Doris Miller

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Doris "Dorie" Miller (12 de Outubro de 191924 de Novembro de 1943) foi um cozinheiro nas Marinha dos Estados Unidos da América, reconhecido pela sua bravura demonstrada no ataque a Pearl Harbor em 7 de Dezembro de 1941.

Foi o primeiro afro-americano premiado com a Navy Cross, a terceira maior condecoração de honra dada pela Marinha nesse tempo, só ultrapassada pela Medalha de Honra e pela Medalha de distinção de serviço da Marinha.

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O Marujo de 3ª Classe Doris "Dorie" Miller 

O Marujo de 3ª Classe Doris "Dorie" Miller recebeu a Navy Cross por atos de coragem e bravura durante o ataque japonês à Pearl Harbor, no dia 7 de Dezembro de 1941.

O marinheiro Miller trabalhava na cozinha do encouraçado West Virginia e naquele domingo, 7 de Dezembro, estava terminando de recolher as toalhas quando o primeiro torpedo japonês atingiu o seu navio.

Correu imediatamente para o seu posto de batalha, um compartimento do navio com munições para as baterias anti-aéreas, mas ao chegar ao local descobriu que o mesmo tinha sido destruído pela explosão do torpedo.

Apresentou-se então ao seu superior, colocando-se à disposição para novas ordens. Foi enviado para a ponte para auxiliar na remoção do capitão Mervyn Bennion, que tinha sido ferido com gravidade no estômago por um estilhaço.

O capitão Bennion estava preso debaixo de uma pesada coluna de metal. O marinheiro Miller, com a ajuda de outro companheiro, levantou a coluna, libertando o capitão que se recusou a ser retirado da ponte, exigindo saber o estado do seu navio.

Nesse meio tempo, com os céus repletos de aviões japoneses, o Tenente Frederic H. White ordenou que o marinheiro Miller o ajudasse com uma bateria anti-aérea Browning .50. A sua função seria a de mantê-la carregada com munições, no entanto, o Tenente White foi obrigado a ausentar-se por menos de 1 minuto e quando regressou, para o seu espanto, viu que o marinheiro Miller tinha assumido a bateria anti-aérea e, apesar de nunca ter recebido treinamento adequado para utilizá-la, estava bastante à vontade, disparando-a com vigor contra os aviões japoneses.

Durante longos minutos o Tenente White ajudou o marinheiro Miller, mantendo a bateria anti-aérea carregada enquanto a mesma era disparada sem cessar.

O marinheiro Miller abandonou a posição apenas quando ficaram sem munição, quando então se dedicaram a transportar os feridos que estavam na ponte de comando do couraçado, incluíndo o Capitão Bennion, que viria a morrer pouco depois.

O seu navio seria atingido diversas outras vezes e quando o ataque japonês acabou, o marinheiro Miller dedicou-se a tirar da água os muitos marinheiros que se debatiam, muitos deles completamente encharcados em combustível perigosamente inflamável.

No dia 1 de Janeiro de 1942 foi divulgada uma lista com o nome de oficiais e marinheiros que se destacaram na batalha, e dentre os nomes constava "1 marinheiro negro desconhecido".

Foi somente no dia 12 de Março de 1942 que o nome de Doris Miller foi associado ao "marinheiro negro desconhecido".

Foi imediatamente reconhecido como um dos "primeiros heróis norte-americanos da Segunda Guerra Mundial", com o seu nome sendo estampado em diversos jornais e programas de rádio por todo o país.

A sua fama cresceu rapidamente e neste dia, 27 de Maio de 1942, o próprio Almirante Chester Nimitz oferecia ao marinheiro Miller a "Navy Cross", na época a 3ª maior condecoração da Marinha dos EUA.

Após oferecer a medalha o Almirante Nimitz disse:

"Esta cerimônia marca a primeira vez que tal honraria é dada à um marinheiro negro e eu tenho a certeza de que no futuro veremos inúmeros outros casos de atos similares de bravura e coragem."

Morreria no dia 24 de Novembro de 1943, quando o seu navio, o Liscome Bay, foi atingido por um torpedo lançado pelo submarino japonês I-175.

No dia 7 de Dezembro de 1943, exatamente 2 anos após o ataque japonês à Pearl Harbor, os seus pais recebiam uma carta da Marinha dos EUA informando-os de que o marinheiro Miller estava "desaparecido em combate".

Tinha 24 anos.

Em sua homenagem, a fragata da classe Knox foi batizada de USS Miller em Junho de 1973.

Em 1947 foi criada a Fundação Doris Miller para reconhecer grupos ou indivíduos que se destacaram na luta contra a segregação racial.

O seu nome foi dado a pelo menos 5 escolas no Texas e na Califórnia, bem como a inúmeros parques e praças em diversos estados norte-americanos.

Em 2010 o seu rosto estampou um selo comemorativo em honra aos heróis da Marinha dos EUA na Segunda Guerra Mundial. (Mural do Marujo)