Edifício da Vodafone

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Edifício da Sede da Vodafone - Lisboa

O Edifício da Sede Vodafone, no Parque das Nações em Lisboa, da autoria dos Arquitectos Alexandre Burmester e José Carlos Gonçalves, teve início em Março de 2000 e foi concluída em Outubro de 2002.

Descrição geral do Edifício[editar | editar código-fonte]

Com inúmeros espaços como escritórios, megastore, auditórios e restaurante, tem uma área de construção de aproximadamente 70.000 m2. Este edifício conta com uma intervenção de grande impacto urbanístico nesta recente zona da cidade de Lisboa, tanto pela sua dimensão e indiscutível valor arquitectónico, como pelos desafios tecnológicos e soluções que envolve. É composto por um único corpo estrutural que compreende três volumes fundamentais: no subsolo desenvolve-se, em planta, num espaço rectangular único, com uma dimensão aproximada de 134x103 m²; no solo, destacam-se dois volumes nos topos Norte e Sul, com as dimensões em planta de aproximadamente 130x18m² até ao piso 4 e de 55x18m² do piso 5 ao piso 10 (cobertura). Estes dois volumes são unidos ao nível dos pisos 7, 8 e 9 pela de ponte de Administração, zona de escritórios panorâmicos, e através de uma viga parede que compõe a fachada principal do edifício, virada a poente, concretiza-se um vão livre de 53m entre os dois blocos. Todo o edifício é realizado sem juntas (definitivas).


A Estrutura[editar | editar código-fonte]

O edifício contém uma essencialmente uma estrutura de betão armado, com excepção da ponte da Administração, da viga parede da fachada e de alguns passadiços metálicos. Quanto aos espaços subterrâneos, do lado Nascente, o edifício tem 4 pisos e do lado Poente apenas 3 devido ao declive do terreno. As caves -3 e -2 destinam-se ao estacionamento, o embasamento 2 a zonas técnicas e escritórios e o embasamento 1 é um espaço multifuncional. As lajes da cave -2 são de betão armado e reforçadas por capitéis e bandas maciças sobre pilares. Tal resolução favorece a passagem de condutas técnicas nos tectos das caves. As paredes, também em betão armado, formam núcleos que absorvem praticamente os esforços horizontais devido ao vento e a possíveis sismos, atestando assim uma elevada rigidez do edifício. Todo sustento do edifício é feito essencialmente nas fundações do mesmo. As lajes dos pisos subterrâneos suportam as paredes periféricas – paredes moldadas em regime definitivo. As juntas definitivas foram um dos aspectos que obteve maior atenção de estudo devido ao facto de ser uma estrutura com condicionantes muito exigentes do ponto de vista arquitectónico. Esta decisão foi baseada em aspectos como a minimização do impacto visual, do impedimento da absorção de impulsos de terras por elementos verticais e da redução da rigidez global da estrutura com eventual desequilíbrio no que diz respeito à distribuição de cargas.

A Viga de Parede em Betão branco[editar | editar código-fonte]

A viga parede é uma peça monolítica com aproximadamente 87x34,2x0.85 m3. Possui uma abertura feita abaixo do seu centro de gravidade com uma área de 30x12m2. Para aligeirar a peça, esta contém tubos de plástico de 50cm de diâmetro, sendo que no vão, estes são horizontais e sobre os apoios são verticais. A peça está apoiada em dois núcleos de betão no alinhamento dos dois corpos elevados, estabelecendo uma ligação a eles como se fossem um só. Os aspectos a ter em conta no que refere ao edifício são: a pré-pintura das armaduras; a correcta colocação de armaduras, com um cuidado especial quanto às deformações impostas; a adopção de descofrantes adequados; a protecção das zonas já betonadas; a correcta inserção de alhetas; a especificação pormenorizada dos tipos de cofragem e das classes de acabamento. É ainda de referir que a equipa de projectistas, em obras de betão branco, que projectou tanto a Casa da Música como o Pavilhão do Conhecimento, foi chamada a intervir na obra, pela sua experiência e qualidade em trabalhos que envolvem o uso deste material.


Ponte da Administração[editar | editar código-fonte]

Ao nível dos pisos 7,8 e 9 foi projectada uma área de escritórios que une os dois blocos, sem qualquer apoio intermédio, vencendo um vão livre de 53 m. Esta ponte possui uma largura de 16 m e suporta 2 pisos de escritórios, bem como respectiva cobertura. Para suporte destes 3 elementos, foi criada uma viga em caixão com 10,1 m de altura. As lajes de 16 m de largura, com consolas simétricas de 6 m, cuja espessura varia entre 20 a 50 cm, são viabilizadas pela aplicação de pré-esforço transversal. O caixão apoia-se, em cada extremo, num núcleo de betão armado de implantação, possuindo um elevado grau de encastramento. Tanto o dimensionamento final da ponte como o da estrutura de escoramento do cimbre foram condicionados pelo processo construtivo, destacando-se aspectos como: a massa total da ponte (cerca de 720 kN/m); o facto do cimbre se apoiar nos pisos superiores da cave, estando o seu prolongamento condicionado até às fundações; a situação da laje inferior da ponte ser em betão à vista, o que torna mais exigente na limitação da fendilhação; o dimensionamento do cimbre ser condicionado pela flexibilidade da estrutura subjacente. É ainda de referir que, tendo em conta a escala da base do edifício, a estrutura da ponte pode ficar sujeita a elevados esforços, caso haja a ocorrência de um sismo, e esta implique vibrações desfasadas em relação aos dois blocos.

A elaboração prévia das consolas da ponte, não só possibilitou a sua realização com parte do Cimbre montado, como solucionou o problema da capacidade resistente da da parte do elemento que as sustenta. 


Distinções em Arquitectura:[editar | editar código-fonte]

- Prémio para o melhor Investimento Imobiliário do Ano – Revista Imobiliária (2004);

- Prémio Speciale Rizzani de Eccher (2004);

- Prémio Valmor (2005);

Distinções em Engenharia:[editar | editar código-fonte]

- Nomeação para o Prémio Secil (2003);