Exército de Libertação Nacional

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Bandeira da ELN.

O Exército de Libertação Nacional da Colômbia é uma organização guerrilheira colombiana[1], de inspiração comunista e de caráter político-militar, criado em Simacota em 4 de julho de 1964, por Fabio Vasquez Castaño, inspirado pela experiência bem sucedida da Revolução Cubana.

Foi durante muitos anos o segundo maior grupo rebelde da Colômbia, perdendo apenas para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tornando-se o maior grupo em meados da década de 2010, após as FARC abandonarem as armas. Numa sociedade como a colombiana onde as desigualdades sociais se fazem sentir de forma gritante, este movimento atraiu desde o seu início vários padres católicos, inspirados pela Teologia da Libertação, movimento condenado pela Igreja Católica. Em 1966, a morte em combate de um destes religiosos, o padre guerrilheiro Camilo Torres, adquire um elevado valor simbólico.

Uma parte significativa dos rendimentos do ELN advêm do "imposto de guerra", a que sujeita as companhias petrolíferas, e dos sequestros a troco de resgate, "descobertos" no início dos anos de 1970. O ELN é responsável pela maioria dos sequestros na Colômbia. Até a morte de seu líder histórico, Manuel Perez, um padre espanhol que chefiou o movimento durante cerca duas décadas (até 1998), o ELN não se dedicava ao narcotráfico.

Não detendo uma máquina militar que se compare à das FARC e não tendo hipótese no confronto direto com as forças do Governo, o ELN dedica-se principalmente à sabotagem de infra-estruturas, nomeadamente da indústria petrolífera e da rede eléctrica.

O ELN teve o seu apogeu durante a segunda metade da década de 1990, altura em que contou com cerca de trinta e cinco mil guerrilheiros. Hoje, tem nas suas fileiras perto de 20 mil homens, que dividem o seu trabalho entre a atividade militar e ações de carácter social. O Exército de Libertação Nacional, hoje liderado por Nicolás Rodríguez Bautista (Gabino), tem sido afetado pela ação dos paramilitares de extrema-direita que surgiram nos anos de 1980. Sua popularidade tem sido muito afetada pela crescente repulsa dos colombianos aos movimentos armados.

Referências

  1. Council Decision of 21 December 2005. Official Journal of the European Union. Accessed 2008-07-06

Ver também[editar | editar código-fonte]