Eginhardo

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Eginhardo
Nascimento Década de 775
Fulda
Morte 18 de março de 840 (65 anos)
Seligenstadt
Alma mater Abadia de Fulda
Ocupação historiador, presbítero, escritor, biógrafo
Magnum opus Vita Caroli Magni

Eginhardo ou Eginardo (em latim: Eginhardus; em alemão: Einhard; ca. 770 - Seligenstadt, 14 de março de 814 (44 anos)) foi um escritor carolíngio do século IX, biógrafo de Carlos Magno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido numa boa família do vale do Meno, os seus estudos no mosteiro de Fulda e sua aplicação fizeram com que o abade Baugulf o enviasse à corte de Carlos Magno, onde a sua educação foi concluída na Escola do Palácio. Teve como um dos seus mestres Alcuíno de York (735-804), que testemunhou o seu notável talento para a Matemática e a Arquitetura. Logo se destacou como conselheiro do imperador. Carlos Magno encarregou-o de construir a catedral de Aix-la-Chapelle e os palácios de Aix-la-Chapelle e Ingelheim, quando ficou conhecido nos círculos reais como Beseleel. O imperador também se valeu de sua prudência e de seu tato para enviá-lo em várias missões diplomáticas. Assim, em 802 colocou em suas mãos as negociações para a troca de reféns saxões, e em 806 foi enviado a Roma para obter a aprovação papal para a divisão do império decidida pelo imperador.

Durante o reinado de Luís, o Pio (778-840), manteve a sua posição de confiança, e provou ser um fiel conselheiro do filho de Luís, Lotário (818-855). No entanto, foi mal sucedido em estabelecer a sucessão real por causa da imperatriz Judite da Baviera. Incapaz de reconciliar Luís e seus filhos, Eginhardo retirou-se em 830 para Mühlheim, propriedade concedida em 815 (além de outras - como Michelstadt e várias abadias, das quais a de Saint-Wandrille) como um sinal do favor imperial.

Transferiu as relíquias de São Marcelino e São Pedro, e chamou o lugar de Seligenstadt. Além disso, entre 831 e 834 estabeleceu ali uma abadia beneditina, onde, após a morte de sua esposa, Emma (ou Imma), irmã do bispo Bernhar (e não a filha de Carlos Magno), ingressou no mosteiro, ou como padre ou como monge. O seu epitáfio foi escrito por Rábano Mauro.

O mais importante dos trabalhos de Eginhardo é Vita Caroli Magni, a melhor biografia do período. Escrita de forma a copiar o estilo de Suetônio (particularmente Vidas dos Doze Césares), esta obra mostra o imperador numa visão bastante íntima, com uma tentativa de estabelecer um retrato fiel de Carlos Magno.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]