Edifício Harry S. Truman

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Edifício Harry S. Truman
Harry S Truman Building
Fachada principal do Edifício Harry S. Truman.
Estilo dominante Moderno
Arquiteto Louis A. Simon
Gilbert Stanley Underwood
William Dewey Foster
Início da construção 1939
Fim da construção 1941
Restauro 1960
2000
Website State.gov
Geografia
País  Estados Unidos
Cidade Washington, D.C.

O Edifício Harry S. Truman (Harry S Truman Building, em inglês) é um edifício moderno em Washington, D.C., que serve como sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Localizado na região de Foggy Bottom,[1] a poucos metros de distância da Casa Branca, o Edifício Truman foi construído no início da década de 1940 para acomodar as instalações do departamento diplomático estadunidense, passando a abrigar também o gabinete do Secretário de Estado.[2] Nas proximidades, estão localizados a sede da Academia Nacional de Ciências e o National Mall.

História[editar | editar código-fonte]

Construção[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1930, a Comissão de Planejamento da Capital Nacional desejou desenvolver uma seção do Distrito de Colúmbia conhecida popularmente como "Foggy Bottom". Com o ingresso do país na Segunda Guerra Mundial, o então Departamento de Guerra - que ocupava diversas instalações provisórias - expressou a necessidade uma sede definitiva de acordo com a prioridade de suas incumbências. Planejava-se construir o prédio em duas etapas distintas e a região de Foggy Bottom acabou sendo selecionada pela vastidão de terras à disposição.

Os arquitetos Gilbert Stanley Underwood e William Dewey Foster venceram o concurso para o novo prédio do Departamento de Guerra. Ambos concluíram o projeto em 1939 e a construção foi iniciado no ano seguinte. A Administração de Prédios Públicos, órgão subordinado à Agência de Trabalhos Federais - foram as responsáveis pelo programa de construção dos prédios do Departamento do Tesouro. A primeira fase do prédio foi concluída em 1941.[3]

Durante a fase de projeto, diversas agências alertaram sobre a necessidade de um prédio muito maior para abrigar as instalações do departamento. Apesar de desconsiderados pelos construtores, tais alertas provaram-se verdadeiros com o passar dos anos. Ainda que ocupado brevemente nos primeiros anos de construção, o prédio acabou não sediando nenhum departamento de governo. Sendo que, à época de sua conclusão, já não era mais ocupado pelo Departamento de Guerra, para o qual fora planejado. Não obstante, no mesmo ano, o Congresso dos Estados Unidos viria a angariar fundos para a construção de um quartel-general de operações militares - o Pentágono - deixando o Edifício Truman à disposição de outras agências do governo.

Em 1947, o prédio passou a ser ocupado oficialmente pelo Departamento de Estado, sendo que ainda hoje sua seção original de 1941 é referida como "War Department Building" em referência ao seu primeiro ocupante.[4][5] O protagonismo dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial acabou influenciando o alargamento das funções do Departamento de Estado e uma ampliação física em sua sede foi cogitada. Somente em 1955, o Congresso aprovou os planos de expansão do edifício, num concurso vencido pela firma Harley/Probst Associates no ano seguinte. A extensão, conhecida oficialmente como "State Department Extension" foi concluída em 1960 e inaugurada em 1961 pelo Secretário de Estado Dean Rusk.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Representação gráfica do "Centro Diplomático" a ser construído na fachada leste do Edifício Truman.

Em setembro de 2000, a sede do Departamento de Estado, anteriormente conhecido como Main State Building, recebeu o nome do 33º presidente estadunidense Harry S. Truman.[6][7]

O prédio é local de trabalho de mais de 8 mil empregados do Departamento de Estado, possuindo 130 mil m² de área útil e 24.800 m² de espaço de serviço. A cobertura do prédio, tradicional local de encontro entre líderes estrangeiros, possui 28.000 m² de área, mais do que qualquer outro prédio público do Distrito de Colúmbia.[8] O prédio conta com 43 elevadores, possuindo ainda mais de 4 mil janelas e 34 mil pontos de iluminação.

Atualmente, o Edifício Truman passa por um período de renovação e reforma total de 12 anos com a finalidade de modernizar e readaptar partes de sua estrutura.[3] Em maio de 2014, a Administração de Serviços Gerais liberou 25 milhões de dólares para construção de uma entrada pública na ala oeste do prédio, como parte das reformas estruturais.[9] A estrutura de aço e vidro não servirá somente como entrada oficial do prédio, como também abrigará um pequeno centro de visitantes relacionado à história diplomática do país. Conhecida como U.S. Diplomatic Center, uma área foi projetada pela empresa Beyer Binder Belle e financiada pela Fundação Centro Diplomático, uma organização independente fundada pela ex-Secretária de Estado Madeleine Albright.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Definition of Foggy Bottom». The American Heritage Dictionary. Consultado em 30 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 9 de novembro de 2013 
  2. «Hillary Rodham Clinton - Biography». Departamento de Estado dos Estados Unidos 
  3. a b «Renovated State Department 'world class' space». Congressional and Public Affairs Office, GSA, National Capital Region, Public Buildings Service. 12 de setembro de 2003 
  4. Carmine, Alex (2009). Dan Brown's The Lost Symbol: The Ultimate Unauthorized and Independent Reading Guide. [S.l.]: Punked Books. p. 37. ISBN 9781908375018 
  5. Mowbray, Joel (2003). Dangerous Diplomacy: How the State Department Threatens America's Security. [S.l.]: Regnery Publishing. p. 11. ISBN 9780895261106 
  6. «State Department headquarters named for Harry S. Truman». CNN. 22 de setembro de 2000 
  7. «Building Overview». General Services Administration 
  8. David, Alexander (2008). The Building: A Biography of the Pentagon. [S.l.: s.n.] p. 25. ISBN 9780760320877 
  9. Sernovitz, Daniel J. (10 de outubro de 2014). «State Department's Truman Building to Get Multimillion-Dollar Makeover». Washington Business Journal 
  10. Sernovitz, Daniel J. (2 de maio de 2014). «U.S. Diplomacy? There Will Soon Be A Museum For That». Washington Business Journal