Duque de Loulé

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Corona de duque.svg
Duque de Loulé
Criação
Ordem Grandeza
Tipo Juro e Herdade
1º Titular Nuno de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 2º marquês de Loulé
Linhagem Dinastia de Bragança
Actual Titular D. Pedro Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 6º duque de Loulé

Duque de Loulé é um título nobiliárquico português.

Marqueses de Loulé[editar | editar código-fonte]

O marquesado de Loulé foi criado em 6 de Julho de 1799 por D. Maria I de Portugal, a favor de Agostinho Domingos José de Mendoça Rolim de Moura Barreto.

Com o casamento do 2.º marquês e 1.º duque de Loulé com D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, infanta de Portugal (filha de D. João VI de Portugal e de D. Carlota Joaquina de Bourbon), os descendentes de ambos passaram a gozar do tratamento de Dom.

Usaram o título
  • 1.º - D. Agostinho Domingos José de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1780-1824), 8.º conde de Vale dos Reis.
  • 2.º - D. Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1804-1875), 1.º duque de Loulé e 9.º conde de Vale dos Reis; casado com D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, infanta de Portugal (filha de D. João VI).
  • 3.º - D. Pedro José Agostinho de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1830-1909), 2.º duque de Loulé, 10.º conde de Vale dos Reis; casado com D. Constança Maria de Figueiredo Cabral da Câmara.
  • 4.º - D. Maria Domingas José de Mendonça Rolim de Moura Barreto (1853-1928).
Representantes do título (de Juro e Herdade) pós-Monarquia
  • 5.º - D. Constança Maria da Conceição Berquó de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1889-1967).
  • 6.º - D. Alberto Nuno Carlos Rita Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1923-2003).
  • 7.º - D. Pedro José Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1958- )

Duques de Loulé[editar | editar código-fonte]

O Ducado de Loulé foi criado de juro e herdade em 3 de Outubro de 1862 por D. Luís I de Portugal, a favor do 2.º Marquês de Loulé e 9.º Conde de Vale-de-Reis, Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto.

Usaram o título
  • 1.º - D. Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1804-1875), 2.º marquês de Loulé e 9.º conde de Vale dos Reis; casado com D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, infanta de Portugal (filha de D. João VI)
  • 2.º - D. Pedro José Agostinho de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1830-1909), 3.º marquês de Loulé e 10.º conde de Vale dos Reis; casado com D. Constança Maria de Figueiredo Cabral da Câmara.
  • 3.º - D. Maria Domingas José de Mendonça Rolim de Moura Barreto (1853-1928).
Representantes do título (de Juro e Herdade) pós-Monarquia
  • 4.º - D. Constança Maria da Conceição Berquó de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1889-1967).
  • 5.º - D. Alberto Nuno Carlos Rita Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1923-2003).
  • 6.º - D. Pedro José Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto (1958- ).

Pretensão ao trono português[editar | editar código-fonte]

Há quem apresente, sem qualquer fundamento, os duques de Loulé como os legítimos herdeiros da coroa portuguesa, devido à sua descendência de D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, infanta de Portugal, filha de D. João VI e D. Carlota Joaquina.

D. Filipe Alberto Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 3º Conde do Rio Grande e irmão mais novo do actual Duque de Loulé, enquanto foi presidente da Real Associação de Lisboa sempre expressou o reconhecimento de que só o Duque de Bragança seria o legítimo herdeiro dos Reis de Portugal. Já o fadista Nuno da Câmara Pereira, ex-deputado na Assembleia da República pelo PPM e ex-presidente deste mesmo partido político, apresentou e defendeu no seu livro "O Usurpador" a legitimidade de D. Pedro José Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto, o actual Duque de Loulé, como o representante da família real portuguesa.

Tendo em conta esta perspectiva, D. Pedro Folque, o Duque de Loulé, como legítimo representante da família real portuguesa por descender de S.A.S. a Infanta D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, a única de entre os filhos de D. João VI de Portugal que manteve imaculados os seus direitos ao trono português, por outro lado, e nesta mesma linha de argumentação, sustém que o ramo miguelista perdeu para sempre os seus direitos dinásticos na Convenção de Evoramonte (assinada por D. Miguel I) e consequente - conhecida como - Lei do Banimento. Deste modo, a família da Casa de Loulé, tal como os herdeiros de D. Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança, a famosa alegada filha natural do rei D. Carlos I, defendem conjuntamente que o pretendente Duarte Pio de Bragança não tem qualquer direito nem ao uso do título de "Duque de Bragança" nem, muito menos, o direito de se intitular como chefe da casa real portuguesa. Esta perspectiva também contesta o facto de Duarte Pio ser o representante de D. Miguel I, uma vez que não representa a linha varonil deste ramo da família Bragança. O reconhecimento de Duarte Nuno de Bragança (pai de Duarte Pio) como representante da família real terá sido apadrinhado por Salazar que, após a morte do rei D. Manuel II, permitiu o seu regresso a Portugal e mais tarde haveria de ser o próprio (Salazar) a pedir - mais do que uma vez - à rainha D. Amélia para, primeiro, aceitar ser a madrinha de Duarte Pio (embora nunca o tivesse vindo sequer a conhecer) e, depois, para que uma parte dos bens da rainha em Portugal fossem, por herança, destinados a Duarte Nuno. Mais tarde, viria também Salazar a ser o responsável pela entrega da Fundação D. Manuel II a Duarte Nuno. D. Maria Pia de Bragança, por seu lado, insistiu na reclamação de que Duarte Nuno não detinha quaisquer direitos dinásticos, nem direitos legítimos sobre a propriedade dos bens da Casa de Bragança.

Por todo o apoio que Duarte Nuno recebeu da parte de Salazar, actualmente só uma parte muito residual de monárquicos é que recusam as pretensões do seu filho Duarte Pio de Bragança como sendo o representante da família real portuguesa, defendendo, porém, D. Pedro Folque, o Duque de Loulé, por ser o representante de D. Ana de Jesus Maria de Brangança, ser ele esse representante legítimo. Embora a questão dinástica portuguesa tenha ganho visibilidade nos meios de comunicação social, o Duque de Loulé, até ao presente, só encontrou resistência às suas pretensões pelos apoiantes do ramo miguelista, sendo os apoiantes dos herdeiros de D. Maria Pia de Bragança os únicos que mantêm boas relações com a Casa de Loulé.

Referências

  • Mendoça, D. Filipe Folque de, A Casa Loulé e suas Alianças, 288 pp., Livraria Bizantina, Lisboa, 1995.
  • Pereira, Nuno da Camara, O Usurpador, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2007.
  • Conselho de Nobreza, Boletim Oficial, vários.
  • Anuário da Nobreza de Portugal, edições de 1964, e de 1985.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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