Efeito Monroe

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Introdução:

Estrutura padrão

A utilização do Efeito Monroe em explosivos militares representa o maior avanço no uso dos mesmos durante a II Guerra Mundial. Pelo emprego de cargas dirigidas, fora obtido substancial incremento na ação perfurante em chapas de aço, concreto, etc. A descoberta do efeito fora de acentuada importância na condução do conflito, principalmente pela possibilidade de perfuração de blindagem dos carros de combate.

Histórico:

O Efeito Monroe, também conhecido como "Efeito de Munroe-Newmann",fora descoberto por C.E.MONROE, professor de química da Universidade de Columbia, EUA. Em 1888, ele constatou que se um pedaço de nitrocelulose possuísse em sua superfície uma gravação em letras de baixo relevo e fosse detonado de encontro a uma chapa de aço, as letras ficariam gravadas na chapa. Por outro lado, se as letras fossem deixadas alto relevo na superfície, as resultantes, na chapa, assim também se apresentariam. O Professor concluiu, após sucessivos experimentos, que pelo aumento da profundidade da depressão ou cavidade num explosivo, seria possível aumentar os efeitos na chapa. Ao final da II Grande Guerra, todas as forças armadas já utilizavam-se do artifício.

Aplicação:

Cavidade de forma esférica
Cavidade de forma "capacete romano"

Na fabricação de explosivos, pela possibilidade de concentração e direcionamento da onda resultante da detonação da carga, esse efeito é importantíssimo. A configuração geométrica adequada desta permite a intensificação da onda de choque, são as chamadas "cargas ocas". Assim, posiciona-se uma cavidade, normalmente preenchida de espuma, ou material não explosivo, na ponta de cargas e munições explosivas, para sua aplicação.Os principais fatores que condicionam os efeitos das cargas dirigidas são a natureza do explosivo, o revestimento (usualmente cobre, aço, vidro e alumínio), a distância da detonação (entre o alvo e a base cônica) e as formas da cavidade. Diversos ângulos e formatos tem sido estudados. Cavidades esféricas provocam perfurações rasas, mas de diâmetro maior.Cavidades em forma de "capacete romano" tem maior penetração. Usam-se ângulos entre 42 e 60 graus.


Monroe newmann.JPG[1]

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  1. Freitas, Adriano. «Explosão» (em inglês) 
  2. «Dicionário do Petróleo | efeito de Munroe / Munroe effect.». dicionariodopetroleo.com.br. Consultado em 24 de outubro de 2019 
  3. C. Potter, Henry (1899). Appletons' Popular Science. Washington, DC: [s.n.] 834 páginas 
  4. Appleton's Popular Science, C.Potter, Henry.Oct 1899