Edison Lobão

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Edison Lobão
Senador pelo  Maranhão
Período De 1 de fevereiro de 1995
até a atualidade
Ministro de Minas e Energia do  Brasil
Período 1ª gestão: 21 de janeiro de 2008 até 31 de março de 2010
2ª gestão: 1º de janeiro de 2011 até 1º de janeiro de 2015
Antecessor(a) 1ª gestão: Nelson Hubner
2ª gestão: Márcio Zimmermann
Sucessor(a) 1ª gestão: Márcio Zimmermann
2ª gestão: Eduardo Braga
Governador do  Maranhão
Período 15 de março de 1991
até 2 de abril de 1994
Antecessor(a) João Alberto de Souza
Sucessor(a) José de Ribamar Fiquene
Vida
Nascimento 5 de dezembro de 1936 (79 anos)
Mirador (MA)
Dados pessoais
Esposa Nice Lobão
Partido PMDB
Profissão Empresário

Edison Lobão (Mirador, 5 de dezembro de 1936) é um jornalista e político brasileiro.

Foi governador do Maranhão, de 1991 a 1994. Foi ministro de Minas e Energia do Brasil, de 21 de janeiro de 2008 até 31 de março de 2010, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,[1] e durante todo o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Advogado com bacharelado em Direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), Edison Lobão preferiu trabalhar como jornalista e assim foi empregado dos jornais Correio Braziliense e Última Hora, e da revista Maquis, além de ter chefiado o departamento jornalístico da Rede Globo no Distrito Federal.[carece de fontes?]

Antes de optar pela política, integrou o conselho de administração da antiga Telebrasília (Telecomunicações de Brasília S/A). É casado com a deputada federal Nice Lobão, com quem tem três filhos. Sua irmã, Nerine Lobão Coelho, é cenógrafa e professora da cadeira de Artes Cênicas da curso de Educação Artística da Universidade Federal do Maranhão. Ela foi também diretora do Teatro Arthur Azevedo e atualmente reside em São Luís.

Assessor do Ministério de Viação e Obras Públicas (1962), do governo do Distrito Federal (1964/1968) e do Ministério do Interior (1969/1974), foi eleito deputado federal pela ARENA e a seguir pelo PDS em 1978 e 1982. Ausentou-se da votação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 que propunha Eleições Diretas para Presidência da República, faltaram vinte e dois votos para a emenda ser aprovada.[2] Ingressou no PFL em atenção à liderança política de José Sarney, que manteve o controle da seção maranhense da legenda, embora filiado ao PMDB desde a sua candidatura a vice-presidente de Tancredo Neves.

Política[editar | editar código-fonte]

Eleito em 1986 para o seu primeiro mandato de senador, foi nas eleições de 1990 que enfrentou seu maior desafio político, perdendo o primeiro turno da eleição para o governo do Maranhão para o senador João Castelo, candidato do PRN, e ostensivamente apoiado pelo então presidente da República Fernando Collor, que esperava assim retirar o "sarneísmo" do poder após um quarto de século. Derrotado por uma margem superior a 135 mil sufrágios, Lobão contou com o apoio integral de Sarney (que fora eleito senador pelo Amapá) e venceu o segundo turno com mais de 100 mil votos a frente do concorrente. Renunciou ao mandato em 1994 com o intuito de se candidatar ao Senado, e se elegeu pela segunda vez, êxito esse repetido em 2002 quando a primeira suplência de sua chapa ficou nas mãos de seu filho, o empresário Edison Lobão Filho, também conhecido como Edinho.

Extinto o PFL no início de 2007, passou ser integrante do partido Democratas mas logo atendeu às conveniências políticas de seu estado e ingressou no PMDB, sendo nomeado ministro de Minas e Energia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 21 de janeiro de 2008.

Com a posse de Edison Lobão no Ministério, seu filho Edison Lobão Filho assumiu a vaga no Senado, ficando até 31 de março de 2010. Deixou o Ministério de Minas e Energia para concorrer a mais um mandato como senador, em 2010. Foi reeleito à vaga, pelo PMDB, com 1.702.085 votos.[3]

Em 2011 foi reconduzido à pasta de Minas e Energia pela presidente Dilma Rousseff.[4]

Em março de 2011, participou da campanha do governo brasileiro para demitir o presidente da Vale, Roger Agnelli.[5] Dilma Roussef teria enviado Guido Mantega para convencer o Bradesco, principal sócio da Vale a aceitar sua substituição.[5] Em outra frente, o ministro Edson Lobão pressionava publicamente a empresa a pagar cinco bilhões de reais de royalties pela exploração do solo do país.[5] Em 14 de março Agnelli havia enviado a Dilma uma carta onde expressava sua preocupação de que a disputa dos royalties estava envolvida num contexto político e que haveria desvio de verbas na prefeitura de Parauapebas.[5] A Vale já pagara 700 milhões ao município, que continuava com péssimos indicadores, o entorno da cidade cercado de favelas, bairros próximos ao centro com esgoto a céu aberto e ruas sem asfalto.[5] No mesmo dia que a carta foi entregue ao Planalto, Agneli se reuniu com Lobão para reafirmar sua crença que as cobranças do governo eram injustas, mas que acataria decisões em contrário, terminada a reunião Lobão afirmou à imprensa que a Vale admitia as dívidas. Menos de quinze dias depois, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e da Previ que juntos detinham 60,5% da Vale, Agnelli foi substituído, deixando a presidência em maio de 2011.[5]

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, autorizou a abertura de investigação contra o senador em 6 de março de 2015, tirando o sigilo do pedido de abertura de inquérito.[6]

Em 25 de novembro de 2015, em votação no Senado para a permanência ou não na prisão, do senador Delcídio do Amaral, Lobão absteve-se de votar, sendo a única abstenção. Delcídio, líder do governo no Senado, fôra preso na manhã do mesmo dia, acusado pelo Ministério Público de estar interferindo nas investigações da Operação Lava Jato.[7]

Operação Catilinárias[editar | editar código-fonte]

Em 15 de dezembro de 2015 foi alvo de buscas pela Polícia Federal da Operação Catilinárias, que representa a 22ª fase da Operação Lava Jato.[8]

Panama Papers[editar | editar código-fonte]

O jornal El País, em 4 de abril de 2016, divulgou que Edison Lobão e outros investigados na Lava Jato têm contas em offshores abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada em camuflar ativos usando companhias sediadas em paraísos fiscais.[9] [10]

Referências

  1. O Globo Online; Chico de Gois e Luiza Damé (31 de março de 2010). «Lula dá posse a dez novos ministros. Dilma e mais nove deixam governo». Consultado em 31 de março de 2010. 
  2. Primeira página: Folha de S.Paulo - Coletânea das mais importantes primeiras páginas do jornal desde 1921 (São Paulo: Publifolha). p. 170. 
  3. «Apuração – Maranhão». Eleições 2010. UOL. Consultado em 2 de novembro de 2010. 
  4. «Ligado a Sarney, Edison Lobão volta a comandar Minas e Energia». G1 Política. 8 de dezembro de 2010. Consultado em 26 de novembro de 2015. 
  5. a b c d e f Corrêa, Hudson; Souza, Leonardo (7 de maio de 2011). «De: Roger para: Dilma». Época (revista). Globo. Consultado em 21 de março de 2016. 
  6. Motta, Severino (6 de março de 2015). «Teori divulga lista com 54 investigados pela Operação Lava Jato». Folha de S.Paulo. Folha da manhã. Consultado em 10 de março de 2016. 
  7. «Veja como votou cada senador sobre prisão de Delcídio do Amaral». UOL. 25 de novembro de 2015. Consultado em 26 de novembro de 2015. 
  8. «Operação Catilinárias: casa de Edison Lobão é alvo de buscas». Terra. 15 de dezembro de 2015. Consultado em 15 de dezembro de 2015. 
  9. «‘Panama Papers’ atingem políticos de ao menos sete partidos brasileiros». El País. 4 de abril de 2016. Consultado em 4 de abril de 2016. 
  10. Rodrigues, Fernando (4 de abril de 2016). «PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com offshores». Blogosfera. UOL. Consultado em 4 de abril de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Governador do Maranhão
1991 – 1994
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Jader Barbalho
Presidente do Senado Federal do Brasil
2001
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Ramez Tebet
Precedido por
Nelson José Hubner Moreira
Ministro de Minas e Energia do Brasil
2008 – 2010
Sucedido por
Márcio Zimmermann
Precedido por
Márcio Zimmermann
Ministro de Minas e Energia do Brasil
2011 – 2015
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Eduardo Braga