Eduardo Guerra Carneiro

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Eduardo Guerra Carneiro
Nascimento 4 de outubro de 1942
Chaves
Morte 2 de janeiro de 2004 (61 anos)
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Escritor e jornalista
Principais trabalhos Isto anda tudo ligado (1970)

Eduardo Guerra Carneiro (Chaves, 4 de Outubro de 1942Lisboa, 2 de Janeiro de 2004) foi um escritor e jornalista português[1][2].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Frequentou o curso de História da Faculdade de Letras do Porto.

Ainda muito jovem, fez parte, junto com António Cabral, Eurico Figueiredo, José Vasconcelos Viana e Nuno Barreto, entre outros, do movimento “Setentrião[3]” de Vila Real, tendo sido co-fundador da revista com o mesmo nome. Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1962, O Perfil da Estátua, seguindo-se muitos outros de poesia e de crónicas, tais como: Isto Anda Tudo Ligado (poesia, 1970) É assim que se Faz a História (1973), Damas de Copas (1981), Contra a Corrente (1988), Profissão de Fé (1990), Lixo (1993), Outras Fitas, (1999) e A Noiva das Astúrias (2001). A sua produção literária manifesta-se, inicialmente, no surrealismo e, mais tarde, num lirismo neorromântico.

Como jornalista, exerceu, desde o final dos anos 60, a sua profissão em vários órgãos de informação, como o Primeiro de janeiro , Diário Popular , O Século , República, Se7e, entre outros, e em diversos programas de rádio, como “As Noites Longas do FM Estéreo”. Em 1975 foi cooperante na República Popular da Guiné Bissau onde fundou o jornal Nô Pintcha, ainda hoje o periódico de referência daquele país africano.

Foi um destacado cultor da crónica jornalística. Distinguido, duas vezes, com o prémio Júlio César Machado que prestigia os melhores textos sobre Lisboa, na imprensa diária.

Eduardo Guerra Carneiro está representado em diversas antologias. Traduziu também várias obras literárias para português, como o romance de Edgar Allan Poe Aventuras de Arthur Gordon Pym. Colaborou em várias obras cinematográficas, como “Jogo de Mão” de Monique Rutler, de que foi argumentista[4]. O cantor Vitorino musicou o seu poema “Dama de Copas”, incluído no disco “Flor de la Mar”. Participou como actor no filme “Dina e Django” de Solveig Nordlund[5].

Sobre a sua poesia, escreveu Manuel João Gomes: «poesia em prosa, prosa de poeta incorrigível, melancólico, irónico, um tudo-nada romântico. Poesia às vezes jornalística, quotidiana e quotinocturna, em cima do acontecimento. Antes, durante e depois da ressaca. Confissões, recordações da terra natal, paisagens, retratos»[6].

Trabalhou ou colaborou em jornais tão diversos como o Diário Popular[1], Se7e, Portugal Hoje, Match Magazine, O Primeiro de Janeiro[1], ABC, O Século[1], República[1], TV Guia[1], Europeu ou Tempo, e em diversos programas de rádio.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O Perfil da Estátua (poesia, 1962)
  • Corpo Terra (poesia, 1966)
  • Algumas Palavras (poesia, 1969)
  • Isto Anda Tudo Ligado (poesia, 1970)
  • É Assim Que Se Faz a História (poesia, 1973)
  • Como Quem Não Quer a Coisa (poesia, 1978)
  • Dama de Copas (poesia, 1981)
  • Contra a Corrente (poesia, 1988)
  • Profissão de Fé (poesia, 1990)
  • Lixo (poesia, 1993)
  • O Revólver do Repórter (crónicas, 1994)
  • Outras Fitas (crónicas, 1999)
  • A Noiva das Astúrias (poesia, 2001)

Referências

  1. a b c d e f «Eduardo Guerra Carneiro». Infopédia. Consultado em 13 de fevereiro de 2013 
  2. «Eduardo Guerra Carneiro» 
  3. «História do movimento "Setentrião"» (PDF) 
  4. Jogo de Mão (1983), consultado em 20 de junho de 2017 
  5. Dina e Django (1981), consultado em 20 de junho de 2017 
  6. Manuel João Gomes - texto da contra-capa de Profissão de Fé de Eduardo Guerra Carneiro (1990), Quetzal, Lisboa.
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