Economia da Região Norte do Brasil

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A Economia da Região norte do Brasil baseia-se nas atividades industriais, de extrativismo vegetal e mineral, inclusive de petróleo e gás natural, e a agricultura, além das atividades turísticas.

O extrativismo mineral, a agropecuária, a industrialização (Zona Franca de Manaus) e extrativismo vegetal, são atividades econômicas da região Norte.

Produto Interno Bruto[editar | editar código-fonte]

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) da região predominante Norte representava 6,1% do nacional.[1] A participação percentual de cada estado no PIB nacional está apresentada na tabela a seguir:

Participação dos estados no PIB nacional: (IBGE/2017)
Estados PIB (em R$ 1 000) % do PIB nacional
Pará 130.883.000 2,2
Amazonas 86.560.000 1,4
Rondônia 36.563.000 0.6
Tocantins 28.390.000 0.5
Amapá 13.861.000 0,2
Acre 13.622.000 0,2
Roraima 10.354.000 0,2

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Em relação à agricultura, têm crescido muito as plantações de soja. Além da soja, outras culturas muito comuns na região são o arroz, o guaraná, a mandioca, cacau, cupuaçu, coco e o maracujá.

A agricultura comercial concentra-se nos seguintes pólos:

Especiaria apreciada desde tempos remotos, a pimenta-do-reino foi introduzida com sucesso pelos imigrantes japoneses na região Norte.

Uma das características dessa área são os solos lateríticos, presentes nas zonas intertropicais em geral, onde a intensa umidade provoca a concentração de minério de ferro na superfície. O resultado é uma camada de coloração avermelhada, endurecida e ácida, imprópria para a agricultura. Por esse motivo, os imigrantes japoneses implantaram um sistema de cultivo, denominado cultura de vaso, que consiste em abrir covas, de onde retiram o solo laterítico, substituindo-o por solos de melhor qualidade, aplicando-lhes corretivos agrícolas até obterem o aproveitamento desejado;

  • Rondônia, que a partir da década de 1970 atraiu agricultores do centro-sul do país, estimulados pelos projetos de colonização e reforma agrária do governo federal e da disponibilidade de terras férteis e baratas. O desenvolvimento das atividades agrícolas trouxe uma série de problemas ambientais e conflitos fundiários. Por outro lado, transformou a área em uma das principais fronteiras agrícolas do país e uma das regiões mais prósperas e produtivas do Norte brasileiro. Atualmente o estado destaca-se na produção de café (maior produtor da região Norte e 6º maior do Brasil), cacau (2º maior produtor da região Norte e 3º maior do Brasil), feijão (2º maior produtor da região Norte), milho (2º maior produtor da região Norte), soja (2º maior produtor da região Norte), arroz (3º maior produtor da região Norte) e mandioca (4º maior produtor da região Norte). Até mesmo a uva, fruta pouco comum em regiões com temperaturas elevadas, é produzida em Rondônia, mais precisamente no sul do estado (produção de 224 toneladas em 2007). Apesar do grande volume de produção e do território pequeno para os padrões da região (7 vezes menor que o Amazonas e 6 vezes menor que o Pará), Rondônia ainda possui mais de 60% de seu território totalmente preservado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, tendo alcançado uma redução de 72% nos índices de desmatamento entre 2004 e 2008;
  • Cerrado, em Tocantins, onde a correção do solo ácido com calcário e fertilizantes garante uma expressiva monocultura de soja.

Acredita-se que o estado do Acre, onde há vastas áreas de solos férteis, se torne a próxima fronteira agrícola da região. Cientistas e ecologistas temem que tal fato se concentre, pois a devastação da floresta, como já ocorreu em outros estados da Amazônia Legal, como Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Rondônia, seria inevitável. Uma medida apontada como eficaz para evitar a reincidência de tais problemas seria a aplicação rigorosa da legislação ambiental na região.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A paisagem predominante na região Norte — a grande Floresta Amazônica — não é propícia à criação de gado. Apesar disso, a implantação de projetos agropecuários vem estimulando essa atividade ao longo das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre, principalmente devido à facilidade de contato com os mercados do Sudeste e Centro-Oeste. A pecuária praticada é do tipo extensivo e voltada quase que exclusivamente para a criação de bovinos. Grandes transnacionais aplicam vultosos capitais em imensas propriedades ocupadas por essa atividade.

Há um dado negativo, entretanto, pois, de todas as atividades econômicas, a mais prejudicial à floresta é a pecuária, porque requer a devastação de grandes trechos da mata. A substituição da floresta por pastagens aumenta a temperatura local e diminui a pluviosidade, levando, em última instância, à desertificação das áreas de criação. Além disso, o gado introduzido — da raça nelore — apresenta baixa produção de carne, fator que torna uma criação onerosa.

Assim, a pecuária é desenvolvida com sucesso apenas nos Campos da Hiléia, principalmente em Roraima e na ilha de Marajó, onde se encontra o maior rebanho de búfalos do país.

Atualmente, a região Norte possui um rebanho bovino de aproximadamente 38 milhões de cabeças de gado, sendo que 89% desse total encontra-se em apenas três estados, Pará (15 milhões de cabeças), Rondônia (11 milhões de cabeças) e Tocantins (7 milhões de cabeças). Em 2008, o estado de Rondônia foi o 5º maior exportador de carne bovina do país, de acordo com dados da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), superando estados tradicionais, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Além da pecuária de corte, a pecuária leiteira também se destaca na região, com uma produção total em 2007 de cerca de 1,7 bilhão de litros de leite, sendo que 93% desse total foi produzido em apenas três estados, Rondônia (708 milhões de litros), Pará (643 milhões de litros) e Tocantins (213 milhões de litros).

Extrativismo[editar | editar código-fonte]

Essa atividade, que já foi a mais expressiva da região Norte, perdeu importância econômica nos últimos anos. Atualmente a madeira é o principal produto extrativo da região, a produção se concentra nos estados do Pará, Amazonas e Rondônia. A borracha já não representa a base econômica da região, como foi no século XX, apesar de ainda estar sendo produzida nos estados: Amazonas, Acre e Rondônia. Como consequência do avanço das áreas destinadas a agropecuária, tem ocorrido uma grande redução das áreas dos seringais.

Extrativismo animal[editar | editar código-fonte]

O extrativismo animal, representado pela caça e pesca, também é praticado na região. Possuindo uma fauna extremamente rica, a Amazônia oferece grande variedade de peixes — destacando-se o tucunaré, o tambaqui e o pirarucu —, bem como tartarugas e um sem-número de outras espécies. O produto dessa atividade, geralmente, vem completar a alimentação do habitante do Nordeste, juntando-se em sua mesa ao arroz, à abóbora, ao feijão, ao milho, à banana etc.

Extrativismo mineral[editar | editar código-fonte]

A mineral artesanal, ou extrativista no sentido mais lato, baseia-se na prospecção e extração de minerais metálicos por garimpeiros, como ouro. O maior marco da mineração artesanal foi o distrito da Serra Pelada, de onde se extraiu diamantes, alumínio, estanho, ferro em grande escala. A maior parte da atividade garimpeira remanescente está em terras indígenas, como é o caso de Espigão D'Oeste - RO, onde encontra-se uma mina de diamantes de propriedade dos índios cintas-largas.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Não há uma verdadeira economia industrial na Amazônia. Existem, isto sim, algumas poucas indústrias isoladas, geralmente de beneficiamento de produtos agrícolas ou do extrativismo. As únicas exceções a esse quadro ocorrem em Manaus, onde a isenção de impostos, administrada pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), mantém cerca de 500 indústrias. Entretanto, apesar de empregar expressiva parcela da mão-de-obra local, somente agora foi implantado o Pólo de Biotecnologia, através do qual será possível explorar as matérias-primas regionais. Na maioria são filiais de grandes indústrias eletrônicas, quase sempre de capitais transnacionais, que produzem aparelhos eletrônicos, motocicletas, relógios, aparelhos de ar-condicionado, CDs e DVDs, suprimentos de informática e outros, com componentes trazidos de fora da região. E também polos Indústriais na região metropolitana de Belém, em Marabá e Barcarena(polos metal-mecânicos) em Porto Velho e em Santana (Amapá).

Zona Franca de Manaus[editar | editar código-fonte]

Unidades industriais em Manaus.

Quando a Zona Franca foi ampliada, em 1967, por um decreto do então presidente Castelo Branco, o objetivo era atrair para a Amazônia indústrias que baixassem o custo de vida e trouxessem o progresso para a região. Pensava-se em implantar uma espécie de "porto livre", em que as importações fossem permitidas. Nas vitrines da Zona Franca de Manaus, os numerosos turistas do Sul do país encontravam o que havia de mais moderno nas nações industrializadas em matéria de televisores, aparelhos de som, óculos, calculadoras, filmadoras, enfim, todos os objetos de consumo ambicionados pela classe média. Manaus parecia ter encontrado um substituto para a borracha que, no século XIX, a tornara uma das cinco cidades mais ricas do mundo. Entretanto, durante a década de 1980, a livre importação foi restringida pelo governo, mais interessado em proteger a indústria nacional. Assim, grande parte dos atrativos da Zona Franca desapareceram, fato que se somava à grande distância de Manaus dos grandes centros consumidores do centro-sul do país.

Porém o saldo é positivo. Se, por um lado, houve um decréscimo na atividade comercial e a infra-estrutura turística montada na época da opulência (hotéis e transportes) teve que procurar alternativas de utilização, por outro, a Zona Franca cumpriu o seu papel — existe hoje o Polo Industrial de Manaus (PIM), o Pólo Agropecuário e o Pólo de Biotecnologia, que se revelam promissores para a economia local.

Mineração industrial[editar | editar código-fonte]

As maiores cadeias de mineração industrial do norte do Brasil estão no complexo mineral da Serra dos Carajás, no estado do Pará, de onde se extrai ferro, ouro, urânio, manganês e níquel. Outras minas importantes estão no noroeste do Pará, onde encontra-se a mineração Rio do Norte (bauxita), no oeste e norte do Pará, com as minas de Juruti, Oriximiná e Alenquer, além das minas de Laranjal do Jari, no Amapá. Há a extração de minerais fósseis, como o petróleo e o gás natural do campo de Urucu, no estado do Amazonas, no município de Coari, o que o tornam o terceiro maior produtor de petróleo do Brasil. No distrito de Bom Futuro, em Ariquemes - RO, encontra-se a maior mina de cassiterita a céu aberto do mundo.

Considerando somente o 1º semestre de 2017 (metade do ano), a produção do Pará de minérios foi liderada pelo minério de ferro (77,5 milhões de toneladas). A bauxita vem em 2º lugar, com 16 milhões de toneladas. Em 3º lugar o manganês, com 1 milhão de toneladas; em 4º o caulim com 662 mil toneladas; depois o cobre com 424 mil toneladas, o calcário com 335 mil toneladas, o níquel com 42 mil toneladas e o ouro com 1,6 mil toneladas. Em termos de valor comercializado, o ferro rendeu quase R$ 13 bilhões, o cobre R$ 2,7 bilhões, a bauxita R$ 1,4 bilhão, o níquel R$ 345 milhões, o manganês R$ 302 milhões, o caulim R$ 289 milhões, o ouro R$ 150 milhões, e o calcário R$ 12 milhões, num total de R$ 18,1 bilhões. A China responde por 48,8% das exportações paraenses, seguida da Malásia com 7,3%. As exportações para a China e para a Malásia são predominantemente de minério de ferro, 93,1% e 97,0%, respectivamente.[3]

No ano inteiro de 2017, em termos de produção comercializada em toda a Região Norte, no setor de minério de ferro, o Pará foi o 2º maior produtor nacional, com 169 milhões de toneladas (dos 450 milhões produzidos pelo país), a um valor de R$ 25,5 bilhões. O Amapá produziu 91,5 mil toneladas. No cobre, o Pará produziu quase 980 mil toneladas (das 1,28 milhões de toneladas do Brasil), a um valor de R$ 6,5 bilhões. No alumínio (bauxita), o Pará realizou quase toda a produção brasileira (34,5 de 36,7 milhões de toneladas) a um valor de R$ 3 bilhões. No manganês, o Pará realizou grande parte da produção brasileira (2,3 de 3,4 milhões de toneladas) a um valor de R$ 1 bilhão. No ouro, o Pará foi o 3º maior produtor brasileiro, com 20 toneladas a um valor de R$ 940 milhões. O Amapá produziu 4,2 toneladas a um valor de R$ 540 milhões. Rondônia produziu 1 tonelada a um valor de R$ 125 milhões. No níquel, Goiás e Pará são os 2 únicos produtores do país, sendo o Pará o 2º em produção, tendo obtido 90 mil toneladas a um valor de R$ 750 milhões. Já no estanho, o estado de Rondônia foi o 2º maior produtor (10,9 mil toneladas, a um valor de R$ 333 milhões) e o Pará o 3º maior produtor (4,4 mil toneladas, a um valor de R$ 114 milhões).Também houve produção de nióbio (em forma de columbita-tantalita) em Amazonas (8,8 mil toneladas a R$ 44 milhões) e Rondônia (3,5 mil toneladas a R$ 24 milhões), e zinco em forma bruta em Rondônia (26 mil toneladas a R$ 27 milhões). O Pará teve 42,93% do valor da produção mineral comercializada do Brasil, com quase R$ 38 bilhões, o Amapá teve 0,62% do valor, com R$ 551 milhões, Rondônia teve 0,62% do valor, com R$ 544 milhões, o Amazonas teve 0,45% do valor com R$ 396 milhões, e o Tocantins teve 0,003% do valor com R$ 2,4 milhões. [4]

Energia[editar | editar código-fonte]

A maior parte dos rios da região Norte são de planície, embora haja muitos outros que oferecem grande possibilidade de aproveitamento hidrelétrico. Atualmente, além da gigantesca Tucuruí, das usinas do rio Araguari (Amapá), de Santarém (Pará) e de Balbina, construída para suprir Manaus, o Norte conta com hidrelétricas em operação nos rios Xingu, Madeira, Teles Pires, Tocantins, Curuá-Una, Jatapu e Araguari, existindo ainda várias usinas hidrelétricas e térmicas em projeto e construção.

Contudo, a construção dessas usinas é alvo de severas críticas por parte de ecologistas do mundo inteiro. Sua implantação requer a devastação de enorme quantidade de árvores, provocando a extinção de grande variedade de mamíferos, aves, peixes e insetos, muitos dos quais desconhecidos pelos cientistas, além de interferir na vida de grupos indígenas, com a usina de Belo Monte (antiga Kararaó), por exemplo.

A Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, em particular, recebeu muitas críticas. Apesar de haver inundado uma área enorme para funcionamento, produz pouca energia, pois os rios que formam o seu lago têm fraca vazão e correm em terreno de pequena declividade. Além disso, a produção de gás natural de Urucu (Município de Coari) poderia substituir Balbina no suprimento de energia para a região de Manaus, após a conclusão do gasoduto que será construído até aí.

De qualquer modo, a energia abundante constitui o primeiro passo para a industrialização e oferece boas perspectivas à região.

Em 1978, começaram a ser construídas usinas hidrelétricas na região. Atualmente várias estão concluídas, e muitas outras projetadas. Entre as que estão em funcionamento estão: Tucuruí, Belo Monte, Teles Pires, São Manoel, Pimental e Curuá-Una, no Pará; Balbina, no Amazonas; Samuel, Santo Antônio e Jirau, em Rondônia; Coaracy Nunes, Cachoeira Caldeirão, Ferreira Gomes e Santo Antônio do Jari no Amapá; São Salvador, Lajeado, Peixe Angical, em Tocantins; Estreito, na divisa entre Maranhão e Tocantins.[5]

A UHE – Lajeado é a primeira hidrelétrica brasileira privada, construída com auxílio financeiro público, erguida com total desrespeito à população atingida: índios XERETE, ribeirinhos e camadas pobres de Palmas, Porto Nacional e região em Tocantins.

No Rio Madeira, em Rondônia, as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau juntas tem uma capacidade instalada de 6.450 MW, cerca de metade da energia gerada pela UHE(Usina Hidrelétrica) de Itaipu. As usinas são apontadas pelos especialistas da área como uma solução para os problemas de racionamento de energia do país. Apesar da polêmica criada em torno das obras por parte de ambientalistas e organizações não-governamentais, as usinas foram as primeiras da Amazônia a utilizar o sistema de turbinas tipo "bulbo", o que não requer grandes volumes de água, uma vez que as turbinas serão acionadas pela correnteza do rio e não pela queda d'água. Com isso, o coeficiente de eficiência energética das usinas será superior, por exemplo, ao da UHE de Itaipu, considerada um modelo para o setor.

Hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sistema Interligado Nacional
# Usina hidrelétrica Rio Bacia Sub-bacia Estado Potência instalada Início de operação Proprietário ou acionistas Observação
Belo Monte [nota 1] Rio Xingú Amazônica Xingú Pará PA 11233 MW 2016 Eletronorte[6], CHESF[7], Neoenergia[8], CEMIG[9], Vale S.A. Operada por consórcio
Tucuruí Rio Tocantins Araguaia-Tocantins Tocantins Pará PA 8535 MW 1984 Eletronorte[10]
São Luiz do Tapajós Rio Tapajós Amazônica Tapajós Pará PA 6356,4 MW (planejada)
Jirau Rio Madeira Amazônica Madeira Rondônia RO 3750 MW 2013 Engie Brasil[11], Eletrosul[12], CHESF[7] Operada por consórcio
Santo Antônio Rio Madeira Amazônica Madeira Rondônia RO 3568 MW 2012 Furnas[13], CEMIG[9] Operada por consórcio
Jatobá Rio Tapajós Amazônica Tapajós Pará PA 2338 MW (planejada)
Teles Pires Rio Teles Pires Amazônica Tapajós Mato Grosso MT
Pará PA
1819,8 MW 2015 Neoenergia[8], Eletrosul[12], Furnas[13] Operada por consórcio
Estreito Rio Tocantins Araguaia-Tocantins Tocantins Tocantins TO
Maranhão MA
1087 MW 2012 Engie Brasil[11], Vale S.A. Operada por consórcio
Lajeado (Luiz Eduardo Magalhães) Rio Tocantins Araguaia-Tocantins Tocantins Tocantins TO 902,5 MW 2001 EDP Brasil[14], CEB[15], CPFL[16] Operada por consórcio
Jamanxim Rio Jamanxim Amazônica Tapajós Pará PA 881 MW (planejada)
Cachoeira do Caí Rio Jamanxim Amazônica Tapajós Pará PA 802 MW (planejada)
São Manoel Rio Teles Pires Amazônica Tapajós Mato Grosso MT
Pará PA
700 MW 2018 EDP Brasil[14], CTG Brasil[17], Furnas[13] Operada por consórcio
Cachoeira dos Patos Rio Jamanxim Amazônica Tapajós Pará PA 528 MW (planejada)
Peixe Angical Rio Tocantins Araguaia-Tocantins Tocantins Tocantins TO 498,75 MW 2006 EDP Brasil[14], Furnas[13] Operada por consórcio
Santo Antonio do Jari Rio Jari Amazônica Amazonas Amapá AP
Pará PA
373,4 MW 2014 EDP Brasil[14], CTG Brasil[17] Operada por consórcio
Ferreira Gomes Rio Araguari Amazônica Amazonas Amapá AP 252 MW 2014 Alupar[18] Operada por consórcio
Balbina Rio Uatumã Amazônica Amazonas Amazonas AM 249,75 MW 1989 Eletrobras Amazonas[19]
São Salvador Rio Tocantins Araguaia-Tocantins Tocantins Tocantins TO 243,2 MW 2009 Engie Brasil[11]
Cachoeira Caldeirão Rio Araguari Amazônica Amazonas Amapá AP 219 MW 2016 CTG Brasil[17] Operada por consórcio
Samuel Rio Jamari Amazônica Madeira Rondônia RO 216,8 MW 1996 Eletronorte[10]
Coaracy Nunes Rio Araguari Amazônica Amazonas Amapá AP 78 MW 1975 Eletronorte[10]
Rondon II Rio Comemoração Amazônica Madeira Rondônia RO 73,5 MW 2011
Curuá-Una (Silvio Braga) Rio Curuá-Una Amazônica Amazonas Pará PA 42,8 MW 1977 Eletronorte[10]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trecho duplicado da BR-364 próximo a Porto Velho.

A malha rodoviária na região não é muito extensa. Boa parte das rodovias existentes na região foram construídas nos anos 60 e 70, com o intuito de integrar essa região às outras regiões do país. Como exemplo, tem-se a rodovia Transamazônica, a rodovia Belém-Brasília e a BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco).

Em relação à malha ferroviária, duas ferrovias possuem destaque: a Estrada de Ferro Carajás, com um ramal em Parauapebas, e outro em Canaã dos Carajás, no estado do Pará, até São Luís, capital do estado do Maranhão (Região Nordeste), que escoa os minerais extraídos na serra dos Carajás até os portos de Itaqui e Ponta da Madeira, além de realizar transporte de passageiros e cargas como soja, celulose e combustível, pela conexão com a Ferrovia Norte-Sul; e a Estrada de Ferro do Amapá, que transporta o manganês e o níquel, extraídos na serra do Navio até o porto de Santana, em Macapá, capital do estado do Amapá. [20]

A Estrada de Ferro Trombetas, pertencente a VALE, opera no estado do Pará, transportando bauxita. A Estrada de Ferro Juruti, de propriedade da Alcoa, fica junto à mina de bauxita localizada na cidade de Juruti (PA). A Estrada de Ferro Jari, no Pará, transporta celulose e bauxita. A Ferrovia Norte-Sul tem o projeto de interligar o Pará e o Rio Grande do Sul.[21]

Uma outra estrada de ferro importante para a região foi a ferrovia madeira-Mamoré, localizada no estado de Rondônia e que foi construída no início do século XX, com o intuito de escoar a borracha produzida nessa região e na Bolívia para o oceano Atlântico, através dos rios Madeira e Amazonas, até os portos de Manaus e Belém. Atualmente essa ferrovia encontra-se desativada.

Na Amazônia Central os meios de transporte mais utilizados são barcos e aviões, e existem aeroportos em quase todos os municípios da região. O transporte por estradas só existe de verdade no sul e leste do Pará, no sul do Amazonas, entre os municípios mais próximos de Manaus e nos estados do Acre e Rondônia. Manaus é um dos maiores centros de movimentação de cargas no país e é servida pelo transporte rodoviário interestadual com carretas embarcadas em balsas e transportadas até os portos de Belém do Pará e Porto Velho/RO. Existe a BR-174 que liga Manaus a Boa Vista/RR e a partir daí liga a região ao Caribe, através da Venezuela. O rio Amazonas permite a navegação de navios de grande porte, de qualquer calado, e Manaus também é servida por esse modal.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo no Norte do Brasil

Por ser uma região pouco habitada e de ocupação mais tardia, o ecossistema regional encontra-se preservado, o que propicia as atividades de ecoturismo. As cidades que recebem o maior número de turistas são :

Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras a possuir o AmazonBus, veículo oferecido aos turistas que visitam à cidade aos moldes de veículos turísticos que já operam em cerca de setenta cidades turísticas do exterior. O AmazonBus percorre 40 pontos turísticos de Manaus. Dentre os incluídos no roteiro, estão o Teatro Amazonas e a Praia da Ponta Negra.[22][23]

Economia por estado[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Produto Interno Bruto - PIB e participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2011» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2011. Consultado em 9 de abril de 2014 
  2. Produção brasileira de abacaxi em 2018, Embrapa
  3. Informe mineral do estado do Pará 2017
  4. Anuário Mineral Brasileiro 2018
  5. «Geração Mensal de Energia por estado» (PDF) 
  6. «Eletrobras Eletronorte - Participações Societárias». Eletrobras Eletronorte 
  7. a b «Parcerias - Geração Hidrelétrica». CHESF 
  8. a b «Renováveis Hídrica». Neoenergia 
  9. a b «Usinas da Cemig - A história da eletricidade em Minas e no Brasil» (PDF). CEMIG 
  10. a b c d «Eletrobras Eletronorte - Parque Gerador». Eletrobras Eletronorte 
  11. a b c «Complexo Gerador - ENGIE Brasil». ENGIE Brasil 
  12. a b «Eletrosul - Geração». Eletrobras Eletrosul 
  13. a b c d «Sistema Furnas de geração e transmissão». Eletrobras Furnas. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2019 
  14. a b c d Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :16
  15. «Histórico da CEB». Grupo CEB 
  16. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :4
  17. a b c Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :1
  18. «Área de atuação - Geração». Alupar 
  19. «UHE Balbina». Eletrobras Amazonas GT 
  20. «Ferrovia Carajás» 
  21. «Mapa Ferroviário» (PDF) 
  22. " «AmazonBus mostrará capital amazonense». O Estado do Paraná. 20 de Dezembro de 2008 [ligação inativa]
  23. " «Manaus na onda do Citytour». Railbuss. 20 de Dezembro de 2008 [ligação inativa]


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