórica é grande. Além de ter pertencido a Marquesa de Santos, o imóvel é único remanescente urbano construído por meio da técnica conhecia como taipa-de-pilão ainda existente no centro histórico da cidade.

Velhice[editar | editar código-fonte]

Marquesa de Santos em torno dos 68 anos de idade, c.1865

Em sua velhice, a Marquesa de Santos tornou-se uma senhora devota e caridosa, procurando socorrer os desamparados, protegendo os miseráveis e famintos, cuidando de doentes e de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no centro da cidade de São Paulo.

A casa da Marquesa tornou-se o centro da sociedade paulistana, animada com bailes de máscaras e saraus literários.

A marquesa de Santos (cidade onde nunca residiu) faleceu de enterocolite no seu palacete (atual sede do Museu da Cidade de São Paulo) na rua do Carmo, atual Roberto Simonsen, próximo ao Pátio do Colégio, em 3 de Novembro de 1867, sendo sepultada no Cemitério da Consolação. A capela original foi construída com uma doação feita por Domitila de 2:000$000 (dois contos de réis)[3].

Apesar de circularem informações dizendo que o terreno do cemitério foi doado pela Marquesa de Santos, esta versão é incorreta. Segundo a mesma fonte, o cemitério foi construído, parte em terras de domínio público e parte em terras adquiridas de Marciano Pires de Oliveira por 200$000 (duzentos mil réis), o qual doou outra parte.

Após a inauguração, a área foi aumentada com terras desapropriadas do conselheiro Ramalho e de Joaquim Floriano Wanderley.

Sua sepultura no cemitério da Consolação[4], bem como os dois outros terrenos comprados por ela e contíguos ao seu túmulo, onde estão sepultado seu irmão mais novo, Francisco de Castro do Canto e Melo, seu filho Felício, fruto de seu primeiro casamento, e, recém-descoberto, a condessa de Iguaçu,[1] foram todos recuperados no início da década de oitenta pelo sanfoneiro Mario Zan. Zan, um dos mais famosos devotos de Domitila; Ele cuidou do jazigo durante anos e foi sepultado em um túmulo diante do da marquesa[5]. Mesmo morto, Zan continua, de certa forma, arcando com as despesas da manutenção dos jazigos de Domitila, pois são os direitos autorais de suas musicas que os mantém.

O túmulo de Domitila recebe sempre flores frescas de pessoas que continuam a considerá-la uma santa popular. Entre as lendas está que ela protege as prostitutas da cidade e, devido a ter conseguido um bom casamento e reestruturar dignamente a sua vida após o relacionamento com Pedro I, passou a ser uma inspiração às moças que querem se casar com um bom partido. Na sua lápide existe uma placa agradecendo uma graça alcançada.

Representações na cultura[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

  • Dramatização de A Marquesa de Santos, do escritor Paulo Setubal pela Rádio Nacional, RJ, em 1946
  • D. Pedro e a Marquesa de Santos (1950), escrita pelo radialista Cassiano Gabus Mendes foi levada ao ar pela Rádio Record, SP em 7 de setembro de 1950.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ópera[editar | editar código-fonte]

  • Marquesa de Santos (1948), composta por João Batista Siqueira. Peça em ópera em três atos com libreto de Joaquim Ribeiro.
  • Chalaça (1973), do maestro Francisco Mignone.
  • Ópera de Câmara Domitila (2000), com música e libreto do compositor carioca João Guilherme Ripper inspirado nas cartas de amor trocadas entre d. Pedro e Domitila. Maíra Lauter, soprano, interpretou Domitila.

Rock[editar | editar código-fonte]

  • Álbum "Caso Real" (2015) da banda de rock Lítera que se inspirou no caso amoroso entre Dom Pedro I e a Marquesa de Santos, através do livro "Titília e o Demonão – Cartas Inéditas de Dom Pedro I à Marquesa de Santos", do escritor Paulo Rezzutti.

Sambas enredos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Seu nome real é Dometila de Castro Canto e Mello, porém como a grafia é arcaica, os livros atuais de história preferem chamá-la de Domitila de Castro Canto e Melo.
  2. REZZUTTI, Paulo. Domitila, a verdadeira história da marquesa de Santos. p. 105
  3. CAMARGO, Luís Soares e MARTINS, José de Souza. História e arte no cemitério da Consolação. São Paulo: Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo, s.d. pp.1 e 3
  4. Domitila de Castro Canto e Melo (em inglês) no Find a Grave
  5. Revista Já. Ano 8, nº 409, 5 de setembro de 2004
  6. Dulcina de Moraes é fundadora da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes que fica em Brasília

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DIAS, Demosthenes de Oliveira. O Solar da marquesa de Santos. Rio de Janeiro: Carlos Ribeiro, 1972.
  • RANGEL, Alberto. Dom Pedro Primeiro e a marquesa de Santos. Tours: Arrault e Companhia, 1928. 2ª ed.
  • RANGEL, Alberto (notas); ARAÚJO, Emanuel (coord.). Cartas de D. Pedro I à marquesa de Santos. São Paulo: Editora Nova Fronteira, 1984.
  • REZZUTTI, Paulo. Titília e o Demonão. Cartas inéditas de D. Pedro I à marquesa de Santos. São Paulo: Geração Editorial, 2011.
  • REZZUTTI, Paulo. Domitila. A verdadeira história da marquesa de Santos. São Paulo: Geração Editorial, 2013.