Eduardo de Norwich, 2.º Duque de Iorque

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Eduardo de Norwich
Duque de Iorque e Aumale
Duque de York
Ducado 1 de agosto de 1402 a 25 de outubro de 1415
Antecessor(a) Edmundo
Sucessor(a) Ricardo
Conde de Cambridge
Condado 1 de agosto de 1402 a 1414
Predecessor Edmundo
Sucessor Ricardo
 
Cônjuge Beatriz de Portugal
Filipa de Mohun
Casa Plantageneta
Nascimento 1373
  Langley
Morte 25 de outubro de 1415 (42 anos)
  Azincourt
Religião Católico
Pai Edmundo de Langley
Mãe Infanta Isabel de Castela
Brasão

Eduardo de Norwich, 2.º Duque de York, 2.º Conde de Cambridge, Conde de Rutland, Conde de Cork, Duque de Aumale KG (137325 de outubro de 1415) foi um nobre, escritor e guerreiro inglês, morto na Batalha de Agincourt durante a Guerra dos Cem Anos.

Antecedentes familiares[editar | editar código-fonte]

Eduardo era filho de Edmundo de Langley, 1.º Duque de York, e sua primeira esposa Infanta Isabel de Castela. Pela via masculina, era neto de Eduardo III de Inglaterra e Filipa de Hainaut. Pelo ramo feminino, seus avós foram Pedro I de Castela (chamado el Cruel) e Maria de Padilla. Cavaleiro da Ordem da Jarreteira nomeado em 1387, era também primo do rei Ricardo II, que em 1390 o nomeou barão de Rutland e duque de Aumale em 1397.

Com oito anos de idade, Eduardo foi levado para Lisboa por seu pai e desposou Beatriz, filha do rei Dom Fernando I de Portugal, em 29 de agosto de 1381, como parte da aliança entre Inglaterra e Portugal contra Castela, mas depois de uma aproximação entre Portugal e Castela, o casamento foi anulado por dispensa papal, e Beatriz casou com o rei Dom João I de Castela.[1] Casou-se então com a viúva Filipa de Mohun, que não lhe deu filhos.

Problema político[editar | editar código-fonte]

A proximidade com o rei o converteu, depois do assassinato deste pelo usurpador do trono, Henrique IV, em um nobre degradado que tinha perdido todo o favor da corte. Por consequência, o novo monarca retirou-lhe seus títulos e possessões. Ressentido, Eduardo promoveu em 1400 uma revolta contra Henrique, mas então aparentemente traiu seus companheiros para recuperar os favores do soberano. Dois anos mais tarde, sucedeu a seu pai no ducado de York.[2]

Agincourt[editar | editar código-fonte]

Reconciliado com Henrique IV, Eduardo tornou-se uma referência muito próxima para seu filho, Henrique V. O rei confiava nos seus dotes militares, já que Eduardo era um veterano da campanha contra a Escócia sob Ricardo II. Em consequência, o convocou para o desembarque na França quando o jovem rei cruzou o Canal da Mancha para tentar por fim à Guerra dos Cem Anos.

Na Batalha de Agincourt, Eduardo colaborou com 100 homens de armas e 300 arqueiros montados, o estandarte de York subiu junto ao do rei, do Estado e dos mais importantes nobres ingleses, no centro da sua vanguarda.

A respeito de sua morte, há duas teorias contrapostas, cada uma delas avalizada por testemunhos presenciais. Uma delas afirma que Eduardo recebeu um golpe de maça no crânio que o matou de forma imediata. A segunda refere que, derrubado por um golpe e inconsciente, foi jogado em uma pilha de cadáveres. Muitos outros corpos (de homens e cavalos) foram empilhados sobre ele e provocaram sua morte por sufocamento.

A sucessão[editar | editar código-fonte]

Após a morte do duque de York, o ducado, depois de algumas peripécias políticas, passou a seu sobrinho Ricardo de York.

Obra literária[editar | editar código-fonte]

Escreveu The Master of the Game, um célebre tratado sobre a arte cinegética, baseando-se em sua própria tradução do Livre de Chasse do conde de Foix (Gastón Phoebus). Cinco capítulos desta obra são da pluma de Eduardo.

Referências

  1. Tait 1896, p. 401; Cokayne 1959, p. 904; Horrox 2004.
  2. Encyclopædia Britannica Edward of Norwich Second Duke of York (em inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Edmundo de Langley
York flag.jpg
Duque de Iorque

1715 - 1728
Sucedido por
Ricardo Plantageneta