Edifício Wilton Paes de Almeida

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Edifício Wilton Paes de Almeida
Edifício Wilton Paes de Almeida em setembro de 2016
Edifício após a destruição em maio de 2018
Tipo edifício
Inauguração 1968
Dissolução 1º de maio de 2018
Área 650 metros quadrados
Administração
Proprietário(a) Governo do Brasil
Geografia
Coordenadas 23° 32' 31.9" S 46° 38' 16.3" O
Localidade São Paulo
Logradouro Rua Antônio de Godói, 33 - Centro, São Paulo - SP, 01034-001 Brazil
Cidade São Paulo
País Brasil

O Edifício Wilton Paes de Almeida foi um prédio histórico localizado no Largo do Paiçandu, na cidade de São Paulo, Brasil.

Projetado pelo arquiteto Roger Zmekhol no estilo modernista, possuía 24 andares e foi considerado um bem de interesse histórico, arquitetônico e paisagístico, o que garantia a preservação de suas características externas, por tal razão, foi tombado pelo CONPRESP, em 1992.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Sua construção se deu na década de 1960 e foi inaugurado em 1968 para ser a sede do conglomerado de empresas do político e empresário Sebastião Paes de Almeida (foi batizado Wilton Paes de Almeida em homenagem ao irmão mais velho de Sebastião). O edifício ocupava um terreno de 650 m² e a área construída somava 12.000 m² e sua estrutura era metálica com lajes em concreto.[2] Entre as principais empresas que ocuparam o prédio inicialmente, estavam a CVB[3] (Companhia de Vitrais Brasil, principal empresa do grupo), Oleogazas, Socomin e duas agencias bancarias, o Nacional do Comércio de São Paulo S.A. e o Banco Mineiro do Oeste S.A. nos quais Sebastião era acionista majoritário. Por dívidas com a receita federal, o edifício passou para propriedade do governo federal.[4] Com posse da União, abrigou a sede da Polícia Federal em São Paulo, entre 1980 e 2003, e também foi agência do INSS no primeiro andar.[1][5] Depois que a Polícia Federal mudou de sede, o prédio ficou abandonado, sendo ocupado por movimentos sociais.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

O edifício define-se como um exemplar da arquitetura modernista, com características do típico edifício miesiano. A estrutura em concreto armado consistia de pilares recuados[6], sustentando lajes nervuradas em balanço, com bordas cada vez mais finas, chegando a 5cm nas extremidades. Em seção “H”, os pilares também distribuíam a tubulação de ar condicionado embutida para todos os andares da construção[7]. Na fachada, a espessura fina das lajes possibilitou o uso de uma caixilharia de alumínio de espessura igualmente delgada fixando as lâminas de vidro verde, no conceito de “curtain wall”, ou “pele de vidro”[8]. Na face oposta à entrada, um bloco de circulação e serviços, com três elevadores e escadaria dava acesso aos níveis superiores. Uma majestosa escada circular compunha o visual do pavimento térreo[9].

Incêndio e desmoronamento[editar | editar código-fonte]

Em decorrência de um incêndio, que iniciou-se na madrugada de 1° de maio de 2018, após 90 minutos sendo consumido pelas chamas, o "Wilton Paes de Almeida" desabou. No momento do incêndio e desabamento, 146 famílias do Movimento Luta por Moradia Digna (LMD) moravam no edifício.[10]

O prédio ficava ao lado da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo e, com o desabamento do edifício, parte do templo foi destruída.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]


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Referências