Doutrinas das Testemunhas de Jeová

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August Dickmann | Leopold Engleitner
Simone Arnold Liebster | Raymond Victor Franz
Influências Formativas
William Miller | Henry Grew
George Storrs | Nelson H. Barbour


A única autoridade reconhecida pelas Testemunhas De Jeová em termos teológicos é a Bíblia que, apesar de reconhecerem ter sido escrita por humanos, consideram como um produto de inspiração divina, (2 Pedro 1:21) atribuindo a Jeová a sua Autoria, (Êxodo 24:4) Negando a chamada Divindade de Cristo Jesus, pois ele é somente Filho de Deus não o próprio Deus. (João 14:1; 2 João 3). Usam habitualmente a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (sigla, NM), embora recorram a diversas traduções ou versões da Bíblia, conforme pode ser visto por uma análise das suas publicações, ou pelo fato de muitas Testemunhas de Jeová ainda não terem acesso à versão publicada pela Sociedade Torre de Vigia na sua própria língua. Além disso, muitas das crenças básicas das Testemunhas de Jeová foram formuladas muito antes de ter sido lançada a sua própria tradução das Escrituras.

Jeová Deus[editar | editar código-fonte]

Jeová é o nome do Deus que adoram e a quem atribuem a criação de todas as coisas e de todas as criaturas, sobre as quais detém a Soberania total. (Apocalipse 4:11) Entre muitos outros versículos bíblicos, costumam referir o Salmo 83:18 para basear a sua crença nas premissas acima:

"Para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra." - NM

Consideram que Jeová é uma pessoa "de" sentimentos. Destacam especialmente quatro principais atributos de Deus, nomeadamente o poder, (Deuteronômio 10:17) a justiça, (Jó 34:10,12) a sabedoria (Jó 12:13; Romanos 11:33) e, principalmente, o amor. (Êxodo 34:6; Miquéias 7:18; 1 João 4:8) Segundo elas, estas qualidades, bem como muitas outras, são reveladas nas páginas da Bíblia, bem como na simples observação da natureza que nos rodeia. (Isaías 40:26)

Ensinam que Deus revelou abundantemente o Seu nome nas páginas da Bíblia, sendo que as quatro letras hebraicas יהוה, vertidas pelas latinas YHWH, também conhecidas por Tetragrama e que surge mais de 7000 vezes na Bíblia, significa literalmente "Ele Causa Que Venha a Ser". Este significado do Nome Divino é considerado pelas Testemunhas de Jeová como representando a capacidade de Deus ser aquilo que Ele pretender ser, (Êxodo 3:14) sem limitações, um Deus com um propósito eterno, que não deixará de ser cumprido. (Isaías 55:11)

Rejeitam o dogma central da Ortodoxia Cristã sobre a Santíssima Trindade,[1] [2] [3] aceitando-a como uma invenção do quarto século,[4] [5] [6] [7] [8] argumentando que há apenas Um só Deus Todo-Poderoso,[9] [10] conforme citam os textos abaixo:

  • Deuteronômio 6:4
"Jeová, nosso Deus, é um só Jeová." - NM[11]
  • 1 Coríntios 8:5, 6
"Pois, embora haja os que se chamem “deuses”, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos 'deuses' e muitos 'senhores', para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas..." - NM[12]

Afirmam que as orações devem ser dirigidas apenas a Jeová, aquele que a Bíblia chama de "Ouvinte de oração" (Salmos 65:2). Creem que é possível que seres humanos estabeleçam uma relação achegada com Deus, de íntima amizade, (Tiago 4:8) por aprenderem mais sobre Ele e cumprirem a Sua vontade, conforme a entendem através da sua leitura da Bíblia em textos como de João 17:3 "Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo." Rejeitam qualquer tipo de símbolo religioso ou objeto destinado à adoração (tal como crucifixos, rosários, altares, relíquias e outras imagens ou ícones religiosos), visto que consideram que isso significaria a prática de idolatria, condenada pelas Escrituras Sagradas (Salmos 115:4-8). Entendem que a sua adoração a Jeová não pode estar contaminada com práticas relacionadas com a adoração a outros deuses, o que consideram apostasia, ou religião falsa. (2 Coríntios 6:15) Assim, qualquer tipo de festividade que consideram manchada de adoração falsa é liminarmente rejeitada, mesmo que estas sejam aceitas pelas demais igrejas ou denominações cristãs, tal como o Natal, Páscoa, Carnaval e similares. Mesmo as festas de aniversário são consideradas uma forma sutil de idolatria. Assim, as Testemunhas de Jeová evitam estas celebrações tradicionais ou pedem para serem dispensados das mesmas, mas respeitam o direito dos outros festejarem. Participam de reuniões sociais, desde que não tenham teor religioso (2 Coríntios 6:14) com origens não-bíblicas ou políticas. (João 17:16)

Todas as suas opiniões, pensamentos, conduta moral e ações, são orientadas em torno da sua adoração a Jeová, o que consideram ser o objetivo principal das suas vidas. Como símbolo dessa dedicação incondicional ao Deus que adoram, realizam uma dedicação(termo que usam para oração pessoal para lhes darem seus serviços e forças a Deus) e batismo(representação publica da dedicação) por imersão total em água, onde aquele que deseja tornar-se Testemunha de Jeová, após meses ou anos de estudo da Bíblia, afirma que se entrega totalmente ao serviço de Deus e ao cumprimento dos Seus mandamentos, conforme os entendem da sua pesquisa da Bíblia.

Jesus Cristo[editar | editar código-fonte]

Jesus Cristo é visto como um ser divino (segundo João 1:1 NM "era [um] deus"; em Isaías 9:6, é chamado de "Deus Poderoso"), Filho Unigênito de Jeová, o Deus Todo-Poderoso, e o Seu porta-voz. Não consideram Jesus como sendo consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) do próprio Deus, mas uma "pessoa" diferente Dele e o mais importante depois Dele (1 Coríntios 11:3), diferente do ensino ortodoxo cristão sobre a Santíssima Trindade.[13] Teve um papel importante na criação.[14] Na sua existência pré-humana, creem que era o Arcanjo Miguel. Acreditam ainda que a expressão do livro de Revelação: "o Alfa e o Ômega" aplica-se somente a Jeová Deus; e a expressão "Primeiro e o Último" aplica-se tanto a Jeová como também a Jesus; quando o título "Primeiro e o Último" é aplicado a jeová, assume o sentido de que Ele é o Primeiro Deus Todo-Poderoso e o Último; (Salmos 90:2) mas quando aplicado a Jesus, deve ser relacionado à sua morte e ressurreição (pois toda vez em que o título é aplicado a jesus, é seguido pela confirmação de sua morte e volta à vida- Apocalipse 1:17,18; 2:8), mostrando que ele foi o Primeiro a ser ressuscitado para o domínio espiritual, e o único, ou Último, a ser levantado diretamente por Jeová. (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:5) O Filho de Deus sacrificou voluntariamente sua vida humana perfeita em resgate da humanidade condenada à morte, devido ao pecado original. (João 3:16) Em razão disso, tornou-se o único mediador entre o Deus Todo-Poderoso e a humanidade. O pecado original foi a rebelião contra a Soberania Divina cometida pelos primeiros a serem criados: Adão e Eva.

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Acreditam que o Espírito Santo é a força ativa de Deus, (Miquéias 3:8; Lucas 1:35) e não uma Pessoa Divina.[15] [16] Sendo esta força de Deus é usada para executar a vontade de Jeová. É mencionada nas Escrituras como estando presente no momento criativo do Universo material (Gênesis 1:2; Salmos 104:30; 139:7) e é também relacionada com a inspiração divina da Bíblia. (2 Pedro 1:21) O Espírito Santo auxilia também os servos de Deus a pregarem os "Boas Novas" ao mundo inteiro, (Lucas 4:18;Atos 1:8) e a desenvolverem qualidades que são chamadas de "fruto do espírito", mencionadas na carta de Paulo aos cristãos na Galácia.

Criação e Dilúvio[editar | editar código-fonte]

O seu entendimento sobre a Criação difere de muitos grupos criacionistas que creem literalmente no que Gênesis 1:1 textualmente diz. Isso significa que todo o Universo teve um "princípio", e a causa desse princípio foi o Deus Todo-poderoso. Acreditam que a Bíblia não dá qualquer datação precisa sobre a origem do Universo nem do planeta Terra. Entendem que a expressão hebraica aqui usada para "dia", yohm, envolve milhares, milhões ou bilhões de anos. Os 6 "dias" criativos se refere ao longo período de tempo na preparação da Terra para vida humana, e não "dias" literais. Em Gênesis 2:4 (NM), são englobados os 6 "dias" criativos no "o dia [em hebr. yohm] quando Jeová [YHVH] Deus criou a Terra e os céus." O livro bíblico de Gênesis faz referência a 6 "dias" criativos concluídos e um sétimo "dia" ainda não terminado.

Não creem na teoria moderna da evolução das espécies proposta por Charles Darwin segundo a seleção natural.[17] Creem na criação direta de cada espécie básica de plantas e de animais, que se reproduz "segundo a sua espécie". Creem na progressiva evolução e adaptação dentro da "espécie", devido a condicionantes climáticas ou geográficas. Creem na criação direta do primeiro casal humano, os únicos ancestrais da espécie humana. Creem literalmente no relato da longevidade da humanidade antediluviana mencionada no livro de Génesis.

Creem que o relato sobre o Dilúvio nos dias de Noé foi um facto real e teve uma extensão global.[18] Sendo assim, o Dilúvio não foi uma grande inundação limitada à Mesopotâmia, mas choveu torrencialmente 40 dias e 40 noites sobre a Terra, submergindo toda coisa vivente e cobrindo todos os altos montes de então, tal como relatado no Gênesis. No espaço de cerca de 1 ano, teria sido formada toda a superfície da Terra tal como hoje a conhecemos. Incidentalmente, qualquer mudança na radiação alteraria a taxa de formação de substâncias radioativas a tal ponto que invalidaria todas as datações antediluvianas.

Alma, Morte e a Ressurreição[editar | editar código-fonte]

Creem que a morte da alma [em hebr. néfesh; em gr. psykhé] humana é consequência do pecado adâmico. Ocorre quando cessa no corpo o "espírito" [em hebr. rúahh; em gr. pneúma] ou força de vida. A morte não é uma passagem para um existência espiritual, mas o fim da existência da pessoa. (Conforme interpretação dada aos versículos de Eclesiastes 9:5, 10; Salmos 146:4) O ensino da imortalidade da alma não é verdadeira para as Testemunhas de Jeová.[19] Creem que qualquer manifestação de espíritos de alegadas pessoas já falecidas se devem à ação direta de anjos decaídos, ou demônios. Acreditam na esperança para os mortos que estão na memória de Deus serão ressuscitados. – João 5:28, 29; Atos 24:15.

Não concordam também com a existência de um inferno de fogo como lugar literal de tortura das pessoas iníquas. Consideram que, na Bíblia, os termos normalmente traduzidos por "inferno", Hades [termo grego] e Seol [ou Sheol, termo hebraico], têm mais o significado de "sepultura" ou "lugar dos mortos"; ou com a ideia de destruição e aniquilação eterna, no caso de Geena [termo grego]. De acordo com Atos 2:27, Jesus desceu ao Inferno (Hades ou Seol) e foi ressuscitado . As Testemunhas de Jeová não acreditam na predestinação pessoal. Cada pessoa tem livre arbítrio dado por Deus e é responsável por todos os atos que comete. No entanto, a morte é resultado do pecado original. Assim, após a ressurreição dos mortos, os pecados anteriores não lhes serão imputados mas poderão recomeçar a vida escolhendo voluntariamente servir a Deus e alcançar assim a salvação.

Últimos Dias e o Fim do Mundo[editar | editar código-fonte]

As Testemunhas creem que vivemos no que a Bíblia chama de últimos dias que antecedem o dia do Armagedom, no qual o Reino de Deus de mil anos, às mãos de Jesus e de 144.000 humanos escolhidos será implantado sobre a Terra.[20] Os adoradores de Jeová sobreviverão a essa conflagração mundial e poderão viver eternamente ao contrário dos que forem considerados merecedores da destruição eterna. Entendem a expressão "fim do mundo" como uma referência ao término e substituição do actual sistema de coisas, o que inclui a sociedade humana e as suas instituições e governos.

Salvação[editar | editar código-fonte]

Segundo as Testemunhas de Jeová, a Salvação é possível apenas pela benignidade imerecida [ou graça Divina], e não por qualquer mérito pessoal.[21] Como "a fé sem obras está morta", é necessário mais do que apenas confessar a sua Fé em Deus e em Cristo, o Filho de Deus. (Tiago 2:24) É necessário aprender qual é a vontade de Deus e fazê-la.[22] Apenas quem mantiver sua integridade até ao fim será salvo. (Mateus 10:22; 24:13) Rejeitam a crença de uma "Salvação Universal".(2 Pedro 3:9) A salvação que resultará na vida eterna, abre duas perspectivas de vida futura (1 Coríntios 15:40): na terra como humanos (Salmo 37:11; Hebreus 2:5) e no céu como poderosas criaturas espirituais. (1 Coríntios 15:50,53) Esta última esperança está aberta a um grupo limitado de 144.000 escolhidos.(Apocalipse 14:1-3; 20:6)

Para alguém ser salvo, é necessário praticar os ensinamentos corretos. Segundo o seu entendimento, isso significa tornar-se uma Testemunha de Jeová ativa, pois segundo elas, é a única religião que aplica corretamente os ensinamentos bíblicos, incluindo o de Mateus 28:19,20 onde Jesus ordenou que seus discípulos pregassem a todos. Creem que caberá à "grande multidão" internacional mencionada em Apocalipse 7:13,14 participar do propósito original de Deus ao criar os humanos na Terra. (Génesis 1:27,28) As Testemunhas crêem que essa "grande multidão" serão os cristãos fiéis vivos por ocasião da presença (ou vinda, em gr. parousia) invisível de Cristo, que obterão a salvação através da sobrevivência a uma futura "grande tribulação" que culminará num Armagedom purificador, onde todos os governos humanos, junto com os seus apoiantes, serão removidos. (Mateus 24:21; Apocalipse 16:13-16; Daniel 2:44) A estes sobreviventes se juntarão os ressuscitados que estiverem na memória de Deus e se tornarem cristãos fiéis. Acreditam que isso ocorrerá durante o Reinado Milenar, um período de mil anos onde o Reino de Deus executará o propósito divino para com a Terra e os seus habitantes. (Atos 24:15; João 5:28,29) No final do Reinado Milenar, os que não aproveitarem essa oportunidade serão então eliminados, junto com o Diabo e os seus anjos.

Reino de Deus[editar | editar código-fonte]

Acreditam que o Reino de Deus - a Teocracia - é a única esperança para a humanidade. Afirmam seguir as instruções de Jesus relacionadas com este Reino, por orarem pela sua vinda e por anunciarem a sua proximidade. A pregação das Boas Novas do Reino, ou seja, a divulgação das notícias sobre o que o Reino fará em breve, é uma obrigação de todos os que se dizem cristãos. O reinado de mil anos literais sob a liderança de Cristo Jesus (ou seja, o Reino Messiânico), terá por objetivo conduzir à perfeição, física e mental, aqueles que sobreviverem ao fim da atual sociedade humana, bem como os muitos milhões que serão ressuscitados da morte. Creem que o Reino de Deus é um governo real estabelecido no céu desde Outubro de 1914 e que em breve irá substituir o atual sistema de coisas, o que inclui todos os governos da Terra e os povos que os apoiam. Este governo exercido desde os céus, no domínio invisível, exercerá uma influência positiva que resultará na produção de uma nova sociedade humana, na qual a Lei Divina prevalecerá (Apocalipse ou Revelação 12:7-12). Apesar das expectativas sobre quando isso ocorrerá, elas reconhecem que "o dia e a hora" só a Deus pertence (Mateus 24:42-44).

Classe dos 144.000[editar | editar código-fonte]

Creem que um grupo de cento e quarenta e quatro mil homens e mulheres, cristãos ungidos com Espírito Santo, foram escolhidos para serem co-regentes com Jesus Cristo, durante um período de mil anos, no seu Reino Messiânico. (Revelação ou Apocalipse 5:9, 10; 14:1-4; 20:4) Para alcançarem essa recompensa, esses seguidores de Jesus necessitam de ser fiéis até à morte, sendo depois ressuscitados num corpo espiritual para assumirem a sua posição celestial e régia. Os membros desta classe começaram a ser escolhidos e ungidos por Jeová Deus a partir de festividade de Pentecostes de 33 EC, cinquenta dias após a morte e ascensão ao céu do ressuscitado Jesus. Em conjunto, passam a constituir um "pequeno rebanho" entre a totalidade dos verdadeiros adoradores de Jeová, limitado ao número literal de 144 mil homens e mulheres. (Lucas 12:32) Crêem que eles "nascem de novo" como adotados Filhos de Deus e irmãos de Cristo, com a perspetiva de se tornarem seres espirituais imortais (João 3:3). Todos os deste grupo que estão vivos durante um determinado período da história, constituem a classe do "escravo fiel e discreto" que assume a responsabilidade de alimentar espiritualmente todos os crentes bem como orientar a obra de evangelização e cuidar dos demais interesses do Amo, Jesus Cristo (Mateus 24:45-47).

O que o Reino de Deus fará[editar | editar código-fonte]

Segundo a sua interpretação de diversas profecias bíblicas, as Testemunhas creem que quando o Reino de Deus exercer finalmente a sua influência sobre a Terra, após o Armagedão, o planeta Terra será conduzido à condição originalmente prevista por Deus antes do pecado de Adão e Eva. Toda a Terra acabará por tornar-se um paraíso global, sem fronteiras. Acabarão a escassez de géneros alimentícios e a inflação, porque "virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância". Creem que Jeová fará novamente que "saia alimento da terra, e vinho que alegra o coração do homem mortal, para fazer a face brilhar com óleo, e pão que revigora o próprio coração do homem mortal" (Salmo 72:16; 104:14, 15 - NM). Não haverá problema com a distribuição de alimentos entre as nações, nem racionamento, nem filas para obter combustível. Os exploradores gananciosos terão desaparecido visto que toda a humanidade obedecerá à lei régia: "Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo", compartilhando uns com os outros as coisas segundo as necessidades (Tiago 2:8 - NM).

Além disso, acreditam que o Reino controlará as catástrofes naturais, tais como terremotos e furacões. Visto que imperará a justiça, o crime será erradicado tornando obsoletos os tribunais e as prisões. Em todo o domínio terrestre do Reino de Deus não haverá nada que prejudique, danifique ou arruíne (Isaías 11:6-9). Não mais serão necessários hospitais porque Jesus Cristo, aplicará o valor de seu sacrifício resgatador "para a cura das nações". Para as Testemunhas, os muitos milagres de cura e de ressurreição dos mortos, feitos por Jesus enquanto esteve na Terra, são apenas um pequeno indício do que ele realizará através do seu poderoso Reinado. Afirmam que até mesmo a condição da velhice e morte herdada pela humanidade será eliminada, citando a promessa bíblica de que "não haverá mais morte" (Revelação 21:4; 22:1, 2 - NM).

Creem ainda que os cemitérios serão esvaziados ao cumprir-se a promessa de Jesus, de que os mortos "nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão". Tal como os que estiverem vivos então, eles terão a oportunidade de ser levados à perfeição humana, como súditos do Reino, aqui na Terra (João 5:28, 29).

Durante esse Reinado Milenar, Jesus Cristo na sua posição régia, junto com os 144 mil co-herdeiros do Reino, erguerão a humanidade à perfeição através da aplicação do mérito do sacrifício resgatador de Jesus Cristo. Durante essa época de ouro, Satanás e os seus demónios estarão aprisionados num estado de inactividade, mas serão finalmente libertos para uma última prova à humanidade então perfeita. Após isso, todos os inimigos de Deus, sejam seres espirituais ou humanos, serão então eliminados definitivamente. (Revelação ou Apocalipse 20:7-10, 14) Ficará então nas mãos de Deus determinar as novas tarefas para o enaltecido Jesus e os seus reis associados.

Vida familiar[editar | editar código-fonte]

Dão grande valor à vida em família e estimulam fortemente a que se procure um cônjuge entre os que professam a mesma fé, ou seja, "casar somente no Senhor". (1 Coríntios 7:39) O namoro e o noivado são considerados como passos sérios para o casamento e, portanto, apenas deverão ser iniciados pelos que possuem idade suficiente para assumir os compromissos de um futuro casamento. Dão extrema importância à virgindade e castidade, sendo que a fornicação ou sexo pré-marital, ou mesmo demonstrações demasiado íntimas de afeto, são condenadas. A virgindade de rapazes e raparigas solteiros é altamente valorizada. No entanto, as relações sexuais legítimas, após o casamento, são consideradas honrosas e um dever do qual nenhum dos cônjuges deverá privar o seu companheiro. Relações amorosas com pessoas do mesmo sexo são consideradas um pecado grave contra as normas bíblicas.

Os filhos são considerados como uma bênção de Deus e, portanto, deverão ser educados segundo as normas encontradas na Bíblia. O aborto é claramente condenado, apesar de não terem qualquer objeção quanto a métodos anticoncecionais não abortivos. Entendem que os filhos só devem ser batizados por sua própria vontade e quando estes tiverem maturidade suficiente para efetuarem uma escolha em consciência. Assim, rejeitam a prática do batismo de recém-nascidos ou o batismo compulsório de adultos.

Para as Testemunhas de Jeová, a posição de cabeça (chefia ou liderança) da família pertence ao marido, cabendo-lhe a responsabilidade primária de cuidar da esposa e filhos em sentido material, emocional e espiritual. Entendem a chefia não apenas como um privilégio, mas sim como uma responsabilidade pela qual terão de prestar contas a Deus. Assim, o marido deve amar a esposa como ao seu próprio corpo, estando mesmo disposto a dar a vida por ela. O respeito da sua esposa não deve ser exigido mas sim merecido, devendo ser ele a dar o exemplo a ser seguido pelos da sua casa. Cabe-lhe ainda educar os seus filhos nos preceitos bíblicos. (Efésios 5:28 a 6:4)

Posição e papel da mulher[editar | editar código-fonte]

Baseando-se na Bíblia, as Testemunhas de Jeová entendem que a mulher foi criada diretamente por Deus como auxiliadora e complemento do homem. (Génesis 2:18) A chefia na família pertence ao marido, sendo que a esposa deve respeitá-lo como o cabeça da casa. No entanto, Jeová não concedeu ao marido a autoridade absoluta sobre a mulher. Tal como o seu marido, ela deve obediência primária a Deus (Efésios 5:22, 23; 1 Coríntios 11:3). A situação é a mesma, caso o marido não seja crente da mesma fé. Para as Testemunhas de Jeová, isto de modo algum rebaixa o papel e o valor da mulher cristã. Exige-se do marido que honre a sua esposa e espera-se que esta tenha participação nas decisões importantes da família, incluindo a educação dos filhos.

No entendimento das Testemunhas de Jeová, a Bíblia estabelece que os cargos de serviço nas congregações sejam exercidos apenas por cristãos(homens) batizados habilitados. (1 Timóteo 2:12, 13) Ainda assim, o trabalho das mulheres é altamente valorizado no serviço de pregação pública, visto que elas também são consideradas como ministros das boas novas, podendo pregar de casa em casa, como publicadora batizada ou não batizada, desde que considerada apta pelos membros da dianteira da congregação, após uma consideração com baso no livro "organizados". As mulheres podem participar nas reuniões com comentários e em demonstrações práticas de como efetuar a obra de pregação. Podem também participar em várias modalidades do serviço de Tempo Integral, como no serviço de Pioneiro ou Missionário.

Conceito sobre divórcio e separação[editar | editar código-fonte]

Consideram que apenas a morte desfaz biblicamente os vínculos do casamento. Não partilham do conceito de Divórcio Legal. Entendem que o divórcio só é biblicamente permitido caso um dos cônjuges viole o pacto matrimonial por praticar relações sexuais fora do casamento (em grego porneía; Mateus 19:9). Neste caso, o cônjuge inocente poderá optar por se divorciar, ficando ambos livres para se casarem novamente com quem entenderem. No entanto, caso o cônjuge inocente decida perdoar o transgressor, reatando o relacionamento sexual, o casamento continuará a ser considerado válido.

Se um casal se separar sem ser pelo único motivo bíblico atrás mencionado, um ou ambos poderão deixar de ser considerados exemplares, perdendo, ou não podendo alcançar, certos privilégios de serviço na congregação. Uma exceção a isto poderá acontecer se uma Testemunha considerar que existem fortes motivos para a separação e divórcio, tais como a violência física, o perigo para a espiritualidade ou a recusa deliberada de sustentar a família ou o esbanjamento voluntário dos meios básicos de sobrevivência dos seus membros. No entanto, consideram que o laço do matrimónio ainda continua válido aos olhos de Deus, sendo que o divorciado por estes motivos não deverá casar de novo, enquanto não existirem motivos bíblicos que a libertem do seu compromisso matrimonial.

Normas morais e religiosas[editar | editar código-fonte]

As Testemunhas de Jeová encaram a sua religião como um modo de vida, sendo que todos os outros interesses, incluindo o emprego e a família, giram em torno da adoração exclusiva que prestam a Jeová, o seu Deus. Assim, não importam o que façam, tudo deverá ser influenciado pela decisão e juramento que tomaram de dedicar a sua vida incondicionalmente ao Deus que adoram.</ref>1 Coríntios 10:31 "Portanto, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam todas as coisas para a glória de Deus"Erro de citação: </ref> de fecho em falta, para o elemento <ref> e são conhecidas pela sua atividade de evangelização de porta em porta e onde quer que haja pessoas. Afirmam basear as suas doutrinas na Bíblia e consideram que os seus procedimentos organizacionais, atitudes, ensinos e conduta são a restauração do Cristianismo instaurado por Jesus Cristo. Ainda assim, algumas das suas posições sobre certos assuntos têm sido considerados controversos, dentre as quais a impossibilidade para seus membros de fornecer ou receber sangue em transfusões médicas, a não comemoração de aniversário natalício, a rejeição de qualquer festa que tenha origem no paganismo Satânico (tais como: Natal, Páscoa, etc.)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. João 4:22 "Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos"
  2. 'Os eruditos católicos Karl Rahner e Herbert Vorgrimler, explicam que a Trindade “não pode ser conhecida sem uma revelação e, mesmo após a revelação, não é possível que se torne plenamente compreensível”
  3. 'O cardeal John O’Connor disse o seguinte sobre a Trindade: “Sabemos que é um mistério muito profundo, que ainda nem começamos a entender.”'
  4. "Poderia dar-se a impressão de que o dogma da Trindade é, em última análise, uma invenção do final do quarto século. Em certo sentido, isso é verdade . . . A formulação de ‘um só Deus em três pessoas’ não foi solidamente estabelecida, por certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes do fim do quarto século.” — New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica, 1967), volume 14, página 299.
  5. "O Concílio de Nicéia se reuniu em 20 de maio de 325 [EC]. O próprio Constantino presidiu, ativamente orientando as discussões, e ele propôs pessoalmente . . . o preceito crucial, que expressa a relação de Cristo para com Deus no credo instituído pelo concílio, ‘de uma só substância com o Pai’. . . . Intimidados diante do imperador, os bispos, com apenas duas exceções, assinaram o credo, muitos deles bem contra a sua inclinação pessoal.” — Encyclopædia Britannica (1970), volume 6, página 386.
  6. 'O padre dominicano Marie-Émile Boismard escreveu o seguinte em seu livro À l’aube du christianisme—La naissance des dogmes (Na Aurora do Cristianismo — o Nascimento dos Dogmas): “A declaração de que há três pessoas em um só Deus . . . não pode ser encontrada em lugar nenhum do Novo Testamento.”
  7. 'O The Illustrated Bible Dictionary(Dicionário Bíblico Ilustrado), falando sobre a Trindade, admite: “Não é uma doutrina bíblica no sentido de que ela não aparece textualmente na Bíblia.”
  8. “A palavra Trindade não aparece no Novo Testamento, nem Jesus e seus seguidores pensaram em contradizer o ensinamento do Velho Testamento: ‘Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.’” — Enciclopédia Barsa.
  9. Deuteronômio 10:17,20,21; 1 Reis 8:27; Salmos 83:18; Isaías 42:8; 44:6; 45:5; 47:4; Daniel 4:17 (Salmos 83:18),35; 7:9,10,13,14 (compare com 1 Coríntios 15:27,28); Zacarias 14:9; Malaquias 2:10; 3:6; Mateus 19:17; 20:23; 23:9; 26:39; Marcos 10:18; 12:29; 13:32; Lucas 4:8; 18:19; 22:29; João 8:17,18,28,54 (compare com Deuteronômio 6:4); 13:16 (compare com João 8:29) 14:1, 24, 28; 17:3, 11; 20:17; Romanos 3:29,30; 1 Coríntios 8:4-6; 11:3; 15:27,28; Gálatas 3:20; Efésios 4:6; Filipenses 2:5,6; Colossenses 1:19; 1 Timóteo 2:5; 1 Pedro 1:3; 2 João 3; Apocalipse 1: 1,6; 3:12
  10. Em seu livro The Church of the First Three Centuries (A Igreja dos Primeiros Três Séculos), o Dr. Alvan Lamson menciona que a doutrina da Trindade “teve sua origem numa fonte inteiramente alheia às Escrituras judaicas e cristãs; que se desenvolveu e foi enxertada [introduzida] no cristianismo pelas mãos dos Padres que promoviam o platonismo”
  11. O Dr. J. H. Hertz, um rabino, disse: “Este sublime pronunciamento de absoluto monoteísmo foi uma declaração de guerra contra todo politeísmo . . . A Shema exclui a trindade do credo cristão como violação da Unidade de Deus.”
  12. Comentando sobre a adoção do conceito pagão da Trindade pela Igreja, a New Catholic Encyclopediadiz: “A formulação de ‘um só Deus em três pessoas’ não foi solidamente estabelecida, de certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes do fim do 4.° século. Mas, é precisamente esta formulação que tem a primeira reivindicação ao título o dogma da Trindade. Entre os Pais Apostólicos, não havia nada, nem mesmo remotamente que se aproximasse de tal mentalidade ou perspectiva.”
  13. A “Encyclopaedia Britannica” explica que “nem a palavra ‘Trindade’, nem a doutrina explícita, como tal, aparecem em qualquer lugar da Bíblia”. (Ed. 1971, Vol. 22, p. 241) A respeito do dogma de “um só Deus em Três Pessoas”, a “Catholic Encyclopedia” reconhece: “Não se trata . . . de forma direta e imediata, da palavra de Deus.” (Ed. 1967, Vol. 14, p. 304)
  14. Gênesis 1:26; Provérbio 8:22,30; João 1:10; 1 Coríntios 8:6
  15. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) explica: “O Velho Testamento claramente não considera o espírito de Deus como pessoa . . . O espírito de Deus é simplesmente o poder de Deus.” A mesma fonte acrescenta: “A maioria dos textos do Novo Testamento revelam o espírito de Deus como sendo algo, não alguém; isto se vê especialmente no paralelismo entre o espírito e o poder de Deus.”
  16. Por se referir a esse espírito como “mãos”, “dedos” ou “fôlego” de Deus, a Bíblia mostra que o espírito santo não é uma pessoa.(compare Lucas 11:20 com Mateus 12:28) jw. org>Perguntas Bíblicas Respondidas
  17. "Nos anos 70, pesquisadores estudaram tentilhões das ilhas Galápagos. Eles notaram que mudanças climáticas fizeram com que os pássaros com bico um pouco maior tivessem mais chance de sobreviver do que os com bico menor. Segundo alguns, isso era prova da evolução. Mas era mesmo ou tinha acontecido apenas uma adaptação? Anos mais tarde, os pássaros com bico menor voltaram a ser a maioria da população de tentilhões. Isso levou Jeffrey Schwartz, professor de antropologia, a concluir que, embora a adaptação possa ajudar uma espécie a sobreviver às mudanças que acontecem, “ela não está criando nada novo”.- A Sentinela
  18. "Um cataclismo tal como o Dilúvio, que acabou com a existência do inteiro mundo daquele tempo, nunca seria esquecido pelos sobreviventes. Falariam dele a seus filhos e aos filhos de seus filhos. Depois do Dilúvio, Sem ainda viveu 500 anos, podendo relatar o acontecimento a muitas gerações. Morreu apenas dez anos antes do nascimento de Jacó. Moisés preservou o relato autêntico em Gênesis. Algum tempo após o Dilúvio, quando pessoas que desafiavam a Deus construíram a Torre de Babel, Jeová confundiu a língua deles e os espalhou “por toda a superfície da terra”. (Gên 11:9) Era só natural que essas pessoas levassem consigo histórias do Dilúvio e as transmitissem de pai para filho. O fato de que não existem apenas poucas, mas talvez centenas de histórias diferentes sobre aquele grande Dilúvio, e que essas histórias se encontram entre as tradições de muitas raças primitivas no mundo todo, é uma prova forte de que todos esses povos tiveram uma origem comum e de que seus antepassados iniciais compartilharam aquele acontecimento, o Dilúvio. Esses relatos folclóricos do Dilúvio harmonizam-se com alguns dos principais aspectos do relato bíblico: (1) um lugar de refúgio para uns poucos sobreviventes, (2) também, uma destruição global da vida por meio de água, e (3) a preservação duma semente da humanidade. The International Standard Bible Encyclopedia (A Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional; Vol. 2, p. 319) declara: “Descobriram-se histórias sobre o dilúvio entre quase todas as nações e tribos. Embora sejam mais comuns no continente asiático e nas ilhas logo ao sul dele, bem como no continente norte-americano, foram encontradas em todos os continentes. O número das histórias conhecidas ascende a cerca de 270 . . . A universalidade dos relatos sobre o dilúvio costuma ser tomada como evidência da destruição universal da humanidade por um dilúvio e a dispersão da raça humana a partir de um único lugar, e mesmo de uma única família. Embora as tradições talvez nem sempre se refiram ao mesmo dilúvio, parece que a vasta maioria o faz. A asserção de que muitas destas histórias de dilúvio originaram-se dos contatos com missionários não procede, porque a maioria delas foi coletada por antropólogos não interessados em vindicar a Bíblia, e elas estão cheias de elementos fantasiosos e pagãos, evidentemente em resultado da transmissão durante períodos extensos numa sociedade humana pagã. Outrossim, alguns dos relatos antigos foram escritos por pessoas bem opostas à tradição hebraico-cristã.” — Editada por G. Bromiley, 1982.
  19. Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências - Os animais são almas Gên 1:20, 21, 24, 30; 2:19; 9:10, 12, 15, 16; Le 11:10, 46; 24:18; Núm 31:28; Jó 41:21; Ez 47:9. A pessoa ou o indivíduo vivente é uma alma Gên 2:7; 12:5; 14:21; 36:6; 46:15, 18, 22, 25, 26, 27; Êx 1:5; 12:4, 16; 16:16; Le 2:1; 4:2, 27; 5:1, 2, 4, 15, 17; 6:2; 7:18, 20, 21, 25, 27; 17:10, 12, 15; 18:29; 20:6; 22:6, 11; 23:29, 30; 27:2; Núm 5:6; 15:27, 28, 30; 19:18, 22; 31:35, 40, 46; 35:30; De 10:22; 24:6, 7; 1Sa 22:22; 2Sa 14:14; 2Rs 12:4; 1Cr 5:21; Sal 19:7; Pr 11:25, 30; 16:24; 19:2, 15; 25:25; 27:7, 9; Je 43:6; 52:29; La 3:25; Ez 27:13; At 2:41, 43; 7:14; 27:37; Ro 13:1; 1Co 15:45; 1Pe 3:20; 2Pe 2:14. A criatura-alma é mortal, destrutível Gên 12:13; 17:14; 19:19, 20; 37:21; Êx 12:15, 19; 31:14; Le 7:20, 21, 27; 19:8; 22:3; 23:30; 24:17; Núm 9:13; 15:30, 31; 19:13, 20; 23:10; 31:19; 35:11, 15, 30; De 19:6, 11; 22:26; 27:25; Jos 2:13, 14; 10:28, 30, 32, 35, 37, 39; 11:11; 20:3, 9; Jz 5:18; 16:16, 30; 1Rs 19:4; 20:31; Jó 7:15; 11:20; 18:4; 33:22; 36:14; Sal 7:2; 22:29; 66:9; 69:1; 78:50; 94:17; 106:15; 124:4; Pr 28:17; Is 55:3; Je 2:34; 4:10; 18:20; 38:17; 40:14; Ez 13:19; 17:17; 18:4; 22:25, 27; 33:6; Mt 2:20; 10:28; 26:38; Mr 3:4; 14:34; Lu 6:9; 17:33; Jo 12:25; At 3:23; Ro 11:3; He 10:39; Tg 5:20; Re 8:9; 12:11; 16:3. Vida como pessoa inteligente Gên 35:18; Êx 4:19; 21:23; 30:12; Jos 9:24; Jz 9:17; 12:3; 18:25; 2Rs 7:7; 2Cr 1:11; Jó 2:4; 6:11; Pr 1:18; 7:23; 22:23; 25:13; Mt 6:25; 10:39; 16:25; Lu 12:20; Jo 10:15; 13:38; 15:13; At 20:10; Ro 16:4; Fil 2:30; 1Te 2:8; Tg 1:21; 1Pe 1:22; 2:11, 25; 1Jo 3:16. Alma liberta do Seol ou Hades (“inferno”) Sal 16:10; 30:3; 49:15; 86:13; 89:48; Pr 23:14; At 2:27. Alma morta ou cadáver Le 19:28; 21:1, 11; 22:4; Núm 5:2; 6:6, 11; 9:6, 7, 10; 19:11, 13; Ag 2:13.
  20. Apocalipse 5:10 "e fez deles [os santos] um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra.”
  21. Sofonias 2:3
  22. Mateus 7:21

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Sites oficiais das Testemunhas de Jeová[editar | editar código-fonte]

Outras ligações de interesse[editar | editar código-fonte]