Edifício Altino Arantes

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Edifício Altino Arantes
Edifício do Banespa.jpg
São Paulo
 Brasil
Construção 1939-1947
Inauguração 27 de junho de 1947 (69 anos)[1]
Uso Escritórios, mirante e museu
Altura
Antena 161,22 m
Características
Andares 35
Construção
Arquiteto Plínio Botelho do Amaral
Gestor Banespa (1947-2000)
Santander (2000-atualmente)

Edifício Altino Arantes (também conhecido como Edifício Banespa ou Banespão) é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo o terceiro arranha-céu mais alto da cidade e o sétimo mais alto do Brasil.

Construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo, foi durante mais de uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale, em 1960.[2]

Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova Iorque, Estados Unidos. Logo após a inauguração, na década de 1940, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.[1]

Do alto do mirante do edifício é possível ter um raio de visão de 360º e que atinge cerca 40 de quilômetros, de onde é possível ver a Serra do Mar, o Pico do Jaraguá, os prédios da Avenida Paulista e as principais construções do Centro.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Projeto[editar | editar código-fonte]

Após a sua fundação em 1947, (inicialmente sob o nome de Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo), o Banco do Estado de São Paulo passou por um período de grande expansão e necessitava de uma sede maior para seus negócios. O primeiro local escolhido para tal finalidade ficava na praça Ramos de Azevedo, local um pouco inadequado pois ficava distante do centro bancário da cidade, compreendido pelas ruas São Bento, Rua XV de Novembro, Direita e adjacentes.[1]

Decidida a mudar para a área de mais destaque econômico, a diretoria do banco faz um acordo com a Santa Casa de Misericórdia e compra mais alguns prédios ao redor, que seriam demolidos para dar início a construção do novo edifício-sede na Rua João Brícola.

O projeto do novo edifício ficou por conta do engenheiro e arquiteto Plínio Botelho do Amaral, mas foi adaptado pela construtora Camargo & Mesquita pois queriam que o novo prédio fosse semelhante ao Empire State Building, em Nova Iorque.[1]

Construção[editar | editar código-fonte]

Região verticalizada do Centro da cidade. Na fotografia, em destaque os edifícios do Banco do Brasil (esquerda), Altino Arantes (centro) e Martinelli (direita), este último o primeiro arranha-céu da América Latina.[3]

As obras tiveram início com o lançamento da pedra fundamental da matriz, em 19 de setembro de 1939. Após quase oito anos, o edifício foi inaugurado em 27 de junho de 1947 já sendo o edifício mais alto de São Paulo, com seus 161,22 metros de altura, título que lhe pertenceu durante quase vinte anos. Durante muito tempo o prédio ficou facilmente identificável devido ao letreiro luminoso que brilhava em seu topo.[1]

Com 161,22 metros de altura, seus 35 andares, 14 elevadores, 900 degraus e 1.119 janelas, em 1948 foi considerado nos anos 40 a maior construção de concreto armado do mundo por uma revista francesa como, pois os demais prédios (incluindo o norte-americano Empire State Building, o maior do mundo na época) eram construções de estrutura metálica ou mistas de metal e concreto.[1]

Nos anos 1950, a torre foi ocupada pela antena retransmissora da TV Tupi. Na década de 1960 teve seu nome mudado para "edifício Altino Arantes", uma homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco, Altino Arantes Marques. Isso porque desde sua fundação, em 1909, até 1919, quando, - na gestão Altino Arantes - o Governo Estadual tornou-se seu acionista majoritário, o banco era controlado por acionistas franceses.

Alterações[editar | editar código-fonte]

Com o passar dos anos o edifício não sofreu muitas alterações externas notáveis, apenas passou por limpezas e reconstituição das fachadas, ganhando também uma nova iluminação. Já na parte interna sofreu diversas alterações que exigiram intervenção do Museu Banespa, quando algumas áreas do edifício foram tombadas, para protegê-las de modificações que pudessem alterar suas características originais.

Em 1988, um lustre de três metros de altura e 1,5 tonelada foi instalado no hall de entrada do edifício. Tal peça conta como 150 lâmpadas e cerca de dez mil acessórios de cristal.

No ano de 2000 o Banespa foi privatizado, sendo vendido ao Banco Santander Central Hispano. Porém, para evitar represálias, respeitando a tradição do povo paulistano, os novos donos não fizeram nenhuma alteração significativa na fachada do edifício.

Panorama da Zona Central de São Paulo a partir do edifício Altino Arantes.

Características[editar | editar código-fonte]

Torre Banespa[editar | editar código-fonte]

A bandeira do estado de São Paulo no topo do edifício Altino Arantes.

A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, ela permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros, sendo possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton. O Mirante do Vale concluído em 1960, e que apesar de não ser muito conhecido, é o segundo edifício mais alto do Brasil. Além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo.

No final dos anos 1970 a torre ganhou em volta de sua base uma cinta de alumínio, aonde foi fixado o logotipo do banco. E no topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos àquela altura.

No fim do mês de junho do ano de 2015 o edifício foi fechado para visitação do público em geral, alegando-se para isto a realização de reformas, e, segundo notícia veiculada pelo Jornal Metro News no dia 28 de julho de 2015, o edifício poderá não mais voltar a ser aberto ao público ainda que não tenham sido revelados possíveis motivos para essa mudança. [4]

Museu Banespa[editar | editar código-fonte]

No prédio funciona também o Museu Banespa, que reúne a história do banco desde sua inauguração como Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo até os dias atuais, perto de completar cem anos. O museu possui 993 objetos e mobiliários, 1.003 obras, 98 fotografias assinadas, 66 tapetes orientais e nacionais entre outros itens.

Centro a partir do edifício.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Tatiane Ribeiro (11 de setembro de 2015). São Paulo Turismo, : . «Banespão». Consultado em 18 de janeiro de 2016. 
  2. «Mirante do Vale». Emporis. Consultado em 17 de agosto de 2008. 
  3. Heitor e Silvia Reali. «Edifício Martinelli». Andreato Comunicação e Cultura. Consultado em 10 de setembro de 2011. 
  4. «Banespão é fechado por tempo indeterminado». MetroNews. Consultado em 13 de fevereiro de 202016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Edifício mais alto do Brasil
1947 - 1960
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1947 - 1960
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