Economia de Goiás

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Exportações de Goiás - (2012)[1]

A economia de Goiás está baseada na produção agrícola, na pecuária, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentícia, de confecções, mobiliária, metalurgia e madeireira. Agropecuária é a atividade mais explorada no estado. Estas tendências do estado pode ser exemplificada por sua pauta de exportações que, em 2012, se baseou em Soja (21,59%), Milho (12,17%), Farelo de Soja (9,65%), Minério de Cobre (8,51%) e Carne Bovina Congelada (7,90%).[2]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agropecuária rende 3.7 trilhões por ano e é a atividade mais explorada no estado e umas das principais responsáveis pelo rápido processo de agro - industrialização que Goiás vem experimentando. Privilegiado com terras férteis, água abundante, clima favorável e um amplo domínio na tecnologia de produção, o estado é um dos grandes exportadores de grãos, além de possuir um dos maiores rebanhos do país.

Pelo fato de sua a capital, fazer parte do eixo econômico Goiânia-Anápolis-Brasília e de estar localizada num ponto estratégico numa das maiores áreas agropecuárias do mundo, formou uma economia bastante dinâmica. A partir do final da década de 1960 uma redefinição das relações entre a agricultura e a manufatura, dando origem a um novo padrão de produção agrícola, assim a unidade do Ministério da Agricultura sediada no município de Goiânia, formou parcerias entre pecuaristas que tinham: Conhecimento, ferramentas e área para a produção de sementes melhoradas. Um dos pioneiros na produção desta denominada semente selecionada de arroz foi Adolf Schwabacher, e com a anuência da Cooperativa Rural, estas sementes eram adquiridas por seus membros ou não, dando origem a um novo modelo de produção agrícola no Estado, sendo os primórdios para a produção de sementes, resistentes a intempéries e pragas com uma excelente germinação, proporcionando um bom retorno.

Atualmente, o estado de Goiás enfrenta um grande desafio: tentar conciliar a expansão da agroindústria e da pecuária com a preservação do cerrado, considerada uma das regiões mais ricas do planeta em biodiversidade.

O rápido crescimento na agroindústria teve início no decorrer dos anos 1990 graças à adoção de uma dinâmica política de incentivos fiscais. A recente instalação de empresas alimentícias transformou Goiás em um dos principais pólos de produção de tomate.

Plantação de Alho em Goiás.

No caso da atividade agrícola, o estado de Goiás destaca-se na produção de cana-de-açúcar, milho, soja, sorgo, feijão, girassol, tomate, alho, além de também produzir algodão, arroz, café e trigo.

Em 2019, Goiás foi o 4º estado brasileiro com maior produção de grãos, 10% da produção nacional. [3] Goiás é o 2º maior produtor de cana-de-açúcar do país, 11,3% da produção nacional, com 75,7 milhões de toneladas colhidas na safra 2019/20. [4] No mesmo ano, era o 4º maior estado produtor de soja, com 12,46 milhões de toneladas. [5] Tem a liderança nacional na produção de sorgo: produziu 44% da produção brasileira da cultura no ciclo 2019/2020, com safra de 1,09 milhão de toneladas. [6][7] Em 2017, era o 4º maior produtor de milho do país com 22 milhões de toneladas. [8] Em 2019, Goiás se tornou o líder da produção brasileira de alho. [9][10] Goiás foi o 4º maior produtor de feijão do Brasil na safra 2017/18, com 374 mil toneladas, e tem cerca de 10% da produção do país.[11] O estado também está em 3º lugar na produção nacional de algodão, porém, a maior parte da produção nacional é do Mato Grosso e da Bahia - Goiás tem apenas 2,3% de participação.[12][13] No girassol, em 2020 Goiás era o 2º maior produtor nacional, com 41,8%, perdendo apenas do Mato Grosso. No arroz, Goiás é o 8º maior produtor do Brasil, com 1% da produção nacional.[14]

Em 2016, o estado tinha o 3º maior rebanho bovino do país, com 22,6 milhões de cabeças de gado. [15] O estado também tem cerca de 2 milhões de suínos. No mesmo ano, foi o quarto maior produtor de leite do país, respondendo por 10,1% da produção de leite do país. O número de galinhas no Estado foi de 64,2 milhões de cabeças em 2015. A produção de ovos de galinha neste ano foi de 188 milhões de dúzias. Goiás foi o 9º maior produtor de ovos, 5% da produção nacional. [16]

O estado é rico em reservas minerais. O subsolo goiano apresenta grandes variedades de minérios, que dá condições economicamente muito favoráveis. Sendo os principais minérios o níquel, cobre, ouro, nióbio, alumínio (bauxita), calcário e o fosfato, sendo os principais municípios mineradores Niquelândia, Barro Alto e Catalão.O estado produz também esmeralda, turmalina, manganês, água mineral, amianto, cianeto e vermiculita. Goiás tinha, em 2017, 4,58% da participação na mineração nacional (3º lugar no país, somente atrás de Minas Gerais e Pará, os grandes estados mineradores do país). No níquel, Goiás foi o maior produtor, tendo obtido 154 mil toneladas a um valor de R$ 1,4 bilhão.[17] No cobre, foi o 2º maior produtor do país, com 242 mil toneladas, a um valor de R$ 1,4 bilhão. No ouro, foi o 4º maior produtor do país, com 10,2 toneladas, a um valor de R$ 823 milhões. No nióbio (em forma de pirocloro), foi o 2º maior produtor do país, com 27 mil toneladas, a um valor de R$ 312 milhões. No alumínio (bauxita), foi o 3º maior produtor do país, com 766 mil toneladas, a um valor de R$ 51 milhões.[18] Nas pedras preciosas, Goiás é um dos estados produtores de esmeralda no Brasil. Campos Verdes é considerada a "Capital das Esmeraldas". O estado também tem produção conhecida de turmalina, e safira (de modo escasso).[19][20][21][22]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Goiás tinha em 2017 um PIB industrial de R$ 37,1 bilhões, equivalente a 3,1% da indústria nacional. Emprega 302.952 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Construção (25,6%), Alimentos (25,2%), Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (17,2%) e Derivados do Petróleo e Biocombustíveis (7,4%) e Químicos (3,7%). Estes 5 setores concentram 79,1% da indústria do estado. [23]

Em maio de 2000, o governo do estado assinou um convênio com uma empreiteira para a construção do primeiro trecho da Ferrovia Norte-Sul em território goiano. Com uma extensão de 1391 km, entre Belém e Senador Canedo, a obra representara uma expressiva economia com fretes, se comparando com o valor gasto com transporte feito por caminhões. O governo estadual também esta considerando a possibilidade de viabilizar a construção de um ramal da Leste - Oeste, na região sudoeste do estado, maior área de produção de grãos, para facilitar o escoamento da produção para os centros de consumo do Sul e Sudeste do País.

Em 2000, foi criado em Anápolis um polo farmoquímico, responsável pela produção de matérias-primas para a indústria de medicamentos, uma vez que o município já contava com um pólo farmacêutico. A instalação dos novos laboratórios farmoquímicos, composto de oito laboratórios farmacêuticos de médio e grande porte já instalados no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), contribui para a expansão do setor, um reflexo direto da aprovação da Lei dos Medicamentos Genéricos, que possibilitou aos laboratórios ampliarem sua participação no mercado interno.

O estado tem se tornado um importante pólo automotivo. Nos últimos anos o estado tem atraído a instalação de novas montadoras de automóveis no Brasil. Já possui duas montadoras instaladas - a japonesa Mitsubishi (MMC) na cidade de Catalão e a sul-coreana Hyundai (Grupo CAOA) em Anápolis. Em maio de 2011 foi assinado protocolo de intenção para a construção e instalação de uma unidade da montadora de automóveis japonesa Suzuki Motors.[24]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo em Goiás
Hotéis de Caldas Novas.

O turismo em Goiás é muito cosmopolitano, como as belezas naturais, como águas termais, locais intocados pelo homem do cerrado, grutas, cachoeiras, e temos também o turismo histórico, como em Pirenópolis e Cidade de Goiás, com seus monumentos históricos, e temos as festas tradicionais como ocorre em Pirenópolis, que é o caso das cavalhadas de Pirenópolis e a Festa do Divino de Pirenópolis.

O principal centro turístico de Goiás é Caldas Novas, pelas suas águas termais, e Caldas é o 10° ponto mais visitado no Brasil.

Arrecadação do ICMS[editar | editar código-fonte]

Arrecadação do ICMS [25] Aspectos Financeiros
2007 2008 2009 2010
Combustível R$ 1,371 bilhão R$ 1,566 bilhão R$ 1,558 bilhão R$ 1,894 bilhão
Comércio atacadista e distribuidor R$ 0,704 bilhão R$ 0,763 bilhão R$ 0,892 bilhão R$ 1,108 bilhão
Comércio varejista R$ 0,571 bilhão R$ 0,713 bilhão R$ 0,821 bilhão R$ 1,023 bilhão
Comunicação R$ 0,693 bilhão R$ 0,768 bilhão R$ 0,758 bilhão R$ 0,777 bilhão
Energia elétrica R$ 0,682 bilhão R$ 0,720 bilhão R$ 0,605 bilhão R$ 0,777 bilhão
Extrator mineral ou fóssil R$ 0,020 bilhão R$ 0,035 bilhão R$ 0,041 bilhão R$ 0,053 bilhão
Indústria R$ 1,057 bilhão R$ 1,530 bilhão R$ 1,610 bilhão R$ 1,811 bilhão
Prestação de serviços R$ 0,129 bilhão R$ 0,146 bilhão R$ 0,151 bilhão R$ 0,174 bilhão
Produção agropecuária R$ 0,115 bilhão R$ 0,149 bilhão R$ 0,171 bilhão R$ 0,167 bilhão
Outros R$ 0,104 bilhão R$ 0,146 bilhão R$ 0,201 bilhão R$ 0,445 bilhão
Total R$ 5,449 bilhões R$ 6,538 bilhões R$ 6,810 bilhões R$ 8,170 bilhões

Balança Comercial[editar | editar código-fonte]

Balança comercial [26] 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Exportação - (US$) em bilhões 0,595 0,649 1,103 1,413 1,817 2,093 3,185 4,090 3,615
Importação - (US$) em bilhões 0,390 0,327 0,377 0,626 0,724 0,992 1,702 3,050 2,853
Saldo - (US$) em bilhões 0,205 0,322 0,726 0,787 1,093 1,100 1,483 1,040 0,762

Consumo de Energia Elétrica[editar | editar código-fonte]

Energia Elétrica [26] Evolução
2005 2010
Consumo total de Energia Elétrica (MWh) 8.217.238 10.871.508
Energia Elétrica - Número total de Consumidores 1.942.112 2.337.769
Consumo de Energia Elétrica na Iluminação Pública (MWh) 492.909 511.778
Consumo de Energia Elétrica no Comércio (MWh) 1.212.342 1.866.987
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Comércio 147.916 215.841 abesta
Consumo de Energia Elétrica na Indústria (MWh) 2.608.917 3.354.747
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Indústria 14.114 11.027
Consumo de Energia Elétrica Residencial (MWh) 2.493.832 3.297.529
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Residencial 1.626.671 1.924.828

Referências

  1. «Exportações de Goiás (2012)». Plataforma DataViva. Consultado em 13 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 16 de janeiro de 2014 
  2. «Exportações de Goiás(2012)». Plataforma DataViva. Consultado em 13 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 16 de janeiro de 2014 
  3. IBGE prevê safra recorde de grãos em 2020
  4. IBGE prevê safra recorde de grãos em 2020
  5. Goiás se destaca como o quarto produtor de grãos do país mesmo com coronavírus
  6. Goiás lidera produção nacional de sorgo, segundo o IBGE
  7. IBGE prevê safra recorde de grãos em 2020
  8. Quatro estados concentram quase 70% da produção de grãos do país
  9. Alho em Goiás
  10. [REVISTA CAMPO E NEGÓCIO Alho brasileiro sofre concorrência desleal]
  11. Feijão - Análise da Conjuntura Agropecuária
  12. Qualidade do algodão de MT é destaque em congresso nacional
  13. MT segue como líder isolado na produção de algodão e safra sobe para 65% em 2017/18
  14. Goiás passa a ser o terceiro maior produtor de grãos do Brasil
  15. Rebanho bovino goiano atinge recorde histórico
  16. Goiás passa a ser o terceiro maior produtor de grãos do Brasil
  17. Goiás lidera produção de níquel
  18. Anuário Mineral Brasileiro 2018
  19. Rio e Bahia se unem para produzir joias e bijuterias com esmeraldas
  20. Algumas Gemas Clássicas
  21. Mineração de Esmeraldas
  22. Brasil passa a Colômbia nas esmeraldas
  23. Perfil da Indústria de Goiás
  24. «Suzuki confirma fábrica em Itumbiara -». O Estado de S. Paulo. Consultado em 5 de novembro de 2011 
  25. «Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informações Socioeconômicas». Secretária de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás. 11 de fevereiro de 2011. Consultado em 23 de junho de 2011. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  26. a b «Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informações Socioeconômicas -». Secretária de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás. Consultado em 5 de novembro de 2011. Arquivado do original em 10 de março de 2016