Eduardo Ferro Rodrigues

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Eduardo Ferro Rodrigues
Eduardo Ferro Rodrigues
Ministro(a) de Flag of Portugal.svg Portugal
Período XIII Governo Constitucional
  • Ministro do Trabalho e Solidariedade

XIV Governo Constitucional

  • Ministro do Trabalho e Solidariedade
  • Ministro do Equipamento Social
Vida
Nascimento 3 de novembro de 1949 (65 anos)
Lisboa
Dados pessoais
Partido Partido Socialista
Profissão Economista

Eduardo Luiz Barreto Ferro Rodrigues (Lisboa, 3 de novembro de 1949) é um economista e político português.[1] Foi secretário-geral do Partido Socialista (2002-2004).

Vida política[editar | editar código-fonte]

Eduardo Ferro Rodrigues concluiu os estudos secundários no Liceu Francês e ingressou em seguida no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, atual ISEG. Ativista do movimento associativo, envolveu-se desde jovem na contestação à ditadura, tendo sido perseguido pela PIDE. Após o 25 de abril de 1974, foi um dos fundadores do Movimento de Esquerda Socialista (MES), um grupo político que desempenhou um relevante papel no período subsequente à Revolução dos Cravos.

Licenciado em Economia, fez carreira na função pública, como técnico superior do Gabinete de Estudos Básicos de Economia Industrial (GEBEI) e é professor auxiliar convidado no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Afastado do MES, ingressou em 1986 no Partido Socialista. Foi eleito deputado à Assembleia da República por este partido e, em 1995, com a vitória de António Guterres nas eleições legislativas, foi nomeado Ministro do Trabalho e Solidariedade, pasta em que foi reconduzido na sequência das legislativas de 1999. Em 2001 passou a Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Em 2002 Ferro Rodrigues foi eleito secretário-geral do PS, na sequência da demissão de António Guterres. Nas eleições legislativas subsequentes, o seu partido obteve 37,8%, perdendo para os 40,1% do Partido Social Democrata, então liderado por José Durão Barroso. Em junho de 2003, ainda sob a sua direção, o PS obteve o seu melhor resultado de sempre em eleições para o Parlamento Europeu (44,5%, face a 33,3% do PSD). A 9 de julho de 2004, na sequência da crise política provocada decisão do presidente Jorge Sampaio de nomear um novo governo sob a liderança do PSD, subsequentemente à ida de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia, Ferro Rodrigues demitiu-se da liderança do PS. Em 2005 assumiu funções como representante permanente de Portugal junto da OCDE, em Paris.

Deixou a OCDE em abril de 2011 para ser candidato às eleições legislativas em desse ano. Desde 2011 é vice-presidente da Assembleia da República e, desde a eleição de António Costa para secretário-geral, em novembro de 2014, que preside ao Grupo Parlamentar do PS.

Em janeiro de 2014 aposentou-se com direito a uma pensão de 3.399€36 euros mensais[2] .

Condecorações[3] [editar | editar código-fonte]

Funções governamentais[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Ferro Rodrigues é casado com Maria Filomena Lopes Peixoto de Aguilar (Lisboa, 8 de Setembro de 1947), economista, de quem teve dois filhos: João Luís de Aguilar Ferro Rodrigues, economista, e Rita Ferro Rodrigues, apresentadora de televisão.

Escândalo Casa Pia[editar | editar código-fonte]

Em 2007 Ferro Rodrigues, motivado por tentativas de o envolverem no escândalo da Casa Pia, inicia um processo em tribunal contra duas testemunhas do caso Casa Pia por afirmarem «tê-lo visto em casas onde decorriam abusos sexuais»[4] . O Tribunal de Lisboa decidiu «não pronunciar» tanto o processo como o recurso, tendo os desembargadores declarado que ninguém pode «ser condenado no exercício do dever legal de prestar declarações.»[5] . Apesar das denúncias, Ferro Rodrigues nunca chegou a ser indiciado ou a ser constituído como arguido no processo[6] . Ferro Rodrigues justificou ainda que os vários telefonemas que constaram nas escutas telefónicas no processo para altos dirigentes socialistas aquando da prisão de Paulo Pedroso, pedidos por carta de acesso aos depoimentos dos que o acusavam dirigidos ao Procurador-Geral da República e os contactos com o Presidente da República Jorge Sampaio foram apenas «atitude de autodefesa», garantindo que nunca tentou pressionar os meios judiciais ou a magistratura[7] .

Trabalhos publicados[editar | editar código-fonte]

Eduardo Ferro Rodrigues tem artigos e trabalhos publicados em vários órgãos de imprensa e colaboração dispersa em revistas e obras colectivas, de que se destaca:

  • "Políticas Sociais e Estado Providência: O Financiamento da Segurança Social" (Ed. Fundação Friedrich Ebert)
  • "A Especialização de Portugal em Questão" (Ed. B.F.N.)
  • "As P.M.E. e o Desafio da Modernização" (Ed. IAPMEI)
  • "As Indústrias Ligadas a Recursos naturais: Os Subsistemas Florestal e Minerais não Metálicos" (Ed. LNETI)
  • "Emprego e Desemprego, Factos e Argumentos"
  • "Proposta de Contrato Social para a Modernização a PCEDED: Um Diagnóstico e Dois Caminhos"
  • "A Propósito da especialização Internacional da Economia Portuguesa"
  • "Para a História dos Acordos no CPCS"
  • "1386-1986 - Portugal Business Partners in Europe" (co-autor)
  • "O PCEDED e o PEDIP: No Reino das Contradições", Cadernos de Economia
  • "Ascensão e Crise das Exportações Portuguesas" (1965-1973), em Estudos de Economia), co-autor
  • "Especialização Internacional, Regulação Económica e Regulação Social - Portugal, 1973-1983# (Análise Social)
  • "O Sector Exportador e a Internacionalização da Produção" (Ed. GEBEI)

Referências



Precedido por
José Falcão e Cunha
(como ministro do Emprego e da Segurança Social)
Ministro da Solidariedade e Segurança Social
XIII Governo Constitucional
1995 – 1997
Sucedido por
o próprio
(como ministro do Trabalho e da Solidariedade)
Precedido por
o próprio
(como ministro da Solidariedade e Segurança Social)
Maria João Rodrigues
(como ministra para a Qualificação e o Emprego)
Ministro do Trabalho e da Solidariedade
XIII e XIV Governos Constitucionais
1997 – 2001
Sucedido por
Paulo Pedroso
Precedido por
Jorge Coelho
Ministro do Equipamento Social
XIV Governo Constitucional
2001 – 2002
Sucedido por
José Sócrates
(por delegação de funções)
Precedido por
António Guterres
Secretário-geral do PS
2002 – 2004
Sucedido por
José Sócrates