Eduard Dietl

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Eduard Dietl
Alemanha Nazi
Nascimento 21 de julho de 1890
Bad Aibling
Morte 23 de junho de 1944
Steiermark
Nacionalidade alemão
Cargo Comandante do 20º Exército de Montanha
Serviço militar
Patente Generalobesrt
Batalhas/Guerras Segunda Guerra Mundial
Condecorações Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro

Eduard Dietl (Bad Aibling, 21 de julho de 1890Steiermark, 23 de junho de 1944) foi um oficial do exército alemão.[1]

A morte de Dietl

Chefe das forças alemãs que combatiam contra os soviéticos, no princípio de 1944, no norte da Finlândia, o General Eduardo Dietl era uma das figuras mais destacadas da Wehrmacht. Ganhara fama no célebre episódio que protagonizou em Narvik, durante a campanha da Noruega em 1940, onde, à frente de uma reduzida unidade de soldados alpinos, e encontrando-se totalmente cercado, resistiu vitoriosamente durante quase dois meses ao ataque de forças aliadas muito superiores. Sua personalidade militar pode ser resumida numa só frase que ele mesmo proferira: “Tenho um só desejo, uma só aspiração: mostrar-me digno dos meus soldados”.

Em junho de 1944, quando os russos iniciaram a sua ofensiva na Finlândia, no istmo de Carélia, Dietl compreendendo a gravidade da situação se transladou para o QG de Hitler para lhe solicitar que retirasse do norte da Finlândia suas tropas, ante o risco que corriam de serem cercadas e exterminadas. O Führer, porém, negou-se terminantemente a concordar com esse pedido, salientando que as tropas alemães deviam continuar combatendo na Finlândia, custasse o que custasse, pois, do contrário, esse país capitularia diante dos russos.

Diante da impossibilidade de mudar a decisão de Hitler, Dietl empreendeu vôo de regresso a fim de reunir-se com suas tropas na manhã de 23 de junho. Essa seria a última viagem do “herói de Narvik”. O Junker trimotor que o conduzia caiu ao solo ao se chocar contra uma montanha. Transcrevemos as declarações feitas pelo mecânico de bordo, sobrevivente da tragédia:

“Por volta das 7 h 30 m da manhã surgiu à nossa frente um maciço montanhoso de altura respeitável. O piloto, Primeiro-Tenente Kowollik, acionou o timão da altura. Eu fui nesse momento à cabina para arranjar uma manta de peles, pois o frio aumentava. Os generais, nos seus bancos, conversavam. Quando me encaminhei de novo para a proa, o aparelho sofreu de repente uma forte sacudidela e desceu bruscamente 150 metros. Havíamos-nos aproximado de Hochwechsel e estávamos envolvidos por fortes ventos descendentes. O piloto imediatamente se deu conta do perigo, pois acelerou ao máximo os três motores... Por causa da precária capacidade de ascensão do nosso velho Junker, que naquele dia estava totalmente carregado, fomos ganhando altura muito lentamente... O piloto e o co-piloto olhavam para ambos os lados, e ao que parece, perceberam que as linhas das montanhas eram não apenas mais elevadas que o avião mas também que se haviam acercado tanto que era impossível voltar... Estávamos, literalmente, numa ratoeira... O piloto conseguiu, apesar disso, levantar a máquina nos poucos quilômetros que ainda nos separavam das montanhas de Hochwechsel... Nas bordas do elevado píncaro, contudo, uma nova e potente rajada nos apanhou frontalmente. Então, o Primeiro-Tenente Kowollik tentou, como último recurso, tratar de virar e regressar pelo vale... A velocidade da máquina, muito exigida, diminuíra... mas de tal forma que o giro pesou demasiadamente sobre a asa, que se chocou contra o desfiladeiro... Os dois motores laterais se desprenderam... O do centro continuou aderido ao corpo do avião... Os tanques das asas se romperam e dois mil litros de gasolina se derramaram sobre os cilindros e tubos de escapamento do motor central, que estavam incandescentes. Em poucos segundos as chamas e nuvens de fumaça negra envolveram os restos do avião...

“Depois de um instante de aturdimento, corri para a porta, porém esta ficara travada pelo tronco de uma árvore e não a pude abrir... Quebrei rapidamente todos os vidros das janelas e gritei: “Saiam pelas janelas!”. Depois me atirei sobre o General Dietl para salvá-lo em primeiro lugar, porém o general estava com o cinturão de segurança ajustado. Ao que parece compreendera rapidamente o perigo, porém estava desmaiado e jazia dobrado em dois. Os outros generais também não se moviam. Em poucos segundos toda a cabina se encheu de fumaça e fogo, tornando completamente impossível resgatar cada um dos corpos quase sem vida através das janelas muito estreitas. Não me lembro como consegui sair...”.

Referências

  1. Eduard Dietl (em alemão). Visitado em 10 de janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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