Edifício Santana

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Edifício Santana
Fachada Edifício Santana - Campinas, Brasil.JPG
Fachada vista a partir da esquina das ruas Barão de Jaguara e César Bierrenbach
Rua Barão de Jaguara, 1136, Centro, Campinas
 São Paulo,  Brasil
22° 54' 17" S 47° 03' 31" O
Status Concluído
Construção 1935-1936
Restaurado 1975
Uso misto (hotel e comércio)
Características
Elevador 1
Andares 6
Construção
Arquiteto Lix da Cunha
Contratante Severiano do Amaral Campos
Desenvolvedor Lix da Cunha
Engenheiro Gouvea & Cunha

Edifício Santana[nota 1] é um edifício situado no Centro da cidade de Campinas, notabilizado por ser o primeiro arranha-céu construído na cidade e simbolizando o início do processo de verticalização no município[1].

História[editar | editar código-fonte]

Ainda no ano de 1929 o terreno[2] no qual viria a ser construído o Edifício Santana fora objeto de estudo para um projeto do escritório de Hoche Néger Segurado para a família Souza Queiroz, proprietária original do terreno, que não foi erguido. Em 1934 foi elaborado um novo Código de Construções para Campinas, que viria a mudar a dinâmica das construções na região central, abrindo condições para a futura verticalização da cidade nas décadas seguintes. Em 1935 houve a demolição das construções existentes nos números 1132 e 1138 da Rua Barão de Jaguara, sendo que um deles permaneceu abandonado desde um incêndio ocorrido no local em 1921[3]. O alvará de construção foi expedido em 12 de setembro de 1935.

Em 1975, o empresário Aldo Pessagno promoveu uma reforma no prédio[4] e transformou-o em hotel, atividade hoje exercida nos pavimentos superiores do edifício.

Características[editar | editar código-fonte]

Situado na esquina das ruas Barão de Jaguara e César Bierrenbach, o Edifício Santana possui seis andares e um elevador. Sua configuração original previa uso totalmente comercial, com sete lojas no térreo, 18 salas comerciais na sobreloja e seis salas por andar do segundo ao sexto andares[2]. A estrutura do edifício é de concreto armado. As janelas usadas no projeto são do tipo "Copacabana"[1]: persianas de enrolar e basculantes, um tipo de caixilho comumente usado na linguagem arquitetônica do Art déco. As sacadas são semiembutidas, geométricas e curvas e o eixo de simetria valoriza a esquina, na qual está situada parte verticalizada do edifício.

Conclusão[editar | editar código-fonte]

O habite-se do Prédio Santana foi lavrado em 7 de julho de 1936[1]. Inicialmente projetado como edifício de escritórios, o Santana hoje possui ocupação mista: hotel e comércio.

Tombamento[editar | editar código-fonte]

O Edifício Santana foi tombado em 2011 pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campinas), através do Processo 007/10[5], que fez o tombamento do Santana e de outras 14 construções verticais no estilo Art déco, todas elas situadas no Centro de Campinas.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Na grafia original, Predio Sant'Anna.

Referências

  1. a b c FERREIRA, Caio de Souza (nov. 2006). «O Edifício Sant'Anna e a Gênese da Verticalização em Campinas (1)». Vitruvius (078.03). Consultado em 28 dez. 2013 
  2. a b ZAKIA, Sílvia Amaral Palazzi (jun. 2011). «Edifício Santana: o primeiro arranha-céu de Campinas» (PDF). 9º seminário Docomomo. Consultado em 28 dez. 2013 
  3. FERREIRA, Juliana. «Cinemas e arquitetura marcam história da Rua César Bierrenbach». EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas. Consultado em 28 dez. 2013 
  4. Hotel Opala Barão. «Hotel». Consultado em 28 dez, 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «Processo 007/10». Consultado em 28 dez. 2013