Edén Pastora

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Edén Atanacio Pastora Gómez (nascido em Ciudad Darío, 22 de janeiro de 1937) é um político e ex-guerrilheiro nicaraguense que concorreu à presidência como candidato do partido Alternativa para a Mudança (AC) nas eleições gerais de 2006.[1] Nos anos anteriores à queda do regime de Anastasio Somoza Debayle, Pastora foi o líder da Frente Sul, a maior milícia no sul da Nicarágua, perdendo apenas para a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), no norte. Pastora foi apelidado Comandante Cero ("Comandante Zero") e foi o organizador e executor da tomada do Palácio Nacional em Manágua em 22 de agosto de 1978.[2]

Seu grupo foi o primeiro a chamar-se "sandinistas", e também foi o primeiro a aceitar uma aliança com o FSLN, grupo que viria a se tornar mais popularmente identificado pelo nome. Depois do triunfo da Revolução Sandinista foi-lhe concedido o título honorário de Comandante Guerrilheiro e o grau militar de Comandante da Brigada no incipiente Exército Popular Sandinista (EPS) e serviu por um tempo como Vice-Ministro da Defesa e Chefe Nacional das Milícias Populares Sandinistas (MPS). No final de 1982, alguns anos depois da vitória revolucionária, Pastora ficou desiludido com o governo da FSLN, e formou a Aliança Revolucionária Democrática (ARDE) com o objetivo de confrontar os "pseudo-sandinistas" política e militarmente. [3]

Desde 2010, se reconciliou com a FSLN e detém um cargo ministerial no governo de Daniel Ortega. Seu papel em uma disputa de fronteira com a Costa Rica e alegações de danos ambientais ao território reivindicado por esse país levou ao indiciamento legal pelo governo da Costa Rica.[4]

Referências

  1. «Q&A: Nicaragua votes». BBC News. 3 de Novembro de 2006 
  2. «Edén Pastora Gómez». Encyclopædia Britannica 
  3. Latin American regional reports: Caribbean & Central America report: Volume 93, 1993.
  4. «Edén Pastora: "A mí ya me absolvió la historia"». EL PAÍS. 18 de novembro de 2012