Efebofilia

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A efebofilia, por vezes referida como hebefilia [do grego "ephebos" - pessoa jovem pós-pubescente, ou "hebe" - juventude, + "philia" - amor ou amizade] é uma orientação ou preferência sexual na qual um adulto tem uma atração sexual primária por adolescentes pubescentes ou pós-pubescentes (geralmente entre 13 a 17 anos)[1] [2] [3]

O efebófilo pode ser de ambos os sexos. As atividades efebofílicas podem ser fantasiadas durante a masturbação ou ato sexual com parceiros adultos. A condição recíproca é o chamado adolescentismo parafílico, no qual uma pessoa adulta personifica um adolescente a fim de obter excitação sexual e orgasmo.[4] [5]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Na Grécia Antiga, o termo ‘’ephebus’’ designava "qualquer homem que tivesse atingido a idade da puberdade". O termo às vezes era referido de forma imprecisa, seja na cidade de Atenas, num sentido técnico, para se referir a jovens de 18-20 anos que entravam para o serviço militar, seja em outras cidades helênicas, para se referir a jovens de 15 a 17 anos.[6]

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Relação com outros tipos de atração sexual[editar | editar código-fonte]

Efebofilia e pederastia[editar | editar código-fonte]

A efebofilia designa uma preferência sexual por adolescentes e pode se referir a adolescentes do sexo feminino, masculino ou ambos, sendo que o adulto em questão pode ser homem ou mulher. Já a pederastia designa especificamente uma atração sexual de um homem adulto por rapazes adolescentes.[7]

Efebofilia e pedofilia[editar | editar código-fonte]

A pedofilia é uma preferência sexual por crianças até a puberdade ou em puberdade precoce, e é classificada como parafilia pela Organização Mundial de Saúde (Classificação Internacional de Doenças ou CID-10, item F65.4), vinculada às Nações Unidas. Já a efebofilia (hebefilia) não é listada como uma desordem sexual pela ONU (ver CID-10, item F65 – "Desordens da preferência sexual").[8]

É importante notar que a Classificação Internacional de Doenças é baseada nos manuais da APA e também inclui em sua listagem de "Desordens da preferência sexual" outros comportamentos sexuais tais como: fetichismo, voyerismo, transexualidade, sadomasoquismo, exibicionismo, etc. Se as definições usadas no CID fossem aplicadas de modo taxativo e literal (ipsis litteris), isso implicaria que uma parcela minoritária mas significativa da população poderia ser diagnosticada com uma desordem mental sexual, uma vez que os comportamentos citados anteriormente são relativamente comuns. Para evitar implicações problemáticas como essa, é necessário extrema cautela em imputar qualquer diagnóstico a um indivíduo ou grupo de indivíduos, não importando qual seja o objeto ou a natureza de sua preferência.

Efebofilia e atração não preferencial por adolescentes[editar | editar código-fonte]

A efebofilia é definida como uma atração sexual primária ou exclusiva, num adulto, em relação a adolescentes, adulto este que depende de estímulos visuais de adolescentes para obter excitação e orgasmo. Assim, a efebofilia não deve se confundir com uma atração sexual indiferente por adultos ou adolescentes, nem com uma atração sexual eventual ou esporádica por adolescentes, da parte de um adulto.

Informações complementares[editar | editar código-fonte]

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Segundo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition, Text Revision (DSM-IV-TR, não é reconhecida como parafilia, estando também, avessa às vontades e posicionamentos considerados pedofilia.

[carece de fontes?] A atração por adolescentes femininas é algumas vezes chamada de Síndrome de Lolita.

O termo é relacionado como uma preferência distinta por pessoas a partir da metade da adolescência, que não é relacionado, segundo psicólogos, a uma patologia quando isso não interfere na vida de outras pessoas, ou transcende o espaço social do indivíduo que possui essa preferência.

Na maioria dos países, se o adolescente atingiu a idade de consentimento pela lei local, a relação efebofílica não é crime.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (em inglês) [1] Meta-analise sobre prevalência compilada por Filip Schuster - Veja "Introduction" para mais detalhes
  2. (em inglês) [2] Hebephilia as Mental Disorder? A Historical, Cross-Cultural, Sociological, CrossSpecies, Non-Clinical Empirical, and Evolutionary Review - Bruce Rind, Richard Yuill (2012) - Veja "Introduction" para mais detalhes
  3. (em inglês) AllWords.com – Ephebophilia
  4. (em inglês) Dictionary of Sexology (compilado por G.F. Pranzarone, PhD – Departamento de Psicologia, Roanoke College; Dicionário baseado na obra do sexólogo e psico-endocrinologista John Money, das Universidades de Harvard e Johns Hopkins [3])
  5. (em inglês) The Complete Dictionary of Sexology – New Expanded Edition. FRANCOEUR, Robert T. (Editor-Chefe); CORNOG, Martha; PERPER, Timothy; e SCHERZER, Norman A. (Co-editores). The Continuum Publishing Company, New York: 1995 (ISBN 0-8264-0672-6), página 186
  6. (em inglês) Enciclopédia Britânica – Ephebus
  7. a b (em inglês) Pederasty – Encyclopedia of Gay, Lesbian, Bisexual, Transgender and Queer Culture
  8. (em inglês) Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (clicar no item F65.4)