ETF

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ETF é a abreviação de Exchange Traded Fund, que é uma unidade negociável na Bolsa de Valores como se fosse uma ação, mas que é uma cota de um fundo de investimentos.

Os ETFs surgiram no fim da década de 80 nos EUA, sendo o segundo deles lançado em 1990 na Bolsa de Toronto, e hoje são uma das maiores classes de ativos da indústria de investimentos mundial, além de serem os ativos mais negociados em vários mercados acionários internacionais.

Inicialmente os ETFs se limitavam a replicar um determinado índice de ações de um único mercado, mas com o desenvolvimento da indústria surgiram ETFs que replicam índices de ações de vários países ou regiões, índices de commodities, commodities isoladas como ouro e petróleo e índices de Renda Fixa. Apesar da maioria dos ETFs ainda hoje serem indexados, há também no mercado internacional ETFs com gestão Ativa, além de ETFs alavancados que buscam reproduzir a rentabilidade diária de um benchmark multiplicada por um fator (por exemplo, x1,5 ,x2 ou mesmo x-1 no caso de ETFs short).

Os ETF, diferentemente dos fundos fechados tradicionais, podem ter emissão ou destruição de cotas de acordo com a demanda. A montagem e desmontagem é feita por instituições financeiras credenciadas pelos administradores de cada um destes produtos, conhecidas como agentes autorizados, e só podem ser realizadas em múltiplos pré-determinados de cotas que correspondem a uma unidade de criação/destruição. Essas unidades podem ser trocadas por cestas de ativos (modelo in-kind) ou por dinheiro (modelo de cash creation).

Quanto a sua composição, os ETFs podem ter em sua carteira os ativos que compõem os índices que replicam (modelo existente no Brasil e comum no mercado americano) ou derivativos como futuros e swaps (conhecidos como sintéticos e comuns nos mercados europeus).

ETFs no mercado brasileiro[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os ETFs são chamados de fundos de índice na legislação e são regulamentados pela Instrução 359 da CVM de 2002. Por enquanto, a legislação permite apenas a criação de ETFs de ações e obriga estes a possuírem ao menos 95% de seu patrimônio investidos em ativos de renda variável ou contratos futuros do índice de referência. É permitida apenas a emissão ou resgate de cotas em ações (modelo in-kind).

O primeiro fundo deste tipo surgiu em 2004, fruto de uma operação de venda de parte da carteira de ações do BNDES[1]. O PIBB, Papéis de Índice Brasil Bovespa, negociado sob o ticker PIBB11, é referenciado ao índice IBrX50 e ainda hoje é um dos maiores fundos de ações do país.

Além dele, existem hoje no mercado brasileiro outros 16 ETFs, todos referenciados a índices da BM&F Bovespa, como o Ibovespa, o IDIV - Índice de Dividendos, o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial e vários índices setoriais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências