Economia da Indonésia

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Economia da Indonésia
O centro financeiro de Jacarta.
Moeda Rupia indonésia
Ano fiscal ano calendário
Blocos comerciais OMC, Associação de Nações do Sudeste Asiático, APEC
Estatísticas
PIB
  • Aumento $1,022 trilhões (nominal, 2018)[1]
  • Aumento $3,496 trilhões (PPC, 2018)[1]
Variação do PIB Aumento 5% (2019)[2]
PIB per capita
  • Baixa $3,871 (nominal, 2018)[1]
  • Aumento $13,234 (PPC, 2018)[1]
PIB por setor
  • Agricultura: 13,7%
  • Indústria: 41%
  • Serviços: 45,4%
  • (2017)[3]
Inflação (IPC) Aumento 3,2% (2018)[1]
População
abaixo da linha de pobreza
9,8% (2018)
Coeficiente de Gini 38,9 (2018)
Força de trabalho total Aumento 133,950,010 (2019)[4]
Força de trabalho
por ocupação
  • Agricultura: 32%
  • Indústria: 21%
  • Serviços: 47%
  • (2016)[3]
Desemprego BaixaPositiva 5,4% (2017)[3]
Principais indústrias petróleo e gás natural, têxtil, automóveis, eletrodomésticos, roupas, calçados, mineração, cimento, instrumentos e insumos médicos, artesanato, fertilizantes químicos, madeira aparada, borracha, alimentos industrializados, joalharia, turismo
Exterior
Exportações Aumento $168,7 bilhões (2017)[5]
Produtos exportados petróleo e gás natural, eletrodomésticos, madeira aparada, têxteis, borracha
Principais parceiros de exportação Japão 15,9%, República Popular da China 11,4%, Singapura 9%, Coreia do Sul 7,9%, Estados Unidos 7,8%, Índia 6,6%, Malásia 5,9% (2012)
Importações Aumento $156,8 bilhões (2017)
Produtos importados máquinas e equipamentos, produtos químicos, combustíveis, alimentos
Principais parceiros de importação República Popular da China 15,3%, Singapura 13,6%, Japão 11,9%, Malásia 6,4%, Coreia do Sul 6,2%, Estados Unidos 6,1%, Tailândia 6% (2012)
Dívida externa bruta $344,4 bilhões (31 de dezembro de 2017)[3]
Finanças públicas
Receitas $131,7 bilhões (2017)[3]
Despesas $159,6 bilhões (2017)[3]
Fonte principal: [[6] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
Mapa das exportações da Indonésia em 2006

Indonésia, uma vasta nação poliglota, tem resistido à crise financeira global de modo relativamente calmo devido ao motor principal de seu crescimento econômico ser o consumo interno. O crescente investimento realizado tanto por investidores locais quanto por estrangeiros, também é um dos sustentáculos do sólido crescimento. Apesar do crescimento da economia ter caído dos mais de 6% em 2007 e 2008 para os 4,5% em 2009, ele já retornou em 2010 ao patamar dos 6% em 2011.[6] O país é um dos primeiros países exportadores de petróleo, estanho e borracha do mundo. A maior parte de sua população continua vinculada à agricultura de subsistência, à pesca e à exploração florestal. Os negócios ou as empresas industriais em mãos de indonésios têm sido tradicionalmente poucos, e a produção centrava-se em artigos para a exportação. No começo da década de 1960 o governo, para corrigir o balanço de uma economia colonial, nacionalizou as empresas estrangeiras. Com as políticas de estabilização governamentais e com grandes somas de dinheiro procedentes de ajuda do exterior, a economia indonésia, que quase caiu na bancarrota antes de 1966, começou a mostrar sintomas de uma forte recuperação.

O país faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A Indonésia produziu, em 2018[7]:

  • 115,2 milhões de toneladas de óleo de palma (maior produtor do mundo);
  • 83,0 milhões de toneladas de arroz (3º maior produtor do mundo, somente atrás de China e Índia);
  • 30,2 milhões de toneladas de milho (6º maior produtor do mundo);
  • 21,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (12º maior produtor do mundo);
  • 18,5 milhões de toneladas de coco (maior produtor do mundo);
  • 16,1 milhões de toneladas de mandioca (6º maior produtor do mundo);
  • 7,2 milhão de toneladas de banana (5º maior produtor do mundo);
  • 3,6 milhões de toneladas de borracha natural (2º maior produtor do mundo, somente atrás da Tailândia);
  • 3,0 milhões de toneladas de manga (incluindo mangostim e goiaba) (4º maior produtor do mundo, somente atrás de Índia, China e Tailândia);
  • 2,5 milhões de toneladas de pimenta chili (4º maior produtor do mundo, somente atrás da China, México e Turquia);
  • 2,5 milhões de toneladas de laranja (8º maior produtor do mundo);
  • 1,8 milhões de toneladas de abacaxi (5º maior produtor do mundo, somente atrás de Costa Rica, Filipinas, Brasil e Tailândia);
  • 1,8 milhões de toneladas de batata doce (6º maior produtor do mundo);
  • 1,5 milhão de toneladas de cebola (14º maior produtor do mundo);
  • 1,4 milhão de toneladas de repolho;
  • 1,2 milhão de toneladas de batata;
  • 976 mil toneladas de tomate;
  • 953 mil toneladas de soja;
  • 939 mil toneladas de feijão;
  • 887 mil toneladas de mamão (5º maior produtor do mundo, somente atrás de Índia, Brasil, México e República Dominicana);
  • 722 mil toneladas de café (3º maior produtor do mundo, somente atrás de Brasil e Vietnã);
  • 593 mil toneladas de cacau (3º maior produtor do mundo, somente atrás da Costa do Marfim e Gana);
  • 410 mil toneladas de abacate (4º maior produtor do mundo, somente atrás de México, República Dominicana e Peru);

Além de produções menores de outros produtos agrícolas, como alho-poró (573 mil toneladas), beringela (551 mil toneladas), pepino (433 mil toneladas), gengibre (207 mil toneladas), castanha de caju (136 mil toneladas, 10º maior produtor do mundo), cravo-da-índia (123 mil toneladas), noz de areca (128 mil toneladas), fruta kapok (196 mil toneladas), chá (141 mil toneladas), tabaco (181 mil toneladas, 6º maior produtor do mundo) etc.[8]

Referências

  1. a b c d e «World Economic Outlook Database, October 2019». IMF.org. International Monetary Fund. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  2. «World Bank East Asia and Pacific Economic Update, October 2019 : Weathering Growing Risks p. 35» (PDF). openknowledge.worldbank.org. World Bank. Consultado em 13 de outubro de 2019 
  3. a b c d e f «CIA World Factbook». CIA.gov. Central Intelligence Agency. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  4. «Labor force, total - Indonesia». data.worldbank.org. World Bank. Consultado em 1 de novembro de 2019 
  5. «Federation of International Trade Associations : Indonesia profile». Fita.org. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  6. a b CIA. «The World Factbook». Consultado em 3 de novembro de 2013 
  7. Indonesia production in 2018, by FAO
  8. Indonesia production in 2018, by FAO


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