Edison Mandarino

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José Edison Mandarino (1968)

José Edson Mandarino, mais conhecido como Edson Mandarino[1] (Jaguarão, 26 de março de 1941[2]) é um tenista profissional brasileiro.

É considerado por diversos analistas esportivos, críticos de tênis e antigos tenistas como um dos dez maiores tenistas brasileiros da Era Aberta.[3] Jogou na época de Thomaz Koch, com quem formou dupla, uma das três melhores parcerias de todos os tempos, e de Maria Esther Bueno. Defendeu a Equipe Brasileira de Copa Davis, obtendo aos melhores resultados já alcançados pelo Brasil.[2]

Trajetória esportiva[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Na infância, Mandarino jogava com seu irmão Thomaz, mas seu pai Giacomo, ex-lutador de boxe, foi trabalhar na Embaixada de Buenos Aires, levando consigo a família, quando Mandarino tinha seis anos de idade.[4] Na Argentina, Edison fez sua base, ganhando todos os torneios argentinos nas categorias menores.

Profissionalismo[editar | editar código-fonte]

Mesmo sendo um tenista de pouca estatura, destro, ele iniciou uma longa carreira vitoriosa. Em 1961 defendeu o Brasil na Copa Davis contra o Egito, logo com três vitórias na estreia.[2][5] Na Davis, Mandarino sempre representou bem o Brasil, assim em 1966 levou o país à final, mas a vitória não veio contra a Índia,[5] com direito a uma vitória de Mandarino no confronto. Depois de duas semifinais, em 1969 e 1970, o Brasil volta a uma final de Copa Davis, na fase de grupos, porém perdeu para a Romênia de Ilie Nastase (3x2)[5]. Com campanhas mais discretas em outros anos, o último confronto de Mandarino na Davis foi em 1975, depois de uma derrota do Brasil em casa para o Peru.[5]

Uma de suas mais expressivas vitórias foi em 1966, na etapa da da Copa Davis em Porto Alegre, quando suas curtinhas foram decisivas sobre Dennis Ralston dos Estados Unidos,[4][5] no confronto que o Brasil venceu pela semifinal interzonal. Depois da partida, Mandarino disse:

"Me jogaram de roupa e tudo na piscina e lembro de ter visto meu pai nu no vestiário, embaixo do chuveiro, com as nádegas ensaguentadas, de tanto raspar no cimento."[4]

Recordes e fim de carreira[editar | editar código-fonte]

Edison Mandarino tem como melhor ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) em 1975, como 81° do mundo;[2] entretanto, ele jogou boa parte da época onde o ranking da ATP não existia. Pela Copa Davis é lembrado pelos seus números: em 109 partidas venceu 68 e perdeu 41. Entre suas vitórias, há as sobre Manuel Santana, Ilie Nastase, John Newcombe, Roy Emerson , Arthur Ashe e Roscoe Tanner.[4]

Ganhou o título de campeão brasileiro de 1967 a 1970,[4] e trouxe a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1967 em Winnipeg, no Canadá, ao lado de Thomaz Koch.[4]

Em 1968, mudou-se para a Espanha depois de casar com Mari Carmen Hernandes Coronado, vivendo em Madri até hoje. Foi capitão da Equipe Espanhola de Copa Davis[5] com Manuel Santana e, em 1992, ele operou o quadril; desde então não joga mais tênis.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]