Eduardo Bolsonaro

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Eduardo Bolsonaro
Deputado Eduardo Bolsonaro em discurso no plenário da Câmara Federal
Deputado Federal por São Paulo
Período 1º de fevereiro de 2015
até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento 10 de julho de 1984 (34 anos)
Rio de Janeiro, (RJ), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Rogéria Bolsonaro
Pai: Jair Bolsonaro
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Prémio(s) Combate à corrupção e ao crime organizado (2015)

Melhor deputado (2017)

Partido PSL (2018–presente)

PSC (2014–2018)

Religião Evangélico[1]
Profissão Polícial Federal - Escrivão, Advogado
Website eduardobolsonarosp.com.br

Eduardo Nantes Bolsonaro (Rio de Janeiro, 10 de julho de 1984)[2] é um advogado, policial federal e político brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL).[3] É deputado federal pelo estado de São Paulo.

Em 2018 foi reeleito deputado federal, com 1.843.735 votos, sendo o mais votado da história do Brasil.[4][5][6]

Família, educação e início da carreira

Eduardo é o terceiro filho do deputado federal e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro e de Rogéria Bolsonaro,[7] irmão dos políticos Carlos Bolsonaro, atual vereador do Rio de Janeiro e Flávio Bolsonaro, atual deputado estadual do Rio de Janeiro.[8] Estudou o ensino fundamental nos colégios Batista e Palas. Graduou-se em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2008 e é inscrito na seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, sob o número 159032.[9] Tornou-se escrivão da Polícia Federal aprovado em concurso público.[10][11]

Vida política

Alinhado com posições de direita,[12] Eduardo é conhecido pelas polêmicas juntamente com seu pai em se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo[13] e Política de cotas,[14][15] também pretende criminalizar o comunismo.[16]

Filiado ao Partido Social Cristão, disputou o cargo de deputado federal nas eleições de São Paulo em 2014, elegendo-se com 82.224 votos.[17][18][19][20][21][22][23]

Em 2018 foi reeleito deputado federal, com 1.843.735 votos, sendo o mais votado da história do Brasil.[24][25][26]

Posicionamentos e projetos de lei

Suas principais propostas são a redução da maioridade penal, agronegócio contra invasões MST, fim do auxílio-reclusão para presos, trabalho obrigatório para presos, planejamento familiar (PEC 584/02), contra o desarmamento, valorização das forças armadas e a favor do livre-comércio.[27]

Em 27 de abril de 2016, Eduardo Bolsonaro, propôs na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pretende anular a Resolução 213/15, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu as chamadas “audiências de custódia”, criando a obrigatoriedade de apresentação de toda pessoa presa a um Juiz de Direito no prazo máximo de 24 horas. Bolsonaro argumentou que a resolução teria vícios processuais, ao dispor sobre processo penal, além de administrativos, uma vez que impõe tarefas a outras repartições não ligadas ao Judiciário.[28]

Em 24 de maio de 2016, apresentou um projeto de lei que criminaliza o comunismo. A alteração proposta equipara apologia ao comunismo à apologia ao nazismo § 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, a foice e o martelo ou quaisquer outros meios para fins de divulgação favorável ao nazismo ou ao comunismo.”[29]

Em 24 de novembro de 2016, posicionou-se contrário a anistia ao caixa 2, que visava anistiar crimes de corrupção.[30]

É favorável ao projeto anticorrupção do Ministério Público Federal, conhecido como 10 Medidas contra a corrupção.[31] Em 14 de dezembro de 2016, Eduardo entrou com uma liminar para resgatar o projeto anticorrupção da forma como foi apoiado pela sociedade civil do qual obteve mais de 2 milhões de assinatura.[32] O projeto havia sido significativamente alterado pela Câmara e havia sido incluído abuso de autoridade para juízes e procuradores.[33] No mesmo dia, o ministro do STF, Luiz Fux aceitou a liminar e o projeto anticorrupção voltou ao status quo, da forma como foi apoiado pelas 2 milhões de pessoas que assinaram.[33]

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[34] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[34] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[34][35] Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer.[34][36]

Controvérsias

No dia 25 de outubro de 2014, em manifestação pelo impeachment de Dilma Rousseff, Eduardo Bolsonaro foi o condutor do evento e esteve presente com uma pistola na cintura[37], mesmo alegando o porte legal de armas[38], causou fúria a militantes de esquerda.[39] Eduardo em entrevista ao jornal El Pais, justificou por ter ido armado:

Eu sou policial federal 24 horas por dia. Existem inúmeros exemplos de policiais que morrem fora de serviço, sob encomenda, principalmente do Primeiro Comando da Capital. É meu hábito, é normal, tenho porte. O que quer que eu faça? Não vejo por que teria que ir desarmado, se eu sempre ando armado mesmo.[40]
 
Eduardo Bolsonaro, 25 de outubro de 2014.

Para revista Veja, justificou dizendo:

Sou um potencial troféu para os vagabundos que queiram me matar, por causa da minha família e da ligação com a política. Não posso nunca dar bobeira. Só não levarei a pistola para a Câmara por ser proibido.[41]
 
Eduardo Bolsonaro.

No dia 13 de abril de 2018, procuradora-geral da República Raquel Dodge apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro por ameaças que o parlamentar teria proferido contra a jornalista Patrícia Lélis. De acordo com a denúncia, Eduardo Bolsonaro enviou mensagens por meio de um aplicativo de celular ameaçando Patrícia Lélis, e proferindo palavras de baixo calão. A PGR afirma que, em uma das mensagens, questionado se o diálogo se trataria de uma ameaça, respondeu: "Entenda como quiser". "O denunciado era plenamente capaz à época dos fatos, tinha consciência da ilicitude e dele exigia-se conduta diversa. Relevante destacar que o denunciado teve a preocupação em não deixar rastro das ameaças dirigidas à vítima alterando a configuração padrão do aplicativo Telegram para que as mensagens fossem automaticamente destruídas após 5 (cinco) segundos depois de enviadas", diz Dodge. "A conduta ainda é especialmente valorada em razão de o acusado atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la intimida-la ('otária', 'abusada', 'vai para o inferno', 'puta' e 'vagabunda')", complementa.[42]

Premiações

Em 2015, Eduardo Bolsonaro ficou em primeiro lugar na categoria Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, do Prêmio Congresso em Foco 2015. Bolsonaro teve 16.769 votos, mais de 10 mil à frente do segundo lugar.[43]

Em 2017, Eduardo Bolsonaro ficou em primeiro lugar, na categoria de Melhor Deputado, do Prêmio Congresso em Foco 2017. Bolsonaro teve 55.256 votos, quase o triplo do segundo colocado.[44]

Ver também

Referências

  1. Batista Jr., João (5 de julho de 2014). «Filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro quer ser deputado federal por São Paulo». Veja SP. Abril. Consultado em 14 de março de 2017. 
  2. «Conheça os Deputados – Biografia». Câmara dos Deputados. Consultado em 30 de setembro de 2016. 
  3. «Políticos do Brasil Candidatos 2014 e anos anteriores». UoL .
  4. «Filho de Bolsonaro já é o deputado federal mais votado da história do Brasil». Gazeta do Povo. 7 de outubro de 2018. Consultado em 7 de outubro de 2018. 
  5. «Eduardo Bolsonaro se torna deputado mais votado da história». Consultado em 7 de outubro de 2018. 
  6. «Eduardo Bolsonaro 1720 (Deputado Federal)». Eleições 2018. Consultado em 11 de outubro de 2018. 
  7. «Bolsonaro conseguiu eleger o filho, Eduardo, por São Paulo, para ser seu companheiro de Congresso». JB .
  8. «O filho caçula de Bolsonaro será candidato a deputado federal pelo PSC». Poder online. iG. 5 de outubro de 2013 
  9. {{Citation | url = http://cna.oab.org.br/ Cadastro Nacional dos Advogados]
  10. «Aprovados no concurso da polícia federal 2010» (PDF). Cespe .
  11. «Escrivão da polícia federal aprovados em 2010» (PDF). Cespe .
  12. «Bolsonaro reeleito do PP comemora a reeleição de Flávio Bolsonaro (PP) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP)». Terra .
  13. «Gays querem se transformar em super-raça, diz Eduardo Bolsonaro». R7 .
  14. «Filho de Bolsonaro se filia a partido de Marco Feliciano». Terra. Telefônica .
  15. «Eduardo Bolsonaro – A família em peso». Veja. Abril .
  16. «Eduardo Bolsonaro apresenta projeto que criminaliza comunismo». 24 de maio de 2016. Consultado em 13 de julho de 2016. 
  17. «Filhos e netos de políticos tradicionais se elegem deputados». R7 .
  18. «Veja quem foram os deputados federais eleitos em SP – PSC – Pastor Marco Feliciano, Gilberto Nascimento e Eduardo Bolsonaro». R7 .
  19. «O estreante Eduardo Bolsonaro tornou-se deputado federal em São Paulo com 81 915 votos». Veja. Abril .
  20. «Bolsonaro conversa e muda má impressão de estudante – Ele está longe de ser o monstro que a mídia desenha – Deputado federal foi o mais votado do Rio de Janeiro». Veja. Abril .
  21. «Eduardo Bolsonaro Dados Eleitorais». Eleicoes Brasil 
  22. «Dep. Federais Eleitos em SP, Eduardo Bolsonaro (PSC) – 82 224 votos». G1. Globo .
  23. «Confira a lista de deputados federais eleitos por São Paulo». Folha .
  24. «Filho de Bolsonaro já é o deputado federal mais votado da história do Brasil». Gazeta do Povo. 7 de outubro de 2018. Consultado em 7 de outubro de 2018. 
  25. «Eduardo Bolsonaro se torna deputado mais votado da história». Consultado em 7 de outubro de 2018. 
  26. «Eduardo Bolsonaro 1720 (Deputado Federal)». Eleições 2018. Consultado em 11 de outubro de 2018. 
  27. «Eduardo Bolsonaro afirma seguir os passos do pai pela, pena de morte, prisão perpétua, trabalho forçado, redução da maioridade penal, planejamento familiar e revogação do desarmamento». Gospel+ .
  28. «Eduardo Bolsonaro propõe projeto que coloca fim nas audiências de custódia», Justificando, 27 de abril de 2016 .
  29. Melito, Leandro. «Eduardo Bolsonaro apresenta projeto que criminaliza comunismo». EBC. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  30. «A hashtag #AnistiaCaixa2NAO uniu MBL, Bolsonaro e PSOL». Brasil Post. HoffPost Brasil. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  31. «Eduardo Bolsonaro». Vem Pra Rua. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  32. Renan Ramalho. «Ministério Público entrega 2 milhões de assinaturas contra a corrupção». G1. Globo. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  33. a b Mariz, Renata; Fernandes, Leticia (14 de dezembro de 2016). «Fux concede liminar para que projeto anticorrupção volte para a Câmara». O Globo. Globo. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  34. a b c d «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». G1. 2 de agosto de 2017. Consultado em 11 de outubro de 2017. 
  35. «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Carta capital. 27 de abril de 2017. Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  36. «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Carta Capital. 3 de agosto de 2017. Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  37. «Protesto contra Dilma fecha parte da Av. Paulista». Exame. Abril .
  38. «Deputado eleito Eduardo Bolsonaro aparece armado em manifestação». Correio braziliense .
  39. «SP Não é seguro para policial andar desarmado, diz filho de Bolsonaro». Folha .
  40. «Não vejo por que teria que ir desarmado ao protesto». El pais .
  41. «Eduardo Bolsonaro aparece armado em manifestação na av. Paulista». Veja SP. Abril .
  42. «PGR denuncia Jair Bolsonaro por racismo». G1. 13 de abril de 2018. Consultado em 13 de abril de 2018. 
  43. «Eduardo Bolsonaro vence a categoria Combate à Corrupção e ao Crime Organizado». Congresso em Foco. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  44. «Eduardo Bolsonaro, Jean Wyllys e Chico Alencar, os melhores da Câmara na votação da internet». Congresso em Foco. Consultado em 17 de fevereiro de 2018. 

Ligações externas