Eleição presidencial no Brasil em 1985

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Eleição presidencial no Brasil em 1985
  1978 ← Flag of Brazil.svg → 1989
15 de janeiro de 1985
eleição indireta
Tancredo Neves Official photo.jpg Paulo Maluf em setembro de 2015.jpg
Candidato Tancredo Neves Paulo Maluf
Partido PMDB PDS
Natural de Minas Gerais São Paulo
Companheiro de chapa José Sarney Flávio Marcílio
Votos 480 180
Porcentagem 72,40% 27,30%


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Presidente do Brasil

A Eleição Presidencial brasileira de 1985 foi a última ocorrida de forma indireta, através de um Colégio Eleitoral, sob a égide da Constituição de 1967.

Disputavam a sucessão do Presidente Figueiredo, as seguintes chapas:

Nos meses anteriores a esta eleição, houve uma intensa mobilização civil de âmbito nacional chamada Diretas Já que queriam eleições diretas em 1985. Havia três pré-candidatos: Paulo Maluf, que seria o candidato do PDS, Ulysses Guimarães, que seria o candidato do PMDB, e Tancredo Neves, que seria o candidato do PP. As eleições nunca aconteceram, Maluf foi mantido candidato pelo PDS, mas o Partido Popular ( PP ) se incorporou ao PMDB e Tancredo foi escolhido candidato.

Tancredo Neves é saudado por populares em Brasília. Ao fundo, olhando para a câmera, está o então secretário particular de Tancredo, seu neto Aécio Neves (1984).

Durante o ano de 1984, o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da antiga ARENA e partido de apoio ao Regime Militar, celebrou uma espécie de eleição primária para escolher seu candidato à Presidência da República nas eleições de 1985. Duas pré-candidaturas então surgiram: a do ex-governador de São Paulo e então deputado federal Paulo Maluf (com o deputado federal cearense Flávio Marcílio para Vice-Presidente) e a do ex-Ministro dos Transportes do Governo Médici, o coronel gaúcho Mário Andreazza (com o ex-governador de Alagoas Divaldo Suruagy para Vice-Presidente). Maluf derrotou Andreazza nas primárias do PDS, contando com o apoio do ideólogo do Regime Militar, o general Golbery do Couto e Silva, mas encontrou forte oposição de caciques nordestinos, notadamente Antônio Carlos Magalhães, Hugo Napoleão, Roberto Magalhães, entre outros. Estes descontentes, após a vitória de Maluf na eleição primária do PDS, saíram do partido e formaram a chamada Frente Liberal. A Aliança Democrática foi uma coligação entre o PMDB, o principal partido de oposição ao Regime Militar e os dissidentes do PDS que formavam a Frente Liberal. Esta dissidência acabaria por formar o PFL (atualmente o Democratas).

O Presidente João Figueiredo em audiência com Paulo Salim Maluf, em meados de 1980.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral reuniu-se e Tancredo Neves foi eleito presidente para um mandato de 6 anos com 480 votos (72,4%) contra 180 dados a Maluf (27,3%). Houve 26 abstenções, principalmente de parlamentares do PT, que foram orientados a votar nulo pelo diretório nacional partido. Os deputados Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes, votaram na chapa da Aliança Democrática e acabaram sendo expulsos do PT.