Editora cartonera

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As editoras cartoneras são uma tendência de editoriais alternativas que utilizam papelão reaproveitado para a publicação. Surgiram em 2003 com a criação de Eloísa Cartonera en Buenos Aires e sua expansão progressiva pela América Latina.

Características[editar | editar código-fonte]

Cada uma delas funciona de maneira autónoma e tem suas próprias singularidades, mas as editoras cartoneras se caracterizam pelo tipo de livro que publicam, por empregar formatos artesanais, por buscar uma relativa independência dos circuitos editoriais convencionais e pela sua vocação expansiva. Segundo a terminologia de Andréa Terra Lima (UFRGS), estas se caracaterizam por uma estética do (in)desejável e certa vocação marginal [1]. Porém, a discussão acadêmica sobre as cartoneiras ainda é muito incipiente.

Editoras Cartoneras no Mundo[editar | editar código-fonte]

Tendo seu início na Argentina[2], o processo criativo das editoras cartoneras tem suas atividades artesanais difundidas por todo o mundo, especialmente na América Latina. Algumas das editoras ativas na atualidade são Eloísa Cartonera, Tinta Límon e Ediciones Me muero muerta (na U31 de Ezeiza), em Buenos Aires, Argentina; Sarita Cartonera em Lima, Perú; Yerba Mala Cartonera em La Paz, Mandrágora Cartonera em Cochabamba e Nicotina Cartonera em Santa Cruz, Bolívia; Animita Cartonera em Santiago do Chile, Chile; Yiyi Jambo e Felicita Cartonera no Paraguay; Dulcineia Catadora em São Paulo, Katarina Kartonera em Florianópolis, Therezinha Cartonera, em União da Vitória, no Paraná, Magnolia Cartonera, no Paraná, Malha Fina Cartonera, em São Paulo, Estrela Cartonera em Santa Maria, e Editora Artesanal Monstro dos Mares em Cachoeira do Sul, Severina Catadora em Garanhuns, Mariposa Cartonera em Recife, Pernambuco. Brasil; Santamuerte Cartonera na Cidade do México, La Cartonera e La Ratona Cartonera em Cuernavaca, México; La Propia Cartonera em Montevideo, Uruguay; Meninas Cartoneras em Madrid, Matapalo cartonera Ecuador; Editorial Ultramarina Cartonera & Digital em Sevilla, Cartonerita Niña Bonita em Zaragoza, España; Kutsemba Cartão ("Esperança de papelão") e Livaningo, cartão d’arte em Moçambique.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Akademia Cartonera: Un ABC de las editoriales cartoneras en América Latina [1]
  • "Borrón y cuento nuevo: las editoriales cartoneras latinoamericanas" [2]
  • "¿Un nuevo boom latinoamericano? La explosión de las editoriales cartoneras"[3]
  • "Hay un espíritu más o menos anarco que nos abarca a todos" [4]
  • Trajeto Kartonero, Evandro Rodrigues [5]

Referências