Ir para o conteúdo

Edward A. Murphy

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Major Edward Alvar Murphy Jr.
Pseudônimo(s)Edward A. Murphy
Nascimento11 de janeiro de 1918
Zona do Canal do Panamá
Morte17 de julho de 1990
Nova Iorque
CidadaniaEstados Unidos
Alma mater
Ocupaçãoengenheiro aeroespacial, militar, engenheiro
LealdadeEstados Unidos

Major Edward Aloysius Murphy Jr. (11 de janeiro de 1918 – 17 de julho de 1990)[1] foi um engenheiro aeroespacial americano nascido no Panamá que trabalhou em sistemas de segurança-críticas e é mais conhecido pela Lei de Murphy que diz que "deve-se planejar que qualquer coisa que pode correr mal, vai correr mal". Isto não deve ser confundido com a Lei de Finagle.

Início de Vida e Formação

[editar | editar código]

Nascido na Zona do Canal do Panamá em 11 de janeiro de 1918, o Major Edward Aloysius Murphy Jr., também conhecido frequentemente pelo pseudônimo Edward A. Murphy, foi um destacado engenheiro aeroespacial e oficial militar que dedicou grande parte da sua vida ao desenvolvimento de sistemas de segurança-críticas. Ele é mundialmente famoso pela formulação da popular Lei de Murphy, que dita que "deve-se planejar que qualquer coisa que pode correr mal, vai correr mal", um conceito fundamental de prevenção que não deve ser confundido com a Lei de Finagle.

Sendo o primogênito de uma família composta por cinco crianças, Murphy cresceu e frequentou a escola secundária no estado de Nova Jersey. Em seguida, ele se mudou para a região Oeste para ingressar na prestigiosa Academia Militar dos Estados Unidos, onde concluiu sua formação acadêmica no ano de 1940.

Carreira Militar e Segunda Guerra Mundial

[editar | editar código]

No mesmo ano de sua formatura na Academia, ele aceitou uma comissão no Exército dos Estados Unidos. Rapidamente, em 1941, ele avançou em sua carreira ao se tornar piloto de treinos do Exército Aéreo Americano. Durante os intensos conflitos da Segunda Guerra Mundial, sua lealdade e habilidades o levaram a ser mobilizado para servir ativamente no Teatro do Pacífico. Nesse período, ele prestou serviços militares em importantes frentes de batalha na Índia, na China e também na Birmânia (nação atualmente conhecida como Myanmar), época em que alcançou o grau de Especialização.

O Desenvolvimento da Lei de Murphy

[editar | editar código]

No ano de 1947, dois anos após o encerramento do conflito mundial, Murphy passou a servir no Instituto de Tecnologia da Força Aérea dos Estados Unidos. Nessa instituição, ele se destacou ao se tornar Oficial Wright de Pesquisa e Desenvolvimento (R&D) no Centro de Desenvolvimento Aéreo da Base da Força Aérea de Wright-Patterson. Foi neste ambiente focado em inovação técnica que ele se envolveu em perigosas experiências de alta velocidade, conduzidas em um trenó com foguetes, que acabaram por conduzi-lo a desenvolver as sólidas bases daquilo que o mundo viria a conhecer como a Lei de Murphy.

Apesar de sua fama internacional por conta da frase, o próprio Murphy se sentia profundamente infeliz e frustrado com as constantes notícias sobre a má interpretação pública de sua lei. Para o engenheiro, a lei não era uma máxima sobre pessimismo, mas sim o esclarecimento de um princípio fundamental e técnico de desígnio defensivo, estipulando que os projetistas deveriam assumir sempre o pior dos acontecimentos para evitar acidentes. Segundo declarações dadas posteriormente por seu filho, Murphy considerava as diversas versões patéticas e populares da sua lei como sendo "ridículas, triviais e errôneas". As suas sucessivas e mal sucedidas tentativas para ter a lei levada a sério no rigoroso meio acadêmico e científico tornaram-lhe mais seriamente como uma vítima da própria lei.

Projetos Aeroespaciais e Anos Finais

[editar | editar código]

Em 1952, tendo se aposentado de suas funções oficiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Murphy manteve-se ativo na engenharia e levou a cabo uma série de cruciais testes de aceleração de foguete na Base da força aérea de Holloman. Voltando então ao estado da Califórnia, ele procurou expandir sua carreira como piloto de aeronaves trabalhando para uma série de contratantes privados do setor aeroespacial. Durante essa fase da carreira, ele trabalhou exaustivamente na elaboração de sistemas de fuga de piloto para algumas das aeronaves experimentais mais famosas e avançadas de todo o século XX, inclusive modelos proeminentes na força aérea como o caça F-4 Phantom, o bombardeiro XB-70 Valkyrie, o SR-71 Blackbird, o B-1 Lancer, e também o revolucionário avião-foguete X-15.

Durante a histórica década de 1960, ele contribuiu significativamente para a corrida espacial ao trabalhar na segurança e nos complexos sistemas de apoio de vida concebidos para o Projeto Apollo. Por fim, ele terminou sua brilhante e extensa carreira técnica com intenso trabalho voltado à segurança de pilotos e na estruturação de sistemas de operação computadorizada no helicóptero militar Boeing AH-64 Apache. Edward A. Murphy faleceu no dia 17 de julho de 1990, na cidade de Nova Iorque.

Nascido em 1918, Murphy era o primogênito de cinco crianças. Depois de freqüentar a escola secundária em Nova Jersey, ele foi para a Academia Militar dos Estados Unidos no Oeste, formando-se em 1940. No mesmo ano ele aceitou uma comissão no Exército dos Estados Unidos, e tornou-se piloto de treinos do Exército Aéreo Americano em 1941. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu no Teatro do Pacífico na Índia, China e Birmânia (agora conhecido como Myanmar), alcançando o grau de Especialização.

Dois anos após o conflito, em 1947, Murphy serviu no Instituto de Tecnologia da Força Aérea dos Estados Unidos, tornando-se Oficial Wright de R&D no Centro de Desenvolvimento Aéreo da Base da Força Aérea de Wright-Patterson. Foi aqui que ele foi envolvido nas experiências de alta velocidade, num trenó com foguetes que o conduziram a desenvolver as bases da Lei de Murphy. O próprio Murphy estava se sentindo infeliz com as notícias da má interpretação da lei dele. Murphy considerou a lei como esclarecimento de um princípio fundamental de desígnio defensivo, em qual deveriam assumir sempre o pior dos acontecimentos. Murphy, (conforme foi declarado por seu filho), havia considerado as muitas versões patéticas da lei, como sendo "ridículas, triviais e errôneas", as tentativas mal sucedidas dele para ter a lei levada a sério, tornaram-lhe mais seriamente como uma vítima da própria lei.

Em 1952, tendo-se aposentado da força aérea dos Estados Unidos, Murphy levou a cabo uma série de testes de aceleração de foguete da Base da força aérea de Holloman, voltando então à Califórnia para procurar uma carreira como piloto de aeronaves para uma série de contratantes privados. Ele trabalhou em sistemas de fuga de piloto para uma das aeronaves experimentais mais famosas do século XX, inclusive na força aérea, o F-4 Phantom, o XB-70 Valkyrie, o SR-71 Blackbird, o B-1 Lancer, e o avião-foguete X-15.

Durante a década de 1960 trabalhou na segurança e sistemas de apoio de vida para Projeto Apollo, e terminou sua carreira com trabalho em segurança de pilotos e sistemas de operação computadorizada no helicóptero Boeing AH-64 Apache. Murphy faleceu em 1990.

Referências

  1. ↑ «The Fastest Man on Earth (Overview and Index)». www.improbable.com. Consultado em 14 de junho de 2025. Cópia arquivada em 3 de junho de 2004