EDP no Brasil

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EDP
Razão social EDP - Energias do Brasil S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Slogan Uma Boa Energia
Cotação BM&F Bovespa: ENBR3
Indústria Energia
Gênero Sociedade anónima
Fundação 2 de agosto de 2000
Sede São Paulo,  Brasil
Proprietário(s) Energias de Portugal
Pessoas-chave Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas(Diretor-Presidente)

Carlos Emanuel Baptista Andrade(Diretor Vice-Presidente de Comercialização e Desenvolvimento de Negócios)
Luiz Otavio Assis Henriques (Diretor Vice-Presidente de Operações da Geração)
Michel Nunes Itkes(Diretor Vice-Presidente de Distribuição)
Henrique Manuel Marques Faria Lima Freire(Diretor Vice-Presidente Financeiro)

Empregados 2.798[1]
Produtos Geração, Comercialização e Distribuição de Energia Elétrica.
Subsidiárias EDP Bandeirante
EDP Escelsa
Valor de mercado Aumento R$ 6,351 bilhões (Mar/2016)[2]
Lucro Aumento R$ 1,265 bilhões (2014)[3]
LAJIR Aumento R$ 3,080 bilhões (2015)[3]
Faturamento Aumento R$ 10,107 bilhões (2015)[3]
Website oficial www.edp.com.br

A EDP Energias do Brasil é uma holding que detém investimentos no setor de energia, consolidando ativos de geração, comercialização e distribuição em sete estados - São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Tocantins, Amapá, Pará, Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Controlada pela EDP - Energias de Portugal, uma das maiores operadoras européias no setor energético, a EDP Energias do Brasil abriu seu capital no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo, em julho de 2005.

A capacidade instalada atual é de 2.381 MW e 26.444 GWh de energia distribuída.

Em distribuição, o grupo controla integralmente a EDP Bandeirante, com atuação no Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, atendendo 1,73 milhão de clientes; e a EDP Escelsa, situada no Espírito Santo, que atende 1,43 milhão de clientes.

Em geração, o grupo participa dos seguintes empreendimentos:

  • UHE Santo Antônio do Jari (AP/PA)
  • UHE Peixe Angical (TO)
  • UHE Luís Eduardo Magalhães (TO)
  • UHE Mascarenhas (ES)
  • UHE Suíça (ES)
  • UHE Cachoeira Caldeirão (AP/PA) - Em Construção
  • UHE São Manoel (MT/PA) - Em Construção
  • PCH Alegre (ES)
  • PCH Fruteiras (ES)
  • PCH Jucu (ES)
  • PCH Francisco Gros (ex-Santa Fé) (ES)
  • PCH São João (ES)
  • PCH Viçosa (ES)
  • PCH Rio Bonito (ES)
  • UHE Mimoso (MS)
  • PCH Costa Rica (MS)
  • PCH Paraíso (MS)
  • CGH Coxim (MS)
  • CGH São João I (MS)
  • CGH São João II (MS)
  • UTE Pecém I (CE)

Histórico[editar | editar código-fonte]

1996[editar | editar código-fonte]

Chegada ao Brasil

  • Início das operações do Grupo EDP no Brasil, com a aquisição de uma participação minoritária na Cerj (hoje Ampla).

1997[editar | editar código-fonte]

Geração

  • O Grupo EDP assume 25% da hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (Lajeado), no Tocantins, realizando assim seu primeiro investimento na área de geração no país.

1998[editar | editar código-fonte]

  • Aquisição do controle da Bandeirante Energia, em conjunto com a CPFL, no âmbito do processo de desestatização do setor elétrico paulista.

1999[editar | editar código-fonte]

  • Aquisição de participação direta e indireta na Iven, veículo controlador da Escelsa e da Enersul.

2000[editar | editar código-fonte]

  • É criada a EDP Brasil S.A.
  • Início da construção da termelétrica Fafen, no pólo petroquímico de Camaçari (BA), em parceria com a Petrobras

2001[editar | editar código-fonte]

  • Aquisição, em leilão, da concessão para construir a usina de Peixe Angical (TO), com potência de 452 MW.
  • Cisão da Bandeirante Energia, com a saída da CPFL do capital social da empresa, que passa a ser controlada unicamente pela Energias do Brasil.

2002[editar | editar código-fonte]

  • Hidrelétrica Lajeado entra em operação plena, com potência de 902,5 MW.

2003[editar | editar código-fonte]

  • Retomada das obras de Peixe Angical, que passa a ter Furnas como sócia (40%) na Enerpeixe, com financiamento do BNDES e de um pool de bancos.
  • Como primeiro passo de sua reestruturação societária, a então EDP Brasil passa a deter o controle direto da Iven S.A. e, conseqüentemente, da Escelsa e da Enersul;

2004[editar | editar código-fonte]

  • Começa o Programa Eficiência, projeto de sinergias nas distribuidoras. 
  • Segunda fase da reestruturação societária, que prepara a migração dos acionistas minoritários das distribuidoras.
  • Venda da participação na Fafen para a Petrobras, como efeito da ausência de um ambiente regulatório adequado para as usinas termelétricas.

2005[editar | editar código-fonte]

  • Lançamento da identidade visual baseada no sorriso, em consonância com o acionista controlador em Portugal, e mudança do nome da empresa para Energias do Brasil.
  • Conclusão do processo de reestruturação societária.
  • Desverticalização dos ativos, com a segregação dos negócios de geração e distribuição.
  • Abertura do capital da companhia com oferta pública de ações no Novo Mercado da Bovespa e capitalização das dívidas em dólar da Escelsa, em uma operação de quase R$ 1,2 bilhão, a maior do gênero no ano.

2006[editar | editar código-fonte]

  • Conclusão das obras do aproveitamento hidrelétrico Peixe Angical, no Estado de Tocantins. O primeiro conjunto gerador da usina entrou em operação no mês de junho. A terceira e última turbina começou a funcionar em setembro, totalizando 472 MW de capacidade instalada.
  • Iniciada em outubro, a operação comercial da quarta máquina da hidrelétrica Mascarenhas, no Espírito Santo, adicionou 50 MW de capacidade instalada à usina.

2007[editar | editar código-fonte]

  • Lançamento do projeto Letras de Luz.
  • A Energias do Brasil adquire a usina termelétrica Pecém, no Ceará, em parceria com a MPX Mineração. Cada empresa detém 50% do empreendimento. A usina, que representa um investimento de US$ 1,3 bilhão, resultará num aumento de 35% na capacidade instalada do grupo, que no mesmo ano inaugura a PCH São João (29 MW) e lança a pedra fundamental da PCH Santa Fé (25 MW), ambas no Espírito Santo.

2008[editar | editar código-fonte]

  • A EDP e a EDP Renováveis criam subsidiária e acordam 1º investimento eólico no país.
  • A EDP firma uma parceria estratégica com a Cemig para implantação de 500 MW em Minas Gerais e Espírito Santo.
  • Em 2008 a EDP continua apoiando o Projeto Letras de Luz, em parceria com Fundação Victor Civita, que tem como missão estimular o hábito da leitura entre crianças e adolescentes nos municípios da área de atuação da companhia, por meio de oficinas, apresentações teatrais e doações a bibliotecas.
  • A EDP e MPX firmam acordo para expansão da base do projeto da Usina Termelétrica Porto do Pecém, localizada no Estado do Ceará.
  • A EDP fecha parceria com a Turma do Bem, organização não-governamental que, por meio do projeto Dentista do Bem, reúne cirurgiões-dentistas dispostos a oferecer atendimento gratuito a crianças carentes da rede pública de todo o Brasil.
  • A EDP conclui troca de ativos com Grupo Rede adicionando 653 MW à sua capacidade instalada, ao assumir 73% do capital votante da Investco, empresa que opera a Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães (Lajeado), localizada no Rio Tocantins, e cede ao Grupo Rede a distribuidora Enersul.
  • A EDP foi escolhida como uma das 20 empresas-modelo em responsabilidade corporativa, pelo Guia Exame de Sustentabilidade.
  • Prêmio ISE - ações desenvolvidas na área de sustentabilidade pela EDP, levaram a empresa a permanecer pelo terceiro ano consecutivo na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.
  • A EDP ganha Prêmio Época de Mudanças Climáticas que destaca as empresas que possuem políticas para tratar a questão das mudanças climáticas.

2009[editar | editar código-fonte]

  • A EDP inicia o processo de migração para a marca EDP através do Programa de Transformação Organizacional “Vencer”, que está inserido num movimento de fortalecimento do espírito e da cultura do Grupo em todo o mundo.
  • O nome EDP passa a constar, com destaque, em todas as empresas do Grupo no Brasil, numa alteração que vem no sentido de unir ainda mais o grupo em torno de uma visão e de valores comuns.
  • A EDP inicia um ciclo marcado pelo foco de investimento em Geração, pelo reforço da qualidade e eficiência na Distribuição e pela criação de mais valor na Comercialização e Gestão de Energia.
  • A EDP passa a ter nova assinatura da marca – EDP, uma boa energia.
  • A EDP realizou o fórum que reuniu especialistas em inovação e sustentabilidade.
  • As ações da EDP no país tiveram uma valorização mantendo o índice de sustentabilidade empresarial BM&F/Bovespa.
  • A EDP ganhou o selo A+, a maior certificação de qualidade da Global Reporting Initiative.
  • A Distribuidora ES e a Distribuidora SP, juntas, atingiram a marca de 21.313 GWh distribuídos; totalizando uma população de 7,8 milhões de pessoas.
  • As duas empresas investiram mais de 20 milhões de reais em Projetos de Eficiência Energética, beneficiando mais de 100 mil clientes residenciais de baixo poder aquisitivo, instituições beneficentes e hospitais públicos.
  • No Ceará, a continuidade das obras da termelétrica de Pecem; no Espírtito Santo, a inauguração da Usina de Santa Fé; no Tocantins, a conquista da renovação da licença de operação da Investco.
  • A EDP conquistou as certificações ISO 14.000 de gestão ambiental, na usina Enerpeixe e nas pequenas centrais hidrelétricas São João e Paraíso.
  • A EDP deu continuidade aos patrocínios de peças teatrais, apoiando e desenvolvendo projetos que formam jovens artistas, projetando filmes e vídeos para a população carente por meio do Festival do Minuto e do Vitória Cine Vídeo.

2010[editar | editar código-fonte]

  • Lançamento da pedra fundamental do parque eólico de Tramandaí (RS), com 70 MW de capacidade instalada.
  • Inauguração da 1ª rede de abastecimento de veículos elétricos, no ES.
  • Bolsa de Inovação é a mais nova ferramenta de inovação da EDP.
  • Encontro EDP apresenta uma nova forma de integrar, comunicar e comemorar as conquistas do ano.
  • 5 anos de IPO (Oferta Pública Inicial), com valorização das ações em mais de 100%.
  • Repotenciação da 3ª unidade geradora da UHE Mascarenhas (ES).
  • Inauguração do Centro de Operação da Geração, que comanda 14 usinas do ES e MS.
  • ClimaGrid, em parceria com o Inpe, monitorará dados de vento, chuva, vegetação, raios e temperatura.
  • University Challenge estimula estudantes a equilibrarem mundo acadêmico com corporativo.
  • Comercializadora inicia investimento na área de serviços.
  • Portal do Voluntariado facilita a vida dos voluntários.

2011[editar | editar código-fonte]

  • EDP leva mobilidade elétrica ao campus da USP.
  • Criação de uma política de patrocínio de projetos culturais e esportivos com investimento de R$ 1,4 milhão.
  • Aparecida torna-se a primeira cidade inteligente do Estado de São Paulo, com o projeto InovCity.
  • Aquisição da UHE Santo Antônio do Jari, com 373,4 MW, entre os estados do Pará e Amapá.
  • João Carlos Guimarães, diretor da Comercializadora, assume presidência do Conselho de Administração da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).
  • Aumento de 21 MW de energia assegurada em Mascarenhas (ES) e Peixe Angical (TO).
  • EDP mantém certificação NBR ISO 9001:2008; Enerpeixe recertifica o SGI e PCH Paraíso e São João certificadas pela OHSAS 18001:2007.
  • EDP comemora 35 anos de história e lança nova marca: humana, sustentável e inovadora.
  • Oferta pública de ações teve demanda 4,5 vezes superior do que a oferta prevista; EDP arrecadou R$ 810,7 milhões com a venda de 13,79%.
  • Centro Integrado de Medição e InovCity consolidam dados de medição e reduzem as perdas não técnicas.
  • Comercializadora bate recorde de vendas desde 2001: 1168 MWm comercializados.
  • UHE Lajeado bate recorde ao alcançar a maior geração acumulada anual de sua história: 4.549.644 MWh.
  • EDP e China Three Gorges estabelecem parceria estratégica.

2012[editar | editar código-fonte]

  • Ana Maria Machado Fernandes assume o cargo de diretora-presidente da companhia.
  • Em Assembleia Geral Ordinaria e Extraordinária foi aprovada a proposta de desdobramento das ações ordinárias representativas do capital social da EDP Energias do Brasil, de forma que cada ação ordinária passou a ser representada por três ações de mesma espécie.
  • Repotenciação de 4 MW eleva capacidade instalada de UHE Mascarenhas (ES) para 193,5 MW, com última repotenciação prevista para 2013 atingindo potência total de 198,8 MW.
  • Anunciada a alienação da participação societária na prestadora de serviços de transmissão de energia Evrecy Participações Ltda., condicionada à obtenção de aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL.
  • Distribuidora SP demonstra a melhor evolução de desempenho de todo o setor; e ganha o Prêmio Abradee, a mais reconhecida premiação do setor de distribuição de energia elétrica do Brasil.
  • Em 01 de Dezembro de 2012, a Usina Termelétrica Porto do Pecém I recebeu autorização da ANEEL para iniciar a operação comercial da primeira unidade geradora, com capacidade instalada de 360 MW. Sendo a EDP detentora de 50% do projeto.

2013[editar | editar código-fonte]

  • As ações da Companhia passaram a integrar o índice Bovespa.
  • Repotenciação de 4,5 MW eleva capacidade instalada de UHE Mascarenhas (ES) para 198,0 MW, dessa forma, finalizando o processo de repotenciação da usina.
  • Em 10 de maio de 2013, a Usina Termelétrica Porto do Pecém I recebeu autorização da ANEEL para iniciar a operação comercial da segunda unidade geradora, com capacidade instalada de 360 MW. Sendo a EDP detentora de 50% do projeto.
  • A Usina Enerpeixe conquistou o Selo Energia Sustentável - Certificação “OURO”, durante a Conferência “Brazil Energy Frontiers”, realizada no dia 03 de outubro de 2013, pelo Instituto Acende Brasil.
  • Em 06 de agosto de 2013, a UHE Cachoeira do Caldeirão recebe a licença de instalação para iniciar a construção do empreendimento.
  • Em 06 de dezembro de 2013, a EDP estabelece uma parceria com a China Three Gorges (“CTG”), para investimentos, em conjunto, no mercado de energia brasileiro. Adicionalmente, no âmbito da parceria, a Companhia venderá, após conclusão da transação prevista para ocorrer no 1º semestre de 2014, 50% de participação nos Empreendimentos Centrais Hídricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão.
  • Em 13 de dezembro de 2013 o Consórcio Terra Nova, constituído em parceria com a Companhia Furnas Centrais Elétricas S.A, vence no leilão A-5, realizado pela ANEEL, a concessão da Central Hídrica de São Manoel que será construída na divisa dos Estados do Mato Grosso e do Pará, no rio Teles Pires.
  • Ainda neste leilão, a EDP Renováveis Brasil, empresa em que a EDP detém 45% de participação, vende 45 MW médios de energia nova, por meio de quatro projetos de geração eólica: Aroeira, Jericó, Umbuzeiros e Aventura I, localizados no estado do Rio Grande do Norte.

2014[editar | editar código-fonte]

  • Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas assume o cargo de diretor-presidente da Companhia.
  • A Sra. Ana Maria Machado Fernandes ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Administração, o Sr. Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração e o Sr. Miguel Dias Amaro é eleito como novo membro do Conselho de Administração da Companhia.
  • Assinado o Contrato de Compra e Venda para alienar 33,3% dos direitos de construção da UHE São Manoel para a CWEI Brasil, controlada integralmente pela China Three Gorges (operação sujeita à aprovação).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.insideview.com/directory/edp-energias-do-brasil-sa
  2. «Valor de Mercado da EDP». 21 de Março de 2016. Consultado em 21 de Março de 2016 
  3. a b c «RELEASE DE RESULTADOS 4T15» (PDF). 31 de Dezembro de 2015. Consultado em 20 de Março de 2016