Economia digital

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A Economia digital refere-se a uma economia baseada em tecnologias de computação digital. A economia digital também é às vezes chamada de Economia da Internet, Nova Economia ou Economia da Web. Cada vez mais, a "economia digital" está entrelaçada com a economia tradicional, dificultando um delineamento claro.

Definição[editar | editar código-fonte]

O termo "Economia Digital" foi mencionado pela primeira vez no Japão por um professor japonês e economista pesquisador no meio da recessão japonesa dos anos 90. No ocidente, o termo se seguiu e foi cunhado no livro de 1995 de Don Tapscott, The Digital Economy: Promise and Peril in the Age of Networked Intelligence (A Economia Digital: Promessa e Perigo na Era da Inteligência em Rede).[1] A economia digital estava entre os primeiros livros a considerar como a Internet mudaria a forma como fazíamos negócios.[2]

De acordo com Thomas Mesenbourg (2001),[3] três componentes principais do conceito de 'Economia Digital' podem ser identificados:

  • Infra-estrutura e-business (hardware, software, telecomunicações, redes, capital humano, etc.);
  • e-business (como os negócios são conduzidos, qualquer processo que uma organização realiza sobre redes mediadas por computador);
  • e-commerce (transferência de bens, por exemplo, quando um livro é vendido on-line).

Mas, como Bill Imlah[4] comenta, novos aplicativos estão desfocando esses limites e adicionando complexidade; por exemplo, considere a mídia social e a pesquisa na Internet.

Na última década do século XX. Nicholas Negroponte (1995) usou uma metáfora de mudança de processamento de átomos para processamento de bits. "O problema é simples. Quando a informação é incorporada nos átomos, há uma necessidade de todos os tipos de meios industriais e grandes corporações para a entrega. Mas, de repente, quando o foco muda para bits, os "grandes" caras tradicionais não são mais necessários. A publicação faça-você-mesmo na Internet faz todo sentido. Não é para uma cópia impressa" [5]

Nesta nova economia, as redes digitais e as infraestruturas de comunicação fornecem uma plataforma global sobre a qual pessoas e organizações desenvolvem estratégias, interagem, comunicam, colaboram e buscam informações. Mais recentemente, [6] a Economia Digital foi definida como o ramo da economia que estuda os bens intangíveis de custo marginal zero na rede.

Impacto[editar | editar código-fonte]

A Economia Digital vale três trilhões de dólares hoje. Isso é cerca de 30% do índice S&P500, seis vezes o déficit comercial anual dos EUA ou mais do que o PIB do Reino Unido ou mais do que o PIB do Brasil. O que impressiona é o fato de todo esse valor ter sido gerado nos últimos 20 anos desde o lançamento da Internet.

É amplamente aceito que o crescimento da economia digital tem um impacto generalizado em toda a economia. Várias tentativas de categorizar o tamanho do impacto nos setores tradicionais foram feitas.[7][8]

O Boston Consulting Group discutiu “quatro ondas de mudança varrendo os bens de consumo e o varejo”, por exemplo.[9]

Em 2012, a Deloitte classificou seis setores da indústria como tendo um “curto-circuito” e experimentando um “big bang” como resultado da economia digital.[10]

A Telstra, uma das principais provedoras australianas de telecomunicações, descreve como a concorrência se tornará mais global e mais intensa como resultado da economia digital.

Resposta[editar | editar código-fonte]

Dado o seu amplo impacto esperado, as empresas tradicionais estão avaliando ativamente como responder às mudanças trazidas pela economia digital.[11][12][13] Para as corporações, o tempo de resposta (timming) é a essência.[14] Os bancos comerciais estão tentando inovar e usar ferramentas digitais para melhorar o seu negócio tradicional.[15] Os governos estão investindo em infraestrutura. Em 2013, a Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, por exemplo, teve como objetivo fornecer uma banda larga de velocidade de download de 1 GB/s para 93% da população em dez anos.[16]


Referências

  1. Tapscott, Don. The digital economy : promise and peril in the age of networked intelligence. [S.l.: s.n.] ISBN 0-07-063342-8 
  2. «Don Tapscott Biography» 
  3. Mesenbourg, T.L. Measuring the Digital Economy. [S.l.: s.n.] 
  4. «The Concept of a "Digital Economy"». Consultado em 27 de maio de 2018. Arquivado do original em 22 de outubro de 2013 
  5. «Bits and Atoms». Wired magazine. (MIT link) 
  6. arXiv:1405.2051Acessível livremente  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)|nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  7. The New Digital Economy - How it will transform business, Oxford Economics
  8. Taking leadership in a digital economy, Deloitte Digital & Telstra
  9. Digital’s Disruption of Consumer Goods and Retail. bcg.perspectives (2012-11-15). Retrieved on 2013-07-23.
  10. Deloitte Australia: Digital disruption - Short fuse, big bang?. Econsultancy (2012-10-22). Retrieved on 2013-07-23.
  11. Internet matters: Essays in digital transformation | McKinsey & Company. Mckinsey.com (2013-03-13). Retrieved on 2013-07-23.
  12. Welcome to Telefónica Digital. Blog.digital.telefonica.com (2013-07-15). Retrieved on 2013-07-23.
  13. Economy is better off with digital disruption. Smh.com.au (2012-07-23). Retrieved on 2013-07-23.
  14. Being too late in digital more costly than being too early: Deloitte Telstra joint report. Computerworld (2012-11-30). Retrieved on 2013-07-23.
  15. Retail banks to tackle “digital disruption” in 2013. CCR Magazine (2012-11-21). Retrieved on 2013-07-23.
  16. What is the NBN? | NBN - National Broadband Network - Australia Arquivado em 16 de janeiro de 2013, no Wayback Machine.. NBN. Retrieved on 2013-07-23.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Leitura complementar[editar | editar código-fonte]