Efeitos da poluição sonora na saúde

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O ruído é, fisicamente, composto por várias frequências sem que haja um padrão acústico. Desta maneira, denomina-se como um sinal complexo, sem uma frequência fundamental fixa e não periódico, levando a possuir um comportamento imprevisível e, portanto, difícil de caracterizar com exatidão.

As características determinantes da exposição ao ruído são sua natureza (natural, artificial, endógeno ou exógeno), intensidade (em deciBel - dB) e o tempo de exposição, sendo estes dois últimos os mais importantes para a mensurar a exposição ao ruído.

Além disso, é considerado a terceira maior causa de poluição do mundo, estando atrás somente da poluição do ar e da água. Esse tema tem sido amplamente discutido, uma vez que pode acarretar danos à saúde em geral, especialmente a saúde auditiva.

Inúmeros são os prejuízos que a poluição sonora pode provocar, dependendo de fatores como: a intensidade, a duração e apresentação do som; a suscetibilidade de cada pessoa; a combinação entre o ruído e agentes ototóxicos (medicamentos, produtos químicos ou outras substâncias), ruído e vibração, entre outros. Por isso, para fins didáticos, esses efeitos são divididos em: efeitos auditivos e não-auditivos.

EFEITOS:[editar | editar código-fonte]

  • AUDITIVOS:
    • Mudança temporária do limiar auditivo: é caracterizada como a piora dos limiares auditivos após algumas horas de exposição a elevados níveis de pressão sonora. Essa piora momentânea é revertida após algumas horas de repouso auditivo;
    • Perda auditiva: conhecida como PAIR (perda auditiva induzida por ruído) ou PAINPSE (perda auditiva induzida por nível de pressão sonora elevado), é um dano predominantemente coclear e irreversível, que pode comprometer a inteligibilidade da fala e na comunicação, de modo geral. Além disso, o indivíduo portador desta perda apresenta muito desconforto para sons de forte intensidade, fenômeno esse conhecido como recrutamento;
    • Trauma acústico: ocorre a partir de uma exposição única e rápida a elevados níveis de pressão sonora, que causam danos auditivos permanentes (orelha interna), e/ou zumbido.
    • Zumbido: é uma sensação espontânea de toque ou som na ausência de fonte sonora que, pode ser uni ou bilateral e se localizar em qualquer parte da cabeça, inclusive nas orelhas.
  • NÃO-AUDITIVOS:
    • Alterações do aparelho circulatório, digestivo ou muscular;
    • Metabólicas: sono, sistema nervoso;
    • Distúrbios do equilíbrio;
    • Dores de cabeça;
    • Problemas psicológicos;
    • Mudanças de humor;
    • Ansiedade;
    • Irritabilidade;
    • Queda no rendimento de trabalho e estudo devido à dificuldade de concentração;


Referências[editar | editar código-fonte]

MORATA, Thais C.; ZUCKI, Fernanda. Saúde auditiva: Avaliação de riscos e prevenção. São Paulo: Plexus Editora, 2010. 176 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]