Eduard Einstein

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Eduard Einstein
Conhecido(a) por Filho mais novo de Albert Einstein
Nascimento 28 de Julho de 1910
Zurique
Morte 25 de Outubro de 1965 (55 anos)
Zurique
Nacionalidade Alemã
Progenitores Mãe: Mileva Marić
Pai: Albert Einstein
Ocupação Médico

Eduard Einstein (Zurique, 28 de Julho de 1910 — Zurique, 25 de Outubro de 1965) foi o terceiro filho de Albert Einstein e Mileva Marić sendo o mais novo do casal.

Eduard sofria de esquizofrenia Separado da mãe de seus filhos não apenas por um segundo casamento, mas pelo clima cada vez mais sinistro da Alemanha entre-guerras, Albert Einstein partiu definitivamente para os Estados Unidos em 1933. Antes, porém, ele teve que resolver sua vida na Alemanha — e, atendendo a pedidos de Mileva —, na Suíça. Após recolher tudo o que precisava para partir e proferir algumas palestras nas principais universidades européias, Einstein visitou o filho e a ex-mulher em Zurique. Mesmo que não tenha sido um bom pai, deve ter sido um momento difícil na vida do maior gênio do século XX.

Albert encontrou um Eduard muito diferente daquele garotinho que tivera nos braços um dia. “Tede” era cada vez mais isolado e indiferente — não chegou a reconhecer o próprio pai. Einstein lembrou-se que, como ele, seu caçula gostava de tocar violino. Ao visitá-lo em Burghölzi, o ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1921 tocou violino para Eduard. O jovem não demonstrou qualquer reação. Albert Einstein foi embora — teve que ir — para nunca mais voltar. Ele jamais voltou a ver Eduard ou Mileva.[1]

O filho mais velho de Albert e Mileva, Hans Albert, também acabaria migrando. Em 1938, Hans Albert Einstein, já casado e com filhos, fugiu da Alemanha nazista. Tornou-se professor de Engenharia Hidráulica em Los Angeles. Infelizmente, ir para os Estados Unidos não era uma opção para Eduard e sua mãe. As rígidas políticas de imigração impostas pela Grande Depressão tornavam difícil a entrada de alguém incapacitado. A própria entrada de Albert Einstein foi uma surpresa para muitos americanos — para os padrões da época, o grande físico alemão era um socialista e, portanto, suspeito. Isolados em Zurique, a vida de Mileva e Eduard só piorou com o estouro da II Guerra Mundial. Apesar da situação cada vez mais difícil, os dois tiveram sorte em ser cidadãos de um país neutro (e cuja neutralidade foi respeitada por Hitler). Mesmo que Eduard sobrevivesse aos milhares de doentes mentais mortos pelo Reich em toda a Europa, ele e a mãe teriam poucas chances caso acabassem em um campo de concentração. Como muitos parentes do pai famoso, Eduard teria sido morto durante o Holocausto.[2]

O fim da guerra em 1945 trouxe algum alívio, mas não muito. Mileva estava completamente falida e emocionalmente exausta. A moça que um dia sonhara em ser a nova Marie Curie terminaria seus dias dando aulas particulares de piano e matemática. Do pouco que ganhava, praticamente tudo ia para o tratamento do filho que também parecera tão promissor. Quando Mileva Maric morreu, em 1948, não tinha um centavo no bolso. Ela acabou enterrada como indigente no Cemitério Nordheim, em Zurique. Embora não tenha voltado a visitar o filho e nem tenha ido ao enterro da ex-mulher, Albert Einstein continuou a sustentar “Tede”. Em diversas ocasiões, Einstein teria dito que tudo teria sido melhor se Eduard jamais tivesse nascido. Mas quando se casou com Mileva, Albert sabia muito bem dos riscos que corria. Uma das irmãs de Mileva, Zorka, também sofria de esquizofrenia. Durante a separação, foi Zorka quem teve que cuidar dos meninos da famíla Einstein em diversas ocasiões. Embora não o demonstrassem publicamente, o casal sempre se preocupara com a saúde mental dos filhos. Apesar de jamais poder sair novamente e ter cada vez menos contato com o mundo exterior, o nome de Eduard Einstein lhe garantiu uma vida relativamente tranquila e um tratamento digno. Eduard morreu em consequência de um derrame em 1965, apenas dez anos depois da morte do pai. Foi enterrado em Zurique, no Hoggerberg, um cemitério diferente de onde repousava sua devotada mãe.[3]

A vida — e a morte — de Eduard Einstein chamou muita atenção, dentro e fora da ciência, para a questão da esquizofrenia e de seus efeitos sobre uma família. Ainda assim, a história de Eduard continua misteriosa, já que não se sabe ao certo quando exatamente começaram a surgir os primeiros sintomas nem se, por diversos motivos, eles não foram negligenciados.[4]

Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]

Relação com o Pai[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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