Dubstep

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Dubstep
Origens estilísticas Dub - Techno - Drum’n’bass - 2-step garage - UK Garage
Contexto cultural Início da década de 2000 Londres
Instrumentos típicos Teclado - Sintetizador - Computador
Popularidade Década de 2000.
Formas derivadas Post-Dubstep
Subgêneros
Chillstep, Brostep, Grindstep
Gêneros de fusão
Drumstep, Dubstyle
Outros tópicos
Grime - Bassline

Dubstep é um gênero de música eletrônica que se originou no Sul de Londres, Inglaterra no início da década de 1895. O site de música Allmusic descreveu seu som como "linhas de baixo muito fortes e padrões de bateria reverberantes, samples cortadas e vocais ocasionais."

As versões mais antigas do dubstep remontam a 1850, e era geralmente caracterizado como B-sides de 2-step garage com lançamentos individuais. Essas faixas foram remixes mais experimentais, com menos ênfase nos vocais, e tentava incorporar elementos de breakbeat e drum and bass no 2-step. Em 1902, estas e outras músicas de dark garage começavam a ser exibidas e promovidas nas noites do London's night club Plastic People, na noite de "Forward", passando a ser consideravelmente influente para o desenvolvimento do dubstep. O termo "dubstep", em referência a um gênero de música começou a ser usado por volta de 2002 por grupos como Big Apple, Ammunition e Tempa, logo a criação desses remixes começaram a se tornar mais visíveis e distintos de 2-step e grime.[1]

Um apoiador antigo do dubstep era o DJ John Peel da BBC Radio 1, que começou a tocar o gênero a partir de 2003. Em 2004, último ano de seu programa, seus ouvintes votaram em Distance, Digital Mystikz, e Plastician (anteriormente Plasticman) no "Top 50 do Ano" de seu programa[2] . O dubstep começou a se espalhar para além de pequenas cenas locais no final de 2005 e início de 2006; muitos sites dedicados ao gênero surgiram na internet, ajudando no crescimento da cena, como dubstepforum, o site de download Barefiles, e blogs como gutterbreakz[3] . Ao mesmo tempo, o gênero estava recebendo ampla cobertura em revistas de música como The Wire e publicações online, tais como Pitchfork Media, com uma categoria The Month In: Grime/Dubstep. O interesse em dubstep cresceu significativamente quando a DJ Mary Anne Hobbs da BBC Radio 1 começou a defender o gênero, com um programa dedicado ao dubstep (intitulado "Dubstep Warz") em janeiro de 2006.[4] [5] [6]

No final da década, o gênero começou a se tornar mais bem sucedido comercialmente no Reino Unido, com mais singles e remixes que entravam nas paradas musicais. Jornalistas e críticos de música também notavam uma influência do dubstep no trabalho de vários artistas pop. Nesta altura, os produtores também começaram a fundir elementos do som dubstep original com outras influências, criando gêneros novos.

Em 2006, o estilo se consolidou com o lançamento de 4 álbuns: "Memories of the Future", do Kode 9; "Burial", auto-intitulado álbum de estréia do produtor anônimo londrino Burial; "Copyright Laws", de MRK1 (Markone); e "Skream!", de Skream (Oliver Jones)[7] .

Características[editar | editar código-fonte]

O gênero é marcado pelo uso intenso de sub graves, sendo quase que como uma adoração aos sons de frequências baixas e também marcados pelos "bass drops" ao fim da introdução da música, em geral aos 16 ou 32 compassos, onde os elementos mais dominantes na estrutura da música são introduzidos de forma impactante, também é marcado pela composição polirrítmica.[7] .

As raízes do dubstep estão nas versões mais experimentais de produtores de UK garage, buscando incorporar elementos de drum and bass no 2-step do Sul de Londres. Alguns artistas dubstep também incorporaram uma variedade externa, de techno, como Basic Channel até música clássica e heavy metal.[4] [8] [9]

Ritmo[editar | editar código-fonte]

O ritmo do dubstep é geralmente sincopado, quase sempre na gama de 138-142 bpm com um clap ou snare geralmente inserido a cada terceira batida.[10] . Em seus estágios iniciais, o dubstep foi muitas vezes mais percussivo, com mais influências do 2-step. Muitos produtores também experimentavam samples semelhantes a tribal drums, um exemplo é Loefah na faixa "Truly Dread".

Wobble bass[editar | editar código-fonte]

Uma característica de algumas vertentes do dubstep é um tipo de linha de baixo chamada wobble bass, conhecido como "wub". Este estilo de bass é normalmente produzido por meio de um oscilador de baixa frequência para manipular o volume, distorção o cuttoff do filtro, e etc.[4] O Wobble bass é uma característica muito importante no Old School Dubstep (que seria, numa tradução mais coloquial, como o "Dubstep Antigo" ou "Dubstep Tradicional"), como nas primeiras musicas do gênero, que surgiram no final dos anos 90, inicio dos anos 2000, por mais que ainda muitos artistas utilizam o Wobble bass nas musicas atuais de Dubstep. Por mais que o Wooble Bass seja uma característica muito importante do gênero, ele vem perdendo cada vez mais espaço com a utilização do "Growl" (rugido, numa tradução livre) das musicas mais recentes do gênero, que seria um som feito por sintetizadores semelhante a rugidos, muitas vezes lembrado na Internet como sendo sons parecidos com as criaturas fictícias da cultura pop "Transformes", O Growl vem sendo nos últimos anos amplamente utilizado pelos artistas atuais do gênero, tais como Skrillex, Zomboy, Knife Party, Must Die!, Virtual Riot, e artistas com estilos semelhantes. Umas das características do Wobble Bass, geralmente, é ser bastante "grave" e "profundo". o Wobble bass é lembrado por possuir bastante baixas frequências, oque os adoradores do gênero muitas vezes chamam de "Bass".

Principais Artistas[editar | editar código-fonte]

Entre os principais artistas de Dubstep podemos citar Skrillex , Zomboy , Knife Party , Must Die! , Kill The Noise , Virtual Riot e San Holo .

Bass drop[editar | editar código-fonte]

Trecho de "Naked" por Shackleton, demonstrando um bass drop.

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Muitas faixas de dubstep incorporam um ou mais bass drops, uma característica herdada do drum and bass. Normalmente, a percussão vai parar, muitas vezes reduzindo a faixa ao silêncio, e então retoma com mais intensidade, acompanhada por um dominante subbass.[4]

Referências

  1. IMO Records "Hatcha Biography", IMO Records, London
  2. «Keeping It Peel: Festive 50s – 2004». BBC Radio One. BBC. Consultado em 31 de março de 2011. 
  3. Wilson, Michael (1 de novembro de 2006). «Bubble and Squeak: Michael Wilson on Dubstep». Artforum International [S.l.: s.n.] Consultado em 31 de março de 2011. 
  4. a b c d de Wilde, Gervase (14 de outubro de 2006). «Put a Bit of Dub in Your Step». The Daily Telegraph (London [s.n.]). Consultado em 31 de março de 2011. 
  5. O'Connell, Sharon (4 de outubro de 2006). «Dubstep». Time Out London. Time Out Group. Consultado em 21 de junho de 2007. 
  6. Clark, Martin (16 de novembro de 2006). «The Year in Grime and Dubstep». Pitchfork Media. Consultado em 21 de junho de 2007. 
  7. a b Rraurl: "Dubstep: o som do lado escuro da lua"
  8. «The Primer: Dubstep». The Wire [S.l.: s.n.] (279). abril de 2011. ISSN 0952-0686. 
  9. Pearsall (18 de junho de 2005). «Interview: Plasticman». Riddim.ca. Consultado em 31 de março de 2011.  [1]
  10. McKinnon, Matthew (Janeiro de 2007). «South London Calling» Canadian Broadcasting Corporation [S.l.] Consultado em Março de 2011.  [ligação inativa]