Edecão

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Edecão, Edicão[Nota 1] ou Edica[Nota 2] foi durante algum tempo o chefe dos esciros. Ele era o pai de Odoacro[1][2], que se tornou mestre dos soldados (magister militum) no exército romano e rei da Itália.

Biografia[editar | editar código-fonte]

No meio do século V os esciros eram uma tribo germânica vassala dos hunos.

Edecão era uma pessoa famosa na corte de Átila, da mesma forma que Ardarico era, o rei dos gépidas. Ambos haviam desempenhado papel fundamental no ataque contra Bleda permitindo a ascensão do poder de Átila em 445.

Após o período de paz com o Império do Oriente, ele foi enviado como diplomata para Constantinopla. O ministro de Teodósio II, Crisáfio, tentou corrompê-lo para assassinar Átila. Este plano foi frustrado, e Átila ordenou a cabeça de Crisáfio.

Em 451, Edecão auxiliou os esciros numa campanha na Gália como também participou ao lado dos hunos na Batalha dos Campos Cataláunicos.

Após a morte de Átila (453) e a Batalha de Nedau no ano seguinte, ele se estabeleceu com seu povo na região entre o Danúbio e o Tisza.

Edecão e Hunulfo são mencionados por Jordanes como líderes dos esciros, na batalha em que os ostrogodos, liderados por Teodomiro derrotaram uma aliança de suevos, sármatas, esciros, gépidas, rúgios e outros[3]. Ele foi morto em 469, durante a derrota da coalizão contra os ostrogodos, perto de Bolia, na Panónia.

Seu filho Odoacro fugiu para a Itália por Nórica, seguido pelos sobreviventes esciros, rúgios e hérulos.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Forma encontrada no texto de Anônimo Valesiano
  2. Forma encontrada no texto de Jordanes

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Anônimo Valesiano, Pars posterior: Chronica Theodericiana, 10.45
  2. Edward Gibbon, Declínio e Queda do Império Romano
  3. Jordanes, A origem e as façanhas dos Godos, LIV